{"id":12073,"date":"2011-03-11T22:05:04","date_gmt":"2011-03-12T01:05:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=12073"},"modified":"2011-10-05T13:24:02","modified_gmt":"2011-10-05T16:24:02","slug":"entrevista-valentiger-um-pe-na-modernidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-valentiger-um-pe-na-modernidade\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: VALENTIGER &#8211; UM P\u00c9 NA MODERNIDADE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12079\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-valentiger-um-pe-na-modernidade\/valentiger1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"valentiger1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger1.jpg?fit=540%2C300\" class=\"alignnone size-full wp-image-12079\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger1.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Um disco bastou para o Floga-se se empolgar com o Valentiger. &#8220;Power Lines To Electric Times&#8221;, de 2009, foi o pontap\u00e9 inicial. Por\u00e9m, parecia quase certo que seria uma banda a sumir logo ap\u00f3s o bom primeiro disco. Mas 2011 veio e &#8220;Oh, To Know!&#8221; apareceu, surpreendendo com um trabalho final ainda melhor.<\/p>\n<p>Se mesmo com esses dois discos voc\u00ea ainda n\u00e3o conhecia o Valentiger, a banda se apresenta aqui, nessa entrevista exclusiva, respondida por Brent Shirey, o guitarrista e vocalista.<\/p>\n<p>Direto de Grand Rapids, Michigan, Esteites, o Valentiger pode ser que n\u00e3o tome o mundo de assalto, mas voc\u00ea precisa ouvir a m\u00fasica deles, uma deliciosa mistura de muitas ra\u00edzes sessentistas, que incluem folk e country, mas que se resume naquilo que se acostumou chamar apenas de &#8220;rock&#8217;n&#8217;roll&#8221;. E n\u00e3o t\u00e1 bom demais?<\/p>\n<p>Apesar dessa base, o Valentiger tem seu p\u00e9 na modernidade. Quer discos com capas, encartes e vinil, ao mesmo tempo que sabe dosar bem suas medidas nas novas tend\u00eancias digitais e tirar proveito de um mercado que \u00e9 completamente diferente daquele que foi dominado pelos seus \u00eddolos. Caso contr\u00e1rio, seria dif\u00edcil chegar aos nossos ouvidos aqui no Brasil (pelo menos por enquanto).<\/p>\n<p>Ainda bem. Ainda bem que esse quadro mudou.<\/p>\n<p>A torcida agora \u00e9 que a banda chegue de fato ao pa\u00eds, para alguma apresenta\u00e7\u00e3o. Quem sabe durante os shows que far\u00e1 com a Some Community no SXSW 2011 pinte o convite e a oportunidade.<\/p>\n<p>Estamos torcendo. Com um p\u00e9 na realidade.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12081\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-valentiger-um-pe-na-modernidade\/valentiger2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger2.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"valentiger2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger2.jpg?fit=540%2C300\" class=\"alignnone size-full wp-image-12081\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger2.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger2.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger2.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Floga-se: Valentiger ainda n\u00e3o \u00e9 uma banda bem conhecida no Brasil. Apresentem-se, ent\u00e3o, aos brasileiros. Quem \u00e9 quem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Eu sou Brent Shirey e sou o compositor da banda. Toco guitarra e viol\u00e3o, al\u00e9m de gaita. Sou tamb\u00e9m o vocalista principal. Nos discos toco um monte de outros instrumentos. Tamb\u00e9m sou respons\u00e1vel pelas as artes das capas, camisetas, pins e p\u00f4steres. Nos neg\u00f3cios, eu cuido dos direitos autorais. Scott Rider \u00e9 o baterista, que de vez em quando gosta de cantar. Nos conhecemos desde que \u00e9ramos garotos e sempre gostamos de fazer m\u00fasica juntos. Scott cuida de toda a promo\u00e7\u00e3o e agendamento pro Valentiger, o que n\u00e3o \u00e9 bolinho pra uma banda do nosso n\u00edvel, completamente independente. Eric Kehoe \u00e9 o baixista, e tamb\u00e9m toca piano. Ele \u00e9 o mais inteirado em tecnologia e est\u00e1 sempre procurando novos caminhos pro progresso da banda no mundo digital.<\/p>\n<p><strong>F-se: Como e quando o Valentiger come\u00e7ou? E o que esse nome quer dizer?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: A banda existe h\u00e1 uma d\u00e9cada. Embora, oficialmente tenha se tornado Valentiger em 2008 e lan\u00e7ado o primeiro disco com esse nome, &#8220;Power Lines To Electric Times&#8221;, em 2009. O nome \u00e9 nada mais do que a combina\u00e7\u00e3o de &#8220;valentine&#8221; e &#8220;tiger&#8221;. Eu dei um presente naquele ano (<em>de Dia dos Namorados<\/em>), que considerei um &#8220;valentiger&#8221;, e quando a banda estava a procura de um nome apresentei este pros outros rapazes. Meio que rimos e ent\u00e3o percebemos que, pelo menos, n\u00e3o odiamos esse nome como odiamos todos os outros que soavam como um asilo de idosos. Meio que grudou na gente esse nome. N\u00e3o tem nenhum significado real e \u00e9 f\u00e1cil de pesquisar na Internet, ao contr\u00e1rio de nosso nome anterior (<em>nota: a banda se chamava Happy Hour<\/em>).<\/p>\n<p><em>V\u00eddeo oficial de &#8220;Leaving Town&#8221; (de &#8220;Power Lines To Electric Times&#8221;)<\/em>:<br \/>\n<object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"540\" height=\"390\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jn-RuZTCOPM?fs=1&amp;hl=pt_BR\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<p><strong>F-se: Do primeiro disco pro seguinte, &#8220;Oh, To Know!&#8221;, o que mudou no processo de composi\u00e7\u00e3o? Foi dif\u00edcil fazer esse segundo disco? Todos conhecemos a tal &#8220;maldi\u00e7\u00e3o do segundo disco&#8221;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Acho que todos os discos est\u00e3o solidificados no que fizemos na nossa banda anterior. N\u00f3s j\u00e1 hav\u00edamos superado esse lance do segundo disco. Entretanto, o que eu achei dif\u00edcil neste segundo disco \u00e9 que hav\u00edamos nos dado um prazo. N\u00f3s fomos escalados pra tocar no SXSW 2011, em Austin, Texas, e realmente quer\u00edamos ter um disco pra promover no festival e durante as semanas de turn\u00ea que viriam antes e depois. Ent\u00e3o, criou-se um calend\u00e1rio e come\u00e7amos planejar os prazos pras demos, as guitarras bases e baterias, arte e tudo o mais. Foi uma tarefa dif\u00edcil pra mim, porque simplesmente &#8220;sab\u00edamos quando a m\u00fasica estava pronta&#8221;, sempre. Costumamos gravar perto de vinte can\u00e7\u00f5es e escolher as dez melhores. Mas dessa vez escolhemos dez m\u00fasicas e gravamos as dez. Isso nos permitiu um esfor\u00e7o maior numa quantidade menor de material, possibilitando o melhor resultado, como se v\u00ea nos shows e no disco. H\u00e1 (<em>em &#8220;Oh, To Know!&#8221;<\/em>) uma vivacidade e uma energia que n\u00e3o eram proeminentes em &#8220;Power Lines To Electric Times&#8221;. \u00c9 o mais perto dos nossos shows que as pessoas podem conseguir (<em>em disco<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: Algumas pessoas dizem que voc\u00eas fazem algo como &#8220;country-indie-pop&#8221; (&#8220;Hard To Let Me Down&#8221; \u00e9 um bom exemplo). Como definir o som do Valentiger? O que cada um ouve em casa? Quais bandas fizeram voc\u00eas quererem fazer m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: N\u00f3s costumamos definir nosso som simplesmente como &#8220;rock&#8217;n&#8217;roll&#8221;, mas se voc\u00ea se aprofundar, n\u00f3s temos refer\u00eancias dos anos 60. N\u00f3s derivamos de um bocado de melodias e harmonias daquela \u00e9poca, mas definitivamente damos um toque moderno. Acho que as letras e o estilo da minha guitarra s\u00e3o que nos fazem &#8220;mais folk&#8221; ou &#8220;country&#8221;. A banda \u00e9 muito baseada na perspectiva do compositor. Scott \u00e9 um f\u00e3 dos Beach Boys e Silver Jews, e Eric demais do Wilco e dos Beatles. Somos grandes f\u00e3s de Neil Young e Kinks. Algumas das minhas bandas favoritas s\u00e3o Pink Floyd, Smashing Pumpkins, Pixies, Pavement e REM. Para dizer mais algumas que eu realmente gosto e me sinto influenciado, Replacements, Television, Clash e um bocado das guitarras do come\u00e7o do Red Red Meat. Digo, todos n\u00f3s curtimos um artista que pode ser experimental, mas n\u00e3o temos que focar na m\u00fasica deles. Gostamos quando uma can\u00e7\u00e3o pode ser destrinchada ao m\u00e1ximo e ainda assim parecer bem boa.<\/p>\n<p><em>&#8220;Hard To Let Me Down&#8221;, na s\u00e9rie &#8220;Field Recording&#8221;:<\/em><br \/>\n<object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"540\" height=\"390\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5CZcTat6y84?fs=1&amp;hl=pt_BR\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<p><strong>F-se: Como voc\u00eas divulgam sua m\u00fasica, em dias em que gravadoras, r\u00e1dios e \u00e1lbuns f\u00edsicos n\u00e3o s\u00e3o mais t\u00e3o importantes? H\u00e1 uma f\u00f3rmula pra isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Sim, \u00e9 muito importante estar por dentro das novas tend\u00eancias digitais. Estivemos tateando o iTunes alguns anos atr\u00e1s e na cola de redes sociais como o MySpace (quando ainda era relevante) e o Facebook. Nossa m\u00fasica rodou no Pandora no come\u00e7o da d\u00e9cada passada, agora est\u00e1 nos carros. Isso tem me deixando louco. Pessoas querem consumir as coisas facilmente e de imediato, sejam boas ou ruins. A ind\u00fastria da m\u00fasica est\u00e1 come\u00e7ando a parecer um pouco como <em>fast food<\/em>. E todos est\u00e3o irritados com isso. Acho que as pessoas voltar\u00e3o a querer uma capa de disco, encartes e simplesmente a melhor qualidade sonora. Leva um tempo antes de voc\u00ea comer tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es no McDonald&#8217;s num dia e pensar consigo, &#8220;eu deveria estar fazendo melhor que isso&#8221;. Voc\u00ea tem que simplesmente usar o que est\u00e1 a sua disposi\u00e7\u00e3o para facilitar o que voc\u00ea t\u00e1 tentando fazer. E \u00e9 levar a m\u00fasica pras pessoas. A melhor op\u00e7\u00e3o no momento \u00e9 prensar um disco de 12&#8243; em vinil com um MP3 para download dentro. \u00c9 o melhor dos dois mundos. Embora o vinil possa ir direto pra prateleira, a capa, as letras e as informa\u00e7\u00f5es ainda estar\u00e3o l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>F-se: O que voc\u00eas acham de blogues, m\u00eddia social e Internet divulgarem a sua m\u00fasica? E o que acham de pessoas que baixam m\u00fasica de gra\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Acho demais os blogues e as m\u00eddias sociais. Mas t\u00e1 ficando dif\u00edcil perceber quando alguma coisa \u00e9 aut\u00eantica nesse vasto mar de conte\u00fado. O crit\u00e9rio de qualidade foi definido por baixo e as pessoas est\u00e3o aceitando isso. H\u00e1 muito coisa boa por a\u00ed, \u00e9 s\u00f3 que a confian\u00e7a e a confiabilidade s\u00e3o cada vez mais dif\u00edceis de se encontrar. Mas acho que se voc\u00ea faz as coisas do jeito certo, pessoas reconhecer\u00e3o um bom conte\u00fado &#8211; se elas realmente procurarem.<\/p>\n<p><strong>F-se: Imaginaria que sua m\u00fasica chegaria t\u00e3o longe? Como se sente com isso? H\u00e1 chance de voc\u00eas tocarem no Brasil algum dia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Oh, sempre h\u00e1 uma chance. O Valentiger \u00e9 uma banda cheia de surpresas e parece que n\u00f3s nunca sabemos o que nos espera. Jamais teria adivinhado que poder\u00edamos estabelecer uma conex\u00e3o com o Floga-se, mas isso n\u00e3o me surpreende, com os longos bra\u00e7os da Internet. Eu fico muito feliz que algu\u00e9m goste da m\u00fasica e tome seu tempo para acompanhar o que uma banda faz. Significa muito pra gente quando algu\u00e9m pega o single e acaba conhecendo o que n\u00f3s somos.<\/p>\n<p><strong>F-se: No Brasil, banda no come\u00e7o de carreira n\u00e3o pode viver da m\u00fasica propriamente dita. A m\u00fasica paga as suas contas ou voc\u00eas tem outros empregos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Estamos bem pr\u00f3ximos de pagar nossas contas apenas com o Valentiger, mas n\u00e3o chegamos l\u00e1 ainda. Especialmente nesse momento, quando acabamos de prensar os CDs, vinis, camisetas, p\u00f4steres, pins e financiamos uma turn\u00ea de tr\u00eas semanas. Todos temos empregos de meio per\u00edodo pra manter as coisas. Eu dou aulas de guitarra e \u00e0s vezes trabalho como cozinheiro. Scott \u00e9 barista e Eric, professor substituto. Senhor K, se preferir.<\/p>\n<p><em>&#8220;Man On Fire&#8221;, na s\u00e9rie &#8220;Field Recording&#8221;:<\/em><br \/>\n<object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"540\" height=\"390\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/qnaKCm9BjB8?fs=1&amp;hl=pt_BR\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<p><strong>F-se: Seus v\u00eddeos s\u00e3o bem simples (como na s\u00e9rie &#8220;Field Recording&#8221;). D\u00e1 pra ver que h\u00e1 bem pouco dinheiro envolvido. Como voc\u00eas fazem, ent\u00e3o? E como surgiu a ideia para a &#8220;Field Recording&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: O Valentiger normalmente faz mais por menos. Mantemos as ideias simples e tentamos manter o foco. Por sorte, todos n\u00f3s somos apaixonados pela cria\u00e7\u00e3o em geral, ent\u00e3o quando chega a hora de fazer um v\u00eddeo, um de n\u00f3s normalmente tem a c\u00e2mera ou o equipamento de grava\u00e7\u00e3o e assume voluntariamente a frente do projeto. No caso das &#8220;Field Recordings&#8221;, era um modo de matar o tempo na estrada. Acho que foi uma ideia do Eric em primeiro lugar e foi um jeito da gente oferecer algum material intimista sobre nossa vida na estrada. Tamb\u00e9m permitiu que as can\u00e7\u00f5es do disco pudessem brilhar em sua forma mais crua. Planejamos fazer o mesmo na turn\u00ea de &#8220;Oh, To Know!&#8221;, junto com v\u00eddeos de coveres e material antigo. Chris, do (<em>site<\/em>) <a href=\"http:\/\/www.halfwayhousemusic.com\" target=\"_blank\">HalfWayHouseMusic<\/a>, vir\u00e1 conosco para rodar os v\u00eddeos, assim como documentar nossa turn\u00ea e a passagem pelo South By Southwest. Temos alguns &#8220;ao-vivo-em-est\u00fadio&#8221; no site dele (<em><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/2011\/02\/01\/valentiger-nas-halfway-house-sessions\/\" target=\"_blank\">o Floga-se postou sobre, aqui<\/a><\/em>). Ele fez um trabalho incr\u00edvel!<\/p>\n<p><strong>F-se: O que conhecem da m\u00fasica brasileira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brent<\/strong>: Honestamente, eu realmente n\u00e3o conhe\u00e7o muito. Entretanto, fiquei sabendo que vamos tocar com uma banda brasileira no South By Southwest, a Some Community. \u00c9 isso? (<em>nota: no Rock n&#8217;Beats, o gigante blogue que colaboro com um texto aqui e outro acol\u00e1, t\u00e1 fazendo um di\u00e1rio da turn\u00ea da Some Community pelos Esteites; <a href=\"http:\/\/www.rocknbeats.com.br\/2011\/03\/06\/diario-de-turne-some-community-na-america-do-norte-1-2\/\" target=\"_blank\">clique aqui para ler<\/a><\/em>)<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12091\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-valentiger-um-pe-na-modernidade\/valentiger3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger3.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"valentiger3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger3.jpg?fit=540%2C300\" class=\"alignnone size-full wp-image-12091\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger3.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger3.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/valentiger3.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Para conhecer mais:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.valentigermusic.com\/\" target=\"_blank\"> Site Oficial<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/twitter.com\/valentiger\" target=\"_blank\">Twitter<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/valentigermusic?v=info\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ulcerate-um-territorio-mais-profundo\/\" title=\"ENTREVISTA: ULCERATE &#8211; UM TERRIT\u00d3RIO MAIS PROFUNDO\">ENTREVISTA: ULCERATE &#8211; UM TERRIT\u00d3RIO MAIS PROFUNDO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-jordaan-mason-desejo-estranho-de-documentar-a-vida\/\" title=\"ENTREVISTA: JORDAAN MASON &#8211; DESEJO ESTRANHO DE DOCUMENTAR A VIDA\">ENTREVISTA: JORDAAN MASON &#8211; DESEJO ESTRANHO DE DOCUMENTAR A VIDA<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-will-oldham-dos-pes-de-um-vulcao-para-o-mundo\/\" title=\"ENTREVISTA: WILL OLDHAM &#8211; DOS P\u00c9S DE UM VULC\u00c3O PARA O MUNDO\">ENTREVISTA: WILL OLDHAM &#8211; DOS P\u00c9S DE UM VULC\u00c3O PARA O MUNDO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-kyle-field-mais-vulneravel-do-que-jovem\/\" title=\"ENTREVISTA: KYLE FIELD &#8211; MAIS VULNER\u00c1VEL DO QUE JOVEM\">ENTREVISTA: KYLE FIELD &#8211; MAIS VULNER\u00c1VEL DO QUE JOVEM<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-mineral-uma-comunidade-ao-longo-do-tempo\/\" title=\"ENTREVISTA: MINERAL &#8211; UMA COMUNIDADE AO LONGO DO TEMPO\">ENTREVISTA: MINERAL &#8211; UMA COMUNIDADE AO LONGO DO TEMPO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um disco bastou para o Floga-se se empolgar com o Valentiger. &#8220;Power Lines To Electric Times&#8221;, de 2009, foi o pontap\u00e9 inicial. 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