{"id":21816,"date":"2012-01-13T11:56:50","date_gmt":"2012-01-13T13:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=21816"},"modified":"2013-11-12T12:02:53","modified_gmt":"2013-11-12T14:02:53","slug":"os-discos-da-vida-marcelo-costa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: MARCELO COSTA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21831\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/marcelocosta1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"marcelocosta1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-21831\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Talvez Marcelo Costa comande o site brasileiro sobre cultura pop (n\u00e3o s\u00f3 de m\u00fasica) mais conhecido do novo s\u00e9culo. N\u00e3o \u00e9 um exagero. O <a href=\"http:\/\/screamyell.com.br\/\" target=\"_blank\">Scream &#038; Yell<\/a> re\u00fane o que muita gente considera o fil\u00e9 mignon do jornalismo cultural brasileiro, em colabora\u00e7\u00f5es na base da camaradagem; e seu blogue pessoal, o <a href=\"http:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\">Calmantes com Champagne<\/a>, meu preferido, tem dicas boas de shows, livros e discos, lan\u00e7amentos de novos talentos brasileiros, relatos de viagens, numa miscel\u00e2nea mais descontra\u00edda.<\/p>\n<p>Dois trabalhos que j\u00e1 seriam suficientes pra ele ser protagonista dessa se\u00e7\u00e3o, mas o cara tamb\u00e9m \u00e9 agitador cultural, com suas festas e shows do seu site, e, claro, gente boa, com aquela simplicidade que faz a gente pensar que a &#8220;natureza&#8221; n\u00e3o equilibrou bem as coisas: ele tem um bocado dessa virtude, enquanto o mundo \u00e9 povoado por malas demais e de toda esp\u00e9cie. \u00c9 altamente recomend\u00e1vel tomar umas cervejas e falar umas bobagens com a figura.<\/p>\n<p>S\u00f3 que nada disso bastaria se ele n\u00e3o tivesse tamb\u00e9m um gosto musical aplaud\u00edvel. Costa \u00e9 refer\u00eancia pra muita gente no que se refere a m\u00fasica, suas indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o seguidas como se nelas estivessem coladas um selo de qualidade, uma ISO 9000, um Inmetro da m\u00fasica pop.<\/p>\n<p>E ele leva a s\u00e9rio o que faz &#8211; embora o fa\u00e7a se divertindo. Essa edi\u00e7\u00e3o de &#8220;Os Discos da Vida&#8221; captura o profissional Marcelo Costa em a\u00e7\u00e3o, aquele que escreve bem como poucos; e a <em>pessoa<\/em> Marcelo Costa, aquela que se emociona ao lembrar de cap\u00edtulos do seu passado, obrigados a serem vasculhados e revirados pra florir esses textos.<\/p>\n<p>A gen\u00e9tica musical dele est\u00e1 aqui, pra voc\u00ea entend\u00ea-lo melhor.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>MARCELO COSTA<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;21 de junho de 1970. Dona Vilma est\u00e1 sentada assistindo a decis\u00e3o da Copa do Mundo, barrig\u00e3o de sete meses de gravidez, e quando Pel\u00e9 ajeita elegantemente a bola pro meio da pequena \u00e1rea, e Jairzinho entra com tudo errando o chute, mas marcando o gol, ela pula e cai desajeitada na ponta do sof\u00e1. Tontura, pontadas, contra\u00e7\u00f5es: quase que nasci antes do gola\u00e7o de Carlos Alberto, que encerraria 16 minutos depois aquela Copa do Mundo. Dona Vilma aguentou at\u00e9 o final, comemorou e s\u00f3 fui nascer mesmo em agosto. <\/p>\n<p>Os anos 70 ocupam um pequenino espa\u00e7o na mem\u00f3ria da minha vida. A fam\u00edlia se mudou pra Taubat\u00e9 e at\u00e9 o come\u00e7o dos anos 80 poucos fatos musicais chamaram a minha aten\u00e7\u00e3o (minha m\u00e3e chorando o assassinato de John Lennon e a morte de Vinicius s\u00e3o fatos t\u00e3o claros pra mim quanto o show de Paul McCartney no ano passado). Eu era um moleque em uma cidade do interior, e estava mais preocupado com a Elaine (com quem dancei quadrilha nos quatro primeiros anos da escola) e a M\u00e1rcia (a minha primeira paix\u00e3o alis\u00f4nica, quando eu nem sabia que Elvis Costello existia). <\/p>\n<p>Da\u00ed, ent\u00e3o, meus pais se separaram. Eu tinha nove anos, e apesar de aparentemente ter lidado bem com a situa\u00e7\u00e3o, um psic\u00f3logo diria que pra suprir a aus\u00eancia da figura paterna, me apeguei em duas das coisas que, com olhar de moleque, eu achei que o representassem: o jornalismo e a m\u00fasica. Meu pai chegou a fazer alguns trabalhos de locutor de r\u00e1dio e escrevia no jornal da Volkswagen, e aquilo me impressionava tanto quanto sua vasta cole\u00e7\u00e3o de discos, a maioria (at\u00e9 onde me lembro) de m\u00fasica popular brasileira: Vinicius, Caetano, Chico, Gil, Jorge, Nara, Rita&#8230; Tudo o que voc\u00ea imaginar. <\/p>\n<p>A rotina da fam\u00edlia mudou drasticamente: o dinheiro diminuiu, come\u00e7aram as mudan\u00e7as de casas (e, com isso, a mudan\u00e7a constante de amigos), e a m\u00fasica tornou-se a minha companheira. A lista nost\u00e1lgica que segue abaixo \u00e9 definidora da minha personalidade. Hoje em dia, amo centenas de discos, mas resisto a tenta\u00e7\u00e3o de colocar Wilco, Arcade Fire, Radiohead, Afghan Whigs, Nirvana e outros que s\u00f3 vim a descobrir depois (como Leonard Cohen ou os cl\u00e1ssicos noventistas do R.E.M.) nesta lista, pois eles s\u00f3 fazem\/fizeram parte da minha vida porque, um dia, ouvi e ouvi e ouvi os discos abaixo. Eles s\u00e3o os 10 discos da minha vida&#8230;<\/p>\n<p>E tudo come\u00e7ou com&#8230; Beatles&#8221;. <\/p>\n<p><strong>The Beatles &#8211; &#8220;Ballads&#8221; (1980)<\/strong><br \/>\nO disco n\u00famero 1 da minha cole\u00e7\u00e3o pessoal foi uma colet\u00e2nea de baladas dos Beatles. O vinil era fininho, mas ainda assim as dez m\u00fasicas de cada um dos lados tocaram tanto e tanto e tanto, e nunca chegaram a riscar. Talvez se meu primeiro \u00e1lbum fosse &#8220;Never Mind The Bollocks&#8221;, as coisas fossem diferentes, mas alguns anos da minha vida (que hoje parecem terem sido longos demais) foram embalados por &#8220;You&#8217;ve Got to Hide Your Love Away&#8221;, &#8220;For No One&#8221;, &#8220;Do You Want to Know a Secret&#8221;, &#8220;Michelle&#8221;, &#8220;She&#8217;s Leaving Home&#8221;, &#8220;Here, There and Everywhere&#8221;, &#8220;The Fool on the Hill&#8221;, &#8220;Blackbird&#8221;, &#8220;Something&#8221; e &#8220;Let It Be&#8221;, pra citar dez (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21817\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/beatles-ballads\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/beatles-ballads.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"beatles-ballads\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/beatles-ballads.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/beatles-ballads.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21817\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/beatles-ballads.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/beatles-ballads.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;You&#8217;ve Got to Hide Your Love Away&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/CKHA2AGbXtI?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Led Zeppelin &#8211; &#8220;Led Zeppelin II&#8221; (1969)<\/strong><br \/>\nOlhando em retrospecto, n\u00e3o sei como n\u00e3o parti para o lado metaleiro da for\u00e7a. Talvez por minha alma j\u00e1 exibir uma queda pelo romantismo (o que talvez explique o fato de uma das minhas faixas preferidas deste disco ser o balad\u00e3o &#8220;Thank You&#8221;), devido a audi\u00e7\u00f5es repetidas do disco de baladas dos Beatles, muito embora a coisa j\u00e1 devesse estar definida por algum gene familiar. Ainda assim, &#8220;Whole Lotta Love&#8221;, o rife arrasa-quarteir\u00e3o de &#8220;Living Loving Maid&#8221;, o solo absurdo de &#8220;Heartbreaker&#8221;, o clima bate-e-assopra de \u201cWhat Is and What Should Never Be\u201d, e claro, &#8220;Moby Dick&#8221; foram um excelente anest\u00e9sico pro t\u00e9dio e um perfeito ponto de converg\u00eancia sobre rock barulhento pra um garoto de doze, treze anos. Interessante: muito da molecada da cidade estava afundada no <em>New Wave of British Heavy Metal<\/em>, mas apesar de ter ouvido bastante Iron Maiden nesse per\u00edodo, e gostado, meu caminho de rock pesado foi aberto (e sedimentado) por &#8220;Led Zeppelin II&#8221;; &#8220;The Kids Are Alright&#8221;, do The Who; e &#8220;Burn&#8221;, do Deep Purple. <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21818\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/led-ii\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/led-II.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/led-II.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/led-II.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21818\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/led-II.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/led-II.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Thank You&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/u1z4vkPWkLQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Echo &#038; The Bunnymen &#8211; &#8220;Ocean Rain&#8221; (1984)<\/strong><br \/>\nEu nunca seria capaz de citar um disco importante na minha vida. Nunca porque esse posto \u00e9 ocupado por dois \u00e1lbuns: &#8220;Ocean Rain&#8221;, do Echo and The Bunnymen, \u00e9 o primeiro. N\u00e3o foi o primeiro disco que eu comprei deles (a brilhante colet\u00e2nea &#8220;Songs To Learn And Sing&#8221; \u2013 Can\u00e7\u00f5es Para Aprender e Cantar \u2013 havia feito o estrago primeiro), mas assim que a agulha come\u00e7ou a correr os sulcos uma paix\u00e3o avassaladora nasceu. Est\u00e1 tudo ali. Tudo. O que o Echo And The Bunnymen mostrava era de que era poss\u00edvel ser passional sem ser chor\u00e3o (ou emo, se o adjetivo desabonador houvesse sido popularizado na \u00e9poca), que era poss\u00edvel ser psicod\u00e9lico sem ser maleta. Esse \u00e9 o disco que ninou minha alma durante noites e noites insones da adolesc\u00eancia, as quais eu tentava lutava pra acreditar ser poss\u00edvel sobreviver at\u00e9 os 20 anos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21819\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/echo-oceanrain\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/echo-oceanrain.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"echo-oceanrain\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/echo-oceanrain.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/echo-oceanrain.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21819\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/echo-oceanrain.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/echo-oceanrain.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Ocean Rain&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Naw4TQgl_Zs?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Clash &#8211; &#8220;London Calling&#8221; (1979)<\/strong><br \/>\nO cora\u00e7\u00e3o tinha uma trilha sonora, a cabe\u00e7a tinha outra: &#8220;London Calling&#8221;, do Clash. Novamente: est\u00e1 tudo ali. Tudo. Punks radicais odiaram, afinal, &#8220;London Calling&#8221; \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es que abra\u00e7a diversos estilos: punk, reggae, <em>rockabilly<\/em>, bebop, ska, R&#038;B, pop, <em>lounge jazz<\/em>, <em>hard rock<\/em> e baladas. O Clash provava por A (&#8220;Brand New Cadillac&#8221;) + B (&#8220;Lost In The Supermarket&#8221;) que as fronteiras da m\u00fasica eram t\u00eanues, e que n\u00e3o importava a forma que voc\u00ea usava para se manifestar, mas o que voc\u00ea tinha pra dizer. O cineasta Cameron Crowe, toda vez que se prepara pra come\u00e7ar um filme, envia para seus atores uma c\u00f3pia de &#8220;Pet Sounds&#8221;, dos Beach Boys, como se o disco fosse uma carta de apresenta\u00e7\u00e3o\/inten\u00e7\u00e3o. Se pudesse fazer o mesmo (e j\u00e1 fiz algumas vezes), enviaria &#8220;London Calling&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16188\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-hierofante-purpura\/clash-londoncalling\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/clash-londoncalling.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/clash-londoncalling.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/clash-londoncalling.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16188\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/clash-londoncalling.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/clash-londoncalling.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;London Calling&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4vHvzybkqfo?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Doors &#8211; &#8220;The Best Of The Doors&#8221; (1985)<\/strong><br \/>\nEntre os meus dez e quinze anos, muita aconteceu n\u00e3o s\u00f3 na minha vida, mas com o pr\u00f3prio pa\u00eds. O fim da ditadura foi um perfeito incentivador pra massifica\u00e7\u00e3o do rock nacional. Essa colet\u00e2nea dupla caiu como uma luva no ambiente que eu vivia, e a pr\u00f3pria turma o adotou (n\u00e3o com a veem\u00eancia dos personagens do filme &#8220;Os Garotos Perdidos&#8221;, mas de uma forma mais&#8230; viajante). Jim Morrison me levou a William Blake e Aldous Huxley, e embora a chapa\u00e7\u00e3o de &#8220;As Portas Da Percep\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o tenha causado tanto efeito sobre mim, &#8220;O Macaco E A Ess\u00eancia&#8221; permanece at\u00e9 hoje como um dos meus livros prediletos. O que dizer de um disco que tem &#8220;Five To One&#8221;, &#8220;Break On Through\u201d, &#8220;L.A. Woman&#8221;, &#8220;Light My Fire&#8221; e &#8220;When The Music&#8217;s Over&#8221;?<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21820\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/doors-bestof\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?fit=301%2C300\" data-orig-size=\"301,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"doors-bestof\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?fit=301%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21820\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?w=301 301w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/doors-bestof.jpg?resize=300%2C299 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;L.A. Woman&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/O17i437KIBI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Cure &#8211; &#8220;The Top&#8221; (1984)<\/strong><br \/>\nTenho um carinho imenso por este \u00e1lbum, o &#8220;disco psicod\u00e9lico&#8221; da nossa turma. \u00c9 uma lembran\u00e7a quase t\u00e3o viva quanto o sabor de uma fruta, que voc\u00ea prova e te transporta pra um determinado local vivendo uma determinada situa\u00e7\u00e3o. Ouvi muito mais o &#8220;Head On The Door&#8221; e gosto muito mais do &#8220;Disintegration&#8221;, mas &#8220;The Top&#8221; \u00e9 a trilha sonora de um per\u00edodo adolescente pr\u00e9-faculdade, sem obriga\u00e7\u00f5es e cobran\u00e7as, de noitadas b\u00eabadas e a vis\u00e3o de que o futuro ainda estava muito longe e a \u00fanica coisa que restava era encher a cara e fumar com os amigos, enquanto a vida n\u00e3o tomava rumo. \u00c9 o meu disco &#8220;irrespons\u00e1vel&#8221;(<em>risos<\/em>)&#8230; <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21822\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/cure-thetop\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/cure-thetop.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cure-thetop\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/cure-thetop.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/cure-thetop.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21822\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/cure-thetop.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/cure-thetop.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;The Caterpillar&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nWgMFP9-Jy0?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><br \/>\n&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Smiths &#8211; &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; (1984)<\/strong><br \/>\nAinda hoje, quando coloco &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; pra tocar, fico impressionado com sua simplicidade. \u00c9 tudo t\u00e3o passional, e ao mesmo tempo t\u00e3o&#8230; focado. Reuni\u00e3o de singles, lados b e apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo em programas de r\u00e1dio, &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; compila dezenas de p\u00e9rolas da dupla Morrissey\/Marr em vers\u00f5es lo-fi. Um exemplo: &#8220;Still Ill&#8221;, uma das minhas preferidas, foi retirada de uma John Peel Session de 1983, e soa t\u00e3o suave (apesar da letra venenosa e dos arpejos de guitarra querendo fugir da melodia) perto da pesad\u00edssima vers\u00e3o ao vivo do \u00e1lbum &#8220;Rank&#8221;. S\u00e3o dezesseis faixas indispens\u00e1veis (apesar do chororo de &#8220;Heaven Knows I&#8217;m Miserable Now&#8221; torrar a paci\u00eancia de vez em quando) que serviram pra antecipar a for\u00e7a de &#8220;The Queen Is Dead&#8221;, o disco definitivo.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16966\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-loomer\/smiths-hatfulofhollow\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"smiths-hatfulofhollow\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16966\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a: &#8220;Still Ill&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/fIy1n0ayAEk?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Joy Division &#8211; &#8220;Closer&#8221; (1980)<\/strong><br \/>\nSmiths e Joy Division surgiram ao mesmo tempo na minha adolesc\u00eancia, cada um respons\u00e1vel por ser trilha sonora de um momento espec\u00edfico daqueles dias incertos e nebulosos. Apesar de &#8220;Atmosphere&#8221; ser a minha can\u00e7\u00e3o predileta da banda (presente na colet\u00e2nea &#8220;Substance&#8221;), &#8220;Closer&#8221; tornou-se um amuleto contra o bom humor exagerado, um disco pra ouvir e perceber que, independente de algum momento bom, a tend\u00eancia natural das coisas \u00e9 dar errado. Tamb\u00e9m servia pra mostrar o quanto a minha dor, apesar de parecer imensa e intensa, soava insignificante perto da dor daquele cara que cantava algumas coisas realmente doloridas. Eis um grande companheiro de horas dif\u00edceis.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16967\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-loomer\/joydivision-closer\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/joydivision-closer.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"joydivision-closer\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/joydivision-closer.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/joydivision-closer.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16967\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/joydivision-closer.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/joydivision-closer.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Heart And Soul&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/l9bH6R3gj0I?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Husker D\u00fc &#8211; &#8220;Warehouse: Songs And Stories&#8221; (1987)<\/strong><br \/>\nAqui a coisa come\u00e7a a ficar s\u00e9ria&#8230; e um tiquinho violenta. Este \u00e1lbum e o pr\u00f3ximo (e, acredite, &#8220;Dead Again&#8221;, do Mercyful Fate) foram meus doces companheiros dos dezessete anos aos vinte, acompanhando-me durante o agrad\u00e1vel per\u00edodo dedicado ao servi\u00e7o-militar obrigat\u00f3rio pra Na\u00e7\u00e3o. &#8220;Warehouse: Songs And Stories&#8221;, no entanto, salta a frente por antecipar boa parte do que eu iria ouvir e procurar nos anos seguintes, algo como um Santo Graal de honestidade <em>rock and roll<\/em> embalado em can\u00e7\u00f5es emblem\u00e1ticas, vinte porradas que bateram t\u00e3o forte que at\u00e9 hoje me pego assoviando o riff de &#8220;These Important Years&#8221;, sem querer. Toda vez que algu\u00e9m fala em fim do mundo me vem \u00e0 imagem da intro de bateria de &#8220;She Floated Away&#8221;. E eu tento me controlar, colocar as m\u00e3os nos bolsos, mas n\u00e3o consigo deixar de fazer air guitar em &#8220;Ice Cold Ice&#8221;&#8230;<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"21828\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-marcelo-costa\/huskerdu-warehouse\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/huskerdu-warehouse.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"huskerdu-warehouse\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/huskerdu-warehouse.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/huskerdu-warehouse.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-21828\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/huskerdu-warehouse.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/huskerdu-warehouse.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;These Important Years&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Knjh4K_QqUQ?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Pixies &#8211; &#8220;Doolittle&#8221; (1989)<\/strong><br \/>\nO disco perfeito. Em um mundo fiel \u00e0s leis e sem alma, eu deveria processar Black Francis pelo estado avariado do meu ouvido esquerdo, dano causado por centenas de audi\u00e7\u00f5es deste disco via <em>walkman<\/em>, ida e volta do trabalho, durante meses, talvez anos. Mas se estou aqui, escrevendo todas essas bobagens sentimentais, o m\u00e9rito tamb\u00e9m \u00e9 de Black Francis, por ter tornado a vida t\u00e3o mais f\u00e1cil em um per\u00edodo de baixa estima e pouca f\u00e9 nos sonhos. &#8220;Doolittle&#8221; \u00e9 daqueles discos que me fazem sorrir independente do meu estado de esp\u00edrito. As hem\u00e1cias, leuc\u00f3citos e plaquetas correm por minhas veias gritando &#8220;Debaser&#8221;, &#8220;Tame&#8221;, &#8220;Wave Of Mutilation&#8221;, &#8220;I Bleed&#8221;&#8230;<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18710\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-top-surprise\/pixies-doolittle\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"pixies-doolittle\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-18710\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Wave Of Mutilation&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"315\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/P0WjRmqHz48?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-lautmusik\/\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: Lautmusik&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS\">OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK\">OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-ricardo-schott-pop-fantasma\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)\">OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez Marcelo Costa comande o site brasileiro sobre cultura pop (n\u00e3o s\u00f3 de m\u00fasica) mais conhecido do novo s\u00e9culo. N\u00e3o \u00e9 um exagero. O Scream [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21831,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1144,1825],"tags":[1082],"class_list":["post-21816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-discos-da-vida-2","tag-discos-da-vida"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/marcelocosta1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-5FS","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21816\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21831"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}