{"id":23018,"date":"2012-02-24T20:47:45","date_gmt":"2012-02-24T22:47:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=23018"},"modified":"2013-10-25T01:28:04","modified_gmt":"2013-10-25T03:28:04","slug":"os-discos-da-vida-the-sorry-shop","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: THE SORRY SHOP"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23032\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/sorryshop4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sorryshop4.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"sorryshop4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sorryshop4.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sorryshop4.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-23032\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sorryshop4.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sorryshop4.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>The Sorry Shop \u00e9 R\u00e9gis Garcia. Foi ele que, l\u00e1 de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, cometeu essa preciosidade, o EP <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-sorry-shop-thank-you-come-again-ep\/\" target=\"_blank\">&#8220;Thank You Come Again&#8221;<\/a>. Cinco m\u00fasicas que bebem na fonte do <em>showegaze<\/em> e das distor\u00e7\u00f5es pregui\u00e7osas e displicentes dos anos 1990.<\/p>\n<p>Mas a vida segue em frente e R\u00e9gis viu seu Sorry Shop precisar de mais gente. Cresceu. O <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-the-sorry-shop-sometimes-im-down\/\" target=\"_blank\">v\u00eddeo de &#8220;Sometimes I&#8217;m Down&#8221;<\/a>, lan\u00e7ado recentemente, da primeira m\u00fasica do que vir\u00e1 a ser o disco de estreia, j\u00e1 mostra uma banda &#8220;cheia&#8221;, agora com mais cinco integrantes: Rafael Rechia (guitarra), R\u00e9gis Garcia (baixo), M\u00f4nica Reguffe (vocais e eventuais barulhos), Marcos Alaniz (vocais e eventuais barulhos), Luiz Felipe (guitarra) e Eduardo Cust\u00f3dio (bateria). &#8220;(<em>\u00c9 essa<\/em>) a banda que t\u00e1 ensaiando e preparando uma pequena rota musical de inicia\u00e7\u00e3o pra The Sorry Shop aqui no sul e arredores, pra ver se o lance vai funcionar bem&#8221;, diz R\u00e9gis.<\/p>\n<p>\u00c9 uma evolu\u00e7\u00e3o contante. A mesma evolu\u00e7\u00e3o que \u00e9 poss\u00edvel perceber aqui nessa edi\u00e7\u00e3o de &#8220;Os Discos da Vida&#8221;. Um dos escolhidos \u00e9 de 2011 &#8211; do ano passado! E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma prefer\u00eancia atual &#8211; o disco fez realmente a diferen\u00e7a pro Sorry Shop. Foi o impulso pra banda emergir e aparecer pro mundo.<\/p>\n<p>Se um disco de 2011 causou essa influ\u00eancia, h\u00e1 de se entender a constante muta\u00e7\u00e3o &#8211; ou avan\u00e7o &#8211; pra R\u00e9gis Garcia. O Sorry Shop ainda \u00e9 ele &#8211; mas a banda n\u00e3o \u00e9 <em>todo ele<\/em> e ningu\u00e9m sabe <em>o que ser\u00e1 ele<\/em> daqui a algum tempo.<\/p>\n<p>O futuro \u00e9 instigante e imprevis\u00edvel. O passado, pelo menos, a gente pode mapear.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>R\u00c9GIS GARCIA<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o sei exatamente se consegui resumir a minha vida em discos ou, ao menos, apontar, de fato, os discos da minha vida aqui. Tem muita coisa que vai ficar de fora por n\u00e3o parecer fazer muito sentido agora, mas certamente, em algum momento l\u00e1 atr\u00e1s, deve ter surtido efeito qualquer em mim. Eu gosto de pensar em m\u00fasica como catarse. E esses discos que aponto aqui s\u00e3o, pra mim, uma catarse de v\u00e1rios momentos da minha exist\u00eancia. Alguns deles at\u00e9 criaram uns traumas, eu acho. Mesmo assim, o trauma faz parte do crescimento e amadurecimento e, por isso, vejo estes \u00e1lbuns como os mais significativos pra contemplar esse processo em mim. Meu ambiente familiar tamb\u00e9m n\u00e3o era muito prop\u00edcio pra m\u00fasica. N\u00e3o por n\u00e3o ter apoio, pelo contr\u00e1rio: tive muito apoio da minha m\u00e3e, mas nunca fomos de escutar muita m\u00fasica em casa e os LPs que estavam nas prateleiras daqui, at\u00e9 certa data, al\u00e9m de escassos, resumiam-se a alguns Richard Clayderman, uma ou duas colet\u00e2neas do &#8220;Galp\u00e3o Crioulo&#8221;, Em\u00edlio Santiago, algumas trilhas de novela (de onde tirei meus primeiros rocks, como Jo\u00e3o Penca) e um Topo Gigio, que me assombrou durante a inf\u00e2ncia. \u00c9 v\u00e1lido lembrar que estes discos aqui eleitos n\u00e3o est\u00e3o, necessariamente, em uma ordem cronol\u00f3gica de como tudo come\u00e7ou. Eu n\u00e3o sei como tudo come\u00e7ou e nem sei se quero saber. O que posso afirmar \u00e9 que, se estes foram os discos lembrados pra elucidar o t\u00f3pico, certamente eles s\u00e3o os mais importantes da minha vida&#8221;.<\/p>\n<p><strong>The Smiths &#8211; &#8220;The Queen Is Dead&#8221; (1986)<\/strong><br \/>\n\u00c9 um album fulgoroso e, ao mesmo tempo, brando. Lembro de adorar muito os timbres bem tosc\u00f5es de baixo. Ali\u00e1s, em termos de sonoridade, pra mim \u00e9 uma das obras de arte da m\u00fasica: os viol\u00f5es s\u00e3o fant\u00e1sticos; as guitarras, sem exageros, o que pra aquele \u00e1lbum foi essencial pra dar espa\u00e7o pro resto todo; a caixa de bateria, mais bem timbrada de um disco do Smiths. Tudo \u00f3timo, tudo mesmo, mas, sobretudo, o baixo. Afinal, sou oficialmente baixista e o Rourke foi uma das bases pra eu descobrir o som que eu curto. A minha favorita, de longe, \u00e9 a &#8220;I Know It&#8217;s Over&#8221;, pela simplicidade do arranjo e principalmente pela linha de voz. O disco todo tem um arrastado gostoso, parece que foi feito com m\u00e3o solta, sem muito esfor\u00e7o. Sem contar a sensa\u00e7\u00e3o de sequ\u00eancia e de que vai crescendo, que eu sinto quando escuto ele numa sentada. Outro aspecto, menos valoroso l\u00e1 atr\u00e1s na minha vida, quando escutei ele das primeiras vezes, mas que veio \u00e0 tona com o tempo e com a melhor compreens\u00e3o da l\u00edngua e das sacadas do conte\u00fado, s\u00e3o as letras. Um \u00e1lbum completasso.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15805\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/discos-da-vida-indiedadepre\/smiths-thequeenisdead\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/smiths-thequeenisdead.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"smiths-thequeenisdead\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/smiths-thequeenisdead.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/smiths-thequeenisdead.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-15805\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/smiths-thequeenisdead.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/smiths-thequeenisdead.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;I Know It&#8217;s Over&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/5sQPZ9dD9v8?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Cure &#8211; &#8220;D1sintegration&#8221; (1989)<\/strong><br \/>\n\u00c9 o meu disco favorito pra viajar (em todos os sentidos \u2013 teve uma \u00e9poca em que eu estudei em Florian\u00f3polis e meio que morava ainda na minha cidade, o que me dava tempo de sobra, mais ou menos mensalmente, pra escutar discos na odisseia de \u00f4nibus de, em m\u00e9dia, doze horas de ida e doze de volta. O &#8220;Disintegration&#8221; era um desses discos e sempre me fazia prender o olho na janela e ficar devaneando por um bom tempo). Na minha opini\u00e3o, ele tem um <em>feeling<\/em> muito \u00e9pico, o que o torna um disco daqueles que a gente imagina imagens, pessoas, lugares e, quando v\u00ea o disco foi e nem deu pra notar a m\u00fasica passando faixa-a-faixa. Um dos aspectos que faz dele um dos discos da minha vida \u00e9 o fato de que este \u00e1lbum foi essencial pra que eu percebesse que instrumental el\u00edptico e introdu\u00e7\u00f5es ou trechos de longu\u00edssima dura\u00e7\u00e3o d\u00e3o certo, al\u00e9m de afirmar sonoramente que os espa\u00e7os que sobram n\u00e3o precisam ser preenchidos com solos ou qualquer coisa, eles simplesmente est\u00e3o l\u00e1 e ficam lindos, contrariando muita coisa que eu tinha internalizado ao longo dos anos e por conta de v\u00e1rias experi\u00eancias diferentes.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"20612\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-badhoneys\/cure-disintegration\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cure-disintegration.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cure-disintegration\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cure-disintegration.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cure-disintegration.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-20612\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cure-disintegration.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cure-disintegration.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Lovesong&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dcDvffbF6fI?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Pavement &#8211; &#8220;Crooked Rain, Crooked Rain&#8221; (1994)<\/strong><br \/>\nEsse disco \u2013 sem d\u00favida, o mais interessante do Pavement \u2013 foi um dos complexos de aceitar na minha vida, principalmente por motivos s\u00f3cio-hist\u00f3ricos (<em>risos<\/em>). Em primeiro lugar, \u00e9 v\u00e1lido dizer que era muito complicado conseguir comprar um bom disco ou CD aqui no interior do Rio Grande do Sul at\u00e9 o fim dos anos 90 (pelo menos na minha cidade). Al\u00e9m do pre\u00e7o ser consideravelmente alto pros importados (e ainda \u00e9, eu sei), n\u00e3o tinha muita gente interessada em trazer esse tipo de m\u00fasica do Pavement pra c\u00e1. Eu conheci a banda pela MTV mesmo, com o clipe da &#8220;Cut Your Hair&#8221;. Talvez esse tenha sido o grande marco da banda na minha vida, pois o clipe \u00e9, at\u00e9 hoje, um dos meus favoritos, daqueles de assistir duas ou tr\u00eas vezes na colada e dando risada. Apesar de ter grande afei\u00e7\u00e3o pelo clipe, eu conhecia muito pouco do Pavement, at\u00e9 que, em um determinado momento l\u00e1 do fim dos anos 90 um pessoal abriu um locadora de CDs na minha cidade. E a\u00ed era uma loucura. A gente ficava meio tenso, limpando prateleira e tentando absorver tudo que era informa\u00e7\u00e3o de uma vez s\u00f3. Tragicamente, no dia que peguei o &#8220;Crooked Rain&#8230;&#8221; pra levar pra casa, eu estava com uns amigos que eram muito cr\u00edticos e curtiam uma onda mais voltada pro rock cl\u00e1ssico. Bom, o resultado n\u00e3o foi legal. Escutei o \u00e1lbum inteiro ouvindo o pessoal dizer que estava tudo desafinado, que a voz era uma bosta, que faltava metr\u00f4nomo na bateria e todo tipo de cr\u00edtica tecnicista que se pode esperar de quem n\u00e3o teve sensibilidade suficiente pra escutar o contexto junto com o disco. Fiquei com tanta vergonha de ter gostado muito do \u00e1lbum que o devolvi no mesmo dia e fiquei um bom tempo me sentindo culpado por ter achado fant\u00e1stico. Eu n\u00e3o me animava nem a conversar sobre o disco com qualquer pessoa quando surgia algum debate sobre m\u00fasica. Um tempo depois conheci um pessoal que tinha a mesma percep\u00e7\u00e3o que eu sobre o lance todo e consegui assumir o gosto pelo Pavement, mas acho que na \u00e9poca foi t\u00e3o dif\u00edcil como dar aquela primeira palavra nos Alco\u00f3licos An\u00f4nimos. Resumidamente, o &#8220;Crooked Rain, Crooked Rain&#8221; passou de disco escondido no fundo do meu cora\u00e7\u00e3ozinho pra b\u00edblia do barulhinho. \u00c9 uma obra fenomenal e ousada, que, em minha opini\u00e3o, \u00e9 feita com muita honestidade, harm\u00f4nicos saltitantes e disson\u00e2ncias magn\u00edficas. &#8220;Stop Breathin'&#8221; e &#8220;Heaven Is A Truck&#8221; s\u00e3o as minhas favoritas.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23021\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/pavement-crookedrain\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pavement-crookedrain.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"pavement-crookedrain\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pavement-crookedrain.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pavement-crookedrain.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23021\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pavement-crookedrain.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pavement-crookedrain.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Stop Breathin'&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/bncJd9X6wAA?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Ramones &#8211; &#8220;Adios, Amigos!&#8221; (1995)<\/strong><br \/>\nGanhei de um parente que achou que estava me dando Raimundos, que, de acordo com o cara da loja, &#8220;era a banda sensa\u00e7\u00e3o da gurizada que curtia rock&#8221;. Eu j\u00e1 tinha assistido o clipe da &#8220;I Don\u2019t Want to Grow Up&#8221;, mas n\u00e3o conhecia quase nada, nem me interessava pelos Ramones. Acho que o Green Day e o Offspring eram meus par\u00e2metros pra entender um pouco daquilo. A primeira audi\u00e7\u00e3o do disco foi meio estranha, mas reveladora. Descobri que Ramones ia ser uma das bandas da minha vida e o &#8220;Adios&#8230;&#8221;, o disco. Escutei na \u00edntegra umas tr\u00eas vezes sem parar. E era f\u00e1cil de entender e gostoso de escutar. Na \u00e9poca eu j\u00e1 arriscava minhas primeiras notas no baixo e o &#8220;Adios&#8230;&#8221; foi uma maneira bastante eficiente de fazer com que eu pegasse o baixo, no meio de uma m\u00fasica que eu nunca tinha escutado, e conseguisse acompanhar (com dificuldade, mas ainda assim conseguindo) uma faixa inteira. Depois disso virei f\u00e3 e sa\u00ed buscando todo material que eu conseguisse achar dos Ramones. O legal \u00e9 que toda vez que escuto tenho uma m\u00fasica preferida diferente. Al\u00e9m da &#8220;I Don\u2019t Want to Grow Up&#8221;, &#8220;She Talks to Rainbows&#8221;, &#8220;The Crusher&#8221;, &#8220;Cretin Family&#8221; e &#8220;Got A Lot To Say&#8221; s\u00e3o sensacionais. E por sinal, n\u00e3o sei se por conta da ordem quase cronologicamente inversa ao conhecer e escutar Ramones, o vocal do CJ sempre me agradou mais.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23022\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/ramones-adiosamigos\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ramones-adiosamigos.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ramones-adiosamigos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ramones-adiosamigos.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ramones-adiosamigos.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23022\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ramones-adiosamigos.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/ramones-adiosamigos.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;I Don&#8217;t Want To Grow Up&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/RA00ZsAtG0E?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Faith No More &#8211; &#8220;The Real Thing&#8221; (1989)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vou dissertar muito sobre o &#8220;The Real Thing&#8221;. Meu primeiro contato com o FNM foi uma compila\u00e7\u00e3o caseira, em fita K7, com um &#8220;Greatest Hits&#8221; autoral de um amigo, que recheou o lance com hits da banda. A\u00ed escutei o &#8220;The Real Thing&#8221; e o lance todo era um &#8220;Greatest Hits&#8221; sem, de fato, o ser. Poucos (n\u00e3o lembro nesse momento de outros) \u00e1lbuns de estreia de um cara que entra em uma banda com todo respaldo de uma d\u00e9cada como o Faith No More devem ser t\u00e3o absurdamente bons como este. O Patton \u00e9 o cara e teve colh\u00f5es pra assumir e sair mandando em um projeto complicado e, de certa maneira, arriscado por n\u00e3o ser exatamente convencional. A sant\u00edssima trindade do in\u00edcio do disco \u00e9 essencial, mas o disco todo \u00e9 \u00f3timo. <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23023\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/faithnomore-realthing\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?fit=301%2C300\" data-orig-size=\"301,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"faithnomore-realthing\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?fit=301%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23023\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?w=301 301w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/faithnomore-realthing.jpg?resize=300%2C299 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Epic&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Jshq3q5itbI?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Aerosmith &#8211; &#8220;Nine Lives&#8221; (1997)<\/strong><br \/>\nPor muito tempo, toquei com bandas que flertavam com o rock cl\u00e1ssico, fazendo cover de Purple, Led, Sabbath, Rush e afins. Ali\u00e1s, muito do meu repert\u00f3rio <em>rock and roll<\/em> foi herdado, numa bela cole\u00e7\u00e3o de vinis, de um tio meu que a fam\u00edlia considerava perigoso e insensato. Por conta dessas influ\u00eancias e do contato com o pessoal que curtia um lance mais t\u00e9cnico (e por vezes recha\u00e7ava e a\u00e7oitava o Pavement), conheci o &#8220;Nine Lives&#8221;. A grande sorte foi que o cara que me mostrou o disco, um dos meus melhores amigos at\u00e9 hoje, era um cara que sempre olhava tudo de uma maneira diferente. Lembro de conversar sobre a capa do disco, que era cheia de enigmas e lances escondidos (como nota de rodap\u00e9, vale dizer que eu sempre fui aficionado por capas de discos). Lembro tamb\u00e9m do som, que era de uma qualidade diferente do que eu j\u00e1 tinha escutado antes. Esse disco me ganhou pela produ\u00e7\u00e3o toda e por um punhado de m\u00fasicas e riffs \u00f3timos, como na pr\u00f3pria &#8220;Nine Lives&#8221;, &#8220;Taste Of India&#8221;, &#8220;The Farm&#8221; (minha favorita) e &#8220;Kiss Your Past Good-Bye&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23024\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/aerosmith-ninelives\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/aerosmith-ninelives.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"aerosmith-ninelives\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/aerosmith-ninelives.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/aerosmith-ninelives.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23024\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/aerosmith-ninelives.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/aerosmith-ninelives.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;The Farm&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/rs56kpN7sG8?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Ben Folds &#8211; &#8220;Way To Normal&#8221; (2008)<\/strong><br \/>\nO Ben Folds \u00e9 um cara engra\u00e7ado. Engra\u00e7ado mesmo. Ele tem um trio sem guitarra, que soa mais barulhento que muita banda cheia de gente por a\u00ed, e escreve umas letras extremamente divertidas. Ele \u00e9 um daqueles m\u00fasicos l\u00fadicos, que fazem com que a gente enxergue nitidamente a situa\u00e7\u00e3o descrita na m\u00fasica. O &#8220;Way To Normal&#8221; foi um disco que me fez pensar e repensar m\u00fasica hoje em dia. Na verdade o disco n\u00e3o tem grandes inova\u00e7\u00f5es, nem o Bem Folds, pra ser bem honesto. O interessante no \u00e1lbum \u00e9 a maneira como ele \u00e9 constru\u00eddo: muito flu\u00eddo e cheio de nuances. Todas as m\u00fasicas \u2013 apesar de n\u00e3o soarem como f\u00f3rmula ou receita de bolo \u2013 t\u00eam uma din\u00e2mica parecida, o que d\u00e1 ao disco uma caracter\u00edstica muito \u00fanica e uniforme. Musicalmente \u00e9 um disco excelente, mas o que faz dele um dos discos da vida pra mim \u00e9 o potencial l\u00edrico de m\u00fasicas como &#8220;Hiroshima&#8221;, &#8220;Free Coffee&#8221;, &#8220;Bitch Went Nuts&#8221; e &#8220;Effington&#8221;. Os timbres de baixo e o jeito de tocar do Jared Reynolds tamb\u00e9m s\u00e3o uma grande influ\u00eancia pra mim, al\u00e9m da aura de ensaio que cada uma das m\u00fasicas que comp\u00f5e esse disco possui.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23025\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/benfolds-waytonormal\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/benfolds-waytonormal.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"benfolds-waytonormal\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/benfolds-waytonormal.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/benfolds-waytonormal.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23025\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/benfolds-waytonormal.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/benfolds-waytonormal.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a: &#8220;Hiroshima&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/mc2mAE1c-4w?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Pixiesn &#8211; &#8220;Doolitle&#8221; (1989)<\/strong><br \/>\nAntes de escutar o disco eu j\u00e1 tocava &#8220;Here Comes Your Man&#8221; em minha primeira banda de garagem. A primeira vez que li sobre o disco foi num especial da ShowBizz, se n\u00e3o me engano, com os 100 melhores \u00e1lbuns de todos os tempos. E na verdade li e nem me chamou tanta aten\u00e7\u00e3o. Afinal, eu j\u00e1 conhecia uma m\u00fasica e nem achava tudo isso. Meu contato com o disco foi bem tardio. Acho que mais ou menos um ano depois de ter lido na revista (ou seja l\u00e1 onde tenha sido), num desses momentos de n\u00e3o ter nada pra fazer, resolvi pegar o disco pra escutar. Loquei junto com Oasis e Ugly Kid Joe, eu acho. De qualquer maneira, lembro de deixar de lado os discos que havia pegado junto pra ficar escutando s\u00f3 o &#8220;Doolittle&#8221;. O disco era t\u00e3o bom que at\u00e9 a &#8220;Here Comes Your Man&#8221; soava agrad\u00e1vel de novo. O engra\u00e7ado \u00e9 que nunca consegui gostar tanto nem do \u201cSurfer Rosa\u201d como gostei do \u201cDoolittle\u201d. Das m\u00fasicas, eu sou apaixonado pela &#8220;Dead&#8221;, &#8220;Monkey Gone To Heaven&#8221; e, especialmente, pela &#8220;La La Love You&#8221;, que \u00e9 uma mistura de um monte de coisas sensacionais e com uma guitarra que me d\u00e1 tes\u00e3o toda vez que escuto. Por falar em guitarras, o som das distor\u00e7\u00f5es desse disco \u00e9 o que tive como ideal de timbre por muitos anos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18710\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-top-surprise\/pixies-doolittle\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"pixies-doolittle\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-18710\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/pixies-doolittle.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;La La Love You&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/vnx3lzPIZ6U?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>V\u00eddeo Hits &#8211; &#8220;Registro Sonoro Oficial&#8221; (2001)<\/strong><br \/>\nEu confesso: acho o Diego Medina um g\u00eanio. E nem sei explicar muito bem o motivo. S\u00f3 sei que esse disco da Video Hits marcou muito minha sa\u00edda da adolesc\u00eancia. Enquanto o pessoal escutava as outras bandas ga\u00fachas da mesma safra, eu ficava fissurado no V\u00eddeo Hits e incomodando todo mundo pra escutar tamb\u00e9m. Na verdade acho que n\u00e3o funcionou muito, n\u00e3o. O pessoal n\u00e3o compartilhava do meu gosto pelas m\u00fasicas levadinhas e quase ing\u00eanuas. Tem uma m\u00fasica que \u00e9 a minha favorita, a &#8220;Menino Feio&#8221; (s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 autobiogr\u00e1fica pra mim por eu nunca ter sido um &#8220;saco de osso&#8221;) que, al\u00e9m de uma raiva engra\u00e7ada, tinha uma composi\u00e7\u00e3o bem bacana. Toda vez que escuto o &#8220;Registro Sonoro Oficial&#8221; encontro algum detalhe bacana que ainda n\u00e3o tinha percebido. Gosto, principalmente, das levadas setentistas da batera e da mistura concisa das guitarras e do \u00f3rg\u00e3o. \u00c9 um \u00e1lbum bem feito, eu acho, e ainda tem petardos musicais interessantes como a regrava\u00e7\u00e3o da &#8220;S\u00edlvia 20 Horas Domingo&#8221;, que ficou bem simp\u00e1tica.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23027\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-sorry-shop\/videohits-registrosonorooficial\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/videohits-registrosonorooficial.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"videohits-registrosonorooficial\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/videohits-registrosonorooficial.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/videohits-registrosonorooficial.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23027\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/videohits-registrosonorooficial.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/videohits-registrosonorooficial.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Menino Feio&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/zu28mCYCPB4?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Yuck &#8211; &#8220;Yuck&#8221; (2011)<\/strong><br \/>\nDeixei pra falar do Yuck aqui no fim por um motive bem simples: \u00e9 o \u00faltimo disco que lembro de realmente ter feito diferen\u00e7a pra minha vida musical. E foi uma grande diferen\u00e7a. Foi por conta do Yuck que decidi que colocaria a The Sorry Shop na internet e que daria uma cara pro projeto que estava trancado no meu computador j\u00e1 fazia uns meses. Eu tenho muita dificuldade pra finalizar as coisas que come\u00e7o. Muito \u00e9 por vergonha de expor; outro tanto \u00e9 por cansar f\u00e1cil do que estou fazendo. Com a The Sorry Shop foi s\u00f3 a vergonha mesmo. Isso at\u00e9 escutar a Yuck. Me empolguei tanto com o som deles, como n\u00e3o tinha me empolgado com quase nada nos \u00faltimos tempos, e resolvi colocar o bloco na rua. Que isso n\u00e3o soe como qualquer compara\u00e7\u00e3o! Seria at\u00e9 heresia. O que quero dizer \u00e9 que, pra mim, o Yuck \u00e9 daquelas bandas que fazem com que quem escuta fique com vontade de tocar. E o disco tem tudo, desde o in\u00edcio bagun\u00e7ado com &#8220;Get Away&#8221; e &#8220;The Wall&#8221;, uma das baladas mais incr\u00edveis que j\u00e1 escutei na vida, &#8220;Suicide Policeman&#8221;, e um final dram\u00e1tico com a &#8220;Rubber&#8221;. Al\u00e9m disso, timbres \u00f3timos e org\u00e2nicos numa era digital e um batera daqueles completos, que desce o bra\u00e7o e faz tudo com a quantidade certa de <em>feeling<\/em> e t\u00e9cnica. Uma baita banda e um puta disco.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"9883\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/yuck-yuck\/yuck-yuck\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/yuck-yuck.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"yuck-yuck\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/yuck-yuck.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/yuck-yuck.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-9883\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/yuck-yuck.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/yuck-yuck.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Rubber&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"25\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/3pt2YuvrWYE?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"false\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior de Os Discos da Vida, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-this-lonely-crowd\/\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: This Lonely Crowd&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-sorry-shop-faz-cover-do-my-bloody-valentine-when-you-sleep\/\" title=\"THE SORRY SHOP FAZ COVER DO MY BLOODY VALENTINE &#8211; WHEN YOU SLEEP\">THE SORRY SHOP FAZ COVER DO MY BLOODY VALENTINE &#8211; WHEN YOU SLEEP<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS\">OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK\">OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Sorry Shop \u00e9 R\u00e9gis Garcia. 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