{"id":23332,"date":"2012-03-05T15:08:22","date_gmt":"2012-03-05T18:08:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=23332"},"modified":"2013-10-25T01:34:43","modified_gmt":"2013-10-25T03:34:43","slug":"pense-ou-dance-a-geracao-mimimi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-geracao-mimimi\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE: A GERA\u00c7\u00c3O MIMIMI"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23334\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-geracao-mimimi\/penseoudance12\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/penseoudance12.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance12\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/penseoudance12.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/penseoudance12.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-23334\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/penseoudance12.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/penseoudance12.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Tava conversando recentemente com um amigo sobre o &#8220;problema dos textos longos&#8221;. Que brasileiro tem pregui\u00e7a de ler, \u00e9 sabido. Que jovem n\u00e3o tem saco pra mais de tr\u00eas par\u00e1grafos, idem. Antes da Internet era assim, mas a banda larga piorou bastante esse problema. E o resum\u00e3o das postagens das redes sociais ainda mais.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o problema de ler, passando da primeira barreira de <em>querer ler<\/em> ou <em>de dispor a ler<\/em>, e compreender. S\u00e3o dois passos distintos. Estamos no primeiro ainda &#8211; e dando esse passo pra tr\u00e1s.<\/p>\n<p>No meio do bate-papo, surgiu a express\u00e3o &#8220;Gera\u00e7\u00e3o Mimimi&#8221;, pra explicar essa avers\u00e3o. Pra mim, \u00e9 sob medida. Ela se baseia na indisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura, na dificuldade de compreens\u00e3o e, principalmente, na avers\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Um link que recebi ontem (pelo Twitter, veja s\u00f3), intitulado &#8220;O &#8216;brainstorming&#8217; vs. o poder dos introvertidos&#8221;, de H\u00e9lio Schwartsman, da &#8220;Ilustr\u00edssima&#8221; (em <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/1056486-o-brainstorming-vs-o-poder-dos-introvertidos.shtml\" target=\"_blank\">Folha.com<\/a> &#8211; e do qual vou construir base pra outros devaneios neste espa\u00e7o, n\u00e3o se assuste com a repeti\u00e7\u00e3o de fonte) critica a m\u00e1xima que vem sendo utilizada h\u00e1 anos em c\u00edrculos sociais, nas rela\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 embate de ideias ou necessidade de cria\u00e7\u00e3o ou de desembara\u00e7o de uma situa\u00e7\u00e3o conflitante: o &#8220;brainstorm&#8221;.<\/p>\n<p>O &#8220;brainstorm&#8221; \u00e9 um recurso bastante utilizado em publicidade e marketing pra chegar a solu\u00e7\u00f5es criativas pros clientes. Quanto mais gente no processo, melhor. A troca de ideias favorece o fomento de um resultado inteligente e eficiente pro contratante. No processo, sabe-se que a cr\u00edtica n\u00e3o \u00e9 bem-vinda, porque \u00e9 o momento &#8220;das ideias flu\u00edrem&#8221; e quaisquer ideias, at\u00e9 as &#8220;ruins&#8221;, s\u00e3o bem-vindas.<\/p>\n<p>O processo se desenrola de maneira divertida e tals &#8211; talvez o momento mais bacana e &#8220;m\u00e1gico&#8221; da profiss\u00e3o &#8211; e, quando h\u00e1 necessidade da cr\u00edtica, dependendo dos participantes, floresce at\u00e9 a gentileza de um pedido de desculpas velado, na forma do &#8220;vou dar uma de advogado do diabo&#8221;. Mas a ideia b\u00e1sica \u00e9 a aus\u00eancia de cr\u00edtica. Todos querem chegar a um objetivo comum, satisfat\u00f3rio e passar o abacaxi pro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Claro, n\u00e3o somos todos publicit\u00e1rios ou marqueteiros. Nas rela\u00e7\u00f5es diversas, a aus\u00eancia de cr\u00edtica provou ser mais mal\u00e9fica \u00e0 criatividade do que se imagina.<\/p>\n<p>Eis que Schwartsman, ap\u00f3s in\u00fameros argumentos, oferece a figura do &#8220;do contra&#8221;: &#8220;embora possa produzir fric\u00e7\u00f5es de alto custo emocional para todas as partes envolvidas, a figura do &#8216;dissenter&#8217; (<em>o &#8216;do contra&#8217;<\/em>) costuma levar a maioria a reformular seus argumentos (ou projetos), de modo a responder a obje\u00e7\u00f5es percebidas como relevantes. Essa din\u00e2mica fica particularmente clara em situa\u00e7\u00f5es como a de tribunais colegiados, comiss\u00f5es legislativas e na pr\u00f3pria ci\u00eancia. \u00c9 praticamente o inverso de um &#8216;brainstorming&#8217;, onde a regra era n\u00e3o criticar&#8221;.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 algo que a &#8220;Gera\u00e7\u00e3o Mimimi&#8221; n\u00e3o \u00e9, \u00e9 ser &#8220;do contra&#8221;. A avers\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o \u00e9 t\u00e3o latente e exposta nas redes sociais, que suas express\u00f5es inspiraram o t\u00edtulo a ela: &#8220;quanto mimimi&#8221;, &#8220;n\u00e3o discuto isso, \u00e9 s\u00f3 mimimi&#8221;, &#8220;haja mimimi&#8221;&#8230; D\u00e1 at\u00e9 pra ver o bocejo produzido junto com a frase e o desprezo pelo assunto qualquer. Acredita-se que, assim, encerra-se a discuss\u00e3o. Encerra-se, sim, um atestado de idiota na testa da figura.<\/p>\n<p>Enganam-se. Tudo, a princ\u00edpio, \u00e9 discut\u00edvel, Tudo. Tudo, em primeira ordem, merece ser questionado. S\u00f3 que isso, claro, d\u00e1 trabalho, carece de embasamento te\u00f3rico, conhecimento, necessita de vida vivida.<\/p>\n<p>A pregui\u00e7a \u00e9 um bom motivo pra resumir o problema, mas \u00e9 por demais simpl\u00f3rio. Os tempos s\u00e3o \u00e1geis, e pelo jeito ningu\u00e9m tem muito tempo pra ficar lendo longos textos sobre qualquer coisa, ou livros demasiadamente intrincados. Cento e quarenta caracteres, manchetes, coment\u00e1rios de poucas linhas em posts tais, qualquer uma dessas coisas \u00e9 mais f\u00e1cil e parece resolver qualquer problema ou alimentar a pouca sede de conhecimento. Sabe-se de tudo, n\u00e3o se compreende nada.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. H\u00e1 o &#8220;desaprendimento&#8221;, que gera o &#8220;empregui\u00e7amento&#8221;. As pessoas est\u00e3o desacostumadas a ler e, com isso, perdem o que necessitam pra se aprofundar numa discuss\u00e3o, ou pra se capacitar a uma. A concord\u00e2ncia, pois, \u00e9 mais f\u00e1cil, limpa, ass\u00e9ptica. E estamos todos em casa, amigos, sem atritos, sem arestas pra aparar. Uma legi\u00e3o d\u00f3cil de mentes inertes.<\/p>\n<p>A &#8220;Gera\u00e7\u00e3o Mimimi&#8221; \u00e9 resumo de um tempo, mas tamb\u00e9m \u00e9 o reflexo do descaso das pr\u00f3prias pessoas com seu futuro. Ser um bom m\u00e9dico, advogado, engenheiro, motorista, vendedor, recepcionista, o que for, tem grande valor social, mas ser <em>s\u00f3<\/em> isso parece-me pouco.<\/p>\n<p>Aquele que extrapola suas fun\u00e7\u00f5es dentro da engrenagem do sistema, questionando o sistema, discutindo, &#8220;pensando o sistema&#8221;, pode ter mais valor e contribui\u00e7\u00e3o pro avan\u00e7o da sociedade. Um chute na bunda de algumas regras nunca \u00e9 de pouca valia. <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-dogmatismo-e-os-beatles\/\" target=\"_blank\">Por que n\u00e3o discutir dogmas<\/a>? Por\u00e9m, contestar cria mais animosidades, torna o &#8220;do contra&#8221; o chato da turma &#8211; e ningu\u00e9m quer ser &#8220;o chato&#8221;, todos querem ser amados e afagados pela sociedade. Pois bem, d\u00e1 pra fazer os dois: criticar, ser &#8220;do contra&#8221; e ser convidado pra aquela festa, pro boteco, e conseguir arrumar namorada\/namorado. Na pior das hip\u00f3teses, talvez, voc\u00ea \u00e9 que esteja escolhendo os amigos errados, com a mesma pregui\u00e7a, com o mesmo &#8220;desaprendimento&#8221; incutido.<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante a concord\u00e2ncia e a superficialidade com se discute temas, principalmente nas redes sociais. H\u00e1 uma avalanche de indigna\u00e7\u00e3o ou concord\u00e2ncia pelo <em>nada<\/em>, basicamente.<\/p>\n<p>Eis algo que \u00e9 <em>nada<\/em>. Quando foram divulgados os pre\u00e7os dos ingressos pro show de Bob Dylan em S\u00e3o Paulo, 2012, viu-se com certo espanto que o camarote custava R$ 900,00. Um absurdo apenas se a pessoa indignada resolvesse trocar a plateia (ou outro setor mais popular) pelo tal camarote. A &#8220;plateia superior&#8221; custava entre R$ 150,00 e R$ 250,00. Os ingressos venderam como \u00e1gua no Saara. As manchetes online, enquanto isso, estampavam que os &#8220;ingressos pro Bob Dylan custam at\u00e9 R$ 900,00&#8221; e um turba se mostrou bastante indignada. Parece que de repente todo mundo estava sedento por um espa\u00e7o no camarote, mas o pre\u00e7o se mostrava proibitivo. A indigna\u00e7\u00e3o era vazia, com o nada, sem motivo e sem ter com o qu\u00ea argumentar, a n\u00e3o ser o fato de que havia ali um setor que custava R$ 900,00.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-na-questao-dos-precos-dos-ingressos-e-cada-um-por-si\/\" target=\"_blank\">A quest\u00e3o dos ingressos \u00e9 bem mais complexa, at\u00e9 mesmo do que esbocei aqui<\/a>, mas j\u00e1 d\u00e1 pra ter uma ideia. A &#8220;Gera\u00e7\u00e3o Mimimi&#8221;, entretanto, trafega por essa superficialidade dos R$ 900,00. Faz marola &#8211; ou chacota com a intelig\u00eancia alheia.<\/p>\n<p>A &#8220;Gera\u00e7\u00e3o Mimimi&#8221; incomoda? N\u00e3o, nem um pouco. \u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o que vai ser absorvida pelo sistema e trabalhar a favor dele. Assim como, pra enorme maioria, o sistema tamb\u00e9m n\u00e3o incomoda. Estamos todos nele, inclusive os contestadores, precisando comer, namorar, se vestir, trabalhar, produzir. Muitas coisas desse sistema, por\u00e9m, s\u00e3o desprez\u00edveis e precisam de um tranco, de uma chacoalhada. Precisam de gente &#8220;do contra&#8221; (com vontade e conte\u00fado) pra discutir e tentar mudar. N\u00e3o \u00e9 necessariamente a express\u00e3o de um ato carrancudo, ranzinza, ranhento, mal humorado. Pode ser uma divers\u00e3o, mas ningu\u00e9m sair\u00e1 de uma discuss\u00e3o da mesma forma que entrou, \u00e9 bom ter em mente.<\/p>\n<p>Vale desde os ingressos at\u00e9 a Lei da Anistia. Vale pro n\u00e3o-pensamento urban\u00edstico das grandes cidades brasileiras (que privilegia os carros, a despeito de transporte p\u00fablico, pedestres, ciclistas e a l\u00f3gica em si) at\u00e9 o motivo dessa ou daquela banda n\u00e3o sair de certos holofotes e todo mundo aplaudir por osmose. Vale pra educa\u00e7\u00e3o med\u00edocre que os brasileiros v\u00eam recebendo sistematicamente h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es at\u00e9 pros motivos que levam os servi\u00e7os p\u00fablicos ou privados ser t\u00e3o ofensivos. Vale pro racismo, pra homofobia, pro esquerdismo e pro direitismo. Vale pra tudo.<\/p>\n<p>Precisamos de mais gente &#8220;do contra&#8221; e menos desprezo onomatopeico pra qualquer quest\u00e3o. Precisamos de c\u00e9rebros interpeladores e menos pregui\u00e7a. Precisamos de mais atrito e menos pensamento restrito.<\/p>\n<p>Schwartsman conclui, com felicidade: &#8220;o &#8220;do contra&#8221; aqui, ainda que possa provocar brigas hom\u00e9ricas, \u00e9 um elemento fundamental para melhorar a qualidade do trabalho. O di\u00e1logo, vale frisar, nem precisa ser ao vivo. \u00c9 preciso criar mecanismos que questionem os consensos. (&#8230;) Quando precisar juntar colaboradores, mais vale reunir grupos heterog\u00eaneos, com um n\u00famero razo\u00e1vel de pessoas &#8216;do contra&#8217;. Eles reduzem os riscos das patologias da conformidade. Em vez dos elogios, prefira as cr\u00edticas. Apesar de desgastantes, s\u00e3o elas que v\u00e3o ajud\u00e1-lo a melhorar suas ideias. E, mais importante, n\u00e3o acredite em f\u00f3rmulas prontas&#8221;.<\/p>\n<p>Sempre acreditei nisso. Por isso, aqui no <strong>Floga-se<\/strong>, n\u00e3o vejo problema com &#8220;textos longos&#8221;, nem de confrontar f\u00e3s, cr\u00edticos, leitores ou a mim mesmo. E nem, ao final das contas, de dar o bra\u00e7o a torcer se me vir sem sa\u00edda na contra-argumenta\u00e7\u00e3o. Um discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma batalha pra se achar um vencedor. \u00c9 s\u00f3 a busca pela verdade &#8211; mesmo que essa verdade possa ser confrontada por um terceiro. <\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tava conversando recentemente com um amigo sobre o &#8220;problema dos textos longos&#8221;. 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