{"id":24752,"date":"2012-04-27T12:51:28","date_gmt":"2012-04-27T15:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=24752"},"modified":"2014-02-04T22:56:31","modified_gmt":"2014-02-05T00:56:31","slug":"os-discos-da-vida-tom-leao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: TOM LEAO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24766\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/tomleao1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/tomleao1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"tomleao1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/tomleao1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/tomleao1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-24766\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/tomleao1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/tomleao1.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Falar sobre Tom Le\u00e3o pode levar algumas boas horas, tal seu hist\u00f3rico pro jornalismo cultural, ent\u00e3o fiquei satisfeito quando ele mesmo resumiu seu perfil: &#8220;comentarista de cultura do programa Est\u00fadio i \/ Globonews; editor do extinto <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/riofanzine\/\" target=\"_blank\">Rio Fanzine<\/a>, de O Globo; DJ antes da moda; e sempre atento&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que Tom Le\u00e3o \u00e9 bem mais do que isso, pra quem se acostumou, principalmente, a ler O Globo. Hoje, \u00e9 poss\u00edvel v\u00ea-lo no programa da Globonews, Est\u00fadio i, comandado por Maria Beltr\u00e3o, falando sobre cultura pop, especialmente sobre m\u00fasica, cuja participa\u00e7\u00e3o ilumina um tanto o sisudo canal a cabo (a ponto de vez por outra seus companheiros de programa simplesmente n\u00e3o entenderem do assunto em quest\u00e3o).<\/p>\n<p>Que o acompanha no <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/tomleao\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>, v\u00ea o qu\u00e3o amplo \u00e9 o seu farol de vis\u00e3o da cultura, falando de cinema, tev\u00ea, m\u00fasica&#8230; E ainda tem seu blogue, o <a href=\"http:\/\/www.nacovadoleao.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Na Cova do Le\u00e3o<\/a>, atualizado na medida do poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia dele pro jornalismo cultural est\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 na folha corrida de servi\u00e7os prestados h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, mas na serenidade com que trata os assuntos, numa \u00e9poca em que blogues querem garimpar import\u00e2ncia com suas opini\u00f5es febris, apaixonadas e partid\u00e1rias. Ele escreveu pra Bizz e colaborou pra tantos ve\u00edculos quanto foi poss\u00edvel &#8211; e eu sempre esbarrava com um texto seu.<\/p>\n<p>Com tanta serenidade, n\u00e3o foram poucas as vezes que me questionei sobre o que ele ouvia em casa. Dava pra ter uma m\u00edsera ideia. Hoje, com essa edi\u00e7\u00e3o de &#8220;Os Discos da Vida&#8221;, d\u00e1 pra saber o que <em>formou musicalmente<\/em> Tom Le\u00e3o. Seus dez &#8220;discos da vida&#8221; est\u00e3o a\u00ed.<\/p>\n<p>Fico feliz em saber que muitos deles poderiam estar numa lista minha tamb\u00e9m. A admira\u00e7\u00e3o aumentou. Tom, o cr\u00edtico, j\u00e1 nasceu um le\u00e3o de bom gosto.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>TOM LE\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Nos tempos sem Internet e acesso imediato a qualquer novo lan\u00e7amento, como h\u00e1 nos dias atuais, o que me chamava aten\u00e7\u00e3o pra um disco era, al\u00e9m do som, claro, a capa na vitrine das lojas, algo que se perdeu hoje. Por isso, nesta lista, existem alguns discos que me chegaram assim, primeiro, pelo atrativo visual. Felizmente, eles me conquistaram tamb\u00e9m pelo som, foram importantes em minha forma\u00e7\u00e3o musical e se tornaram cl\u00e1ssicos, embora eu n\u00e3o tenha chegado at\u00e9 eles por qualquer tipo de influ\u00eancia externa, como cr\u00edtica musical, por exemplo. Eles, por si s\u00f3, me encantaram. Por isso, nem gostaria de list\u00e1-los em ordem de import\u00e2ncia, mas vou seguir uma cronologia de como eles entraram em minha vida, do momento em que passei a comprar os meus pr\u00f3prios discos com meu pr\u00f3prio dinheiro (porque, l\u00e1 em casa, com m\u00e3e beatleman\u00edaca e f\u00e3 de rock brit\u00e2nico, eu j\u00e1 tinha todo o resto por osmose, at\u00e9 Black Sabbath), ok?&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Kraftwerk &#8211; &#8220;The Man-Machine&#8221; (1978)<\/strong><br \/>\nEste me chegou assim, sem aviso, ao dobrar a esquina. Simplesmente avistei a capa na vitrine da loja e logo fiquei curioso. J\u00e1 ouvira falar em Kraftwerk, mas eu tomava por uma banda <em>prog<\/em>, som que nao curtia, pois era a m\u00fasica da galera mais velha. Aquela capa vermelha com aqueles tipos esquisitos enfileirados logo me conquistou. Ainda que fosse poss\u00edvel ouvir discos nas lojas, eu comprei sem hesitar, at\u00e9 pelos nomes das musicas (&#8220;Metropolis&#8221;, &#8220;The Robots&#8221;, &#8220;Spacelab&#8221;&#8230;), como f\u00e3 de <em>sci-fi<\/em> desde sempre, n\u00e3o poderia ignorar aquilo. E, ao ouvir em casa, foi pura viagem. A partir da\u00ed, fui adquirindo os discos anteriores dos alem\u00e3es e jamais fiz a distin\u00e7\u00e3o entre rock e m\u00fasica eletr\u00f4nica. Agrade\u00e7o isso a eles (que voltariam a mim, em <em>loop<\/em>, via Chemical Brothers).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24753\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/kraftwerk-manmachine\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/kraftwerk-manmachine.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"kraftwerk-manmachine\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/kraftwerk-manmachine.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/kraftwerk-manmachine.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24753\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/kraftwerk-manmachine.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/kraftwerk-manmachine.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;The Robots&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/AYwV1TA7Et0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Ramones &#8211; &#8220;It&#8217;s Alive!&#8221; (1979)<\/strong><br \/>\nO primeiro disco do Clash (<em>&#8220;The Clash&#8221;, 1977<\/em>) me sacudiu bem mais do que o dos Sex Pistols, mas o primeirao disco de <em>punk rock<\/em> que ouvi, enquanto andava de <em>skate<\/em> na pista de Campo Grande (RJ), foi este dos Ramones. Era dia e noite, noite e dia, em fita cassete. o disco rodou na turma toda (era <em>duplo import<\/em>) e gerou umas cem c\u00f3pias, como se fosse um P2P de hoje em dia (<em>risos<\/em>). a gente andava pelas ruas gritando &#8220;hey, ho, lets go!&#8221; que nem loucos. Pra mim, at\u00e9 afetivamente, \u00e9 o <em>live<\/em> mais importante. At\u00e9 porque, s\u00f3 fui ver Ramones ao vivo uns dez anos depois, em S\u00e3o Paulo. Um disco que fez <em>pendant<\/em> com este foi o &#8220;Plastic Sugery Disasters&#8221;, do Dead Kennedys (1982). Os skatistas do Rio ouviam mais bandas de <em>punk rock<\/em> americanas do que inglesas, naturalmente.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24754\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/ramones-itsalive\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?fit=301%2C300\" data-orig-size=\"301,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?fit=301%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24754\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?w=301 301w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/ramones-itsalive.jpg?resize=300%2C299 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Blitzkrieg Bop&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/K56soYl0U1w\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Devo &#8211; &#8220;Q: Are We Not Men? A: We Are Devo&#8221; (1978)<\/strong><br \/>\nEste foi outro disco que me ganhou pela capa, embora o Devo j\u00e1 fosse <em>hype<\/em> entre a turma de skatistas que eu frequentava, mesmo antes do disco chegar por aqui. Eles me lembraram o Kraftwerk, de certa forma, s\u00f3 que sob um aspecto punk. Foi um dos discos mais estranhos que j\u00e1 ouvira, aqueles arranjos tronchos, aquela vers\u00e3o suprema pra &#8220;Satisfaction&#8221;, dos Stones, aquela dem\u00eancia vocal, o nome do Brian Eno na produ\u00e7\u00e3o&#8230; Era inevit\u00e1vel n\u00e3o gostar. Hoje, tenho toda a discografia do Devo original &#8211; discos comprados \u00e0 medida em que foram saindo, importados -, pois os \u00e1lbuns sempre vinham com altos encartes, e isso sempre me cativou. E cheguei a comprar o VHS do filme &#8220;The Men Who Make The Music&#8221;, mesmo antes de sequer ter um aparelho para toc\u00e1-lo!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24755\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/devo-qarewenotmen\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/devo-qarewenotmen.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"devo-qarewenotmen\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/devo-qarewenotmen.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/devo-qarewenotmen.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24755\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/devo-qarewenotmen.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/devo-qarewenotmen.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;(I Can&#8217;t Get No) Satisfaction&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/Uxa3bIpmRFU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The B-52&#8217;s &#8211; &#8220;The B-52&#8217;s&#8221; (1979)<\/strong><br \/>\nMuito antes de a bandinha da Georgia (<em>EUA<\/em>) virar sinonimo de <em>new wave<\/em> por aqui, este era o disco mais tocado nas festinhas caseiras que eu frequentava ou atuava como DJ de improviso. Outra vez, o toque meio <em>sci-fi<\/em> me chamou a aten\u00e7\u00e3o (&#8220;Planet Claire&#8221;), al\u00e9m dos vocais dementes das meninas e da guitarra sensacional de Ricky Wilson. Ouvia esse disco <em>back-to-back<\/em> com o seguinte, &#8220;Wild Planet&#8221; (<em>1980<\/em>, olha o <em>sci-fi<\/em> B ai, de novo, &#8220;53 Miles West Of Venus&#8221;!), que chegaram quase que ao mesmo tempo por aqui. Tanto que, at\u00e9 hoje, sei onde est\u00e3o os estalos e chiados de cada disco, de tanto que os ouvi e toquei, e ainda tenho a sequ\u00eancia deles na cabe\u00e7a. Foi esse disco que me deu vontade de montar uma banda ou tocar guitarra. E fui s\u00f3cio do f\u00e3-clube de Nova Iroque, ainda tenho a carteirinha.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24756\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/b52-b52\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/b52-b52.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"b52-b52\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/b52-b52.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/b52-b52.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24756\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/b52-b52.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/b52-b52.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Planet Claire&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/47YAcpCa5dM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Cure &#8211; &#8220;Seventeen Seconds&#8221; (1980) e &#8220;Faith&#8221; (1981)<\/strong><br \/>\nVou computar estes dois discos como um s\u00f3, pois foi assim que eles me chegaram, a partir de uma edi\u00e7\u00e3o americana que botou os dois numa mesma capa, como se fosse um \u00e1lbum duplo. E funcionou perfeitamente pra mim assim. E me levou pro que viria a ser o universo p\u00f3s-punk, g\u00f3tico, abrindo caminho para Siouxsie &#038; The Banshees, Bauhaus e todo o resto. Meus dias e noites de depress\u00e3o juvenil tiveram estes discos como trilha sonora. ouvia-os sozinho, no escuro, acompanhando as letras num libreto do Cure que havia comprado numa edi\u00e7\u00e3o portuguesa. Tudo fazia sentido naquele momento e a voz e o <em>look<\/em> de Robert Smith eram perfeitos. Tanto que inspirou o visual repaginado do Sandman, de Neil Gaiman.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24757\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/cure-seventeenseconds\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/cure-seventeenseconds.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cure-seventeenseconds\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/cure-seventeenseconds.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/cure-seventeenseconds.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24757\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/cure-seventeenseconds.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/cure-seventeenseconds.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Play For Today&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/0x7vX2nBxFo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16836\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dorgas\/cure-faith\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/cure-faith.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"cure-faith\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/cure-faith.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/cure-faith.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16836\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/cure-faith.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/cure-faith.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Primary&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/fnDjtRP1Azs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>New Order &#8211; &#8220;1981-1982 EP&#8221; (1982)<\/strong><br \/>\nEmbora &#8220;Movement&#8221; tenha vindo antes, e sido aguardado com grande expectativa, por ser o primeiro disco do ex-Joy Division como New Order (mas que era puro JD), e o cl\u00e1ssico &#8220;Power, Corruption &#038; Lies&#8221; o tenha sucedido, foi este EP de cinco faixas, reunindo singles lan\u00e7ados no hiato entre um \u00e1lbum e outro, que me fizeram companhia nas pistas de dan\u00e7a escuras do eixo Rio-SP, como frequentador ou como DJ, em clubes como Crep\u00fasculo de Cubat\u00e3o e Madame Sat\u00e3. Era um tipo de eletr\u00f4nica ainda meio tosca, at\u00e9 para os padr\u00f5es dos antigos discos do kraftwerk, mas que indicava que o New Order que ia florescer nas pistas pouco depois com &#8220;Blue Monday&#8221;. \u00c9 um de meus discos mais preciosos. Tanto que tenho duas c\u00f3pias. <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24759\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/neworeder-1981-1982\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/neworeder-1981-1982.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"neworeder-1981-1982\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/neworeder-1981-1982.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/neworeder-1981-1982.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24759\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/neworeder-1981-1982.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/neworeder-1981-1982.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Temptation&#8221; (<em>N.E.: essa \u00e9 a primeira vers\u00e3o da m\u00fasica, que \u00e9 diferente da que saiu em &#8220;Substance&#8221;<\/em>):<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/CNQxF6CgHQQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Legi\u00e3o Urbana &#8211; &#8220;Dois&#8221; (1986)<\/strong><br \/>\nPonte entre a f\u00faria punk e a depr\u00ea gotica, este foi, talvez, o \u00fanico \u00e1lbum de uma banda nacional que ouvi com a mesma intensidade com que ouvia as bandas gringas (embora o EP &#8220;O Concreto J\u00e1 Rachou&#8221;, da Plebe, tamb\u00e9m tenha batido forte nas rodas de pogo); as letras, o clima, os shows, o momento, tudo se encaixava no que eu estava vivenciando naquela \u00e9poca, sem mencionar que eu fazia parte da <em>entourage<\/em> carioca da Legi\u00e3o, estava em todos os shows, e vi aquele \u00e1lbum se materializar mesmo antes de ser gravado, tendo at\u00e9 mesmo presenciado momentos que influenciariam algumas de suas letras. Renato Russo e a Legi\u00e3o foram as vozes de minha gera\u00e7\u00e3o no rock brasileiro, com ou sem o envolvimento pessoal.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24076\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-fabio-bridges\/legiaourbana-dois\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/legiaourbana-dois.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"legiaourbana-dois\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/legiaourbana-dois.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/legiaourbana-dois.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-24076\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/legiaourbana-dois.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/legiaourbana-dois.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a: &#8220;Daniel Na Cova Dos Le\u00f5es&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/SLo9kz0VPrQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Pixies &#8211; &#8220;Surfer Rosa&#8221; (1988)<\/strong><br \/>\nPor mais que eu ame o &#8220;Nevermind&#8221;, do Nirvana, e o &#8220;Siamese Dream&#8221;, do Smashing Pumpkins, eles n\u00e3o teriam existido &#8211; ou n\u00e3o seriam daquele jeito &#8211; sem este trabalho seminal do Pixies, com Steve Albini. Violento, louco, pesado, cru, com letras surreais, o contraponto vocal entre Frank Black e Kim Deal me lembrando um B-52&#8217;s demente, assustador. Ouvia que nem quem faz panqueca: pegava a bolacha e virava um lado e o outro, <em>on and on<\/em>, at\u00e9 furar, como se dizia no tempo das agulhas nos sulcos. Foi o disco que me trouxe de volta ao rock\/punk visceral, depois de muitos anos nas trevas <em>goth<\/em>. O curioso \u00e9 que comprei, primeiro, porque era da 4AD. Naqueles tempos, at\u00e9 a gravadora influenciava na compra de um disco.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16976\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-loomer\/pixies-surferrosa\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/pixies-surferrosa.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"pixies-surferrosa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/pixies-surferrosa.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/pixies-surferrosa.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16976\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/pixies-surferrosa.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/pixies-surferrosa.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Where Is My Mind&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/GrHl0wpagFc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Chemical Brothers  &#8211; &#8220;Exit Planet Dust&#8221; (1995)<\/strong><br \/>\nAlguma coisa havia mudado no mundo. Kurt morreu, o rock ficou <em>corporate<\/em>, o <em>goth<\/em> j\u00e1 era, o punk virou hist\u00f3ria. Mas, por alguma raz\u00e3o, aquele casal <em>hippie<\/em> (e eu abominava <em>hippies<\/em>) na capa do disco de ar retr\u00f4 me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Eu j\u00e1 conhecia a dupla Tom &#038; Ed Chemical como Dust Brothers, tocava umas faixas deles em meus <em>DJ sets<\/em>. Mas, ali, naquele \u00e1lbum, tudo fez sentido. Foi o cruzamento da gera\u00e7\u00e3o <em>rave<\/em> com a psicodelia dos anos 60 (que eu nao vivi), um jeito bacana de ficar doido numa festa, sem <em>bad trip<\/em>. E eles tinham aquilo que o Kraftwerk me ensinou: a pegada rock, mesmo sem guitarras. Al\u00e9m do mais, o som do disco \u00e9 sensacional. O Prodigy j\u00e1 existia, mas ainda n\u00e3o havia lan\u00e7ado seu \u00e1lbum definitivo, &#8220;Fat Of The Land&#8221;. J\u00e1 os manos qu\u00edmicos lan\u00e7aram uma s\u00e9rie de bons discos e singles. E continuam. <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23879\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-gaia-passarelli\/chemicalbrothers-exitplanetdust\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/chemicalbrothers-exitplanetdust.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"chemicalbrothers-exitplanetdust\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/chemicalbrothers-exitplanetdust.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/chemicalbrothers-exitplanetdust.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-23879\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/chemicalbrothers-exitplanetdust.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/chemicalbrothers-exitplanetdust.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Life Is Sweet&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/30p2UWAegeQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Arcade Fire &#8211; &#8220;Funeral&#8221; (2004)<\/strong><br \/>\nO rock meio que morreu pra mim quando o <em>grunge<\/em> acabou, no rastro do suicidio de Cobain. E o <em>emo<\/em> foi a prova disso. Ent\u00e3o, mergulhei com tudo na eletr\u00f4nica e fiquei nessa uns bons dez anos (Moby, Underworld, Daft Punk, Chem Bros etc), eventualmente, prestando aten\u00e7\u00e3o em discos inevit\u00e1veis de bons do <em>britrock<\/em> &#8211; como &#8220;Parklife&#8221;, do Blur, &#8220;Vanishing Point&#8221;, do Primal Scream, e o magn\u00edfico &#8220;Different Class&#8221;, do Pulp (que bem poderiam constar dessa lista em par\u00e1grafos \u00e0 parte, porque s\u00e3o essenciais, mas est\u00e3o no meu <em>top ten<\/em> dos 90s). Mas foram os texanos do Canad\u00e1 que me fizeram, mais recentemente, ter o prazer renovado de ler todas as letras de um disco e imaginar uma hist\u00f3ria na cabe\u00e7a e cantar junto, como antes. Porque eles surgiram num momento em que eu j\u00e1 n\u00e3o dava mais nada por nada. E reacenderam a centelha. Desde ent\u00e3o, estou esperando este momento se repetir&#8230; De todos os citados aqui, este foi o \u00fanico que me chegou primeiro por <em>download<\/em>, e depois comprei o CD original. Os demais, foram todos vinis originais, comprados na \u00e9poca.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24765\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/arcadefire-funeral\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"arcadefire-funeral\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" 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href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-the-cleaners\/\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: The Cleaners&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS\">OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK\">OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK<\/a><\/li><li><a 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