{"id":27925,"date":"2012-09-05T10:44:41","date_gmt":"2012-09-05T13:44:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=27925"},"modified":"2012-09-05T12:08:26","modified_gmt":"2012-09-05T15:08:26","slug":"resenha-the-xx-coexist","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-xx-coexist\/","title":{"rendered":"RESENHA: THE XX &#8211; COEXIST"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"27927\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-xx-coexist\/thexx-capa-coexist\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"thexx-capa-coexist\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?resize=540%2C540\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-27927\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/thexx-capa-coexist.jpg?resize=300%2C300 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>NO ELEVADOR<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 me disseram, e eu tinha a tend\u00eancia a concordar, embora com ressalvas, que talvez n\u00e3o existam discos realmente ruins, eles s\u00f3 precisam ser ouvidos no lugar e no momento certos.<\/p>\n<p>Pois eu estava h\u00e1 algumas semanas indo a uma reuni\u00e3o, num desses pr\u00e9dios comerciais onde a no\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e9 daquelas de pedir na entrada RG, foto, impress\u00e3o digital, atestados de antecedentes criminais, teste de s\u00edfilis, audiom\u00e9trico e afins, quando percebi que pra mim alguns \u00e1lbuns n\u00e3o resistem nem \u00e0quele que parece ser seu habitat natural.<\/p>\n<p>Estava acompanhado de um publicit\u00e1rio, o atendimento de uma ag\u00eancia m\u00e9dia de S\u00e3o Paulo, cujo papo \u00e9 t\u00e3o interessante quanto assistir uma partida de xadrez narrada em finland\u00eas e cujo gosto musical me fazia supor que por debaixo daquela camisa bem passada e abotoada at\u00e9 a gola vestia a camiseta da \u00faltima turn\u00ea do Dave Matthews Band.<\/p>\n<p>Entramos no elevador portentoso. Parecia um motel: espelh\u00e3o, televis\u00e3o, luzes baixas e uma m\u00fasica suave tocando. Apertamos o 567\u00ba andar (esses pr\u00e9dios s\u00e3o gigantes e uma viagem de elevador, por mais moderno que ele seja, sempre demora o equivalente a subir mais de 500 andares). No percurso, de repente, o f\u00e3 do Dave Matthews Band muda drasticamente sua fisionomia, que estava tensa pela reuni\u00e3o que ter\u00edamos, pra uma irritante felicidade: &#8220;nossa, t\u00e1 tocando The xx!&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o que eu devesse ficar admirado por ele gostar de The xx &#8211; talvez seja a banda ideal pra ele &#8211; mas o fato dele reconhecer a banda de imediato e se mostrar verdadeiramente satisfeito por demonstrar seu profundo conhecimento na mat\u00e9ria, me fez procurar algum sentido naquilo.<\/p>\n<p>J\u00e1 havia tentado entender o The xx. Baixei o &#8220;xx&#8221; (de 2009) e ouvi repetidas vezes, na esperan\u00e7a de captar o fervor do <em>hype<\/em>. Fui ao show da banda. Ouvi de novo. Nada. At\u00e9 que uma vez, na sala de espera do dentista, tocando &#8220;Crystalised&#8221; (n\u00e3o sei se era ela, na verdade, todas s\u00e3o um tanto parecidas), senti um conforto naqueles minutos aguardado ser atendido. Olha, pensei, o The xx funciona!<\/p>\n<p>Quis crer que pra salas de espera (consult\u00f3rios m\u00e9dicos e afins) o &#8220;xx&#8221; era perfeito. Que baita banda pra voc\u00ea passar um tempo ali, olhando pra aquela secret\u00e1ria rechonchuda digitar algo e preencher fichas cadastrais na m\u00e3o. Vi uma utilidade pra banda e talvez o que haviam me dito era verdade: n\u00e3o existem discos realmente ruins, eles s\u00f3 precisam ser ouvidos no lugar e momento certos.<\/p>\n<p>Minha l\u00f3gica trabalhou r\u00e1pido: se funciona num consult\u00f3rio m\u00e9dico, funciona tamb\u00e9m num elevador. Claro! Cheguei em casa, peguei o iPod e corri pro elevador. Que disco deve se revelar esse &#8220;xx&#8221;! Mas, frustra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o funcionou. Talvez fosse o meu elevador, uma caixa meio sem gra\u00e7a e que n\u00e3o objetivava nada t\u00e3o grandioso, nenhum compromisso nem nada.<\/p>\n<p>O The xx precisa te pegar de surpresa, sem mais nem menos, ali num elevador comercial (porque normalmente s\u00e3o os elevadores comerciais que tocam <em>easy listening<\/em>). E tive tal oportunidade, veja, sem querer, de surpresa, no momento certo (indo pra uma reuni\u00e3o), com a pessoa certa (que conhecia profundamente a mat\u00e9ria). E finalmente comprovei, com todos os requisitos a favor, que o The xx n\u00e3o funciona. N\u00e3o pra mim.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 sentimento que essa banda me passa que n\u00e3o seja o de pregui\u00e7a, que n\u00e3o seja uma sonol\u00eancia involunt\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Angels&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/_nW5AF0m9Zw\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E &#8220;Coexist&#8221;, o segundo disco, t\u00e3o esperado por todos, se tornou um fardo pra mim. Eu precisava ouvir pra resenhar, eu precisava tentar me redimir na rela\u00e7\u00e3o com a banda (n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que s\u00f3 eu tivesse essa sensa\u00e7\u00e3o). Ouvi, ouvi, ouvi novamente. &#8220;Angels&#8221; come\u00e7a chamando minha aten\u00e7\u00e3o. Agora vai, me empolgo.<\/p>\n<p>Aquela batida abaixo do tempo, a voz elegante, o clima <em>cool<\/em>&#8230; A\u00ed, veio &#8220;Chained&#8221;, com aquela batida abaixo do tempo, um pouco mais elaborada, mais vozes elegantes, mais clima <em>cool<\/em>&#8230; &#8220;Fiction&#8221; nos apresenta um batida elaborada, abaixo do tempo, vozes elegantes, um clima igualmente <em>cool<\/em>&#8230; &#8220;Try&#8221; tinha &#8211; surpresa &#8211; uma batida abaixo do tempo, umas vozes elegantes e um clima <em>cool<\/em>&#8230;<\/p>\n<p>Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith parecem-me as mentes certas pra sonorizar comerciais elegantes, de produtos <em>cool<\/em>, com aquele clim\u00e3o de filme <em>hollywoodiano<\/em>, ator bonit\u00e3o, atriz estonteante, pra classe m\u00e9dia alta abrir o sorriso e bolso. &#8220;Coexist&#8221; est\u00e1 inteiro a\u00ed pra isso, como &#8220;Play&#8221;, do Moby, serviu por muito tempo. \u00c9 a pregui\u00e7osa m\u00fasica pop a servi\u00e7o de alguma coisa.<\/p>\n<p>Na falta de uma equipe de publicidade que use isso, que tenha &#8220;essa sacada&#8221; e jogue o disco em sua televis\u00e3o por trinta segundos, experimente as salas de esperas de consult\u00f3rios m\u00e9dicos. Ou um elevador ultra-moderno dos modernos pr\u00e9dios comerciais de hoje. O The xx estar\u00e1 l\u00e1, pra se fazer \u00fatil e moderno.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>01. Angels<br \/>\n02. Chained<br \/>\n03. Fiction<br \/>\n04. Try<br \/>\n05. Reunion<br \/>\n06. Sunset<br \/>\n07. Missing<br \/>\n08. Tides<br \/>\n09. Unfold<br \/>\n10. Swept Away<br \/>\n11. Our Song <\/p>\n<p><strong>NOTA: 1,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 5 de setembro de 2012<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 37 minutos e 33 segundos<br \/>\nSelo: Young Turks<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Jamie Smith<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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