{"id":31104,"date":"2013-03-15T14:20:15","date_gmt":"2013-03-15T17:20:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=31104"},"modified":"2013-10-25T01:21:56","modified_gmt":"2013-10-25T03:21:56","slug":"os-discos-da-vida-rodrigo-lariu","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: RODRIGO LARI\u00da"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31110\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/lariu1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"lariu1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-31110\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>L\u00e1 se v\u00e3o (mais de) vinte anos de midsummer madness.<\/p>\n<p>Rodrigo Lari\u00fa disse, em 2009, em <a href=\"http:\/\/www.oesquema.com.br\/urbe\/2009\/07\/17\/5-perguntas-rodrigo-lariu-midsummer-madness.htm\" target=\"_blank\">entrevista ao Urbe<\/a>, que tudo come\u00e7ou em 1989 como &#8220;um fanzine que falava das bandas independentes nacionais; depois come\u00e7amos a lan\u00e7ar fitas cassete. Das fitas, passamos para o CD-R e da\u00ed pros CDs. Hoje, ainda temos a continua\u00e7\u00e3o deste cat\u00e1logo de K7s s\u00f3 que num suporte diferente, o MP3. E continuamos a lan\u00e7ar CDs. (&#8230;) lan\u00e7amos 99% de bandas brasileiras, procuramos sempre bandas novas do circuito independente. (&#8230;) trabalhamos muito em parceria com os artistas, administrando expectativas e pensando em alternativas pra fazer o melhor poss\u00edvel dentro da realidade de cada banda. N\u00f3s nunca lan\u00e7amos qualquer coisa, quantidade n\u00e3o \u00e9 o objetivo mas sim a qualidade&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/\" target=\"_blank\">No site do selo<\/a>, Lari\u00fa \u00e9 apresentado como &#8220;patr\u00e3o, carioca, vasca\u00edno, nascido em 1973. Lari\u00fa trabalhou na MTV e hoje \u00e9 produtor e diretor de TV <em>free-lancer<\/em>. \u00c9 o saco dele que voc\u00ea tem que puxar para fazer parte do midsummer madness&#8221;.<\/p>\n<p>Lari\u00fa tem um curr\u00edculo extenso, mas nada do que ele fizer (fora do \u00e2mbito pessoal, obviamente) ser\u00e1 maior do que a contribui\u00e7\u00e3o que a midsummer madness deu e d\u00e1 pra m\u00fasica independente e subterr\u00e2nea nacional. \u00c9 daqueles nomes que mereceriam uma est\u00e1tua se o Brasil tivesse a manha de enaltecer seus her\u00f3is que a massa ainda n\u00e3o reconheceu como her\u00f3is. A abnega\u00e7\u00e3o do selo por algo que n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel \u00e9 sempre louv\u00e1vel deveria servir de exemplo (a midsummer madness \u00e9 um dos<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dez-melhores-selos-brasileiros-de-musica\/\" target=\"_blank\"> dez selos que o <strong>Floga-se<\/strong> elegeu como os melhores do Brasil<\/a>).<\/p>\n<p>Perguntado o que leva uma banda a ser interesse da midsummer, respondeu: &#8220;a grande maioria dos e-mails e cartas que recebo (uma m\u00e9dia de tr\u00eas e-mails por dia, cinco a seis CDs por m\u00eas) s\u00e3o absolutamente equivocados&#8230; s\u00e3o bandas de <em>metal<\/em>, <em>reggae<\/em>, cantoras de MPB e outras coisas que n\u00e3o tem nada a ver com o estilo do mm. (&#8230;) Ent\u00e3o, quando chega uma banda muito boa, fica f\u00e1cil eu me interessar. Acho que os interesses s\u00e3o parecidos, existe uma parceria, uma troca (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p>Se a midsummer madness tem uma cara (junto com Rodrigo Letier e Marcos Rayol) \u00e9 por conta da coer\u00eancia est\u00e9tica que Lari\u00fa construiu ao longo da vida. E essa coer\u00eancia est\u00e1 bem embasada nesta lista de seus &#8220;Discos Da Vida&#8221; (e nos textos bem pessoais). Ela \u00e9 um tanto o molde do selo: barulhento, mel\u00f3dico, honesto, amplo, essencial.<\/p>\n<p><em>(a foto que abre o post \u00e9 de Tatiana Germano)<\/em><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>RODRIGO LARI\u00da<\/strong><\/p>\n<p><strong>The Smiths \u2013 &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; (1984)<\/strong><br \/>\nEu tinha 11 anos quando este disco saiu. Em 1987, com 14 anos, pegava onda em Niter\u00f3i e, como todo playboyzinho, assistia aos programas &#8220;Realce&#8221; e &#8220;Vibra\u00e7\u00e3o&#8221;, e ouvia Fluminense FM. A trilha sonora dos programas eram este disco, especialmente &#8220;Girl Afraid&#8221; e &#8220;Still Ill&#8221;. At\u00e9 ent\u00e3o eu nunca tinha tomado a iniciativa de ir at\u00e9 uma loja pra comprar um disco, este foi o primeiro. N\u00e3o fazia ideia que era uma compila\u00e7\u00e3o, apesar de j\u00e1 conhecer The Smiths. Foi s\u00f3 colocar a agulha no vinil pra eu deixar de ser um playboyzinho e come\u00e7ar a me interessar por m\u00fasica. E nem foram os <em>hits<\/em> que me pegaram: &#8220;These Things Take Time&#8221; e a depr\u00ea &#8220;Heavens Know I&#8217;m Miserable Now&#8221; s\u00e3o as favoritas at\u00e9 hoje. &#8220;Hatful Of Hollow&#8221; \u00e9 um destes ritos de passagem \u00e0 adolesc\u00eancia. Talvez seja o disco mais importante da minha vida: depois dele, comecei a procurar novas bandas, frequentar lojas de discos, ler livros, ver filmes. O fanzine veio dois anos depois, culpa deste disco.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16966\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-loomer\/smiths-hatfulofhollow\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"smiths-hatfulofhollow\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-16966\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/smiths-hatfulofhollow.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Heavens Know I&#8217;m Miserable Now&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/TaUUYV7wKos\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>The Jesus &#038; Mary Chain \u2013 &#8220;Psychocandy&#8221; (1985)<\/strong><br \/>\nNa busca por novas bandas, novos discos, a Beatriz Lamego (das Drivellers, Stellar e hoje Enseada Espacial), na \u00e9poca amiga de cursinho de ingl\u00eas em Niter\u00f3i, me apresentou &#8220;Psychocandy&#8221;. Lembro-me de chegar em casa com o vinil debaixo do bra\u00e7o numa tarde chuvosa. Naquela \u00e9poca, o apartamento dos meus pais tinha uma enorme sala que ainda estava vazia, tinha apenas o aparelho de som. A sala tinha uma ac\u00fastica excelente, ch\u00e3o de madeira. E como eu estava sozinho em casa, &#8220;Just Like Honey&#8221; come\u00e7ou a tocar num volume alt\u00edssimo. Era incr\u00edvel como aquela batida meio anos 60 (eu n\u00e3o sabia disso na \u00e9poca) fazia total sentido, combinava com a paisagem, com o friozinho e com o vazio. Fiquei sentado embasbacado ouvindo aquilo. (Par\u00eanteses: anos depois, uma das melhores cenas do cinema de todos os tempos pra mim \u00e9<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1bd2RE0OjyE\" target=\"_blank\"> o final de &#8220;Lost In Translation&#8221; da Sofia Coppola com &#8220;Just Like Honey&#8221;<\/a>). J\u00e1 conquistado pelo disco, ficaria feliz s\u00f3 com a primeira m\u00fasica. O volume continuava alt\u00edssimo quando entrou &#8220;The Living End&#8221;, eu eu jurava que o disco estava &#8220;quebrado&#8221;, ou que minha caixa de som havia pifado&#8230; &#8220;Taste The Floor&#8221;, &#8220;The Hardest Walk&#8221;, &#8220;Cut Dead&#8221; e eu descobri que era assim mesmo. O volume continuou alt\u00edssimo e os vizinhos devem ter odiado que eu ouvi aquele disco aquela tarde umas cinco vezes sem parar. Depois de &#8220;Psychocandy&#8221;, at\u00e9 hoje, barulho e melodia fazem a diferen\u00e7a pra mim.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15331\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-floga-se\/jesus-psychocandy\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"jesus-psychocandy\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-15331\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/jesus-psychocandy.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Just Like Honey&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/7EgB__YratE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Galaxie 500 \u2013 &#8220;On Fire&#8221; (1989)<\/strong><br \/>\nEm 1989, quando esse disco saiu, nasceu tamb\u00e9m o Midsummer Madness, na \u00e9poca apenas um fanzine. Foi ouvindo &#8220;On Fire&#8221; numa fita cassete que eu comecei a rabiscar as primeiras p\u00e1ginas do que seria o n\u00famero zero, a primeira edi\u00e7\u00e3o. A esta altura do campeonato minha discoteca j\u00e1 era bem ampla, gra\u00e7as aos amigos que emprestavam discos e gravavam fitas. J\u00e1 havia passado por Velvet Underground, Sonic Youth, Byrds, Fall, Echo, R.E.M., Pixies e todos os cl\u00e1ssicos, mas ouvir Galaxie 500, at\u00e9 ent\u00e3o uma banda nova pra mim, e simplesmente me apaixonar pelo disco, ampliou os horizontes. Daqui pra frente, virei um xiita ne\u00f3fito, atr\u00e1s das novidades o tempo todo. E foi assim por pelo menos uma d\u00e9cada. Quando comprei meu primeiro CD, &#8220;On Fire&#8221; foi a escolha.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19381\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-sinewave\/galaxie500-onfire\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/galaxie500-onfire.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"galaxie500-onfire\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/galaxie500-onfire.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/galaxie500-onfire.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-19381\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/galaxie500-onfire.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/galaxie500-onfire.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Snowstorm&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/VejZKCpNnrs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Second Come \u2013 &#8220;Old Shoes&#8221; (1997)<\/strong><br \/>\nA primeira demo do Second Come saiu em 1989, se chamava &#8220;Violent Kiss&#8221; e tinha quatro m\u00fasicas. A &#8220;Old Shoes&#8221; que eu me refiro \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o que eu fiz pelo midsummer madness anos e anos depois, juntando todas as tr\u00eas fitas demo que o Second Come lan\u00e7ou antes do primeiro disco, &#8220;You&#8221;. <a href=\"http:\/\/mmrecords.com.br\/200905\/second-come\/\" target=\"_blank\">D\u00e1 para ouvir aqui<\/a>. Resolvi incluir as demos do Second Come nos discos mais importantes porque acompanhei a banda durante toda a curta carreira dela, fiz grandes amigos nela, com eles e por causa deles. Boa parte do que eu aprendi e inventei, boa parte do que o midsummer madness se transformou, \u00e9 consequ\u00eancia destes anos com a banda. Apesar de gostar muito dos dois discos, as demos s\u00e3o ainda mais importantes; mostram a evolu\u00e7\u00e3o da banda, todas as influ\u00eancias. Nelas eu escuto todas as viagens, os ensaios, as roubadas, a ansiedade, que tinha muito a ver com o midsummer madness. O Second Come \u00e9 uma das melhores bandas do mundo, e os lan\u00e7amentos deles cabem f\u00e1cil nesta lista. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que ano passado o midsummer madness lan\u00e7ou um tributo ao Second Come com 29 bandas, d\u00e1 uma escutada (<em>N.E.: o <strong>Floga-se<\/strong> falou <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/tributo-ao-second-come\/\" target=\"_blank\">sobre o tributo aqui<\/a><\/em>).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31105\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/secondcome-oldshoes\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/secondcome-oldshoes.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"secondcome-oldshoes\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/secondcome-oldshoes.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/secondcome-oldshoes.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-31105\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/secondcome-oldshoes.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/secondcome-oldshoes.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Run Run&#8221; (do &#8220;You&#8221;, de 1993):<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/loafjBfO8_Y\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>My Bloody Valentine \u2013 &#8220;Loveless&#8221; (1991)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o consigo dizer qual meu disco preferido do MBV. Durante anos, foi a compila\u00e7\u00e3o &#8220;Ecstasy &#038; Wine&#8221;. Depois, eu tinha certeza absoluta que o melhor disco era &#8220;Isn&#8217;t Anything&#8221;, mas pra constar aqui nesta lista de discos importantes, vou ficar com o &#8220;Loveless&#8221;. Este disco saiu junto comigo para a <em>night<\/em> (nada de &#8220;balada&#8221;, o certo \u00e9 <em>naite<\/em>). Entrei na faculdade, mudei pro Rio e comecei a sair com os amigos pra <em>night<\/em>; &#8220;Loveless&#8221; combinava com tudo, as n\u00e3o-letras sussurradas, a vis\u00e3o emba\u00e7ada (natural ou artificialmente) e a sensa\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia do tempo. N\u00e3o sei dizer em termos pr\u00e1ticos o que &#8220;Loveless&#8221; me influenciou, mas \u00e9 s\u00f3 colocar &#8220;Only Shallow&#8221; pra tocar que um processo interno de felicidade come\u00e7a.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15336\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-floga-se\/mybloodvalentine-loveless\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mybloodvalentine-loveless.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"mybloodvalentine-loveless\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mybloodvalentine-loveless.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mybloodvalentine-loveless.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-15336\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mybloodvalentine-loveless.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mybloodvalentine-loveless.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Only Shallow&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/Lf8j1bUgwJ8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Th&#8217; Faith Healers \u2013 &#8220;Lido&#8221; (1992)<\/strong><br \/>\nO debute do Faith Healers saiu em 1992, na \u00e9poca pela mesma gravadora da PJ Harvey. Ouvi o disco s\u00f3 por causa disso. E foi paix\u00e3o na hora, a PJ passou pra segundo plano. A capa \u00e9 tipo um cart\u00e3o postal desbotado, &#8220;Lido&#8221; traz uma nostalgia de viagens de adolescencia, a verdadeira m\u00fasica de acampamento. As m\u00fasicas com um baixo marcado, pesado, as guitarras bem altas e distorcidas, melodias pra cantar junto, mas tudo isso, que deveria ser pop, embalado por uma inebriante fuma\u00e7a psicod\u00e9lica. Sempre ficava muito frustrado quando colocava som nas festinhas indie e o Faith Healers nunca emplacava&#8230; Eu achava extremamente pop! Na \u00e9poca, a imprensa os colocava na prateleira do <em>crust<\/em>: uma pseudo-resposta inglesa ao <em>grunge<\/em>, que tinha Silverfish e at\u00e9 Swervedriver no balaio. Mas o Faith Healers gostava mesmo era de rock progressivo alem\u00e3o dos anos 70, que eu viria a saber anos mais tarde que \u00e9 chamado pelos \u00edntimos de <em>kraut<\/em>. &#8220;Lido&#8221; tem uma cover acelerada de &#8220;Mother Sky&#8221; do Can &#8211; nunca consegui gostar do Can, mas o Faith Healers me fez ouvir o <em>kraut<\/em> todo.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31107\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/thfaithhealers-lido\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/thfaithhealers-lido.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"thfaithhealers-lido\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/thfaithhealers-lido.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/thfaithhealers-lido.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-31107\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/thfaithhealers-lido.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/thfaithhealers-lido.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Don&#8217;t Jones Me&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/4nM6CPzoZ0I\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Love \u2013 &#8220;Forever Changes&#8221; (1967)<\/strong><br \/>\nDepois de cansar de s\u00f3 ouvir coisas novas, resolvi chafurdar nas velharias. The Damned j\u00e1 havia dado a dica: &#8220;Alone Again Or&#8221;, do Love. Depois o Boo Radleys regravou a mesma m\u00fasica&#8230; Pensei: &#8220;duas bandas que eu gosto muito regravando essa m\u00fasica? Tenho que ouvir Love&#8221;. Fui atr\u00e1s justamente do que eu acho o melhor disco deles at\u00e9 hoje. Come\u00e7a com a &#8220;Alone Again Or&#8221;, o trumpete mariachi, a orquestra\u00e7\u00e3o e a letra me ganharam de cara, igual &#8220;Just Like Honey&#8221;. E dai pra frente o disco n\u00e3o deixa cair em momento nenhum: o clima riponga psicod\u00e9lico da Calif\u00f3rnia, a cozinha super ajustada&#8230; Nossa, como eu queria ter visto Love ao vivo. Fiquei sabendo depois que o Neil Young ia produzir o disco mas pulou fora por causa do Buffalo Springfield. E ouvindo todas as velharias psicod\u00e9licas, as garageiras <em>nugget<\/em>, nenhum disco me encantou como &#8220;Forever Changes&#8221;. Pesquisando pra escrever este textinho descobri o porqu\u00ea do t\u00edtulo do disco e fiquei ainda mais encantado. Voc\u00ea sabe por que o disco se chama &#8220;Forever Changes&#8221;? Bem, um amigo de Arthur Lee comentou que ouviu de um amigo de um amigo que quando ele disse pra namorada: &#8220;mas voc\u00ea disse que me amaria pra sempre&#8221;, ela respondeu, &#8220;Well, forever changes!&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19369\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-sinewave\/love-foreverchanges\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/love-foreverchanges.jpg?fit=299%2C300\" data-orig-size=\"299,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"love-foreverchanges\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/love-foreverchanges.jpg?fit=299%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/love-foreverchanges.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-19369\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/love-foreverchanges.jpg?w=299 299w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/love-foreverchanges.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a: &#8220;Alone Again Or&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/cNcXFy8QTC4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Broken Social Scene &#8211; &#8220;You Forgot It In People&#8221; (2002)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o me lembro bem qual disco do BSS eu ouvi primeiro, mas o segundo da carreira da banda, &#8220;You Forgot It In People&#8221; tem minhas m\u00fasicas favoritas. Fazia tempo que eu n\u00e3o ouvia um disco que trouxesse de volta a atmosfera do &#8220;Loveless&#8221;, daqueles discos que te acompanham em momentos inesquec\u00edveis, aqueles discos que s\u00f3 de colocar pra tocar j\u00e1 tornavam a noite (ou o dia) especial. Esse disco tem isso, com &#8220;KC Accidental&#8221;, &#8220;Cause=Time&#8221; e com momentos lentinhos geniais, como &#8220;Lover&#8217;s Spit&#8221; e a genial (pra mim, uma epifania) &#8220;Anthems For A Seventeen Year Old Girl&#8221;. Numa \u00e9poca em que o acesso f\u00e1cil \u00e0 m\u00fasica tinha me deixado cansado e meio desiludido &#8211; eu colecionava discos que baixava da Internet, em algum momento cheguei a ter quase 300 discos baixados, a maioria nunca ouvi, at\u00e9 meu HD pifar e todos irem para o inferno do esquecimento &#8211; o Broken Social Scene me fez renovar o esp\u00edrito e lembrar pra qu\u00ea realmente servia m\u00fasica. Alguma provid\u00eancia divina poupou o BSS em algum canto do meu computador que n\u00e3o pifou. E, assim, eu tenho poucas bandas favoritas at\u00e9 hoje, e sou feliz.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31108\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/brokensocialscene-youforgotitinpeople\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brokensocialscene-youforgotitinpeople.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"brokensocialscene-youforgotitinpeople\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brokensocialscene-youforgotitinpeople.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brokensocialscene-youforgotitinpeople.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-31108\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brokensocialscene-youforgotitinpeople.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/brokensocialscene-youforgotitinpeople.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Anthems For A Seventeen Year Old Girl&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/YKQlNpy4r8w\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Beach House &#8211; &#8220;Teen Dream&#8221; (2010)<\/strong><br \/>\nO mesmo escrito acima vale pra este disco, em \u00e9poca diferente. &#8220;Teen Dream&#8221; \u00e9 a trilha sonora perfeita pra uma s\u00e9rie de viagens: reais, entre cidades e pa\u00edses; e viagens de outros tipos, nada narc\u00f3ticas. Sim, eu encaretei com o passar dos anos. Mas ainda viajo quando ou\u00e7o discos, e o Beach House conseguiu isso neste \u00e1lbum. A voz forte de Victoria Legrand, os arranjos de ninar, uma eletr\u00f4nica discreta e oscilante, meio My Bloody Valentine com sono, enfim, toda a <em>vibe<\/em> do disco. Ou\u00e7o de ponta a ponta e quero sempre estar em algum lugar diferente do mundo com este disco. A primeira frase de &#8220;Walk In The Park&#8221;, mesmo falando de uma volta no parque, resume a liberdade que &#8220;Teen Dream&#8221; me traz: &#8220;You go for a walk in the park &#8216;cause you don&#8217;t need anything&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2082\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/novo-beach-house-teen-dream\/beachhouse-teendream\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/beachhouse-teendream.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"beachhouse-teendream\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/beachhouse-teendream.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/beachhouse-teendream.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-2082\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/beachhouse-teendream.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/beachhouse-teendream.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Walk in the Park&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/HeaHW-rUsUQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Nazar\u00e9 Pereira &#8211; &#8220;Amaz\u00f4nia&#8221; (1979)<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o quero tirar onda. Se voc\u00ea gosta de rock, <em>indie<\/em> rock, n\u00e3o escute este disco. Aqui tem um monte de bai\u00e3o, forr\u00f3 e afins. Mas seria hip\u00f3crita de minha parte n\u00e3o listar este disco, escutei-o durante toda minha inf\u00e2ncia em Rond\u00f4nia, tocava em todas as r\u00e1dios de Porto Velho, pelos idos de 1979 e 1980. Lembro-me at\u00e9 hoje da minha m\u00e3e falando que a Nazar\u00e9, acriana de Xapuri, era muito mais famosa na Fran\u00e7a do que no Brasil. Este disco foi lan\u00e7ado l\u00e1 e licenciado pro Brasil, cheio de releituras de Luis Gonzaga, Humberto Martins e outros nomes que n\u00e3o vou citar pra parecer descolado porque simplesmente nunca ouvi falar. S\u00e3o cl\u00e1ssicos do norte e nordeste do Brasil, como &#8220;Riacho Do Navio&#8221;, &#8220;Xapuri Do Amazonas&#8221;, &#8220;Kalu&#8221;, que at\u00e9 hoje me alegram. Ficava horas e horas olhando pra capa, onde Nazar\u00e9 aparece como uma montanha no meio da Amaz\u00f4nia, seus cabelos se transformando em mata&#8230; &#8220;sem r\u00e1dio e sem not\u00edcia das terras civilizadas&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31109\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-rodrigo-lariu\/nazarepereira-amazonia\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/nazarepereira-amazonia.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"nazarepereira-amazonia\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/nazarepereira-amazonia.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/nazarepereira-amazonia.jpg?resize=240%2C240\" alt=\"\" title=\"\" width=\"240\" height=\"240\" class=\"alignnone size-full wp-image-31109\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/nazarepereira-amazonia.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/nazarepereira-amazonia.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Xapuri Do Amazonas&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/OSv9pi3WPKw\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tratak\/\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: TRATAK&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS\">OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK\">OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-ricardo-schott-pop-fantasma\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)\">OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00e1 se v\u00e3o (mais de) vinte anos de midsummer madness. Rodrigo Lari\u00fa disse, em 2009, em entrevista ao Urbe, que tudo come\u00e7ou em 1989 como [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1144,1825],"tags":[1082],"class_list":["post-31104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-discos-da-vida-2","tag-discos-da-vida"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/lariu1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-85G","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31104"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31104\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31110"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}