{"id":32430,"date":"2013-06-03T22:02:16","date_gmt":"2013-06-04T01:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=32430"},"modified":"2013-06-18T14:07:36","modified_gmt":"2013-06-18T17:07:36","slug":"resenha-the-pastels-slow-summits","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-pastels-slow-summits\/","title":{"rendered":"RESENHA: THE PASTELS &#8211; SLOW SUMMITS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"32433\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-pastels-slow-summits\/pastels-capa-slowsummits\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"pastels-capa-slowsummits\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?resize=540%2C540\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-32433\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pastels-capa-slowsummits.jpg?resize=300%2C300 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>NA SURDINA<\/strong><\/p>\n<p>Katrina Mitchell canta &#8220;Can you sing a song quietly?&#8221; na faixa de abertura de <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-pastels-slow-summits\/\" target=\"_blank\">&#8220;Slow Summits&#8221;<\/a>, &#8220;Secret Music&#8221;. \u00c9 um convite e um aviso do que o ouvinte ter\u00e1 pela frente. Por\u00e9m, mais do que isso, \u00e9 o estilo do Pastels expressar sua m\u00fasica, \u00e9 o jeito de Mitchell e Stephen McRobbie serem. Sem alarde, a banda voltou a lan\u00e7ar um disco, dezesseis anos depois de &#8220;Illumination&#8221;, de 1997 (sem contar a trilha sonora de &#8220;The Last Great Wilderness&#8221;, de 2003), e parece querer se manter assim, na dela, sem muito estardalha\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas o f\u00e3 sabe: \u00e9 dif\u00edcil ficar alheio \u00e0 volta do Pastels, a banda que praticamente &#8220;inventou&#8221; a sonoridade <em>indie<\/em> como se acostumou identificar nos dias de hoje. Isso foi l\u00e1 em 1981, quando a banda surgiu em Glasgow, Esc\u00f3cia &#8211; longe de ser uma coincid\u00eancia, \u00e9 a terra de uma banda que n\u00e3o existiria se o Pastels n\u00e3o tivesse lan\u00e7ado o cl\u00e1ssico &#8220;Up For A Bit With The Pastels&#8221;, em 1987 (principalmente os hinos &#8220;Address Book&#8221; e &#8220;I&#8217;m Alright with You&#8221;): Belle &#038; Sebastian. Esse jeito &#8220;indie&#8221; moldado pelo Pastels n\u00e3o era vergonhoso como hoje, tinha um qu\u00ea de semancol.<\/p>\n<p>Ou n\u00e3o, sejamos sinceros. Digo, &#8220;indie&#8221; \u00e9 &#8220;indie&#8221; de qualquer maneira, em qualquer \u00e9poca, mas a ess\u00eancia que o Pastels utiliza \u00e9 a pureza do &#8220;n\u00e3o saber fazer e fazer por conta pr\u00f3pria&#8221;, do &#8220;tocar como entender mais adequado \u00e0 express\u00e3o art\u00edstica&#8221;, do ser independente, do ser aut\u00eantico&#8230; Um ideal meio <em>punk<\/em>, enfim. Mas um <em>punk<\/em> fofinho, sem inclina\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social, se \u00e9 que existe isso, se \u00e9 que isso \u00e9 realmente necess\u00e1rio. Ou, por outra, um <em>punk<\/em> sem <em>cojones<\/em>, pra desespero dos <em>punks<\/em> aut\u00eanticos, por <em>punk<\/em> de fato n\u00e3o ser.<\/p>\n<p>Mas se n\u00e3o h\u00e1 a urg\u00eancia sonora nem a agressividade ou a crueza e porrada do <em>punk<\/em>, o Pastels \u00e9 um <em>indie<\/em> com bagagem, porque est\u00e1 na raiz do termo. &#8220;Slow Summits&#8221;, mesmo t\u00e3o longe no tempo, n\u00e3o me deixa mentir. Est\u00e1 na m\u00fasica, no jeito de se vestir, na pose, est\u00e1 nos temas.<\/p>\n<p>O que diferencia o Pastels da maioria dos<em> indies<\/em> atuais n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os quil\u00f4metros rodados e a vida vivida, \u00e9 o que se herda com tudo isso: uma vis\u00e3o perspicaz do que \u00e9 mais simples no dia a dia.<\/p>\n<p>&#8220;Night Time Made Us&#8221; \u00e9 t\u00e3o cheia de pureza, com as lembran\u00e7as da juventude de McRobbie, de seus pais e de suas sa\u00eddas \u00e0 noite, que se torna daquelas de assobiar como se fosse uma velha can\u00e7\u00e3o conhecida, bem familiar &#8211; e logo ela vai se tornar, com duas ou tr\u00eas audi\u00e7\u00f5es e com versos como &#8220;night-time colours are so cool \/ I wanted to be somewhere with you&#8221;. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o-recorda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Night Time Made Us&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/R6SGg4kozXY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O <em>hit<\/em> f\u00e1cil, &#8220;Check My Heart&#8221;, \u00e9 grudento, pra cantar ao sol, e balan\u00e7ar com os amigos. Adolescentes devem adorar isso, porque, bem, adolescentes pueris adoram falar de coisas do cora\u00e7\u00e3o, se encantar, celebrar o ver\u00e3o, essas coisas buc\u00f3licas, quando est\u00e3o de bem com a vida. Imposs\u00edvel evitar o \u00f3bvio: se seu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se curvou at\u00e9 aqui, tem alguma coisa errada com ele. \u00c9 melhor se certificar.<\/p>\n<p>V\u00eddeo oficial de &#8220;Check My Heart&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/sjxYLFWxR6E\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O disco chega \u00e0 metade com uma divertida alus\u00e3o \u00e0 <em>velvetiana<\/em> &#8220;Who Loves The Sun&#8221;. \u00c9 &#8220;Summer Rain&#8221;, delicada e a mais pr\u00f3xima de todo o DNA conhecido do Pastels: uma base simples, sem varia\u00e7\u00f5es (a n\u00e3o ser no arranjo de cordas), como as boas can\u00e7\u00f5es pop. Entretanto, o Pastels avisa que algo vai mudar. Da metade pra frente, a banda engata o que sugere ser seu conceito de final \u00e9pico pra uma can\u00e7\u00e3o: mais de dois minutos de massa instrumental, sem nenhum esporro, apenas uma viagem sonora que Mitchell e McRobbie permitiram.<\/p>\n<p>E as coisas realmente mudam de rumo a partir daqui. &#8220;After Image&#8221; \u00e9 instrumental, banhada a dor, tocante. Efeitos, barulhinhos, inven\u00e7\u00f5es. &#8220;Kicking Leaves&#8221;, na voz de Katrina, mais psicod\u00e9lica, envolvente, contemplativa. &#8220;The Wrong Light&#8221;, uma das melhores do disco e a melhor da &#8220;parte adulta&#8221;, prega de maneira um tanto soturna e com a voz rouca de McRobbie, em repeti\u00e7\u00e3o, &#8220;we&#8217;re shadows of the night&#8221;. O Pastels se afasta da puberdade, abra\u00e7ando sua condi\u00e7\u00e3o de maturidade.<\/p>\n<p>A instrumental &#8220;Slowly Taking Place&#8221;, tem uma guitarra inicial p\u00f3s-punk, mas se arrasta e parece mais um ensaio; e &#8220;Come To The Dance&#8221; incomoda com a voz desordenada de Mitchell &#8211; parece ter sido produzida \u00e0s pressas. Ambas s\u00e3o os pontos baixos do \u00e1lbum.<\/p>\n<p>O Pastels aqui \u00e9 basicamente Stephen McRobbie (vocais e guitarra) e Katrina Mitchell (vocais e bateria), mas a banda \u00e9 formada tamb\u00e9m por Tom Crossley (teclados), Gerard Love (baixo), Alison Mitchell (trumpete) e John Hogarty (guitarra). O clima transparece ser bem bom porque a banda est\u00e1 cercada de amigos: Annabel Aggi Wright (baixo), Norman Blake (Teenage Fanclub), dois ter\u00e7os do To Rococo Rot (Stefan Schneider e Ronald Lippok, uma das bandas preferidas de McRobbie), os japoneses do Tenniscoats (com quem o Pastels lan\u00e7ou um <em>split<\/em> em 2009), Craig Armstrong, que fez o arranjo de cordas em &#8220;Kicking Leaves&#8221;, e John McEntire (Tortoise), que produziu tudo.<\/p>\n<p>&#8220;Slow Summits&#8221; \u00e9 um disco pequeno, despretensioso, como os demais dos Pastels. Parece uma brincadeira entre amigos. N\u00e3o far\u00e1 muita diferen\u00e7a pra hist\u00f3ria da m\u00fasica, como a banda fez no in\u00edcio de carreira (seu legado est\u00e1 a\u00ed, \u00e9 s\u00f3 espiar). Mas \u00e9 um belo disco e o grupo ainda pode servir de inspira\u00e7\u00e3o pros Belle &#038; Sebastian da vida seguirem a toada. Se isso \u00e9 uma boa not\u00edcia s\u00e3o outros quinhentos. O Pastels n\u00e3o pode ser culpado dos efeitos colaterais do <em>indie<\/em> atual, at\u00e9 porque tenta cantar suas can\u00e7\u00f5es na surdina, \u00e0 boca-pequena.<\/p>\n<p>&#8220;Come To Dance&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/tSpfWkLm3sY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>NOTA: 7,5<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 27 de maio de 2013<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 39 minutos e 12 segundos<br \/>\nSelo: Domino Records<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: John McEntire e Bal Cooke<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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