{"id":37796,"date":"2014-05-06T17:07:06","date_gmt":"2014-05-06T20:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=37796"},"modified":"2014-05-06T18:56:42","modified_gmt":"2014-05-06T21:56:42","slug":"resenha-swans-to-be-kind","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-swans-to-be-kind\/","title":{"rendered":"RESENHA: SWANS &#8211; TO BE KIND"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"37798\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-swans-to-be-kind\/swans-capa-tobekind\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"swans-capa-tobekind\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-37798\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/swans-capa-tobekind.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>NADA \u00c9 MAIS JOVEM<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e1 se v\u00e3o sessenta anos. E Michael Gira acaba se tornando, a contragosto, ou sem querer, um exemplo dos tempos atuais. Gira se mostra com mais bagos do que uma gera\u00e7\u00e3o inteira que tenta se alocar como \u00eddolo dos seus contempor\u00e2neos. E ele nem come\u00e7ou t\u00e3o cedo pra servir como exemplo, tinha quase trinta anos quando saiu o primeiro disco do Swans, &#8220;Filth&#8221;, em 1983, uma porrada p\u00f3s-punk, <em>industrial<\/em>, <em>hardcore<\/em>.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e tem pouco mais de sessenta anos. A sua av\u00f3 pode ter essa idade, por a\u00ed. Se hoje m\u00e3es e av\u00f3s se espantam com o <em>funk<\/em> ostenta\u00e7\u00e3o, t\u00eam urtic\u00e1ria com meninos e meninas rebolando at\u00e9 o ch\u00e3o, se contorcem de pavor com rolezinhos marcados em redes sociais-virtuais, e nada mais do que toca no seu aparelho de som as espanta, \u00e9 prov\u00e1vel que assim se entenda a dimens\u00e3o do lodo de bom-mocismo que vive a m\u00fasica jovem e n\u00e3o perif\u00e9rica de hoje (por sorte da nossa sociedade, na periferia, ningu\u00e9m se espanta com <em>funks<\/em>, rolezinhos e afins, ora bolas).<\/p>\n<p>Nesse pequeno mundo em que vivemos, todos fazem de tudo pra agradar a todos. Artistas tentam agradar ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, que tentam agradar assessorias, que tentam agradar produtores, que tentam agradar artistas que, eventualmente, tentam agradar o p\u00fablico. Nada fora do roteiro, nada que tropece na busca ao final feliz ou do prazer, nem que fugaz, de uma manchete. Raras s\u00e3o as bandas, raros s\u00e3o os estilos que ainda podem sacudir um pouco o estabilizado. Voc\u00ea pode pensar no mais gutural dos <em>hardcores<\/em> e talvez seu pai n\u00e3o se espante mais &#8211; pode se incomodar com a barulheira, mas n\u00e3o pedir\u00e1 que voc\u00ea troque de roupa ao sair na rua como seu \u00eddolo.<\/p>\n<p>Com sessenta anos, Gira entrega ao mundo o d\u00e9cimo terceiro disco de sua banda. \u00c9 prov\u00e1vel que sua m\u00e3e, seu pai, sua av\u00f3 e at\u00e9 voc\u00ea mesmo se espantem com a ferocidade de &#8220;To Be Kind&#8221;. Se for direto \u00e0 dupla &#8220;Bring The Sun&#8221; \/ &#8220;Toussaint L&#8217;Ouverture&#8221;, \u00e9 certeza. N\u00e3o pelo hipn\u00f3tico cerco que o Swans faz aos seus ouvidos em v\u00e1rios momentos. N\u00e3o pelos ruidosos trechos que remetem \u00e0 sangrenta hist\u00f3ria que o personagem principal da revolu\u00e7\u00e3o haitiana viveu durante a virada dos s\u00e9culos XVII e XIX. E talvez nem tanto pelas atonalidades que Michael Gira gosta de trabalhar e propalar com um orgulho inabal\u00e1vel.<\/p>\n<p>O que incomodar\u00e1 em <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/swans-to-be-kind\/\" target=\"_blank\">&#8220;To Be Kind&#8221;<\/a> \u00e9 saber que um homem de sessenta anos pode fazer mais estrago no rumo que segue a m\u00fasica dita normal, de r\u00e1dios, televis\u00f5es e blogues, do que qualquer moleque cheio de raiva adolescente. Ele n\u00e3o est\u00e1 sozinho, \u00e9 claro. Blixa Bargeld, pra citar um exemplo, tem cinquenta e cinco anos. Mas se estivesse sozinho, a dupla &#8220;The Seer&#8221; e &#8220;To Be Kind&#8221; j\u00e1 teriam valido o servi\u00e7o \u00e0 humanidade.<\/p>\n<p>&#8220;To Be Kind&#8221;, a bem da verdade, \u00e9 uma esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o mais palat\u00e1vel de <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-swans-the-seer\/\" target=\"_blank\">&#8220;The Seer&#8221;, de 2012<\/a>, o disco que Gira admite ter levado trinta anos pra ser capaz de fazer. Nenhum rapaz de trinta anos, muito menos de vinte e poucos, por mais raivoso que seja, por mais que grite alto e chute canelas da realeza e da pol\u00edcia, tem bagagem cultural pra isso. Quer dizer, agora tem, se ouvir com aten\u00e7\u00e3o, se jogar suas frustra\u00e7\u00f5es pra fora com essa trilha sonora. Por que n\u00e3o?<\/p>\n<p>Nesse sentido, Gira n\u00e3o \u00e9 g\u00eanio. S\u00f3 \u00e9 perspicaz. Teve que viver todo esse tempo, tomar todos os baques que tomou (e todos tomamos) pra se tocar que a cria\u00e7\u00e3o da &#8220;melhor m\u00fasica que seria capaz de fazer&#8221; depende de um hist\u00f3rico complexo. Sua diferen\u00e7a pro resto da humanidade \u00e9 que h\u00e1 quem nem pense em transformar essa bagagem em arte. Outros que tentam e n\u00e3o conseguem. Outros que deixaram o frescor nos tempos de outrora. Veja o caso de David Bowie, veja o caso de Iggy Pop, ambos refor\u00e7ando o sucesso do passado (sem cr\u00edticas de valor aqui, certo?).<\/p>\n<p>Pois o Swans de Gira n\u00e3o \u00e9 o Swans de &#8220;Filth&#8221;, nem de &#8220;Children Of God&#8221;, de 1987, e muito menos o Swans do quase-pop &#8220;The Great Annihilator&#8221;, de 1995. O Swans que surgiu em &#8220;The Seer&#8221; &#8211; e que se refor\u00e7a em &#8220;To Be Kind&#8221; &#8211; \u00e9 o Swans de quem est\u00e1 cheio de cicatrizes e que at\u00e9 n\u00e3o se importa em perder mais de sangue &#8211; mas que seja por um outro motivo, o proposital, o venal, que seja o resultado da sua entrega ao esgotamento.<\/p>\n<p>Se nada \u00e9 perfeito, &#8220;To Be Kind&#8221; fala de amor e sexo &#8211; de muito sexo, &#8220;Some Things We Do&#8221; e &#8220;She Love Us!&#8221; &#8211; e \u00e9 minimalista no discurso, \u00e9 um tanto demente, essa \u00e9 sua maior fraqueza. Gira n\u00e3o escreve com crit\u00e9rio, refletindo sobre nada, \u00e9 meio aleat\u00f3rio. Mas se as letras s\u00e3o poemas que n\u00e3o fazem muito sentido (como tamb\u00e9m n\u00e3o faz a capa dos beb\u00eas de Bob Biggs), sonoramente, o Swans \u00e9 arrasador. N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 can\u00e7\u00e3o em &#8220;To Be Kind&#8221; que n\u00e3o seja impactante.<\/p>\n<p>H\u00e1 aqui um certo jogo de cintura estranho a &#8220;The Seer&#8221;. Um bom punhado de sensualidade, um <em>groove<\/em>, por assim dizer: batidas secas, compassadas, baixo marcante, d\u00e1 pra bater o p\u00e9, balan\u00e7ar a cabe\u00e7a. &#8220;Screen Shot&#8221;, &#8220;A Little God In My Hands&#8221;, &#8220;Kirsten Supine&#8221; (com um come\u00e7o meio &#8220;balada&#8221; e participa\u00e7\u00e3o de St. Vincent) e &#8220;Oxygen&#8221; podem ser definidas assim, embora todas elas, de uma forma ou de outra, v\u00e3o te tirar da zona de conforto, fazer os t\u00edmpanos vibrarem de forma diferente: h\u00e1 <em>noise<\/em>, espasmos explosivos e, como contraponto importante, algum sossego. &#8220;Nathalie Neal&#8221; \u00e9 de uma estranheza \u00edmpar. Uma sinfonia feita por colagens, passagens de viol\u00e3o, ru\u00eddos e mais baixo intenso. E o trecho final da faixa-t\u00edtulo, um estrondo que far\u00e1 voc\u00ea necessitar de uma aspirina ao final da audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Swans \u00e9 uma banda de velho &#8211; literalmente. Mas os sessenta anos de Gira e os trinta de carreira do grupo parecem reinventar a novidade, a motiva\u00e7\u00e3o rock&#8217;n&#8217;roll e o percurso l\u00f3gico do tempo. Nada, nem ningu\u00e9m, parece ser mais jovem e vibrante do que essa banda hoje em dia.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;A Little God In My Hands&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/vfmi0v5vIGo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Oxygen&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/1jSdTBGhDSg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>NOTA: 9,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 12 de maio de 2014<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 120 minutos e 33 segundos<br \/>\nSelo: Young God<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Michael Gira<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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