{"id":40600,"date":"2014-12-29T21:41:33","date_gmt":"2014-12-29T23:41:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=40600"},"modified":"2015-01-19T17:10:35","modified_gmt":"2015-01-19T19:10:35","slug":"resenha-o-ano-de-2014","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-o-ano-de-2014\/","title":{"rendered":"RESENHA: O ANO DE 2014"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"40601\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-o-ano-de-2014\/melhores2014-resenha\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/melhores2014-resenha.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"melhores2014-resenha\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/melhores2014-resenha.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/melhores2014-resenha.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-40601\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/melhores2014-resenha.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/melhores2014-resenha.jpg?resize=300%2C166 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>O dito popular resume bem como 2014 mexeu com as emo\u00e7\u00f5es: &#8220;costumo resistir a tudo, menos \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>De fato, foi um ano em que a maior das tenta\u00e7\u00f5es, a paix\u00e3o (paix\u00e3o pelo discurso, pela l\u00f3gica, do futebol \u00e0 pol\u00edtica, passando pela m\u00fasica), se mostrou o caminho pra ru\u00edna emocional. Quem mergulhou de cabe\u00e7a nos extremos beirou a fal\u00eancia social ou humana, se o leitor me permite tal exagero.<\/p>\n<p>Logo em janeiro, o ver\u00e3o arrasador massacrou os brasileiros com temperaturas amaz\u00f4nicas. Foram pelo menos tr\u00eas semanas em que nem mesmo a paix\u00e3o pela esta\u00e7\u00e3o, pela praia, pelos tr\u00f3picos, ou at\u00e9 mesmo pela cerveja resistiu ao sufocante estouro do term\u00f4metro.<\/p>\n<p>Enquanto ano ap\u00f3s ano o ver\u00e3o \u00e9 marcado por chuvas torrenciais e trag\u00e9dias corriqueiras por conta delas, em 2014 foi o sol de fritar cabe\u00e7as que marcou o come\u00e7o desses doze meses.<\/p>\n<p>E antes fosse a chuva, como se sabe e como veremos depois.<\/p>\n<p>Um in\u00edcio de ano sem trag\u00e9dias n\u00e3o indica calmarias, pelo contr\u00e1rio. Foi um ano at\u00edpico e acalorado. Um bom exemplo? Os rolezinhos que chamaram a aten\u00e7\u00e3o na cidade de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s chacoalharem Belo Horizonte e v\u00e1rios centros de compras na capital paulista, no final de 2013.<\/p>\n<p>Jovens da periferia combinavam pra se encontrar em <em>shopping centers<\/em> pra ouvir m\u00fasica, pequerar, zoar, ou, como se espera, ser jovens. Mas a direita paulista, sempre mais \u00e0 direita do que a m\u00e9dia, tratou de rotular todos eles de marginais. J\u00e1 a esquerda viu ali uma mensagem social, luta de classes, essas coisas. O tempo passou, o assunto esfriou e ningu\u00e9m aprendeu nada com isso, a n\u00e3o ser o fato de que usaram uma a\u00e7\u00e3o natural de uma determinada faixa et\u00e1ria pra tentar embasar argumentos de assuntos mais amplos e ampliar a quest\u00e3o &#8220;direita x esquerda&#8221;. Ningu\u00e9m deu o bra\u00e7o a torcer de que n\u00e3o eram nem marginais, tampouco ativistas.<\/p>\n<p>O debate pol\u00edtico se antecipava. Mas ningu\u00e9m imaginaria o que viria no segundo semestre.<\/p>\n<p>Muito menos o que aconteceu antes. Paix\u00e3o de quase todo brasileiro, a Copa do Mundo finalmente aconteceu no Brasil. Sete anos depois do an\u00fancio oficial pela FIFA, o grande ano chegou.<\/p>\n<p>Junto com ele, o debate apaixonado. A tenta\u00e7\u00e3o de n\u00e3o participar dele foi por terra, entre hashtags &#8220;imagina na Copa&#8221;, &#8220;n\u00e3o vai ter Copa&#8221; e &#8220;t\u00e1 tendo muita Copa&#8221;.<\/p>\n<p>O brasileiro n\u00e3o acreditou que o pa\u00eds pudesse fazer menos do que passar vergonha na organiza\u00e7\u00e3o de um evento desse porte. Mas a sexta economia do mundo tem grana pra bancar uma extravag\u00e2ncia dessas, entre prov\u00e1veis superfaturamentos (ainda n\u00e3o provados), est\u00e1dios terminados nos acr\u00e9scimos do segundo tempo, brigas com os gringos da FIFA, obras prometidas e n\u00e3o cumpridas, e est\u00e1dios que virariam e viraram elefantes brancos &#8211; tudo em detrimento de uma necessidade maior, que \u00e9 diminuir a desigualdade social.<\/p>\n<p>Teria sido uma boa gastar esse trinta e tantos bilh\u00f5es em est\u00e1dios, mais outras centenas em obras que sequer foram entregues ainda, enquanto h\u00e1 \u00e1reas sociais capengas? Bem&#8230; Sim e n\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Sim&#8221;, porque \u00e9, como se diz, &#8220;dinheiro de pinga&#8221; diante da exposi\u00e7\u00e3o positiva que o Brasil teve mundo afora. Foi talvez a melhor Copa do Mundo em muito tempo. A mais emocionante, a mais alegre, a mais positiva. Os gringos adoraram, os brasileiros que compraram a ideia se divertiram nos est\u00e1dios e nas ruas (principalmente da Vila Madalena, bairro mais bo\u00eamio de S\u00e3o Paulo, que viveu um carnaval fora de \u00e9poca) e a imprensa se esbaldou. <\/p>\n<p>E &#8220;n\u00e3o&#8221; porque por tr\u00e1s disso tudo, nos bastidores, houve briga pol\u00edtica, h\u00e1 suspeita de desvios, superfaturamentos, e o confronto ideol\u00f3gico que colocou a presidente numa situa\u00e7\u00e3o estapaf\u00fardia, com um bando de bem nascidos mal educados vaiando-a e xingando-a como se isso fosse sensato, democr\u00e1tico ou mesmo civilizado.<\/p>\n<p>De imediato, das vaias, nasceu mais um acalorado debate pol\u00edtico. O pa\u00eds fervilhava.<\/p>\n<p>Os protestos de 2013 tentaram se reerguer assim que o evento come\u00e7ou. Houve um confronto ou outro, mas nada t\u00e3o acachapante. A bola unia todo mundo, at\u00e9 quem n\u00e3o costuma cair na tenta\u00e7\u00e3o do futebol. \u00c9ramos mais uma vez todos brasileiros com um s\u00f3 objetivo, independente dos desmandos e desvios de quem organizou tudo, seja governo, seja CBF, seja FIFA.<\/p>\n<p>Dentro de campo, uma del\u00edcia de Copa. Os grandes iam ruindo, Espanha tomando de cinco da Holanda, It\u00e1lia e Inglaterra dando adeus, e Brasil e Argentina, aos trancos e barrancos, avan\u00e7ando. S\u00f3 jog\u00e3o, at\u00e9 quando os jogos eram ruins. Emo\u00e7\u00e3o pra todo lado. Gola\u00e7os. At\u00e9 hoje a Copa d\u00e1 saudade. N\u00e3o houve vergonha, n\u00e3o houve problemas maiores. O brasileiro, afinal, desse jeito todo desorganizado, mostrou-se capaz.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 fora de campo. A festa linda se tornou um azedume pra torcida local. Na semifinal, a um jogo apenas de ter a possibilidade de consertar a trag\u00e9dia do Maracan\u00e3 de 1950, o timinho de Felip\u00e3o e da CBF ruiu.<\/p>\n<p>Nas quartas, diante da Col\u00f4mbia, Neymar foi quebrado por uma entrada atabalhoada de um advers\u00e1rio. De repente, vimos que a Sele\u00e7\u00e3o era s\u00f3 ele \u00e9 mais ningu\u00e9m. Aquele &#8220;sangue nos olhos&#8221; representado pelo zagueiro David Luiz era s\u00f3 febre, calor, <em>marketing<\/em>, n\u00e3o era talento. O talento de fato estava quebrado, e a na\u00e7\u00e3o, preocupada.<\/p>\n<p>Na Copa de tantos gols, da melhor m\u00e9dia artilheira da hist\u00f3ria, o maior n\u00fameros de vezes que a bola balan\u00e7ou as redes foi no Brasil e Alemanha. Sete vezes mais pros alem\u00e3es. Sete a um.<\/p>\n<p>O placar acachapante, que calou bares, casas, alegrias, vaias e choros, parecia n\u00e3o ter explica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 dor. Mas tinha explica\u00e7\u00e3o, sim. N\u00e3o a explica\u00e7\u00e3o que a imprensa tratou de dar logo ap\u00f3s o t\u00edtulo alem\u00e3o, no Maracan\u00e3, em cima da Argentina de Messi: a organiza\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi isso tamb\u00e9m, mas falou mais alto a nossa incapacidade, a nossa cren\u00e7a de achar que o talento natural resolve tudo. N\u00e3o resolve. Com uma CBF canalha, que n\u00e3o investe na forma\u00e7\u00e3o, que junto com a Globo, parceira de neg\u00f3cios e por isso acr\u00edtica, s\u00f3 pensa em grana e \u00e9 presidida por algu\u00e9m ligado fortemente \u00e0 ditadura militar, n\u00e3o podia dar outra coisa. O atraso domina.<\/p>\n<p>A Alemanha teve m\u00e9ritos, se divertiu no Brasil, encantou os brasileiros e as redes sociais, mas massacrou um time fadado a ser massacrado uma hora ou outra. \u00d3timo que o destino tenha reservado essa trag\u00e9dia pro nosso teto. Fica mais contundente.<\/p>\n<p>Embora uma contund\u00eancia in\u00fatil. Semanas depois da trag\u00e9dia, a CBF resolveu mostrar que est\u00e1 alguns passos atr\u00e1s da l\u00f3gica e chamou Dunga pra ser o &#8220;novo&#8221; treinador. A trag\u00e9dia continua.<\/p>\n<p>Pelo menos, no futebol, os mineiros riem \u00e0 toa, embora a hecatombe da Sele\u00e7\u00e3o tenha acontecido no renovado Mineir\u00e3o. \u00c9 que o Cruzeiro, com m\u00e9ritos e bastante tranquilidade, conseguiu o bicampeonato nacional; e o Atl\u00e9tico, o t\u00edtulo da Copa do Brasil, sobre o maior rival, numa final hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Em dezembro, o Brasil vibrou com o t\u00edtulo mundial de surfe, de Gabriel Medina, um feito in\u00e9dito. Uma boa compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se em Copas no Brasil, a Sele\u00e7\u00e3o continua na seca, os paulistas seguem literalmente com a garganta seca. Em 2014, faltou \u00e1gua. Por incompet\u00eancia administrativa dos \u00faltimos cinco governos paulistas e da empresa de \u00e1guas local, a Sabesp semiprivatizada, que n\u00e3o reduziu perdas nem aumentou investimentos, s\u00f3 pesando em dividir lucro entre os acionistas, sobrou culpa pra S\u00e3o Pedro que n\u00e3o molhou os reservat\u00f3rios o suficiente.<\/p>\n<p>O Brasil tomou conhecimento que essas represas possuem um tal &#8220;volume morto&#8221; (em alguns casos, tr\u00eas volumes mortos), cuja qualidade da \u00e1gua \u00e9 suspeita, mas que serviram direitinho pra reeleger o governador.<\/p>\n<p>Rezou-se pra chuva, que ainda n\u00e3o veio em quantidade esperada, e agora reza-se pra que em 2015 a torneira n\u00e3o seque de vez. O mais otimista acha que em mar\u00e7o n\u00e3o vai ter jeito: vai ter racionamento oficial &#8211; porque o extraoficial come\u00e7ou pra muita gente em mar\u00e7o de 2014.<\/p>\n<p>Foi, por\u00e9m, num dia de chuva que morreu tragicamente e pela primeira vez na hist\u00f3ria do Brasil, um candidato \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Eduardo Campos deixou todos embasbacados. Morte prematura, no auge da carreira pol\u00edtica, num acidente de avi\u00e3o, em agosto.<\/p>\n<p>Abriu espa\u00e7o pra Marina Silva fazer o que o pr\u00f3prio Eduardo n\u00e3o parecia conseguir, assustar o PT de Dilma e o PSDB de A\u00e9cio Neves nas pesquisas. Ela subiu a primeiro e come\u00e7ou a tomar bordoada, ao mostrar-se indecisa em v\u00e1rios pontos do programa de governo. No segundo turno, acabou dando pela sexta vez seguida a polariza\u00e7\u00e3o PT x PSDB. <\/p>\n<p>Foi uma elei\u00e7\u00e3o pra est\u00f4magos fortes, principalmente pra quem acompanhou na redes sociais. A classe m\u00e9dia do Brasil, sempre alguns passos atr\u00e1s no basal pol\u00edtico mundial, enxergava nos dois candidatos finalistas diferen\u00e7as enormes. Elas existiam, de fato, mas s\u00f3 nas vis\u00f5es sociais. Na econ\u00f4mica, a cartilha segue mais ou menos a mesma e os ricos de verdade n\u00e3o t\u00eam o que reclamar, j\u00e1 que esses sempre estar\u00e3o no poder, obviamente.<\/p>\n<p>O acirramento pol\u00edtico se deu em capas vis de revista, manchetes canalhas, e brigas acaloradas entre amigos nas redes sociais. Todo mundo se decepcionou um pouco com aquele camarada de bar que se mostrou mais rea\u00e7a ou mais esquerdinha do que se fazia notar.<\/p>\n<p>Foi um ano de extremos no debate pol\u00edtico, o ano da intoler\u00e2ncia com o pr\u00f3ximo. <\/p>\n<p>Os debates na televis\u00e3o se mostraram rasos, bate-boca n\u00edvel <em>reality show<\/em>. A turba de eleitores de cada lado se animava e ampliava o bate-boca.<\/p>\n<p>Na hora da apura\u00e7\u00e3o, o momento mais emocionante do ano. Mais do que o 7 a 1. Por conta do hor\u00e1rio de ver\u00e3o, o Acre, que normalmente est\u00e1 a duas horas do hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, ficou a tr\u00eas e nenhum resultado a presid\u00eancia foi divulgado at\u00e9 que as urnas se fechassem no estado. <\/p>\n<p>Eram oito da noite, nervos em frangalhos, quando saiu a primeira parcial. Dilma na frente. Por pouco. Antes disso, A\u00e9cio comemorava em casa, achando que levaria. O resultado foi apertado, o mais apertado da hist\u00f3ria. Pouco mais da metade dos eleitores comemorou. Pouco menos da metade, chiou, se emputeceu.<\/p>\n<p>Alguns poucos ficaram t\u00e3o arvorados na insanidade que se esqueceram que a democracia se vale da escolha da maioria (nem que sejam 50% mais um \u00fanico voto &#8211; e no caso foram milh\u00f5es de votos a mais pra Dilma), e partiram pras ruas pra pedir desde a recontagem dos votos at\u00e9 o impedimento da diploma\u00e7\u00e3o da eleita.<\/p>\n<p>Se faltou civilidade e democracia a alguns pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m faltou a alguns nomes que se notabilizaram em 2014 pelo desvario, principalmente Lob\u00e3o, o ex-doid\u00e3o, que se tornou o maior s\u00edmbolo da cegueira nacional. Chegou a prometer que deixaria o pa\u00eds se Dilma ganhasse. Pois bem, desistiu e virou piada.<\/p>\n<p>O mote da discuss\u00e3o rasa era que o PT est\u00e1 se articulando esse tempo todo pra transformar o Brasil &#8220;numa Cuba&#8221; ou &#8220;numa Venezuela&#8221;. As mentes atrasadas e a cegueira ainda deram a cara em 2014, como se v\u00ea.<\/p>\n<p>Mas o partido que ganhou democraticamente o direito de exercer mais quatro anos de administra\u00e7\u00e3o federal \u00e9 um dos que est\u00e1 envolto no grande esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o de 2014, o da Petrobras, que come\u00e7ou, dizem os denunciantes, em 1998, na administra\u00e7\u00e3o de outro partido, mas que todo brasileiro sabe remonta h\u00e1 d\u00e9cadas e d\u00e9cadas, com bras\u00f5es e generais. A coisa fede e n\u00e3o h\u00e1 partido imune \u00e0 fedentina. O que todos devemos fazer \u00e9  torcer pra limpeza ser geral.<\/p>\n<p>O racha PT x antipetismo se tornou t\u00e3o forte e nublador de l\u00f3gica, que foi preciso a hist\u00f3ria se mexer pra indicar que essas mentes necessitam se reciclar. Dezembro reservou um fato hist\u00f3rico, pra atualizar os livros estudantis e dar um n\u00f3 nos idiotas. Os Estados Unidos da Am\u00e9rica se reaproximaram diplomaticamente de Cuba e acenam com a queda total do embargo econ\u00f4mico. Perceberam a bobagem que cometeram por d\u00e9cadas, embora os problemas de Cuba n\u00e3o morassem s\u00f3 no embargo.<\/p>\n<p>&#8220;Somos todos americanos&#8221;, disse Barack Obama, numa frase lapidar.<\/p>\n<p>Palmas pra Obama e sua turma. Palmas pra Raul Castro e sua flexibiliza\u00e7\u00e3o. Mas palmas mesmo \u00e9 pro Papa Francisco, o l\u00edder da Igreja Cat\u00f3lica mais moderno da hist\u00f3ria. Foi ele o piv\u00f4 dessa reaproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ele se mostrou incomodado com a forma predat\u00f3ria que o capital avan\u00e7a, deu provas de que pensa de maneira socialista e moderna ao mesmo tempo, e ainda disse que n\u00e3o h\u00e1 problemas em pessoas do mesmo sexo se unirem. E, mais importante, pra tirar a Igreja e seus bilh\u00f5es de seguidores do obscurantismo, disse que a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida e que ela n\u00e3o vai contra Deus. Melhor Papa.<\/p>\n<p>Mas nem tudo foi reconcilia\u00e7\u00e3o. Na R\u00fassia, o maluco do Vladimir Putin briga com a Ucr\u00e2nia por um peda\u00e7o de terra onde se fala russo, onde se inventou um plebiscito n\u00e3o reconhecido mundialmente e onde os nervos est\u00e3o explodindo.<\/p>\n<p>Seria um problema interno n\u00e3o fosse o fato de que h\u00e1 radicais t\u00e3o idiotas a ponto de explodirem um avi\u00e3o comercial em pleno ar. Justamente o que aconteceu em julho, quando um jato da Malasyan Airlines que ia da Holanda pra Kuala Lumpur foi abatido, matando as 288 pessoas a bordo. At\u00e9 agora, ningu\u00e9m foi responsabilizado oficialmente.<\/p>\n<p>Mas avi\u00f5es ca\u00edram tamb\u00e9m por outros motivos e 2014 foi talvez o ano que mais acidentes a\u00e9reos de grande porte aconteceram. Em mar\u00e7o, um outro voo da Malasyan desapareceu. Havia 239 pessoas a bordo. Nunca foram sequer encontradas.<\/p>\n<p>Julho foi tr\u00e1gico nesse quesito. Al\u00e9m do voo abatido pelos ucranianos, dia 23 um voo da TransAsia Airways fez um pouso for\u00e7ado em Taiwan. Das 58 pessoas no avi\u00e3o, s\u00f3 dez sobreviveram. Dia 24, o Air Alg\u00e9rie 5017, que ia de Burkina Fasso a Argel, na Arg\u00e9lia, caiu com 118 pessoas a bordo. Ningu\u00e9m sobreviveu.<\/p>\n<p>Em 10 de agosto, um Antonov de fabrica\u00e7\u00e3o iraniana, caiu logo ap\u00f3s a decolagem, em Teer\u00e3. Havia 48 pessoas a bordo, s\u00f3 nove viveram pra contar hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em 28 de dezembro, no ocaso do ano, o voo AirAsia 8501, um moderno Airbus A320-200, sumiu como sumiu o da Malasya em mar\u00e7o, indo da Indon\u00e9sia pra Cingapura, com 162 pessoas.<\/p>\n<p>Apesar de tanta tristeza e trag\u00e9dia, a melhor m\u00fasica do ano, de longe, sem concorr\u00eancias, foi &#8220;Happy&#8221;, de Pharrell Williams, com um baita clipe divertido:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/y6Sxv-sUYtM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mais de meio bilh\u00e3o de acessos no YouTube, um par de comerciais de tev\u00ea como trilha, e mais de onze milh\u00f5es de c\u00f3pias vendidas, nos formatos digital e f\u00edsico.<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o ainda quase ganhou um Oscar. Trilha do filme &#8220;Meu Malvado Favorito 2&#8221; (&#8220;Despicable Me 2&#8221;, dire\u00e7\u00e3o de Pierre Coffin e Chris Renaud), acabou preterida pelo maior sucesso em vendas de 2014, a trilha de &#8220;Frozen &#8211; Uma Aventura Congelante&#8221; (&#8220;Frozen&#8221;, dire\u00e7\u00e3o de Chris Buck e Jennifer Lee), com &#8220;Let It Go&#8221;, que voc\u00ea obviamente j\u00e1 ouviu alguma crian\u00e7a cantando.<\/p>\n<p>A trilha de &#8220;Frozen&#8221; era o \u00fanico \u00e1lbum f\u00edsico que bateu a marca de um milh\u00e3o de c\u00f3pias f\u00edsicas vendidas. At\u00e9 o fen\u00f4meno &#8220;1989&#8221;, de Taylor Swift.<\/p>\n<p>Segundo o Mediatraffic, a trilha sonora infantil chegou a vender, em todos os formatos, 7.057.000 de c\u00f3pias, enquanto Swift encerrou o ano (dia 27\/12) com 4.619.000, e o outro fen\u00f4meno, Ed Sheeran, com seu &#8220;X&#8221;, com 3.486.000. O <em>top<\/em> cinco fecha com Coldplay, com &#8220;Ghost Stories&#8221; e suas 3.037.000 de unidades vendidas, e Sam Smith, &#8220;In The Lonely Hour&#8221;, com 2.879.000.<\/p>\n<p>Discos lan\u00e7ados em 2013 seguiram vendendo bem. &#8220;Beyonc\u00e9&#8221;, lan\u00e7ado no fechar de 2013, de surpresa, de modo que \u00e9 praticamente um disco de 2014, vendeu 2.289.000 c\u00f3pias; &#8220;AM&#8221;, do Arctic Monkeys, 1.187.000 c\u00f3pias; e o grande sucesso de 2013, &#8220;Random Access Memories&#8221;, chegou a 844.000 unidades. <a href=\"http:\/\/www.purebreak.com.br\/noticias\/trilha-sonora-de-frozen-taylor-swift-e-ed-sheeran-lideram-lista-de-albuns-mais-vendidos-de-2014\/10123#lt_source=external,manual\" target=\"_blank\">Veja a lista completa com os quarenta mais vendidos, aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Nessa lista, h\u00e1 ainda o disco novo do Pink Floyd, &#8220;The Endless River&#8221;, que explorou ao m\u00e1ximo o nome da lenda e a paci\u00eancia dos f\u00e3s, vendendo 1.717.000 de c\u00f3pias. E h\u00e1 o disco que mais levantou discuss\u00f5es, &#8220;Sonic Highways&#8221;, do Foo Fighters: vendeu 925.000 unidades, no que <a href=\"http:\/\/entretenimento.r7.com\/blogs\/andre-barcinski\/dave-grohl-para-presidente-20141208\/\" target=\"_blank\">Andr\u00e9 Barcinski chamou oportunamente de &#8220;mal necess\u00e1rio&#8221;<\/a>, por conta do document\u00e1rio-irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/bXkU1wkTw48\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>As vendas (at\u00e9 surpreendentes) de Taylor Swift foram o motivo dela ter escolhido <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/ideias\/noticia\/2014\/11\/btaylor-swift-x-spotifyb-como-artistas-lidam-com-mudanca-da-industria-audiofonica.html\" target=\"_blank\">desistir de figurar no <em>cast<\/em> do Spotify<\/a>, o que causou intensa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tecnologia\/noticia\/2014\/05\/servico-de-musica-online-spotfy-chega-ao-brasil-por-us-6-ao-mes.html\" target=\"_blank\">2014 foi o ano da chegada do Spotify ao Brasil<\/a>. Juntou-se ao Rdio e ao Deezer pra disputar um mercado que em 2015 vai ter o Google Play como forte concorrente. Mas ainda gera desconfian\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o ao pagamento dos artistas. Pro consumidor, \u00e9 uma beleza; pro artista, nem tanto.<\/p>\n<p>No caso do Pandora, nos Esteites, o megasucesso &#8220;Happy&#8221;, de Pharrell Williams, <a href=\"http:\/\/consequenceofsound.net\/2014\/12\/43-million-pandora-streams-of-happy-earned-pharrell-williams-a-measly-2700\/\" target=\"_blank\">foi executado mais de quarenta milh\u00f5es de vezes e rendeu ao artista apenas dois mil e setecentos d\u00f3lares<\/a>. Voc\u00ea leu certo, foi essa ninharia&#8230; Imagine, da\u00ed, o que acontece com artistas menores.<\/p>\n<p>O Pense Ou Dance aqui do <strong>Floga-se<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-falacia-dos-milhoes\/\" target=\"_blank\">discutiu o espinhoso assunto neste artigo<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 consenso, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>E discutiu mais. Remodelou o conceito de &#8220;cauda longa&#8221; pra falar de <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-os-nanomercados\/\" target=\"_blank\">nanomercados<\/a>; falou sobre a <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-os-nanomercados\/\" target=\"_blank\">&#8220;m\u00fasica soterrada brasileira&#8221;<\/a>; analisou festivais aqui e l\u00e1 fora (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-realidade\/\" target=\"_blank\">nesse artigo<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-por-que-shows-sao-superestimados-hoje-em-dia\/\" target=\"_blank\">nesse outro<\/a>); falou sobre o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-medo-do-sucesso\/\" target=\"_blank\">&#8220;medo do sucesso&#8221;<\/a>; tentou buscar um caminho pra v<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-algo-que-vale-a-pena-lutar\/\" target=\"_blank\">iabilizar o subterr\u00e2neo da m\u00fasica<\/a>; procurou entender os motivos pelos quais a gente ainda <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-musica-que-e-brasileira\/\" target=\"_blank\">separa m\u00fasica brasileira do resto<\/a>; e, na cola de grandes entrevistados no <em>podcast<\/em> O Resto \u00c9 Ru\u00eddo (<a href=\"http:\/\/www.mixcloud.com\/orestoeruido\/\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), como L\u00facio Ribeiro e Andr\u00e9 Forastieri, discutiu, respectivamente, o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-outro-lado\/\" target=\"_blank\">pre\u00e7o de ingressos de shows gringos no Brasil<\/a>, e se o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-mas-afinal-o-rock-morreu\/\" target=\"_blank\">rock realmente morreu ou n\u00e3o<\/a> (mais abaixo, uma boa prova de que&#8230;).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o <strong>Floga-se<\/strong>, pela primeira vez, realizou uma vota\u00e7\u00e3o de melhores do ano com <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano-2014-discos-votacao-leitores\/\" target=\"_blank\">vota\u00e7\u00e3o dos leitores<\/a>. Foi uma experi\u00eancia e tanto.<\/p>\n<p>Em 2014, o site tamb\u00e9m cobriu os principais shows e festivais, como o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/lollapalooza-2014-como-foi\/\" target=\"_blank\">Lollapalooza no Aut\u00f3dromo de Interlagos<\/a>, o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/sub-pop-festival-na-audio-como-foi\/\" target=\"_blank\">Sub Pop Festival<\/a>, o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/exhale-the-sound-2014-como-foi\/\" target=\"_blank\">Exhale The Sound<\/a>, e o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-jesus-mary-chain-no-festival-cultura-inglesa-como-foi\/\" target=\"_blank\">Cultura Inglesa<\/a>; e alguns gringos, como o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/off-festival-2014-como-foi\/\" target=\"_blank\">Off Festival, na Pol\u00f4nia<\/a>, e o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/primavera-fauna-2014-como-foi\/\" target=\"_blank\">Primavera Fauna, no Chile<\/a>. Sem contar a tiro no p\u00e9 que foi o <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/converse-rubber-tracks-um-tiro-no-pe\/\" target=\"_blank\">Converse Rubber Tracks, uma aula de como n\u00e3o promover uma marca<\/a>.<\/p>\n<p>No Brasil, nada mudou em termos de prefer\u00eancia do p\u00fablico. Pra variar, o sertanejo pop dominou o gosto da maioria. A m\u00fasica mais executada em 2014 foi &#8220;Domingo De Manh\u00e3&#8221;, de Marcos &#038; Belutti.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/vuiAcTC8o88\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/musica\/noticia\/2014\/12\/rock-nacional-tem-pior-posicao-em-radios-desde-2000-sertanejo-domina.html\" target=\"_blank\">Em mat\u00e9ria elucidativa<\/a>, o G1 d\u00e1 o cen\u00e1rio: &#8220;o rock chegou a ter 32 m\u00fasicas entre as 100 mais tocadas em 2004. Desde ent\u00e3o vem caindo.<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/musica\/noticia\/2013\/12\/rock-sai-do-top-30-de-radios-do-brasil-pela-1-vez-desde-2000-veja-lista.html\" target=\"_blank\"> Em 2013, o estilo saiu pela primeira vez do top 30 (incluindo faixas brasileiras e internacionais)<\/a>. Em 2014, os melhores resultados foram de bandas estrangeiras. A posi\u00e7\u00e3o de rock mais alta foi &#8216;Pompeii&#8217;, do grupo brit\u00e2nico Bastille, em 50\u00ba. De rock brasileiro, houve apenas a 81\u00aa posi\u00e7\u00e3o do Skank e a 98\u00aa de &#8216;Waiting for you&#8217;, do Jota Quest&#8221;.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o reservado pro&#8230; err&#8230; rock (<em>pigarro<\/em>) ficou reservado pra banda Malta, vencedora do concurso televisivo &#8220;Superstars&#8221;, da Rede Globo. De imediato, disco pela Som Livre e na trilha de novela. Nem isso garantiu um estouro de vendas &#8211; a n\u00e3o ser artificial. A banda Malta virou piada entre os cr\u00edticos de m\u00fasica, aqueles que s\u00e3o, digamos, &#8220;mais s\u00e9rios&#8221;.<\/p>\n<p>Porque a Rede Globo olha pra onde est\u00e1 o p\u00fablico, a massa, \u00e9 disso que ela vive. Tanto que sua principal revista semanal, o &#8220;Fant\u00e1stico&#8221;, colocou Michel Tel\u00f3 pra tocar e entrevistar \u00eddolos de vendas sertanejos. Nada de guitarras, distor\u00e7\u00f5es e, vai l\u00e1, &#8220;atitude&#8221;. <\/p>\n<p>Se o rock morreu no ide\u00e1rio do p\u00fablico, 2014 tamb\u00e9m ficou marcado como o ano que teve as mortes mais impactantes &#8211; ou pelo menos passou essa impress\u00e3o. Veja a lista das principais perdas (em ordem alfab\u00e9tica do primeiro nome):<\/p>\n<p>Adib Jatene (m\u00e9dico), Alfredo Di Stefano (jogador de futebol), Andrea De Cesaris (piloto de corrida), Ant\u00f4nio Erm\u00edrio de Moraes (empres\u00e1rio), Ariano Suassuna (escritor), Ariel Sharon (pol\u00edtico israelense), Armando Marques (pol\u00eamico juiz de futebol), Assis e Washington (o Casal 20 do futebol), Bellini (capit\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o de 1958), Bob Hoskins (ator), Bobby Womack (m\u00fasico), Charlie Haden (m\u00fasico), Dr. Osmar de Oliveira (m\u00e9dico e comentarista esportivo), Eduardo Campos (pol\u00edtico), Eduardo Coutinho (cineasta), Eli Wallach (ator), Eus\u00e9bio (maior jogador portugu\u00eas de futebol), Fausto Fanti (comediante), Fernand\u00e3o (jogador de futebol), Frankie Knuckles (DJ e produtor), Gabriel Garcia Marques (escritor), Glenn Cornick (m\u00fasico), Gustavo Cerati (m\u00fasico), H.R. Gier (artista pl\u00e1stico), Harold Ramis (ator e diretor de cinema), Hilda Maia Valentim (a Hilda Furac\u00e3o), Hugo Carvana (ator e diretor de cinema), Ian McLagan (m\u00fasico), Ivan Junqueira (jornalista e poeta), Jack Bruce (m\u00fasico), Jay Adams (esqueitista estadunidense), Joe Cocker (m\u00fasico), Joan Rivers (atriz e comediante), Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro (escritor), John Holt (m\u00fasico), Johnny Winter (m\u00fasico), Jos\u00e9 Wilker (ator), Lauren Bacall (atriz), Leandro Konder (fil\u00f3sofo), Lori Sandri (t\u00e9cnico de futebol), Luciano do Valle (narrador e jornalista), M\u00e3e Dinah (figura folcl\u00f3rica), Manoel de Barros (poeta), M\u00e1rcio Thomaz Bastos (jurista), Marinho Chagas (jogador de futebol), M\u00e1rio Travaglini (treinador de futebol), Max Nunes (escritor e diretor), Menahem Golan (produtor de cinema), Mickey Rooney (ator), Mike Nichols (diretor de cinema), Nadine Gordimer (escritora), Nelson Ned (m\u00fasico), Oberdan Cattani (goleiro), Orkut (a rede social), Oscar De La Renta (estilista), Paco de Lucia (m\u00fasico), Paul Mazursky (diretor de cinema), Paulo Goulart (ator), Philip Seymour Hoffman (ator), Pl\u00ednio de Arruda Sampaio (pol\u00edtico), Richard Attenborough (ator e diretor de cinema), Robert Throb Young (m\u00fasico), Roberto Bola\u00f1os (comediante), Robin Williams (ator), Rubem Alves (escritor), Samuel Klein (empres\u00e1rio), Scott Asheton (m\u00fasico), S\u00e9rgio Rodrigues (<em>designer<\/em>) Sid Caesar (ator), Tommy Ramone (m\u00fasico), Vange Leonel (m\u00fasica), Virna Lisi (atriz).<\/p>\n<p>O ano que vem a seguir promete ser menos agitado. Elei\u00e7\u00f5es e Olimp\u00edadas s\u00f3 em 2016. \u00c9 a calmaria que sucede a tormenta e que precede a nova tormenta. Ou n\u00e3o: pode ser a pr\u00f3pria tormenta em si. Se for nos subterr\u00e2neos da m\u00fasica, diariamente o <strong>Floga-se<\/strong> entrar\u00e1 no olho do furac\u00e3o relatando tudo. Caso contr\u00e1rio, se extrapolar pra superf\u00edcie, pro nosso cotidiano, como foi em 2014, a torcida \u00e9 pra chegarmos vivos e s\u00e3os at\u00e9 o fim de mais uma jornada anual. Porque \u00e9 emocionante e tentador participar da hist\u00f3ria sendo escrita.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano-2014-discos\/\" title=\"OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS\">OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano-2014-discos-todos-os-votos\/\" title=\"OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS (TODOS OS VOTOS)\">OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS (TODOS OS VOTOS)<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/compilacao-de-listas-nacionais-dos-melhores-discos-de-2014\/\" title=\"COMPILA\u00c7\u00c3O DE LISTAS NACIONAIS DOS MELHORES DISCOS DE 2014\">COMPILA\u00c7\u00c3O DE LISTAS NACIONAIS DOS MELHORES DISCOS DE 2014<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano-2014-discos-votacao-leitores\/\" title=\"OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS (VOTA\u00c7\u00c3O LEITORES)\">OS MELHORES DO ANO &#8211; 2014: DISCOS (VOTA\u00c7\u00c3O LEITORES)<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/compilacao-de-listas-internacionais-dos-melhores-discos-de-2014\/\" title=\"COMPILA\u00c7\u00c3O DE LISTAS INTERNACIONAIS DOS MELHORES DISCOS DE 2014\">COMPILA\u00c7\u00c3O DE LISTAS INTERNACIONAIS DOS MELHORES DISCOS DE 2014<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dito popular resume bem como 2014 mexeu com as emo\u00e7\u00f5es: &#8220;costumo resistir a tudo, menos \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es&#8221;. 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