{"id":43686,"date":"2015-10-14T23:11:09","date_gmt":"2015-10-15T02:11:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=43686"},"modified":"2015-11-03T22:09:50","modified_gmt":"2015-11-04T00:09:50","slug":"pense-ou-dance-ouro-subterraneo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-ouro-subterraneo\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE: OURO SUBTERR\u00c2NEO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"43694\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-ouro-subterraneo\/penseoudance62\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance62\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-43694\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Nos anos 1980, espantava ver aquele formigueiro de gente, transformada em sub-gente, carregando sacos pesados de terra e esperan\u00e7a, pelas encostas de uma grande cratera feita pela gan\u00e2ncia humana. No sudeste do Par\u00e1, est\u00e1 l\u00e1 at\u00e9 hoje a marca da a\u00e7\u00e3o. A Serra Pelada chegou a ter quinhentos metros de profundidade e cinquenta e oito quil\u00f4metros quadrados de comprimento. Imagine isso: um pr\u00e9dio de cento e sessenta andares, numa \u00e1rea onde caberiam quase quatrocentos Maracan\u00e3s.<\/p>\n<p>A procura pelo ouro levou cerca de oitenta mil pessoas ao local, sonhando com uma riqueza que o tal &#8220;milagre econ\u00f4mico&#8221; vendido nas manchetes da ditadura militar brasileira n\u00e3o lhes alcan\u00e7ava. Dali, sa\u00edram cerca de trinta toneladas de ouro, at\u00e9 1992. \u00c9 pouco, perto das quase quatrocentas toneladas de metais preciosos que os ge\u00f3logos afirmam ainda existir na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O grande buraco de Serra Pelada virou lago, a terra voltou pras m\u00e3os da Vale do Rio Doce, mas o garimpo continua, agora de forma organizada e nada desumana.<\/p>\n<p>O fasc\u00ednio que o ouro tem nos humanos proporciona hist\u00f3rias de total insanidade, como as milhares que aconteceram em Serra Pelada. Mas \u00e9 porque o ser humano tamb\u00e9m gosta de se aventurar nas descobertas da vida, na busca por riqueza, na batalha insensata por poder, que tais hist\u00f3rias acontecem.<\/p>\n<p>Por outro lado, o brasileiro ainda n\u00e3o aprendeu a revirar seus ba\u00fas. Se esfor\u00e7a pra esquecer passagens vergonhosas do passado, sem aprender com ele. Idiotas que pedem a volta do regime militar, da ditadura, s\u00e3o exemplos de como alguns preferem n\u00e3o tirar li\u00e7\u00e3o nenhuma do passado. E nem do presente. N\u00e3o querem aprender.<\/p>\n<p>A m\u00fasica brasileira, por sua vez, faz um esfor\u00e7o pra manter vivas certas culturas e passagens da nossa hist\u00f3ria. S\u00f3 que \u00e9 preciso cavocar os subterr\u00e2neos dela pra descobrir um ouro escondido dos olhos da pregui\u00e7osa grande m\u00eddia. Sem garimpar, n\u00e3o se acha, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enxergar um movimento que vem abrilhantando notas musicais, uma mistura de estrangeirismos com identidades e culturas brasileiras.<\/p>\n<p>H\u00e1 um movimento n\u00e3o organizado, meio ca\u00f3tico, embora girando em torno de poucas pessoas, que foi unindo (assim mesmo, nesse sentido de ser &#8220;aos poucos&#8221;) uma forma de MPB, na do\u00e7ura, no molejo, na melodia, com a <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-ilusao-e-a-musica-torta-brasileira\/\" target=\"_blank\">MTB, a M\u00fasica Torta Brasileira<\/a>, que absorve guitarras barulhentas e distorcidas de, por exemplo, um Sonic Youth, e ru\u00eddos agressivos, batidas <em>industrial<\/em>, experimentos s\u00f4nicos e liberdade do <em>free jazz<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 um movimento, por assim dizer, que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. N\u00e3o tem nome, n\u00e3o tem manchete. N\u00e3o tem um l\u00edder, n\u00e3o tem um disco-chave. \u00c9 natural.<\/p>\n<p>H\u00e1 pepitas apreciadas j\u00e1 pra al\u00e9m dos subterr\u00e2neos, como o Met\u00e1 Met\u00e1, o Satanique Samba Trio, o Passo Torto&#8230; Cavocando novas possibilidades e misturando estilos, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e, principalmente, o pessoal da Quintavant e Audio Rebel, do Rio de Janeiro, foram moldando uma forma de musicar MPB com MTB, sem ser intencional. Era e \u00e9 apenas uma necessidade de unir influ\u00eancias, recursos e gostos pessoais.<\/p>\n<p>Veio a voz bel\u00edssima de Ju\u00e7ara Mar\u00e7al; e seu <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/4-discos-phantogram-jucara-marcal-wallace-costa-bleeding-rainbow\/\" target=\"_blank\">&#8220;Encarnado&#8221;, de 2014<\/a>, \u00e9 a prova m\u00e1xima de que a &#8220;f\u00f3rmula&#8221; reluzia &#8211; uma sonoridade um tanto viva j\u00e1 em 2008, com &#8220;Pad\u00ea&#8221;, parceria dela com Dinucci, sem ru\u00eddos.<\/p>\n<p>Thiago Fran\u00e7a e Dinucci fizeram com o Sambanzo (&#8220;Eti\u00f3pia&#8221;, 2012), uma mistura de jazz livre e ritmos africanos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/drOe-mtjpuM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>N\u00e3o era o limite. Cadu Ten\u00f3rio e M\u00e1rcio Bulk juntaram seus <em>noises<\/em> e poemas a vozes bel\u00edssimas e suaves de Alice Caymmi e L\u00edvia Nestrovski, pra fazer <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cadu-tenorio-e-marcio-bulk-banquete\/\" target=\"_blank\">&#8220;Banquete&#8221; (2014)<\/a>.<\/p>\n<p>Em 2015, essa turma foi al\u00e9m. <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-passo-torto-na-ozzetti-thiago-franca\/\" target=\"_blank\">O Passo Torto veio se juntar a N\u00e1 Ozetti pra fazer &#8220;Thiago Fran\u00e7a&#8221;<\/a>. Cadu Ten\u00f3rio e Ju\u00e7ara cometeram <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jucara-marcal-cadu-tenorio-anganga\/\" target=\"_blank\">o incr\u00edvel &#8220;Anganga&#8221;<\/a>, misturando cantos de escravos a <em>harsh noise<\/em>. Ju\u00e7ara, Kiko e Thomas Harres fizeram um disco s\u00f3 de improvisa\u00e7\u00e3o livre, &#8220;Abismu&#8221;. Negro L\u00e9o nos espanta com a amplitude de seu &#8220;Ni\u00f1os Heroes&#8221; (bem como de &#8220;Ilhas De Calor&#8221;, de 2014).<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=2706259564\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/negroleo.bandcamp.com\/album\/ni-os-heroes\">Ni\u00f1os Heroes by Negro Leo<\/a><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wuOIraCGYoI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O leitor e ouvinte mais atento poder\u00e1 dizer que n\u00e3o h\u00e1 novidade. O Rumo (de Ozetti) j\u00e1 fazia isso d\u00e9cadas atr\u00e1s. Mas essa \u00e9 a quest\u00e3o. Uma t\u00e3o impressionante mistura n\u00e3o pode ser uma exce\u00e7\u00e3o. Ao ouvir o brilhante disco de Elza Soares, &#8220;A Mulher Do Fim Do Mundo&#8221; (2015), \u00e9 de se perguntar: por que nunca fizeram antes? E se fizeram, por que n\u00e3o fazem com mais frequ\u00eancia?<\/p>\n<p>Pois agora parece que est\u00e3o fazendo. Dinucci, Rodrigo Campos e R\u00f4mulo Fr\u00f3es est\u00e3o por tr\u00e1s dessa preciosidade que Elza gravou. H\u00e1, como se nota, uma recorr\u00eancia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I38EcMJX8A8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Cadu Ten\u00f3rio, j\u00e1 com seu Sobre A M\u00e1quina esbo\u00e7ava essa inquietude. Faltava a voz &#8211; ou as vozes. Dinucci (des)afina sua guitarra a esse servi\u00e7o. Thiago Fran\u00e7a usa seus pulm\u00f5es pra soprar notas febris. Todos se ajustam pra trazer a m\u00fasica negra, brasileira, enraizada da nossa hist\u00f3ria, pra ouvidos acostumados a estrangeirismos.<\/p>\n<p>A soma MTB + MPB fez surgir algo &#8220;novo&#8221;, por assim dizer. Ou se requentou algo que fervilhava aqui e acol\u00e1, desde os anos 1970. N\u00e3o importa: o agora \u00e9 de um brilho e de uma excita\u00e7\u00e3o sem compara\u00e7\u00f5es na m\u00fasica atual.<\/p>\n<p>E essa m\u00fasica est\u00e1 no subterr\u00e2neo. Deveria estar nos SESCs, nos festivais, nos grandes e bem remunerados palcos. Deveria ter as mesmas palmas que merecem a mais pop da m\u00fasicas radiof\u00f4nicas. N\u00e3o tem, porque cabe tamb\u00e9m ao ouvinte garimpar, cavocar, fu\u00e7ar, se esfor\u00e7ar pra achar tais pepitas.<\/p>\n<p>Aqui, h\u00e1 ouro. Uma preciosidade cultural, seja de exerc\u00edcio, seja comercial, seja de experimenta\u00e7\u00e3o, seja acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Esses artistas fazem mais pela m\u00fasica brasileira (a torta, a infectada por estrangerismos, a negra, a hist\u00f3rica, a esquecida) do que qualquer outro na atualidade. Eles s\u00e3o os oper\u00e1rios desse garimpo de possibilidades, que, tomara, seja inesgot\u00e1vel. Que, tomara, inspire outros. Que, tomara, n\u00e3o vire um fosso de preciosidades alagado e esquecido na hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 1980, espantava ver aquele formigueiro de gente, transformada em sub-gente, carregando sacos pesados de terra e esperan\u00e7a, pelas encostas de uma grande cratera [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1144,1130],"tags":[2194],"class_list":["post-43686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-pense-ou-dance","tag-pense-ou-dance"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/penseoudance62.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-bmC","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43686"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43686\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43694"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}