{"id":44847,"date":"2016-02-02T23:20:13","date_gmt":"2016-02-03T01:20:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=44847"},"modified":"2017-02-14T12:56:27","modified_gmt":"2017-02-14T14:56:27","slug":"revisitando-jacob-do-bandolim-assanhado-1961","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-jacob-do-bandolim-assanhado-1961\/","title":{"rendered":"REVISITANDO: JACOB DO BANDOLIM &#8211; ASSANHADO (1961)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"44849\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-jacob-do-bandolim-assanhado-1961\/jacobdobandolim1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jacobdobandolim1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"jacobdobandolim1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jacobdobandolim1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jacobdobandolim1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-44849\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jacobdobandolim1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/jacobdobandolim1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Jacob Pick Bittencourt nasceu em 18 de fevereiro de 1918, filho de Francisco Gomes Bittencourt, de Cachoeiro do Itapemirim, no Esp\u00edrito Santo, e da polonesa Rackel Pick. Carioqu\u00edssimo, das Laranjeiras, e depois morador da Lapa, j\u00e1 com 12 anos tocava um violino presenteado pela m\u00e3e, com o qual se enrolava todo pra manusear o arco.<\/p>\n<p>Jogou fora o arco, passou a usar grampos de cabelo pra tocar o instrumento como se fosse uma viola estranha, coisa de menino. Logo algu\u00e9m haveria de lhe apresentar um instrumento semelhante: o bandolim.<\/p>\n<p>O bandolim, origin\u00e1rio da It\u00e1lia, tem proximidade grande com o violino. Tem cordoamento duplo, com quatro pares de cordas (contra o cordeamento simples do cavaquinho portugu\u00eas, que o brasileiro se adaptou melhor), afinadas da mesma forma que o violino: Sol, R\u00e9, L\u00e1, Mi.<\/p>\n<p>Ao 16 anos, em 1934, j\u00e1 estava na r\u00e1dio tocando os choros de Pixinguinha, solando como um monstro, apresentando uma habilidade que faria com que, mais tarde, os cr\u00edticos como S\u00e9rgio Cabral (o pai, o pai!) acabassem por lhe atribuir a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;o maior instrumentista que o Brasil j\u00e1 teve&#8221;.<\/p>\n<p>Jacob do Bandolim era de fato um g\u00eanio &#8211; n\u00e3o s\u00f3 no choro, mas na composi\u00e7\u00e3o, na valsa, na polca, no samba. E na preserva\u00e7\u00e3o da cultura musical brasileira, ao ele mesmo gravar mais de cinco mil registros de \u00e1udio (de m\u00fasicas a entrevistas e at\u00e9 narra\u00e7\u00f5es de jogo de futebol &#8211; como a de Jorge Cury na final da Copa de 1958, Brasil campe\u00e3o).<\/p>\n<p>Deixou mais de seis mil partituras, cole\u00e7\u00e3o que o MIS carioca abra\u00e7ou ap\u00f3s a digitaliza\u00e7\u00e3o a cargo do Instituto Jacob do Bandolim (<a href=\"http:\/\/jacobdobandolim.com.br\/\" target=\"_blank\">visite aqui, \u00e9 um baita material<\/a>): &#8220;meu arquivo \u00e9 minha vida. L\u00e1 (<em>no MIS<\/em>) havia um sof\u00e1, uma garrafa com caf\u00e9 e outra com \u00e1gua. A\u00ed minha mulher tirou o sof\u00e1, porque eu estava dormindo dentro do arquivo&#8221;, disse a Blota Junior, da TV Record.<\/p>\n<p>Era um nacionalista tamanho que o fizera conservador, evitando estrangeirismos e &#8220;modernidades&#8221; na m\u00fasica, &#8220;como fizeram com o samba&#8221;, disse certa vez.<\/p>\n<p>Da sua vast\u00edssima obra, algumas m\u00fasicas ficaram na mem\u00f3ria nacional. Em 1947, ao estrear em disco, fez &#8220;Treme-Treme&#8221; (<a href=\"https:\/\/youtu.be\/qCUM9uQ04C4\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>). No ano seguinte, novo disco, e novo cl\u00e1ssico, &#8220;Remelexo&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rXcaZlb2sc0\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>). Em 1950, o sucesso &#8220;P\u00e9-De-Moleque&#8221; (<a href=\"https:\/\/youtu.be\/pNEx2i1U2h0\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), e no ano seguinte, &#8220;Vasca\u00edno&#8221;, em homenagem ao seu clube do cora\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/youtu.be\/zov3rp_tEn0\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>). Uma sequ\u00eancia de cl\u00e1ssicos imposs\u00edvel de listar se seguiu, incluindo quatro obras interpretando composi\u00e7\u00f5es de um \u00eddolo seu, Ernesto Nazareth.<\/p>\n<p>Jacob do Bandolim \u00e9 caso raro de homenageado em vida. Em 1958, Radam\u00e9s Gnatalli escreveu a su\u00edte &#8220;Retratos&#8221; especialmente pra bandolim e especialmente pra ele, acompanhado de orquestra de cordas. Composta de quatro movimentos, era dedicada e inspirada em temas de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de  Medeiros e Ernesto Nazareth, todos \u00eddolos de Jacob. O pr\u00f3prio Jacob executou a obra como solista, na primeira audi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, em 1964. &#8220;Jacob toca Jacob, os outros tocam bandolim&#8221;, disse Gnatalli.<\/p>\n<p>Mas foi em 1961 que Jacob do Bandolim gravou sua obra mais divertida e faceira. &#8220;Assanhado&#8221; n\u00e3o foi um sucesso maior ou obteve mais reconhecimento que qualquer outra can\u00e7\u00e3o dele. Mas ampliou o apre\u00e7o popular por ele. Tanto que no mesmo ano acabou eleito o &#8220;Melhor solista popular&#8221;, recebendo o Pr\u00eamio Cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u00c9 uma m\u00fasica com certa dificuldade de execu\u00e7\u00e3o (que tentar? <a href=\"https:\/\/www.cifraclub.com.br\/jacob-do-bandolim\/assanhado\/\" target=\"_blank\">Eis a cifra aqui<\/a>), num compasso dois por quatro, um choro-samba com pouco mais de tr\u00eas minutos, na vers\u00e3o mais conhecida.<\/p>\n<p>Foi lan\u00e7ada como compacto simples de dez polegadas e 78 rota\u00e7\u00f5es pela RCA Victor, sua gravadora de praticamente toda a vida. No lado B, um choro de Zequinha de Abreu, &#8220;N\u00e3o Me Toques&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DkLMVe7Rmvo\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), uma escolha de t\u00edtulo curiosa, como se implorasse aten\u00e7\u00e3o ao lado A apenas &#8211; mas ou\u00e7a as duas, fa\u00e7a um favor a si.<\/p>\n<p>Embora tanto em 1961, como possivelmente em \u00e9poca alguma, o choro n\u00e3o embalasse nenhum curso de carnaval de rua &#8211; as marchinhas sempre foram as preferidas dos r\u00e1dios e das ruas &#8211; &#8220;Assanhado&#8221; tem certa for\u00e7a pra tal, principalmente em tempos em que blocos de rua se apropriam de David Bowie, Beatles, Bob Dylan e outros pilares do rock. Jacob do Bandolim, conservador que era nesse sentido (patriot\u00edssimo), viraria o nariz e se perguntaria: &#8220;se rock sim, por que choro n\u00e3o?&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Assanhado&#8221; \u00e9 choro, \u00e9 samba, \u00e9 gafieira, \u00e9 dan\u00e7a de sal\u00e3o, \u00e9 cord\u00e3o, \u00e9 brejeirice. Podia ser carnaval tamb\u00e9m. Ao menos, mais de cinquenta anos depois, ainda funciona bem numa roda de samba de categoria.<\/p>\n<p>Jacob morreu em 13 de agosto de 1969. Tinha 51 anos, ataque card\u00edaco. Foi cedo. Seu filho, S\u00e9rgio Bittencourt, virou jornalista, foi jurado do Fl\u00e1vio Cavalcanti (&#8220;Um Instante, Maestro!&#8221;) na R\u00e1dio Nacional, e tamb\u00e9m compositor. Sofreu com a perda do pai mais do que a pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pra ele, escreveu &#8220;Naquela Mesa&#8221;, sucesso primeiro na voz de Elizeth Cardoso, em 1972, e depois na de Nelson Gon\u00e7alves, em 1974. Otto tamb\u00e9m regravou, no seu disco de 2009, &#8220;Certa Manh\u00e3 Acordei De Sonhos Intranquilos&#8221;. Os versos s\u00e3o pura dor:<\/p>\n<p>&#8220;Naquela mesa ele sentava sempre \/ E me dizia sempre o que \u00e9 viver melhor \/ Naquela mesa ele contava hist\u00f3rias \/ Que hoje na mem\u00f3ria eu guardo e sei de cor \/ Naquela mesa ele juntava gente \/ E contava contente o que fez de manh\u00e3 \/ E nos seus olhos era tanto brilho \/ Que mais que seu filho \/ Eu fiquei seu f\u00e3 \/ Eu n\u00e3o sabia que do\u00eda tanto \/ Uma mesa num canto, uma casa e um jardim \/ Se eu soubesse o quanto d\u00f3i a vida \/ Essa dor t\u00e3o do\u00edda, n\u00e3o do\u00eda assim \/ Agora resta uma mesa na sala \/ E hoje ningu\u00e9m mais fala do seu bandolim \/ Naquele mesa t\u00e1 faltando ele \/ E a saudade dele t\u00e1 doendo em mim \/ Naquela mesa t\u00e1 faltando ele \/ E a saudade ele t\u00e1 doendo em mim&#8221;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria curiosamente reservou uma falha: s\u00f3 existe uma \u00fanica imagem de Jacob em movimento (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=m0KZqTlovyQ#t=18\" target=\"_blank\">\u00e9 essa<\/a>). Nenhum outro v\u00eddeo, nenhum filme. S\u00f3 fotografias, as partituras, as grava\u00e7\u00f5es, a voz. E a imagem-homenagem que seu filho fez dele.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio morreu em julho de 1979, um ano ap\u00f3s o que seria o sexag\u00e9simo anivers\u00e1rio de seu pai.<\/p>\n<p>A m\u00fasica tinha motivos de sobra pra um choro.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eadFunvjE04\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-de-la-soul-eye-know-1989\/\" title=\"REVISITANDO: DE LA SOUL &#8211; EYE KNOW (1989)\">REVISITANDO: DE LA SOUL &#8211; EYE KNOW (1989)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-martinho-da-vila-ex-amor-1981\/\" title=\"REVISITANDO &#8211; MARTINHO DA VILA &#8211; EX-AMOR (1981)\">REVISITANDO &#8211; MARTINHO DA VILA &#8211; EX-AMOR (1981)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-ray-charles-in-the-heat-of-the-night-1967\/\" title=\"REVISITANDO: RAY CHARLES &#8211; IN THE HEAT OF THE NIGHT (1967)\">REVISITANDO: RAY CHARLES &#8211; IN THE HEAT OF THE NIGHT (1967)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-barbara-dis-quand-reviendras-tu-1962\/\" title=\"REVISITANDO: BARBARA &#8211; DIS, QUAND REVIENDRAS-TU? 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