{"id":45276,"date":"2016-04-25T21:38:23","date_gmt":"2016-04-26T00:38:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=45276"},"modified":"2016-05-13T16:16:40","modified_gmt":"2016-05-13T19:16:40","slug":"time-will-burn-o-documentario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/time-will-burn-o-documentario\/","title":{"rendered":"TIME WILL BURN, O DOCUMENT\u00c1RIO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45277\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/time-will-burn-o-documentario\/timewillburn-filme1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"timewillburn-filme1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45277\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Em 1990, o mercado brasileiro recebia &#8220;Time Will Burn&#8221;, o explosivo e acachapante disco de estreia da Pin Ups, uma banda fora-da-ordem do j\u00e1 ent\u00e3o comercialmente aceito e bem-sucedido &#8220;br-rock&#8221;, que tinha como l\u00edderes os Tit\u00e3s, a Legi\u00e3o Urbana, Paralamas do Sucesso e Kid Abelha (al\u00e9m de Ultraje A Rigor, Blitz, Capital Inicial e tantos outros).<\/p>\n<p>&#8220;Luiz Gustavo, Z\u00e9 Antonio e Marquinhos (&#8230;) botaram essa bomba infernal no mundo e jogaram querosene no tempero&#8221;, escancarou a coluna &#8220;Noise Waves&#8221;, aqui do <strong>Floga-se<\/strong> (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/noise-waves-20-pin-ups-time-will-burn\/\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>).<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia desse disco \u00e9 tamanha que nunca mais o rock nacional seria o mesmo, no sentido de criar uma cena badernaeira o suficiente pra bagun\u00e7ar a l\u00f3gica inclusive dos subterr\u00e2neos da produ\u00e7\u00e3o musical local. Era um dane-se em forma de guitarras, um que-se-foda \u00e0s brasilidades, \u00e0 l\u00edngua p\u00e1tria e a tudo o era &#8220;comercialmente aceit\u00e1vel&#8221; \u00e0 \u00e9poca (digamos que at\u00e9 hoje em dia o \u00e9).<\/p>\n<p>Um trabalho de tamanha envergadura n\u00e3o podia ficar destinado ao esquecimento ou apenas na mem\u00f3ria afetiva de quem viveu aqueles tempos. Precisava ser registrado. Muita gente o fez em texto, estudos, homenagens sonoras e at\u00e9 livro. Mas nunca a rever\u00eancia m\u00e1xima pelo cinema havia sido feita.<\/p>\n<p>Os diretores Marko Panayotis e Otavio Sousa resolveram essa quest\u00e3o com o document\u00e1rio &#8220;Time Will Burn &#8211; O Filme&#8221;, uma viagem pelos anos que se seguiram e que tomaram o <em>underground<\/em> brasileiro no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 com bandas como Killing Chainsaw, Mickey Junkies e Second Come.<\/p>\n<p>Otavio Sousa \u00e9 diretor dos document\u00e1rios &#8220;Supercarioca \u2013 25 anos&#8221;, sobre o disca\u00e7o lan\u00e7ado pela Picassos Falsos em 1988, e &#8220;Agridoce \u2013 20 Passos&#8221;, da Pitty, ambos pra DVD e TV a cabo. Marko Panayotis trabalhava no departamento de jornalismo da MTV e \u00e9 ex-diretor dos programas Jornal da MTV e Yo! MTV. Esse \u00e9 primeiro projeto de ambos diretamente pra cinema.<\/p>\n<p>Panayotis conversou com o <strong>Floga-se<\/strong> sobre a produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, que j\u00e1 est\u00e1 em processo de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, no tratamento de \u00e1udio e cores, e ainda em 2016 ser\u00e1 lan\u00e7ado em festivais e nos cinemas nacionais.<\/p>\n<p>Assim como o que as bandas documentadas representam, o &#8220;document\u00e1rio foi feito no esquema &#8216;do it yourself&#8217;. A dire\u00e7\u00e3o, capta\u00e7\u00e3o, roteiro e edi\u00e7\u00e3o s\u00e3o de n\u00f3s dois (minhas e do Otavio). Contamos com alguns amigos na produ\u00e7\u00e3o, parte gr\u00e1fica e na p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, mas a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente independente, s\u00f3 nossa&#8221;. <\/p>\n<p>Segundo Panayotis, &#8220;a ideia surgiu basicamente por eu ter ouvido muito as bandas dessa \u00e9poca, ter muitos discos e colet\u00e2neas, e de reparar como foi um momento importante, um cap\u00edtulo fundamental na m\u00fasica brasileira e que nunca foi retratado num document\u00e1rio. Pesquisando um pouco mais, notei que n\u00e3o havia muitos registros, n\u00e3o tinham shows no Youtube, n\u00e3o tinham DVDs (ou VHS) dessas bandas. Apenas alguns LPs e CDs. Foi a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica e, por isso, os registros estavam se perdendo. Assistindo a alguns document\u00e1rios gringos como o &#8216;Hype&#8217; e o &#8216;The Year Punk Broke&#8217;, eu tive esse estalo: &#8216;o Brasil tamb\u00e9m teve uma cena intensa e marcante no come\u00e7o dos anos 90 e ningu\u00e9m est\u00e1 falando disso&#8230; O tempo vai passar e as pessoas v\u00e3o se esquecer&#8230; Essa cena precisa ser registrada num document\u00e1rio!'&#8221;.<\/p>\n<p>Mas o fa\u00e7a-voc\u00ea-mesmo nunca \u00e9 f\u00e1cil, de modo que desde o surgimento do estalo da ideia at\u00e9 o momento atual l\u00e1 se foram cinco anos. At\u00e9 porque a dupla se prop\u00f4s desde o in\u00edcio a trabalhar sem patroc\u00ednios, verbas estatais, leis de incentivo ou financiamento coletivo. Tinha que ser com o equivalente de dificuldade que as banda tinham naqueles anos. Se tivesse inje\u00e7\u00e3o de dinheiro na parada, seria muito mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 que deram sorte no come\u00e7o: &#8220;comecei a pesquisar, escrevi um projeto e levei pro Z\u00e9 Ant\u00f4nio, guitarrista do Pin Ups, j\u00e1 que a ideia era usar o mesmo nome do primeiro disco deles, o &#8216;Time Will Burn&#8217;. Algumas semanas depois, ele me liga e avisa que ia ter um ensaio do Pin Ups pra tocar na Virada Cultural de 2012 e que se eu n\u00e3o gravasse naquela semana, dificilmente eu conseguiria a banda reunida de novo&#8221;.<\/p>\n<p>Como \u00e9 a &#8220;\u00faltima gera\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica&#8221;, conseguir material visual n\u00e3o foi um trabalho f\u00e1cil. A dupla foi atr\u00e1s das bandas e de f\u00e3s e jornalistas pra ver quem tinha material gravado e fotos. &#8220;A maior parte, ningu\u00e9m sabia onde estava. De resto, muita VHS, fita cassete, betas anal\u00f3gicas, que tivemos que converter uma a uma em est\u00fadios aqui de S\u00e3o Paulo. O trabalho em busca de fotos tamb\u00e9m foi de formiguinha. Achar as pessoas, procurar no Facebook, mandar mensagem, rezar por uma resposta e pela autoriza\u00e7\u00e3o pra usarmos. A pesquisa dos materiais foi muito dif\u00edcil&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas foram muito sol\u00edcitas. Os m\u00fasicos, em geral, ficaram muito honrados em serem procurados pra um document\u00e1rio e as pessoas que tinham fotos da \u00e9poca ficaram muito felizes em ajudar. De verdade. Mandavam as fotos e diziam que estavam contentes em ajudar nesse projeto. Conseguimos fotos cedidas por nomes como Rui Mendes e v\u00eddeos cedidos pelo Raul Machado. Foi uma honra&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio trata do per\u00edodo que vai de 1989, com o surgimento do Pin Ups, at\u00e9 1994, quando rolou o segundo Juntatribo, o grande festival alternativo da \u00e9poca, que aconteceu no campus da Unicamp, interior de S\u00e3o Paulo, e que nessa derradeira edi\u00e7\u00e3o ficou <a href=\"http:\/\/trabalhosujo.com.br\/oito-gigas-do-segundo-juntatribo\/\" target=\"_blank\">&#8220;fora de controle&#8221;, como lembra o jornalista Alexandre Matias, em seu &#8220;Trabalho Sujo&#8221;<\/a>. Segundo <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1994\/9\/21\/ilustrada\/9.html\" target=\"_blank\">disse \u00e0 Folha de S. Paulo<\/a> S\u00e9rgio Vanalli, o organizador do festival, o evento de 1994 foi o \u00faltimo porque &#8220;foram tr\u00eas dias de pura tortura; n\u00e3o quero correr o risco de causar um mal maior&#8221;.<\/p>\n<p>Pra se ter uma ideia do tamanho da brincadeira, no segundo Juntatribo, que rolou em setembro de 1994, tocaram, entre outras, Pinheads, Intense Manner Of Living, Beach Lizard, Garage Fuzz, Resist Control, Concretenes, Wry, Drivellers, Killing Chainsaw, Pelvs, bricando de deus,  Loop B, Relesp\u00fablica, Little Quail, Boi Mam\u00e3o, Virna Lisi, Lingua Chula, C\u00e2mbio Negro e, claro, Planet Hemp, que acabou sendo o \u00fanico nome a fazer sucesso em escala nacional, junto com o Raimundos, que tocou na primeira edi\u00e7\u00e3o, a de agosto de 1993, com Second Come, Pin Ups, Muzzarelas, Low Dream, Mickey Junkies e Okot\u00f4.<\/p>\n<p>Uma escala\u00e7\u00e3o dos sonhos pra qualquer um que goste de guitarras.<\/p>\n<p>&#8220;O roteiro passa pelo surgimento dessas bandas (principalmente Pin Ups, Killing Chainsaw, Second Come e Mickey Junkies), a coincid\u00eancia de cantarem em ingl\u00eas e de terem influ\u00eancias musicais parecidas, o surgimento dessa cena, os locais pra tocar, o crescimento do p\u00fablico, o impacto do <em>grunge<\/em>, a celebra\u00e7\u00e3o do Juntatribo, quando todas essas bandas do Brasil todo finalmente tocaram juntas, o interesse das gravadoras por essa cena e o impacto que essa cena sofreu pela chegada das novas bandas cantando em portugu\u00eas&#8230; Al\u00e9m de tratar do legado deixado por elas e de retratar outros nomes que tinham sonoridade diferente mas que tamb\u00e9m transitavam entre elas, como o Defalla e o Okot\u00f4&#8221;.<\/p>\n<p>O fato de as \u00fanicas que conseguiram proje\u00e7\u00e3o nacional serem justamente duas das que cantam em portugu\u00eas &#8211; Raimundos e Planet Hemp &#8211; um tanto que encerraria a discuss\u00e3o que a m\u00eddia da \u00e9poca tinha sobre o idioma. A maioria dessas bandas cantava em ingl\u00eas, puxadas pelo Pin Ups e seu &#8220;Time Will Burn&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 abordado e discutido no document\u00e1rio. Uma quest\u00e3o muito importante na \u00e9poca, principalmente pra imprensa, que insistia no &#8216;por que voc\u00eas cantam em ingl\u00eas?&#8217;. Esse assunto \u00e9 discutido no document\u00e1rio e tem opini\u00f5es bem divergentes&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Dentre os entrevistados do document\u00e1rio est\u00e3o F\u00e1bio Massari e Gast\u00e3o Moreira (MTV), Edu-K (De Falla), Cherry (Okot\u00f4), Japinha (CPM 22), Rafael Crespo (Planet Hemp), Rodrigo Lariu (Midsummer Madness), Roberto Cotrim (Espa\u00e7o Retr\u00f4), al\u00e9m, claro, dos integrantes do Pin Ups, Killing Chainsaw, Mickey Junkies e Second Come. A garimpagem funcionou bem, j\u00e1 que o filme tamb\u00e9m oferece imagens raras e hist\u00f3ricas de shows no Espa\u00e7o Retr\u00f4 (SP), no Aeroanta (SP), Circo Voador (RJ) e no festival Juntatribo. H\u00e1 tamb\u00e9m fotos e cartazes da \u00e9poca.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45278\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/time-will-burn-o-documentario\/pinups2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pinups2.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"pinups2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pinups2.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pinups2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45278\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pinups2.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/pinups2.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><br \/>\n<em>Pin Ups<\/em><\/p>\n<p>Os documentaristas escolheram n\u00e3o fazer nenhum ju\u00edzo de valor sobre os motivos pro fim daquela cena ou os porqu\u00eas do sucesso nacional (comercialmente falando) n\u00e3o ter chegado, mesmo com a cobertura da imprensa e da MTV brasileira rec\u00e9m-aportada por c\u00e1. Mas as bandas s\u00e3o questionadas sobre isso: &#8220;porque \u00e9 claro que sempre existe a vontade de fazer sucesso, ou pelo menos de atingir um grande p\u00fablico. Os entrevistados em geral d\u00e3o os seus porqu\u00eas&#8230; Mas n\u00e3o fazemos nenhum julgamento quanto ao que foi certo ou o que foi errado. Eles simplesmente relatam o que acham que deu certo o que acham que deu errado e quais foram os motivos&#8221;.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o pessoa de Marko Panayotis, por\u00e9m, &#8220;essa cena pode ser considerada bem sucedida na quest\u00e3o de ter deixado um legado do &#8216;do it yourself&#8217;, de que \u00e9 poss\u00edvel viver sem uma grande gravadora, fazendo shows e tendo o seu p\u00fablico. Elas foram \u00edntegras e fieis ao som que faziam e isso, pra mim, \u00e9 um grande sucesso, pois hoje elas s\u00e3o vistas com admira\u00e7\u00e3o por muita gente. Quanto ao sucesso comercial, de tocar em r\u00e1dios, atingir as grandes massas, elas n\u00e3o atingiram por v\u00e1rios fatores: primeiro porque o som era pesado, distorcido e cantado em ingl\u00eas, numa \u00e9poca em que a <em>ax\u00e9 music<\/em> come\u00e7ava a dominar a m\u00eddia. Depois, porque elas n\u00e3o estavam muito afim de fazer concess\u00f5es, como mudar o som pro portugu\u00eas ou dar uma maneirada nas microfonias. A crise econ\u00f4mica e a falta de dinheiro das pessoas pra consumir (estamos falando da era Collor) tamb\u00e9m deve ser levada em conta. E, com certeza, a chegada do Raimundos, mesmo n\u00e3o sendo de prop\u00f3sito, influenciou muito, pois o p\u00fablico do rock voltou seus olhos totalmente pra eles, assim como as r\u00e1dios e as gravadoras. E com isso, o foco no &#8216;rock em portugu\u00eas&#8217; acabou marginalizando essa cena&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Time Will Burn&#8221;, pra seus realizadores, pode abrir os olhos de uma nova gera\u00e7\u00e3o pra essas bandas. &#8220;S\u00f3 de comentar com pessoas mais novas e contar um pouco dessa hist\u00f3ria, eu j\u00e1 vejo amigos de 20 anos de idade sabendo quem \u00e9 o Killing Chainsaw, por exemplo. Coisa que dificilmente eles saberiam hoje em dia. E pode despertar um interesse de pessoas de outros pa\u00edses nessas bandas. E isso n\u00e3o tem pre\u00e7o. Tomara que isso aconte\u00e7a!&#8221;, torce Panayotis.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio de 76 minutos deve estrear ainda em 2016 nos cinemas e festivais do Brasil, mas Panayotis revela que h\u00e1 muito material que ficou de fora, de modo que eles possuem o suficiente pra um seriado, se alguma emissora se interessar. &#8220;Esse exerc\u00edcio de edi\u00e7\u00e3o foi muito dif\u00edcil, com certeza. N\u00e3o dava pra se apegar. Tudo que era pra ser dito e discutido no document\u00e1rio foi feito e eu acredito que conseguimos mostrar tudo que as bandas tinham pra dizer sem tornar o document\u00e1rio chato ou ma\u00e7ante. Acho que ficou na medida e espero que as pessoas gostem&#8221;.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o <em>trailer<\/em> oficial do filme:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gfJdz-KS_0M\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pin-ups-no-sesc-paulista-como-foi\/\" title=\"PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI\">PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-pin-ups-mexican-tale\/\" title=\"V\u00cdDEO: PIN UPS &#8211; MEXICAN TALE\">V\u00cdDEO: PIN UPS &#8211; MEXICAN TALE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pin-ups-long-time-no-see\/\" title=\"PIN UPS &#8211; LONG TIME NO SEE\">PIN UPS &#8211; LONG TIME NO SEE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-pin-ups-mexican-tale\/\" title=\"OU\u00c7A: PIN UPS &#8211; MEXICAN TALE\">OU\u00c7A: PIN UPS &#8211; MEXICAN TALE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-pin-ups-spinning\/\" title=\"OU\u00c7A: PIN UPS &#8211; SPINNING\">OU\u00c7A: PIN UPS &#8211; SPINNING<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1990, o mercado brasileiro recebia &#8220;Time Will Burn&#8221;, o explosivo e acachapante disco de estreia da Pin Ups, uma banda fora-da-ordem do j\u00e1 ent\u00e3o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45277,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[888,1144],"tags":[2161],"class_list":["post-45276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-especiais","tag-pin-ups"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/timewillburn-filme1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-bMg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45276\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45277"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}