{"id":45473,"date":"2016-05-16T21:11:00","date_gmt":"2016-05-17T00:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=45473"},"modified":"2017-08-02T12:21:08","modified_gmt":"2017-08-02T15:21:08","slug":"a-musica-em-hitchcock","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-musica-em-hitchcock\/","title":{"rendered":"A M\u00daSICA EM HITCHCOCK"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45474\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-musica-em-hitchcock\/hitchcock1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"hitchcock1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45474\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Na sequ\u00eancia do chuveiro e seus desdobramentos, as anota\u00e7\u00f5es do diretor pro compositor Bernard Herrmann e pra Waldon O. Watson e William Russell, respons\u00e1veis pelo som, datadas de 8 de janeiro de 1960, s\u00e3o mais enf\u00e1ticas. De novo, ele parece disposto a causar impacto mais pelos ru\u00eddos do que pela m\u00fasica: &#8216;durante o assassinato, temos que ter o barulho do chuveiro e dos golpes de faca. Precisamos ouvir a \u00e1gua descendo pelo ralo da banheira, especialmente quando a c\u00e2mera fecha nele&#8230; quando Marion \u00e9 esfaqueada, o som do chuveiro tem que ser cont\u00ednuo e mon\u00f3tono, quebrado apenas pelos gritos de Marion&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Depois de cinco filmes consecutivos com o compositor Bernard Herrmann, Hitchcock respeitava profundamente as contribui\u00e7\u00f5es do m\u00fasico brilhante, e muitas vezes rude, nascido em Nova York e formado pela famosa escola Julliard. Fundador e regente de uma orquestra de c\u00e2mara aos vinte anos, Herrmann, como Hitchcock, podia \u00e0s vezes ser um perfeccionista agressivo, briguento e pedante. Embora fosse evidente que o compositor n\u00e3o era o tipo de pessoa que aceita ser dirigida com facilidade, ele seguiu fielmente as instru\u00e7\u00f5es de Hitchcock pra m\u00fasica do primeiro ter\u00e7o de &#8216;Psicose&#8217; &#8211; a n\u00e3o ser por uma \u00fanica e inesquec\u00edvel exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;Hitchcock tinha um excelente relacionamento com Bennie&#8217;, comentou o continu\u00edsta Marshall Schlom. &#8216;E a maneira de mant\u00ea-lo era dar a Herrmann a liberdade de a\u00e7\u00e3o que ele queria. Hitchcock s\u00f3 desejava estar perto de pessoas que sabiam o que estavam fazendo&#8217;. O compositor, que morreu em 1975, disse uma vez ao diretor Brian De Palma: &#8216;Eu me lembro de estar sentado numa sala de proje\u00e7\u00e3o depois de ver o corte bruto de &#8216;Psicose&#8217;. Hitch andava nervosamente de um lado pro outro dizendo que estava uma porcaria e que iria cort\u00e1-lo pro formato de seu programa de TV. Estava louco. N\u00e3o sabia o que tinha em m\u00e3os. Falei: &#8216;Espera um pouco, tenho umas ideias. Que tal uma orquestra\u00e7\u00e3o s\u00f3 com cordas? Eu era violinista, voc\u00ea sabe&#8230;&#8217;. Ele estava fora de si na \u00e9poca. Tinha bancado o filme com seu pr\u00f3prio dinheiro e temia um fracasso. Nem queria que eu botasse m\u00fasica na cena do chuveiro. Voc\u00ea pode imaginar?&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, Hitchcock estava determinado que n\u00e3o queria &#8216;nenhuma m\u00fasica na sequ\u00eancia (do motel)&#8217; entre Marion e Norman. Herrmann desconfiou tanto do estado alterado em que se encontrava o seu colega diretor que ignorou a sugest\u00e3o dele pra uma agitada trilha musical de jazz p\u00f3s-bebop. O roteirista Joseph Stefano, ex-m\u00fasico, se lembrou do compositor dizendo &#8221;vou usar s\u00f3 as cordas&#8217;. Achei estranho. Sem bateria? Sem se\u00e7\u00e3o r\u00edtmica? Na \u00e9poca, n\u00e3o percebi que ele vinha se preparando ao longo de v\u00e1rios filmes &#8211; &#8216;Um Corpo Que Cai&#8217; \u00e9 um bom exemplo &#8211; pra uma trilha musical como aquela. Mas senti que Bernard Herrmann tinha sido a primeira pessoa al\u00e9m de Hitchcock e de mim a entender o filme, a primeira a dizer &#8216;epa, temos uma coisa diferente aqui&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Pra &#8216;Psicose&#8217;, Bernard Herrmann criaria nada menos que uma obra-prima pra violoncelo e violino, m\u00fasica em &#8216;preto e branco&#8217; que pulsava sonoramente ao mesmo tempo em que corro\u00eda as termina\u00e7\u00f5es nervosas. A composi\u00e7\u00e3o provou ser um resumo de todo o trabalho feito por ele pra filmes anteriores do diretor, dada a forma com que transmitia o abismo da psique humana, temor, desejo, arrependimento, enfim, os mananciais do universo <em>hitchcockiano<\/em>. Segundo Stefano, o cineasta ficou particularmente satisfeito com os &#8216;violinos que gritavam&#8217; de Herrmann e &#8216;deu a ele mais reconhecimento do que a qualquer outra pessoa sobre quem j\u00e1 houvesse falado&#8217;. O parcimonioso diretor ficou t\u00e3o satisfeito que fez o inusitado: praticamente dobrou o sal\u00e1rio do compositor pra 34.501 d\u00f3lares&#8221;.<\/p>\n<p>O caso acima \u00e9 contado por Stephen Rebello em seu livro de 1990, &#8220;Alfred Hitchcock E Os Bastidores de Psicose&#8221; (no Brasil, pela Intrinseca). O livro e esses bastidores viraram filme (&#8220;Hitchcock&#8221;, de 2012, dirigido por Sacha Gervasi). &#8220;Psicose&#8221;, de 1960, \u00e9 um dos grandes cl\u00e1ssicos do diretor; pra muitos, o maior cl\u00e1ssico. E a cena do assassinato de Marion sempre figura em qualquer cita\u00e7\u00e3o ou lista das mais sublimes da hist\u00f3ria do cinema. Mas, como se v\u00ea, o planejado pelo diretor n\u00e3o constava m\u00fasica alguma ali. Foi a m\u00fasica de Bernard Herrmann que salvou a cena.<\/p>\n<p>O \u00e1udio do tema principal:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DDtJUSYoLDE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A cena completa do assassinato:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8VP5jEAP3K4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Outros livros falam especificamente sobre a import\u00e2ncia da m\u00fasica nos filmes de Hitchcock. Um deles \u00e9 &#8220;Hitchcock&#8217;s Ear: Music And The Director&#8217;s Art&#8221;, de David Schroeder, lan\u00e7ado em 2012. Outro \u00e9 &#8220;Hitchcock&#8217; Music&#8221;, de Jack Sullivan, de 2008.<\/p>\n<p>Schroeder conta que a paix\u00e3o de Hitchcock &#8220;como ouvinte permaneceu por toda sua vida, embora nos Esteites ele n\u00e3o fosse aos concertos ou \u00e0 \u00f3pera, preferindo ouvir m\u00fasica em seu sistema de som potente que tinha em casa. Ele dividiu seu entusiasmo pela m\u00fasica com amigos enquanto vivia na Inglaterra, tais como o ator Charles Laughton (&#8230;). Hitchcock declarou que Wagner era seu compositor favorito&#8221;.<\/p>\n<p>O autor refor\u00e7a o fato de Hitchcock fazer parte da gera\u00e7\u00e3o de cineastas que teve que fazer a transi\u00e7\u00e3o do cinema mudo pro cinema sonoro. Pra ele, a transi\u00e7\u00e3o s\u00f3 solidificou a ideia de que o uso do sil\u00eancio e da interpreta\u00e7\u00e3o vindo do cinema mudo ainda estava presente, que o som, a fala e a m\u00fasica viriam acrescentar \u00e0 dramatiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o simplesmente substituir tudo o que havia antes.<\/p>\n<p>Em seu livro, Sullivan quer mostrar ao leitor que o diretor n\u00e3o apenas acreditava que o som deveria servir \u00e0 imagem, mas que a imagem deveria servir ao som, e por isso disseca a rela\u00e7\u00e3o de seus filmes com a m\u00fasica: o drama pra achar o tema certo, as pegadinhas, as piadas internas, as brigas com os est\u00fadios&#8230;<\/p>\n<p>Em &#8220;A Dama Oculta&#8221; (&#8220;The Lady Vanishes&#8221;, 1939), por exemplo, a mensagem que envolve a trama \u00e9 feita em notas musicais. Em &#8220;O Homem Que Sabia Demais&#8221; (&#8220;The Man Who Knew To Much&#8221;), na vers\u00e3o de 1956, o assassinato deve ocorrer no momento exato em que o prato da orquestra bater, e o filho do casal \u00e9 salvo das m\u00e3os dos sequestradores porque a m\u00e3e Doris Day canta &#8220;Que Sera Sera (Whatever Will be Will Be)&#8221; o mais alto poss\u00edvel. \u00c0s duas vers\u00f5es de &#8220;O Homem Que Sabia Demais&#8221; (1934 e 1956), Sullivan d\u00e1 o adjetivo de &#8220;thriller sinf\u00f4nico&#8221;. Em &#8220;Suspeita&#8221; (&#8220;Suspicion&#8221;, 1941), o personagem de Cary Grant envolve Joan Fontaine em suas dan\u00e7as e valsas sombrias.<\/p>\n<p>A m\u00fasica nos filmes de Hitchcock s\u00e3o t\u00e3o importantes que o pr\u00f3prio diretor confidenciou a Fran\u00e7ois Truffaut (no famoso livro-entrevista &#8220;Hitchcock\/Truffaut&#8221;): &#8220;Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que sou um maestro de orquestra&#8221;.<\/p>\n<p>Sullivan aponta que Hitchcock tinha &#8220;instintos musicais acima da m\u00e9dia&#8221;. Mas tamb\u00e9m aponta que, como diretor vindo do cinema mudo, com habilidades no uso do sil\u00eancio, Hitchcock sabe que &#8220;uma pausa pode ser t\u00e3o significativa como uma nota&#8221;, como \u00e9 o caso de &#8220;Intriga Internacional&#8221; (&#8220;North By Northwest&#8221;, 1959), onde a m\u00fasica de Herrmann n\u00e3o aparece na famosa cena do ataque do avi\u00e3o, at\u00e9 o momento da explos\u00e3o, aumentando o absurdo vivido pelo personagem de Cary Grant.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EJMkJmAXUWg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Franz Waxman era o homem que embalava o diretor nos seus primeiros filmes estadunidenses (al\u00e9m de &#8220;Janela Indiscreta&#8221;, &#8220;Rear Window&#8221;, de 1954). Tamb\u00e9m trabalharam com ele: Miklos Rosza, Lyn Murray, Dimitri Tiomkin, Arthur Benjamin, Henry Stafford, Maurice Jarre e at\u00e9 mesmo o g\u00eanio das superprodu\u00e7\u00f5es da nova era, John Williams, que fez &#8220;Trama Macabra&#8221; (&#8220;Family Plot&#8221;, 1976). Mas foi Herrmann que apareceu em sua vida e mudou tudo. Ele foi o autor das trilhas dos seus mais reconhecidos filmes.<\/p>\n<p>Sua estreia foi com &#8220;O Terceiro Tiro&#8221; (&#8220;The Trouble With Harry&#8221;, 1955), e da\u00ed vieram &#8220;O Homem Que Sabia Demais&#8221;, &#8220;O Homem Errado&#8221; (&#8220;Thw Wrong Man&#8221;, 1956), &#8220;Um Corpo Que Cai&#8221; (&#8220;Vertigo&#8221;, 1958), &#8220;Intriga Internacional&#8221;, &#8220;Psicose&#8221; e &#8220;Marnie, Confiss\u00f5es De Uma Ladra&#8221; (&#8220;Mernie&#8221;, 1964).<\/p>\n<p>Herrmann deu recheio \u00e0s tramas do diretor, como \u00e9 o caso relatado de &#8220;Psicose&#8221;. Sullivan relata o rompimento da dupla, por conta de &#8220;Cortina Rasgada&#8221; (&#8220;Torn Courtain&#8221;, 1966). Hitchcock era pressionado pelo est\u00fadio a usar uma trilha mais pop, bem anos sessenta. O lance era atrair mais jovens \u00e0s salas. Herrmann, sabendo do projeto, disse que ficaria &#8220;encantado pra compor uma trilha sonora &#8216;vigorosa&#8217; pro filme&#8221;, e chegou a escrever uma pe\u00e7a que inclu\u00eda doze flautas, que chamou de &#8220;aterradoras&#8221;, e um &#8220;massacre de cordas&#8221;. Hitchcock j\u00e1 n\u00e3o tinha o mesmo vigor de seis anos antes, na \u00e9poca em que arriscava tudo em &#8220;Psicose&#8221;, e cedeu aos pedidos do est\u00fadio, demitindo Herrmann. O \u00faltimo grande filme do diretor a ganhar a estampa de &#8220;cl\u00e1ssico&#8221; foi &#8220;Os P\u00e1ssaros&#8221; (&#8220;Birds&#8221;, 1963), no qual o compositor atua apenas como consultor.<\/p>\n<p>No final das contas, o senso de ritmo que um cineasta precisa impor ao contar sua hist\u00f3ria (e o mesmo vale, claro pra um escritor) soa como se fosse uma sinfonia, com crescendos, pausas, explos\u00f5es, tens\u00f5es, cl\u00edmax e ep\u00edlogo. O cineasta, como a m\u00fasica em geral, precisa abra\u00e7ar o consumidor da obra, fazer com que ele se interesse do come\u00e7o ao fim. No filme, a m\u00fasica pode ser s\u00f3 mais uma ferramenta (como o s\u00e3o os atores, o roteiro, a montagem, as trucagens), mas \u00e9 ela a respons\u00e1vel por prender a aten\u00e7\u00e3o em comunh\u00e3o com o que est\u00e1 sendo visto.<\/p>\n<p>Olhos e ouvidos trabalhando juntos. Hitchcock sabia como poucos unir os dois sentidos.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meridian-west-a-banda-obscura-sem-disco-e-quase-esquecida\/\" title=\"MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA\">MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Na sequ\u00eancia do chuveiro e seus desdobramentos, as anota\u00e7\u00f5es do diretor pro compositor Bernard Herrmann e pra Waldon O. Watson e William Russell, respons\u00e1veis pelo [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45474,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363,1144],"tags":[54],"class_list":["post-45473","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-especiais","tag-cinema"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/hitchcock1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-bPr","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45473"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45473\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45474"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}