{"id":47018,"date":"2016-11-28T20:59:20","date_gmt":"2016-11-28T22:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=47018"},"modified":"2016-12-08T22:24:40","modified_gmt":"2016-12-09T00:24:40","slug":"cosmopoplitan-13-procradispersao-e-memoria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-13-procradispersao-e-memoria\/","title":{"rendered":"COSMOPOPLITAN #13 \u2013 PROCRADISPERS\u00c3O E MEM\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"47019\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-13-procradispersao-e-memoria\/cosmopoplitan13\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"cosmopoplitan13\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-47019\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Apesar de tamb\u00e9m poder levar a outras coisas, positivas e interessantes, a procrastina\u00e7\u00e3o atrapalha, e quando misturada \u00e0 dispers\u00e3o, pode ser algo decisivo na trajet\u00f3ria de uma pessoa. <\/p>\n<p>Um exemplo evidente: estou cursando minha quarta gradua\u00e7\u00e3o e nunca me formei; a primeira em Hist\u00f3ria e as outras tr\u00eas em Letras. E n\u00e3o foi por defici\u00eancia no desempenho escolar, pois eu tinha boas notas. N\u00e3o me interesso (sen\u00e3o marginalmente) pelos objetos de estudo mais populares do meu curso, como por exemplo aprendizado e ensinamento de l\u00ednguas, literatura cl\u00e1ssica, filologia, fon\u00e9tica e fonologia, mas sou apaixonado por filosofia da linguagem, da mente, da ci\u00eancia, hist\u00f3ria e suas ci\u00eancias auxiliares, cosmologia. Acabo tentando usar componentes da lingu\u00edstica, da teoria liter\u00e1ria e a tradutologia como pontes pra me justificar.<\/p>\n<p>Agora estou lendo o livro <a href=\"http:\/\/www.feltrinellieditore.it\/opera\/opera\/narratori-delle-pianure-1\/\" target=\"_blank\">&#8220;Narratori Delle Pianure&#8221;, de Gianni Celati<\/a>, como parte do meu curso, pra disciplina <em>letteratura italiana contemporanea<\/em>, na Unipg. Quero dizer, eu estava.<\/p>\n<p>Estou cursando tr\u00eas disciplinas neste semestre (as outras duas s\u00e3o <em>linguistica generale<\/em> e <em>storia della scienza<\/em>) e os exames, que nas universidades italianas s\u00e3o orais, me preocupam muito, me causam ansiedade e inseguran\u00e7a. Como avalia\u00e7\u00e3o, terei somente um exame pra cada uma das tr\u00eas disciplinas, isto \u00e9, meu semestre todo depende do meu desempenho nessa \u00fanica oportunidade.<\/p>\n<p>O primeiro exame est\u00e1 marcado pra daqui a quatro dias e os outros pra semana seguinte; pra este agora o professor indicou a leitura de tr\u00eas livros e das anota\u00e7\u00f5es de classe. Ao inv\u00e9s de parecer um rob\u00f4 em ditado a escrever tudo que o professor dizia, como fazem os alunos aqui, eu gravei o \u00e1udio das aulas pra ent\u00e3o transcrever o que mais me chamasse a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bem, at\u00e9 agora fiz a transcri\u00e7\u00e3o de tr\u00eas quartos dos \u00e1udios e estou no primeiro ter\u00e7o da leitura do segundo livro. Sim, eis outro exemplo flagrante de procrastina\u00e7\u00e3o: aqui estou eu a escrever isto que voc\u00ea est\u00e1 lendo.<\/p>\n<p>Chamarei a isso de <em>procrasdispers\u00e3o<\/em>. A <em>procrasdispers\u00e3o<\/em> \u00e9 um tra\u00e7o que me comp\u00f5e, \u00e9 algo muito forte em mim.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode dizer que n\u00e3o tenho no\u00e7\u00e3o e chamar o dicion\u00e1rio pra me provar que <em>procrasdispers\u00e3o<\/em> n\u00e3o existe. Eu posso te dizer que antes de algu\u00e9m ter inventado, as demais palavras lidas aqui, cuja exist\u00eancia n\u00e3o causa indigna\u00e7\u00e3o alguma, n\u00e3o existiam tamb\u00e9m. Os dicion\u00e1rios s\u00e3o revistos e atualizados periodicamente pra dar conta do conjunto de palavras &#8220;eleitas&#8221; como pertinentes, por quem assume autoridade pra tal, e convencionalmente aceitas pela maioria.<\/p>\n<p>Um dos trinta mini-contos de &#8220;Narratori Delle Pianure&#8221; chama-se &#8220;Come Fa Il Mondo Ad Andare Avanti&#8221;. Por isso estou aqui. Isto \u00e9, o protagonista do conto me inspirou a escrever isto aqui.<\/p>\n<p>A cena exata \u00e9 o protagonista no bar dizendo ao pessoal que n\u00e3o h\u00e1 como algu\u00e9m explicar como se pode lembrar da sopa ingerida um m\u00eas antes, pois n\u00e3o h\u00e1 mais tra\u00e7o el\u00e9trico daquela sopa em seu c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Achei engra\u00e7ado a ponto de me afastar da leitura e pensar a respeito.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a tal sopa do livro? Ela existe?<\/p>\n<p>O protagonista estava se referindo a uma sopa hipot\u00e9tica, mas talvez ele pudesse ter tido uma sopa em espec\u00edfico na mem\u00f3ria (afinal ele poderia ter usado outra coisa pra ilustrar o que queria dizer mas preferiu usar a palavra sopa). Mesmo sendo um livro de fic\u00e7\u00e3o, Gianni Celati talvez tenha se baseado numa sopa saboreada fisicamente.<\/p>\n<p>De qualquer forma, nem vem ao caso aqui: sim, a sopa existe; pelo menos dentro da hist\u00f3ria de um dos trinta contos do livro, ela existe, est\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p>Cada vez que algu\u00e9m l\u00ea o livro, sua exist\u00eancia \u00e9 reafirmada. Cada vez que algu\u00e9m fala a respeito, como fa\u00e7o aqui, prova sua exist\u00eancia.<br \/>\nEnquanto houver ao menos uma c\u00f3pia do livro no mundo ou qualquer eco seu, como por exemplo isto aqui ou qualquer outra conversa ou obra derivada, que lhe fa\u00e7a refer\u00eancia, a sopa ainda existe, est\u00e1 l\u00e1, &#8220;resgatada&#8221;.<\/p>\n<p>Oras, como que poderia esse protagonista propor qualquer d\u00favida quanto \u00e0 exist\u00eancia de seres, coisas, mat\u00e9ria ou ideias se estou aqui a escrever isto? E voc\u00ea lendo isto aqui agora, como seria poss\u00edvel? <\/p>\n<p>Suponhamos que Celati e todas as pessoas com que ele teve qualquer tipo de contato tenham morrido, que todas as c\u00f3pias j\u00e1 impressas de seu livro desapare\u00e7am, que toda e qualquer refer\u00eancia em outras obras tamb\u00e9m desapare\u00e7am e que ningu\u00e9m mais fale a respeito simplesmente por desconhecimento. Ent\u00e3o poderemos dizer que a tal sopa existe? Talvez n\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o pense que esta seja uma coloca\u00e7\u00e3o disparatada, pois a Hist\u00f3ria nada mais \u00e9 do que uma cole\u00e7\u00e3o de narra\u00e7\u00f5es (baseadas em fatos reais ou n\u00e3o) elaboradas\/eleitas por quem assume autoridade pra tal.<\/p>\n<p>Nossos antepassados surgiram h\u00e1 seis milh\u00f5es de anos; a linguagem humana surgiu h\u00e1 mais ou menos cinquenta mil anos; a escrita, h\u00e1 menos de dez mil anos; a tipografia, h\u00e1 pouco mais de quinhentos anos etc. Ou, pra facilitar, poder\u00edamos afirmar que antes do nascimento de Celati a tal sopa existe? Talvez n\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o tempo n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica dimens\u00e3o onde o problema ontol\u00f3gico se apresenta; por exemplo, a tal sopa pode ser descrita como alimento, prato, exemplo, ideia, palavra, componente narrativo, l\u00edquido, quente, vegetariana, espessa, verde, alegoria, lembran\u00e7a, e dentre outras coisas, tamb\u00e9m como um impulso el\u00e9trico no c\u00e9rebro do protagonista.<\/p>\n<p>A tal sopa pode ser todas essas coisas ao mesmo tempo? Poderia ainda ser quantas outras coisas sem deixar de ser ela mesma? Quando ela deixa de ser uma dessas coisas pra &#8220;se tornar&#8221; outra? Em que est\u00e1gio a sopa, a partir de seu preparo na cozinha, se torna tal? Mesmo usando a mesma receita, duas sopas feitas por pessoas ou datas diferentes, podem ser a mesma sopa em quantos n\u00edveis? <\/p>\n<p>Quando exatamente deixa de ser sopa, por exemplo, pra compor suco g\u00e1strico ou esgoto? Depois de ingerida ou despejada num rio? Continua sopa depois de vomitada? E, nessa rela\u00e7\u00e3o com a sopa, como fica a exist\u00eancia do passado, do presente, do futuro, dos termos, das ideias, dos ingredientes, das pessoas, do suco g\u00e1strico, do esgoto, do v\u00f4mito ou do rio? <\/p>\n<p>A exist\u00eancia de uma coisa implica na exist\u00eancia ou no fim de outras.<\/p>\n<p>Ok, chega de sopa.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea substituir a palavra sopa por qualquer outra, qualquer outra mesmo, a quest\u00e3o \u00e9 a mesma. Pode tentar (claro, se voc\u00ea mudar a palavra sopa, ter\u00e1 que mudar as outras tamb\u00e9m, mas assim como sempre haver\u00e1 uma substitui\u00e7\u00e3o poss\u00edvel pra palavra sopa, haver\u00e1 pras outras tamb\u00e9m).<\/p>\n<p>O problema fundamental da ontologia, ou mesmo da metaf\u00edsica, pode ser resumido com a pergunta &#8220;o que \u00e9 ser?&#8221;. E at\u00e9 para isso usamos o verbo ser &#8211; <em>hahaha<\/em>.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem acredite que a exist\u00eancia de algo dependa mais da consci\u00eancia de algu\u00e9m que perceba ou conceba a tal exist\u00eancia do que com o pr\u00f3prio algo em quest\u00e3o. S\u00e3o os idealistas, os dualistas.<\/p>\n<p>Como monista e fisicalista, eu acredito que as coisas existem com ou sem a percep\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia por parte de terceiros, independente de qualquer concep\u00e7\u00e3o mental.<\/p>\n<p>Por exemplo, o <em>notebook<\/em> que estou usando pra escrever aqui, ele existe, mesmo ele n\u00e3o tendo consci\u00eancia disso, assim como tamb\u00e9m existe a ideia dele pra mim, claro (enquanto signo), mas somente porque existe enquanto mat\u00e9ria, n\u00e3o poderia ser o contr\u00e1rio. Bem que seria lindo conceber mentalmente por exemplo um outro planeta entre V\u00eanus e Marte, com o mesmo ecossistema da Terra, onde a pr\u00f3pria natureza fosse disposta de modo que fosse imposs\u00edvel a exist\u00eancia do mal, da dor, do sofrimento e da morte, e ent\u00e3o, somente por ter sido concebido mentalmente, <em>plim<\/em>, esse tal planeta passasse a existir materialmente.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por capricho que dever\u00edamos refazer nossos documentos de identidade periodicamente; \u00e9 pelo mesmo motivo porque n\u00e3o reconhecemos algum amigo de certa idade quando vemos pela primeira vez uma foto dessa pessoa ainda crian\u00e7a; \u00e9 com certo estupor e desconforto que admito n\u00e3o conter mais em meu organismo nem mesmo uma c\u00e9lula sequer daquelas com que vim ao mundo quando nasci quatro d\u00e9cadas atr\u00e1s. <\/p>\n<p>Sabe o ciclo de crescimento de nossas unhas, dos nossos pelos e cabelos? Cada vez que os cortamos, parte de n\u00f3s deixa de existir enquanto nova mat\u00e9ria toma seu lugar. Assim como acontece com nossas convic\u00e7\u00f5es e\/ou nossos credos, que podem sofrer altera\u00e7\u00f5es no decorrer do tempo e dependendo das condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo assim \u00e9 inquestion\u00e1vel a nossa exist\u00eancia como indiv\u00edduos bem definidos. Seria poss\u00edvel o conceito de ess\u00eancia ou de exist\u00eancia sem o &#8220;eu&#8221;? Eis o dilema da consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Independentemente da motiva\u00e7\u00e3o, o maior desafio pra qualquer ser humano \u00e9 mesmo, como pregam os budistas, desvencilhar-se do &#8220;eu&#8221;, ou como a ci\u00eancia moderna demonstra (<a href=\"https:\/\/blogs.scientificamerican.com\/cross-check\/the-rise-of-neo-geocentrism\/\" target=\"_blank\">apesar dos altos e baixos<\/a>), perceber que o ser humano n\u00e3o tem papel privilegiado no universo.<\/p>\n<p>Meu palpite \u00e9 que, assim como conseguimos descobrir a fisicalidade das ondas eletromagn\u00e9ticas, ainda vamos descobrir a fisicalidade da consci\u00eancia, das ideias (talvez atrav\u00e9s das sinapses) e quando isso acontecer poderemos alcan\u00e7ar a imortalidade. Simples assim. Pois no fim das contas somos mem\u00f3ria, tudo \u00e9 dado, informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora preciso sair, vou tentar falar com minha filha amada que faz anivers\u00e1rio, perdi um par de horas escrevendo isto, enquanto poderia estar estudando pros exames, mas me diverti fazendo, n\u00e3o sinto ter sido em v\u00e3o. N\u00e3o vejo outro jeito, devo confiar na minha mem\u00f3ria, mas sem for\u00e7ar a barra. Mas sim, estou curioso para saber o fim da hist\u00f3ria do conto, vou dormir na expectativa pra amanh\u00e3 me deliciar.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-17-listas\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #17 \u2013 LISTAS\">COSMOPOPLITAN #17 \u2013 LISTAS<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-16-bs17\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #16 &#8211; BS17\">COSMOPOPLITAN #16 &#8211; BS17<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-15-dot-to-dot-bristol\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #15 &#8211; DOT TO DOT BRISTOL\">COSMOPOPLITAN #15 &#8211; DOT TO DOT BRISTOL<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-14-rockconto-1-the-fall\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #14 \u2013 ROCKCONTO 1: THE FALL\">COSMOPOPLITAN #14 \u2013 ROCKCONTO 1: THE FALL<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-12-parigiperugia\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #12 \u2013 PARIGI\/PERUGIA\">COSMOPOPLITAN #12 \u2013 PARIGI\/PERUGIA<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de tamb\u00e9m poder levar a outras coisas, positivas e interessantes, a procrastina\u00e7\u00e3o atrapalha, e quando misturada \u00e0 dispers\u00e3o, pode ser algo decisivo na trajet\u00f3ria [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":47019,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1144],"tags":[1996],"class_list":["post-47018","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","tag-cosmopoplitan"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/cosmopoplitan13.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cem","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47018\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47019"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}