{"id":47872,"date":"2017-02-20T21:10:30","date_gmt":"2017-02-21T00:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=47872"},"modified":"2017-03-16T22:14:12","modified_gmt":"2017-03-17T01:14:12","slug":"pense-ou-dance-pesquisa-mostra-que-musica-nao-tem-valor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-pesquisa-mostra-que-musica-nao-tem-valor\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE &#8211; PESQUISA MOSTRA QUE M\u00daSICA N\u00c3O TEM VALOR"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"47873\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-pesquisa-mostra-que-musica-nao-tem-valor\/penseoudance70\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance70\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-47873\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>O mercado de m\u00fasica no Brasil vai bem, obrigado &#8211; mas isso se voc\u00ea for (na segunda d\u00e9cada do terceiro mil\u00eanio) sertanejo universit\u00e1rio\/rom\u00e2ntico, funqueiro ostenta\u00e7\u00e3o ou fizer m\u00fasica pop descart\u00e1vel. Isso ainda vende de uma forma ou de outra, seja em cach\u00eas pra shows, direitos pra publicidade\/cinema\/televis\u00e3o, <em>merchindising<\/em>, eventos etc.<\/p>\n<p>Mas o que acontece quando se olha abaixo da linha do <em>mainstream<\/em> ou mais abaixo ainda, no subterr\u00e2neo da m\u00fasica? Falta orienta\u00e7\u00e3o, falta pesquisa, falta um norte. A Midsummer Madness, etiqueta brasileira que nasceu zine em 1989 e est\u00e1 na ativa at\u00e9 hoje, resolveu se mexer pra compreender esse mercado e chegou a algumas conclus\u00f5es que <a href=\"http:\/\/midsummermadness.com.br\/como-e-que-voce-ouve-musica\/\" target=\"_blank\">podem ser lidas aqui<\/a>.<\/p>\n<p>No final de 2016, o selo fez uma pesquisa sobre os h\u00e1bitos de consumo de m\u00fasica, que infelizmente foi muito mal divulgada na Internet. Sabendo que, como qualquer pessoa, o selo vive numa bolha nesses tempos l\u00edquidos, o resultado \u00e9 interessante, embora distorcido e v\u00e1lido apenas pra bolha &#8211; mas oferece luz a uma ou duas quest\u00f5es de extrema relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>De acordo com o enunciado oficial, mil e quarenta e quatro pessoas responderam o question\u00e1rio. O selo n\u00e3o tem certeza do perfil dessas pessoas porque n\u00e3o perguntou pra elas, mas entende que &#8220;est\u00e1 dentro da nossa bolha: fala do Brasil, tem entre 20 e 40 anos, unissex (na falta de um termo melhor) e deve ser ABC (<em>referindo-se \u00e0s tr\u00eas faixas de renda mais altas da popula\u00e7\u00e3o<\/em>)&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter nenhum crit\u00e9rio cient\u00edfico, o question\u00e1rio \u00e9 engenhoso (a &#8220;pesquisa&#8221; \u00e9, a bem da verdade, uma &#8220;enquete&#8221;) ao levar as pessoas por um caminho desejado, que se n\u00e3o aplica a luz da compreens\u00e3o em muita coisa, d\u00e1 uma boa ideia de como pensa esse grupo consumidor &#8220;nichado&#8221;.<\/p>\n<p>De fora, a primeira observa\u00e7\u00e3o que se pode fazer \u00e9 que o grupo que respondeu deve ser na sua grande maioria participante de alguma forma do que o brasileiro insiste chamar de &#8220;cena&#8221;. S\u00e3o bandas, amigos de bandas, outros selos, blogueiros, jornalistas, m\u00fasicos em geral e, claro, p\u00fablico. Se apostarmos que um peda\u00e7o do perfil do p\u00fablico \u00e9 esse, d\u00e1 pra tra\u00e7ar algumas impress\u00f5es (infelizmente, como bem fez a <em>mea culpa<\/em> o selo, n\u00e3o d\u00e1 pra ter certeza da idade, regi\u00e3o, sexo etc.).<\/p>\n<p>A pesquisa tateia o perfil de consumo desse pessoal. Aponta que ele prefere <em>streaming<\/em> ao CD e ao vinil; que mais da metade paga por um servi\u00e7o de <em>streaming<\/em> (a prefer\u00eancia \u00e9 pelo Spotify); que quase metade n\u00e3o compra mais nenhum CD, e mais da metade n\u00e3o compra nenhum vinil; que quase 80% simplesmente n\u00e3o compra m\u00fasica digital e os poucos que compram preferem o Bandcamp e o iTunes; e que quase 70% se informa sobre m\u00fasica em blogues e por sugest\u00e3o dos amigos &#8211; eis aqui a maior indica\u00e7\u00e3o de como esse p\u00fablico deve ser participante da tal &#8220;cena&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 um p\u00fablico essencialmente digital. Al\u00e9m de preferir blogues e amigos como fonte de informa\u00e7\u00e3o, toma contato com lan\u00e7amentos atrav\u00e9s de servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> (o investimento nos algor\u00edtimos comportamentais, afinal, n\u00e3o \u00e9 um investimento v\u00e3o), pelo YouTube, sites das bandas (eis mais uma falha da pesquisa\/enquete, j\u00e1 que muitas bandas usam como p\u00e1gina oficial o Bandcamp ou o Facebook, ou seja: estamos falando basicamente de redes sociais ou o qu\u00ea?) e at\u00e9 mesmo <em>podcasts<\/em>.<\/p>\n<p>A maioria conversa sobre m\u00fasica e compartilha m\u00fasica pelas redes sociais mais potentes no Brasil: o Facebook (88,1%) e Twitter (30,7%), tendo <em>playlists<\/em> do seu servi\u00e7o de <em>streaming<\/em> preferido com 36,7%.<\/p>\n<p>E um p\u00fablico que n\u00e3o sai da frente do computador ou do celular \u00e9 um p\u00fablico que provavelmente circula pouco. A pesquisa n\u00e3o pergunta a quantos shows (de bandas nacionais ou gringas) a pessoa vai por ano, nem mesmo quanto estaria disposta a pagar em m\u00e9dia por cada evento (seria interessante perceber que esse pessoal da &#8220;cena&#8221; n\u00e3o quer gastar um centavo com bandas nacionais que &#8220;deveria&#8221; apoiar, enquanto paga mais de cem pra bandas gringas). Mas pergunta que tipo de produto consome nesses shows: 50,3% das respostas afirmam adquirir CDs, camisas, p\u00f4steres e adesivos em shows (37% compram qualquer coisa menos CD; 26% disseram que preferem comprar o CD nos shows; 25% compram CD e outros produtos; e 19% compram vinil e outros produtos).<\/p>\n<p>Esse seria um dado a se comemorar, afinal <em>merchandising<\/em> \u00e9 uma fonte importante de receita de qualquer artista iniciante, ou at\u00e9 mesmo de m\u00e9dio porte. Entretanto, a pesquisa desalenta qualquer otimista com duas quest\u00f5es que valem por todo esfor\u00e7o at\u00e9 aqui gerado por ela.<\/p>\n<p>A primeira delas foi: &#8220;se voc\u00ea n\u00e3o encontra a banda ou o \u00e1lbum que procura, voc\u00ea ainda baixa da Internet?&#8221;. Incr\u00edveis 79,9% disseram que &#8220;sim&#8221;, contra apenas 20,1% dizendo que &#8220;n\u00e3o&#8221;, o que sugere, de alguma maneira, que esse pessoal do &#8220;n\u00e3o&#8221; vai buscar os meios &#8220;legais&#8221; ou pagos pra conseguir o que procura.<\/p>\n<p>Apesar da pesquisa falhar em detalhar sobre que tipo de artista estamos falando &#8211; se um megaultrapop, como U2 ou Kanye West ou Beyonc\u00e9, ou se um artista subterr\u00e2neo, que tem menos de cem curtidas na sua p\u00e1gina no Facebook, o que certamente influenciaria na resposta &#8211; os entrevistadores foram bastante h\u00e1beis em direcionar a pr\u00f3xima quest\u00e3o a uma pegadinha sapeca: a quem respondeu &#8220;sim&#8221;, como se consegue m\u00fasica (&#8220;onde voc\u00ea baixa?&#8221;).<\/p>\n<p>O resultado foi surpreendente &#8211; ainda mais se levarmos em conta que o perfil do p\u00fablico pode ser esse &#8220;apoiador da &#8216;cena&#8217;, de qualquer &#8216;cena'&#8221;: 46,3% disseram que baixam via <em>torrent<\/em>, enquanto 36,2% dizem que apelam ao Pirate Bay e 22% ao Soulseek. A op\u00e7\u00e3o &#8220;outros&#8221; (sabe-se l\u00e1 o que isso quer dizer) conseguiu 23,8%; e aqui vem o dado que espanta, apenas 11,2% afirmaram &#8220;n\u00e3o acho certo baixar (<em>gratuitamente<\/em>)&#8221;.<\/p>\n<p>Sendo uma pesquisa\/enquete de respostas an\u00f4nimas, \u00e9 de se imaginar que n\u00e3o h\u00e1 jogo de cena dos entrevistados: 11,2% acham que baixar m\u00fasica na Internet \u00e9 algo errado. O diacho \u00e9 que na pergunta anterior, como vimos, 20,1% disseram que &#8220;n\u00e3o baixam da Internet&#8221;, de modo que h\u00e1 quase 9% a\u00ed incorrendo em erro.<\/p>\n<p>Como car\u00e1ter \u00e9 algo dif\u00edcil de se medir com perguntas desse naipe &#8211; e nem \u00e9 essa a inten\u00e7\u00e3o aqui &#8211; \u00e9 assustador ver o despudor do brasileiro (ainda mais se ele for mesmo &#8220;apoiador da &#8216;cena'&#8221;) em baixar m\u00fasica pelos canais &#8220;ilegais&#8221;.<\/p>\n<p>Mas isso \u00e9 s\u00f3 o reflexo da segunda quest\u00e3o que vem dar enorme valor a essa pesquisa\/enquete: &#8220;voc\u00ea acha que o acesso \u00e0 m\u00fasica deve ser gratuito?&#8221;. Sim, 60,1% dos entrevistados acham que &#8220;sim&#8221;. &#8220;M\u00fasica virou ar, \u00e1gua. Mesmo sendo fonte de divers\u00e3o e prazer, a grande maioria acha que m\u00fasica tem de ser gratuita&#8221;, diz o texto do relat\u00f3rio final da pesquisa.<\/p>\n<p>Mesmo que a gente se esforce em acreditar que os entrevistados n\u00e3o fa\u00e7am de alguma forma parte da &#8220;cena&#8221;, ainda assim \u00e9 uma resposta que exp\u00f5e uma caracter\u00edstica cultural de consumo do brasileiro: o que foi de gra\u00e7a um dia de gra\u00e7a pra sempre deve ficar. At\u00e9 a m\u00fasica, o que \u00e9 alarmante pra constru\u00e7\u00e3o de qualquer mercado ou &#8220;cena&#8221;. Como algu\u00e9m pode sobreviver num mercado em que os consumidores n\u00e3o enxergam valor no produto a ponto de pagarem qualquer quantia?<\/p>\n<p>O grande servi\u00e7o desse grande trabalho da Midsummer Madness foi escancarar aquilo que parecia \u00f3bvio: o brasileiro n\u00e3o v\u00ea valor na m\u00fasica, embora consuma quase nada de teatro e literatura tamb\u00e9m (exibir cinema ainda parece ser um mercado sustent\u00e1vel). O brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o gosta de cultura? Acha sup\u00e9rfluo?<\/p>\n<p>A Innovare Pesquisa e o SESC apontam uma resposta, em recente pesquisa (de 2015): 61% dos brasileiros nunca viu uma pe\u00e7a de teatro; 89% nunca frequentou concertos de m\u00fasica erudita ou \u00f3pera; 75% nunca presenciou espet\u00e1culos de dan\u00e7a; 71% nunca esteve em exposi\u00e7\u00f5es de pintura e escultura. O tempo livre do brasileiro \u00e9 gasto 58% em atividades em casa. S\u00f3 10% tocam algum instrumento e 15% cantam em grupo ou individualmente. Pra pesquisa, o &#8220;boca a boca&#8221; ainda \u00e9 o melhor e mais eficiente meio de divulga\u00e7\u00e3o de atividades art\u00edsticas e cultuais, o que indica que o brasileiro n\u00e3o l\u00ea ou n\u00e3o gosta de se informar na m\u00eddia sobre o assunto.<\/p>\n<p>Em 2007 (ano base 2002), o IPEA fez um extenso e detalhad\u00edssimo apanhado do consumo das fam\u00edlias brasileiras com cultura, com n\u00famero de empregos formais gerados, mercado cultural e demanda, dimens\u00e3o do mercado de financiamento cultural. Recomenda-se muito a leitura, <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/livros\/cadvol3.pdf\" target=\"_blank\">clicando aqui<\/a>. Um outro relat\u00f3rio bem detalhado \u00e9 do Iphan e foi divulgado em 2010 &#8211; <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/ckfinder\/arquivos\/Cultura_em_Numeros_2010(1).pdf\" target=\"_blank\">voc\u00ea pode mergulhar nos n\u00fameros aqui (fa\u00e7a isso!)<\/a>. Aqui, \u00e9 poss\u00edvel ver, por exemplo, que em Bras\u00edlia, Porto Alegre e Belo Horizonte, 53% dos entrevistados apontam como principal atividade cultural &#8220;ouvir m\u00fasica&#8221;, item que fica em primeiro em quase todas as capitais, com porcentagens diferentes; mas que a segunda coloca\u00e7\u00e3o fica invariavelmente com &#8220;se reunir com os amigos&#8221;. &#8220;Ir a shows e concertos pagos&#8221; n\u00e3o passa de 6% da prefer\u00eancia de nenhuma capital.<\/p>\n<p>Em 2014, a professora e pesquisadora Gisele Jord\u00e3o, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de S\u00e3o Paulo, produziu o <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2014\/09\/1521173-no-brasil-42-nao-consomem-cultura.shtml\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio &#8220;Panorama Setorial da Cultura Brasileira&#8221;<\/a>, onde exp\u00f5e que 42% dos brasileiros n\u00e3o praticam atividades culturais com frequ\u00eancia. Al\u00e9m do &#8220;n\u00e3o consumidor&#8221;, h\u00e1 outros tr\u00eas tipos de brasileiros: o consumidor de cinema (33%), o consumidor de festas (15%) e o praticante cultural (10%). Esse \u00faltimo \u00e9 provavelmente onde est\u00e1 inserido o p\u00fablico entrevistado pelo selo Midsummer Madness.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio virou um site bem detalhado, que <a href=\"http:\/\/panoramadacultura.com.br\/\" target=\"_blank\">voc\u00ea pode se embrenhar (e se espantar) aqui<\/a>.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o do selo \u00e9 importante porque procura se inserir num mercado onde as pessoas, em teoria, s\u00e3o ativistas e trabalham voluntariamente pela divulga\u00e7\u00e3o dos seus artistas preferidos. Normalmente, esses artistas s\u00e3o amigos, familiares, namoradas\/namorados. H\u00e1 um la\u00e7o social qualquer. Mas o ativismo para nessa rela\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se expande a outros artistas e muito menos ao consumo propriamente dito.<\/p>\n<p>Espera-se que uma pesquisa mais detalhada e t\u00e9cnica surja pra estudar esse subterr\u00e2neo nacional. Os <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-os-nanomercados\/\" target=\"_blank\">nanomercados<\/a> s\u00e3o muitos, a cauda longa pode dar um respiro a tantos produtores culturais\/musicais. Mas pra isso \u00e9 preciso conhecer seu p\u00fablico, como ele se comporta, onde ele est\u00e1, como ele \u00e9, quanto dinheiro tem pra gastar, onde, quando, como e porqu\u00ea. \u00c9 necess\u00e1rio tra\u00e7ar um perfil do artista, qual periodicidade m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o, qual a longevidade (quanto tempo o adolescente ou o jovem adulto suporta viver \u00e0 margem do mercado &#8220;tradicional&#8221; de trabalho s\u00f3 pra produzir sua arte, antes de se entregar e arrumar um &#8220;emprego de verdade&#8221;, como insiste a sociedade), qual a expectativa, qual a necessidade, onde est\u00e1, o que produz, como produz, como distribui, como faz pra divulgar e pra valorar sua arte.<\/p>\n<p>As perguntas s\u00e3o muitas e as respostas ainda s\u00e3o uma enorme nuvem disforme. O trabalho da Midsummer foi um importante, interessante e corajoso passo. Conhecer com clareza o mercado \u00e9 o primeiro ato pra usufruir dele.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado de m\u00fasica no Brasil vai bem, obrigado &#8211; mas isso se voc\u00ea for (na segunda d\u00e9cada do terceiro mil\u00eanio) sertanejo universit\u00e1rio\/rom\u00e2ntico, funqueiro ostenta\u00e7\u00e3o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47873,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1144,1130],"tags":[2194],"class_list":["post-47872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-especiais","category-pense-ou-dance","tag-pense-ou-dance"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/penseoudance70.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cs8","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47872\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47873"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}