{"id":49128,"date":"2017-07-03T23:22:28","date_gmt":"2017-07-04T02:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49128"},"modified":"2017-07-18T18:28:17","modified_gmt":"2017-07-18T21:28:17","slug":"acidas-a-bela-voz-que-me-aterroriza","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-bela-voz-que-me-aterroriza\/","title":{"rendered":"\u00c1CIDAS: A BELA VOZ QUE ME ATERRORIZA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49132\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-bela-voz-que-me-aterroriza\/acidas5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas5.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidas5\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas5.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas5.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49132\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas5.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas5.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 se apaixonou por algu\u00e9m que nunca ir\u00e1 conhecer, que nem sabe que voc\u00ea existe e que provavelmente seus caminhos nunca se cruzar\u00e3o por maior que seja o seu esfor\u00e7o pra isso? Comigo acontece todos os dias, desde a mais inocente inf\u00e2ncia. No come\u00e7o eram professoras, embora elas fizessem parte da minha vida, estivessem no meu caminho. Mas, \u00e9 \u00f3bvio, professoras s\u00e3o impens\u00e1veis em todos os aspectos.<\/p>\n<p>Na adolesc\u00eancia, vieram as colegas de classe, de col\u00e9gio, de praia, as vizinhas, as primas, todas intoc\u00e1veis, cegas \u00e0 minha exist\u00eancia. Apareceram, ent\u00e3o, as capas de revistas, as atrizes das novelas e do cinema (fui perdidamente apaixonado por Molly Ringwald, por T\u00e1ssia Camargo e por Danica McKellar).<\/p>\n<p>Com uns quinze anos, fiquei tremendo por dias ao me deparar com uma dan\u00e7arina de forr\u00f3 no interior do Rio Grande do Norte, quando fui visitar um ramo da fam\u00edlia que se aconchegou por l\u00e1. A mulher, uns trinta anos mais velha que eu, acima do peso definido pelo mercado de moda como &#8220;ideal&#8221;, dan\u00e7ava como poesia pelo ch\u00e3o de concreto malfeito. Seus p\u00e9s se arrastavam como pinc\u00e9is numa tela em branco. A microssaia oferecia uma vis\u00e3o vantajosa de suas coxas t\u00e3o apetitosas pra um adolescente virgem quanto, talvez, seriam at\u00e9 hoje. Os homens babavam mesmo era pra outra mo\u00e7a: essa faceira, vinte anos no m\u00e1ximo, seios duros marcando no vestido. A quarentona, por\u00e9m, era puro del\u00edrio pra mim. Incrustou-me por um tempo na mente como o tipo de mulher ideal. N\u00e3o quis dan\u00e7ar com um &#8220;meninote&#8221; como eu, ela me disse, depois de s\u00e9culos tentando tomar coragem, naquela noite.<\/p>\n<p>Tive homens pelos quais me apaixonei tamb\u00e9m. Nenhum famoso, porque homem famoso \u00e9 como um bibel\u00f4 pra colocar em estante. N\u00e3o: homens desse tipo e daquele. Tive alguns homens na minha vida, mas nenhum deles eram paix\u00f5es. As paix\u00f5es mesmo foram invi\u00e1veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 adulto cheguei at\u00e9 a me apaixonar pela minha chefe em uma das ag\u00eancias onde trabalhei. Ela era casada, tinha quase sessenta anos e, reclamavam os detratores, era chata e tinha os cabelos mais sebosos da nossa era. Mas nunca fui de ligar pra isso. Quem manda \u00e9 o meu cora\u00e7\u00e3o e meu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o v\u00ea cabelos, cor da pele, g\u00eanero, idade, peso ou pelos &#8211; talvez s\u00f3 h\u00e1lito. E n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 tes\u00e3o, que isso se resolve f\u00e1cil &#8211; \u00e9 paix\u00e3o mesmo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma novidade, mas agora estou apaixonado por uma voz. E, depois descobri, a voz vem de uma mo\u00e7a muito bonita, rosto e corpo, e da qual ser\u00e1 imposs\u00edvel atestar algo mais: ela \u00e9 de uma cidadezinha na Nova Zel\u00e2ndia, chamada \u014chinehou, no dialeto local, ou Lyttelton, em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Ela tem uma voz que \u00e9&#8230; aterrorizante. N\u00e3o no sentido de meter medo, veja bem, mas de me deixar apavorado pelo fato de que eu nunca poderei ser o alvo dos sentimentos, bons ou ruins, que se extrai daquelas cordas vocais. D\u00f3i, sinceramente, saber que uma voz como aquela &#8211; e seu corpo, a pessoa, a alma que a carregam &#8211; talvez esteja prometida pra algum outro cora\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 feliz sem a minha presen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 uma voz sofrida; angustiada, por vezes. \u00c9 uma voz sem o menor pudor de se entregar. Voz que arrebata de longe, como uma lan\u00e7a aguda no peito. Pobre cora\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 um instrumento, entre bateria, viol\u00e3o, guitarra e baixo que talvez a acompanhem. N\u00e3o \u00e0 toa, tal voz cruzou o mundo e foi parar em ouvidos ingleses, que a tratam agora com o destaque que merece.<\/p>\n<p>Quando em 2014 ela lan\u00e7ou seu primeiro disco, hom\u00f4nimo, foi confundida com um folkzinho como tantos outros que o mundo ouve por a\u00ed. Mas algu\u00e9m ouviu e talvez tenha se apaixonado como eu. Sorte: esse algu\u00e9m era da mesma gravadora do Cocteaus Twins, do Pixies, do National e tantos e tantos outros. Na 4AD, deve haver algu\u00e9m como eu, que se apaixona todos os dias, sem se importar com o tipo ou se \u00e9 de fato um tipo, ou se \u00e9 s\u00f3 uma voz. Com <em>essa voz<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o, sua voz n\u00e3o \u00e9 impactante como uma Beth Carvalho ou Frank Sinatra ou Ella Fitzgerald (ou qualquer uma aveludada que voc\u00ea possa vir \u00e0 mente quando pensa em algu\u00e9m que canta encantando). H\u00e1 simplesmente algo na voz dela que me acende a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o primeiro disco, hom\u00f4nimo:<br \/>\n<iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 439px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=1438716509\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/aldousharding.bandcamp.com\/album\/aldous-harding\">Aldous Harding by Aldous Harding<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>O tempo passou. Falei sobre essa minha paix\u00e3o a um amigo, uns dois anos atr\u00e1s, assim que o primeiro disco chegou n\u00e3o sei como aos meus ouvidos, e como essa voz me pegou de jeito e como eu n\u00e3o fazia ideia de quem era a Aldous Harding.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o se esqueceu disso. Fui pra seu s\u00edtio no interior h\u00e1 pouco. \u00c9 no caminho pra Minas Gerais, quase divisa. \u00c9 silencioso l\u00e1. As noites s\u00e3o como aquelas que n\u00e3o se v\u00ea em qualquer cidade, muito menos em metr\u00f3poles: estrelas, algumas cadente, com sorte, um preto-quase-azul-escuro, a lua mais redonda que uma moeda. A esposa desse meu amigo, me deu o iPod dela. &#8220;Ou\u00e7a isso&#8221;, ela disse. Na rede da varanda, enquanto todos j\u00e1 dormiam, naquela madrugada meio fria, vento gelado saindo sabe-se l\u00e1 de qual dire\u00e7\u00e3o, uma cerveja escura, um baseado em fim de carreira, coloquei o fone. O iPod levou-me a Aldous Harding e seu novo &#8220;Party&#8221;, de 2017 (de 19 de maio!), \u00e0 voz pela qual um dia eu havia me apaixonado e deixado pra l\u00e1. Ela estava ali de novo.<\/p>\n<p>Foi uma das noites mais emocionantes deste ano. A mais, sei l\u00e1, n\u00e3o lembro de ter me transportado t\u00e3o longe, com tanta felicidade. N\u00e3o sei se o casal de amigos transou naquela noite, no calor do quarto deles. Mas eu sim. Aldous n\u00e3o sabe disso, mas quando ela cantava &#8220;You were right, love takes time, hey, hey&#8221; (em &#8220;Imagining My Man&#8221;), tive uma ere\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel. E transformei gozo em l\u00e1grimas com sua melhor interpreta\u00e7\u00e3o, em &#8220;I&#8217;m So Sorry&#8221;, uma quase-bossa-nova.<\/p>\n<p>Como acontece comigo, o amor pra Aldous \u00e9 algo \u00e0s vezes distante e imposs\u00edvel. Intoc\u00e1vel. Ela, como eu e muitos outros, n\u00e3o consegue o amor que quer, o homem perfeito &#8211; em &#8220;Blend&#8221;, ela canta isso com uma poesia objetiva irretoc\u00e1vel; e na faixa-t\u00edtulo, ela entrega como uma boneca, sua voz acima de um viol\u00e3o dedilhado, cora\u00e7\u00e3o destro\u00e7ado pra voltar no tempo.<\/p>\n<p>No dia seguinte, sorriso no rosto, minha amiga entendeu que a noite valeu a pena. Aldous \u00e9 certeira. &#8220;I was as happy as I will ever be \/ Believe in me&#8221;, cantei.<\/p>\n<p>Depois, vi o rosto e o corpo dela no v\u00eddeo &#8211; n\u00e3o sei o porqu\u00ea de nunca ter feito esse exerc\u00edcio! A voz ganhou uma dimens\u00e3o f\u00edsica (no caso do v\u00eddeo de &#8220;Blend&#8221;, que corpo, que boca, que bunda, que peitos, que senso de humor! &#8211; \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o rir com ela dan\u00e7ando desajeitadamente).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jHR3uEOkkSo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xE-A0cNSLmc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m4dVkoOMjLo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mesmo assim ela sempre vai ser a voz cuja figura \u00e9 inalcan\u00e7\u00e1vel. Uma paix\u00e3o com treze horas de fuso-hor\u00e1rio. T\u00e3o longe, t\u00e3o perto pela arte. Se Aldous \u00e9 mais uma das minhas paix\u00f5es frustradas pela incapacidade de ser correspondida, pelo menos ganhei um dos melhores discos desse ano. \u00c9 isso o que &#8220;Party&#8221; \u00e9: pra muitos, s\u00f3 um disco; pra mim, uma carta de amor pela qual nunca poderei agradec\u00ea-la ao vivo.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ouvir o disco na \u00edntegra aqui:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/archive.org\/embed\/AldousHarding-Party2017\" width=\"540\" height=\"84\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen=\"true\" mozallowfullscreen=\"true\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>1 Blend<br \/>\n2 Imagining My Man<br \/>\n3 Living The Classics<br \/>\n4 Party<br \/>\n5 I&#8217;m So Sorry<br \/>\n6 Horizon<br \/>\n7 What If Birds<br \/>\n8 The World Is Looking<br \/>\n9 Swell Does The Skull<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49131\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-bela-voz-que-me-aterroriza\/aldousharding-party\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"aldousharding-party\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49131\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/aldousharding-party.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-sem-passado-e-sem-futuro\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; 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