{"id":49415,"date":"2017-08-03T20:04:27","date_gmt":"2017-08-03T23:04:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49415"},"modified":"2018-01-29T13:09:49","modified_gmt":"2018-01-29T15:09:49","slug":"resenha-slowdive-slowdive","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-slowdive-slowdive\/","title":{"rendered":"RESENHA: SLOWDIVE &#8211; SLOWDIVE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49418\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-slowdive-slowdive\/slowdive-capa-slowdive\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"slowdive-capa-slowdive\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-49418\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/slowdive-capa-slowdive.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Comecei a gostar de m\u00fasica no finalzinho da ditadura militar, quando Figueiredo j\u00e1 passava a bola pra Jos\u00e9 Sarney (quase Maluf &#8211; ufa! -, quase Tancredo, morto antes de assumir). Vi tantas trocas de moeda, de cruzeiro pra cruzado, pra cruzado novo, pra cruzeiro real, pra URV, pra real, que \u00e9 dif\u00edcil saber a ordem, quantas foram e quantos zeros foram cortados. Vi infla\u00e7\u00e3o de verdade (hoje, qualquer dez por cento \u00e9 um arranca-rabo, mas naquela \u00e9poca, oitenta por cento ao m\u00eas era algo at\u00e9 corriqueiro). Vi o celular nascer. Vi a Internet engatinhar, os sites toscos daquela \u00e9poca. Namorei pelo IRQ. Vi o <em>GOLPE<\/em> do Collor ao vivo, ao lado de um dos meus grandes \u00eddolos, o cartunista Angeli.<\/p>\n<p>Vi o Nirvana surgir, o REM, o primeiro show da Siouxsie And The Banshees no Brasil e do The Cure tamb\u00e9m, l\u00e1 em 1986 e 1987. Vi a Legi\u00e3o Urbana estourar, Tit\u00e3s, Paralamas do Sucesso lan\u00e7ar o cl\u00e1ssico e irretoc\u00e1vel &#8220;Selvagem&#8221;. Tinha o &#8220;Cassino do Chacrinha&#8221;, o &#8220;Globo de Ouro&#8221;, o &#8220;Clip Clip&#8221;, o &#8220;Som Pop&#8221; (com Kid Vinil), o &#8220;Perdidos Na Noite&#8221;, com o Faust\u00e3o, na Bandeirantes, e o &#8220;Mat\u00e9ria Prima&#8221;, com Serginho Groisman, na TV Cultura de S\u00e3o Paulo. Aproveitei o auge da Fluminense FM e o <em>boom<\/em> da 89FM, da 97FM e da Brasil 2000. Comprei a Bizz n\u00famero zero e a quase todas desde ent\u00e3o. Era como a gente se informava sobre m\u00fasica.<\/p>\n<p>N\u00e3o, aqueles tempos n\u00e3o eram melhores do que agora. A gente se acostuma a pensar que &#8220;na nossa \u00e9poca era melhor&#8221;, mas o que temos mesmo \u00e9 uma saudade feroz da juventude, quando nossa \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o era justamente viver, ser jovem, ouvir m\u00fasica, namorar, beber e fazer umas besteiras por a\u00ed.<\/p>\n<p>Agora, a gente acha que \u00e9 pior, porque isso foi trocado por responsabilidades como pagar contas, criar filhos, trabalhar e sustentar emocionalmente relacionamentos que quase sempre naufragam.<\/p>\n<p>Mas hoje, pra quem \u00e9 jovem, \u00e9 melhor pra fazer todas as bobagens que eu fazia naquela \u00e9poca. Pelo menos pra conhecer m\u00fasica, debater sobre e ver shows dos artistas preferidos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. Por isso, n\u00e3o caio na tenta\u00e7\u00e3o de confrontar \u00e9pocas. Cada uma \u00e9 o que \u00e9. A minha foi aquela e tento fazer com que a de agora seja t\u00e3o boa quanto aquela, a seu jeito, com suas mudan\u00e7as e responsabilidades.<\/p>\n<p>Num momento da m\u00fasica em que meus artistas preferidos resolveram revolver no caix\u00e3o e ressuscitar, adicionando obras novas \u00e0s suas discografias, h\u00e1 um choque: eles tamb\u00e9m envelheceram, como eu e como o mundo. Se tudo mudou, por que a m\u00fasica deles feita agora seria t\u00e3o relevante quanto era vinte, vinte e cinco anos atr\u00e1s?<\/p>\n<p>Aconteceu com o My Bloody Valentine, lan\u00e7ando um disco nada mais do que razo\u00e1vel em 2013, o &#8220;MBV&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-my-bloody-valentine-mbv\/\" target=\"_blank\">leia cr\u00edtica aqui<\/a>); aconteceu com o Jesus &#038; Mary Chain, com um disco divertido em 2017, o &#8220;Damage And Joy&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-jesus-mary-chain-damage-and-joy\/\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>); vale tamb\u00e9m pro Ride, com &#8220;Weather Diaries&#8221;, tamb\u00e9m de 2017; vem rolando com frequ\u00eancia com o New Order, com seus discos novos, embora o mais recente, &#8220;Music Complete&#8221;, seja bem interessante (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-new-order-music-complete\/\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>); mas nenhum deles voltou arrebatador, ficando na casinha do saudosismo revigorado.<\/p>\n<p>A culpa, \u00e9 claro, n\u00e3o \u00e9 da banda somente, que t\u00e1 l\u00e1 fazendo seu trabalho, ganhando seu dinheiro honesto. A culpa pode ser atribu\u00edda ao peso da idade dos ouvidos que recebem tais obras. Eles tamb\u00e9m envelheceram vinte, vinte e cinco anos. Nada mais \u00e9 como antigamente: os desejos, as ang\u00fastias, os sonhos, as frustra\u00e7\u00f5es, os trope\u00e7os e as conquistas. Tudo muda.<\/p>\n<p>Entretanto, h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. \u00c9 aquela velha hist\u00f3ria: pra confirmar a regra, h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 o Slowdive. Vinte e dois anos depois de &#8220;Pygmalion&#8221;, de 1995, o Slowdive vem com &#8220;Slowdive&#8221;, seu quarto disco (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/slowdive-slowdive\/\" target=\"_blank\">clique aqui pra detalhes<\/a>). E vem como se nada tivesse acontecido nessas duas d\u00e9cadas, como se eles e n\u00f3s n\u00e3o tiv\u00e9ssemos envelhecido, como se o mundo tivesse parado e pud\u00e9ssemos riscar da exist\u00eancia toda e qualquer experi\u00eancia entre esses dois pontos temporais.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 406px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=2948336751\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/slowdive.bandcamp.com\/album\/slowdive\">Slowdive by Slowdive<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>Congelados no tempo e na capacidade de encantar, o quinteto comandado por Neil Halstead e Rachel Goswell faz um disco ainda melhor do que os outros tr\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um pingo de saudosismo nisso. \u00c9 uma experi\u00eancia real. As batidas flutuantes de &#8220;Slomo&#8221;, que abre o trabalho, com as guitarras envolventes e o baixo hipn\u00f3tico, est\u00e3o tranquilas com rela\u00e7\u00e3o a qualquer possibilidade de invent\u00e1rio criativo. Se n\u00e3o h\u00e1 &#8220;renova\u00e7\u00e3o&#8221;, h\u00e1 lapida\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oamento, e o deslumbramento que surge do acerto das inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Star Roving&#8221; e a bel\u00edssima &#8220;Sugar For The Pill&#8221; s\u00e3o t\u00e3o contundentes quanto quaisquer can\u00e7\u00f5es (hoje consideradas cl\u00e1ssicas) dos discos anteriores e desejadas nas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo e nos sonhos de adolesc\u00eancia solit\u00e1ria dos anos 1990. &#8220;Everyone Knows&#8221; acrescenta camadas chiadas de guitarra sem perder a classe. E &#8220;Falling Ashes&#8221; apresenta um canto diferente.<\/p>\n<p>O que o Slowdive fez em &#8220;Slowdive&#8221; foi reverter expectativas que essas voltas for\u00e7am: \u00e9 o mesmo <em>shoegaze<\/em>\/<em>dreampop<\/em> de antes, a mesma delicadeza, a banda tem nome e uma base de f\u00e3s que amaria qualquer coisa que fosse produzida, sem o menor senso cr\u00edtico. H\u00e1 uma certa seguran\u00e7a e zona de conforto. Ent\u00e3o por que soa como t\u00e3o revigorado e sublime?<\/p>\n<p>Arrisco a dizer que \u00e9 justamente porque o Slowdive foge do saudosismo barato, mesmo que soe exatamente como antes. Essa \u00e9 a m\u00fasica que eles gostam de fazer e n\u00e3o tentam parecer mais jovens do que s\u00e3o (ou eram maduros demais j\u00e1 naquela \u00e9poca &#8211; hoje est\u00e3o todos na casa dos 45, 46 anos). N\u00e3o s\u00e3o como tiozinhos de cabelos brancos e rugas empunhando guitarras e fazendo cara de mau.<\/p>\n<p>O que acontece aqui \u00e9 uma comunh\u00e3o temporal: a m\u00fasica os rejuvenesce na alma. Quando isso acontece, n\u00e3o \u00e9 preciso posar, basta sentir. E curtir.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 9,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 5 de maio de 2017<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 45 minutos e 56 segundos<br \/>\nSelo: Dead Oceans<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Neil Halstead<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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