{"id":49635,"date":"2017-08-25T15:50:46","date_gmt":"2017-08-25T18:50:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49635"},"modified":"2017-09-12T15:30:19","modified_gmt":"2017-09-12T18:30:19","slug":"astrocrushing-look-down","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/astrocrushing-look-down\/","title":{"rendered":"ASTROCRUSHING &#8211; LOOK DOWN"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49638\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/astrocrushing-look-down\/astrocrushing1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"astrocrushing1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49638\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 uma disputa entre Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Para\u00edba, pra saber quem acolhe o &#8220;maior S\u00e3o Jo\u00e3o do mundo&#8221; (ou do Brasil ou do Universo). Durante o m\u00eas de junho, ambas as cidades chegaram a receber neste ano de 2017 mais de quatro milh\u00f5es de pessoas, turistas da regi\u00e3o, de todos os cantos do Brasil e de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Pelo censo de 2010, Caruaru tem 278 mil habitantes; e Campina Grande, 355 mil. O impacto na vida e na economia dessas duas cidades e regi\u00f5es, em cascata, n\u00e3o pode ser calculado com precis\u00e3o, mas estima-se algo em torno de meio bilh\u00e3o de reais movimentados nos dois locais. O S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 mais do que s\u00f3 uma tradi\u00e7\u00e3o ou uma festa popular: \u00e9 um neg\u00f3cio patrocinado pelo Estado (nas tr\u00eas esferas) e pela iniciativa privada, com dinheiro de grandes bancos e empresas de bebidas e afins.<\/p>\n<p>Em Campina Grande, especificamente, que intitula sua festa como &#8220;O Maior S\u00e3o Jo\u00e3o Do Mundo&#8221;, foi constru\u00eddo em 1986 o Parque do Povo, uma \u00e1rea de quarenta e tr\u00eas mil metros quadrados pra abrigar a festa. \u00c9 onde o forr\u00f3, principalmente, e demais ritmos populares derivados comem solto.<\/p>\n<p>Nenhum desses ritmos, por\u00e9m, est\u00e1 na cabe\u00e7a de Thamys Lowrhah, paraibano de Campina Grande, de 28 anos. Se o forr\u00f3 faz parte da vida da cidade, isso n\u00e3o quer dizer que essencialmente ele seja unanimidade. Lowrhah, ou artisticamente Low Rhahn, \u00e9 um ponto fora da curva nessa grande engrenagem da m\u00fasica popular brasileira, ele olha pra outras fronteiras, pra outros sons, pra outro idioma, pra outras batidas.<\/p>\n<p>&#8220;Comecei tocando a partir de um viol\u00e3o Kashima. Meu sonho era montar uma banda, mas sempre faltou muita coisa, a estrutura, instrumentos e tudo mais. Nesse per\u00edodo, aos 14 anos, tive meu trabalho solo que chamei G\u00eanes Kamikaze. Ela s\u00f3 se concretizou como banda atrav\u00e9s de alguns ensaios em 2007, quatro anos depois. De l\u00e1 pra c\u00e1 nunca mais parei, embora as bandas nunca duraram muito&#8221;, diz, em conversa com o <strong>Floga-se<\/strong>.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio em que s\u00f3 h\u00e1 espa\u00e7o pro ultrapopular e delicioso forr\u00f3, Lowrhah ia no contrafluxo, enfrentando os mesmos problemas que os m\u00fasicos subterr\u00e2neos enfrentam em todo o pa\u00eds: n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o pra mostrar sua arte, \u00e9 quase um prazer silencioso e pessoal. &#8220;Atualmente, s\u00f3 tem uma casa na cidade (<em>que abre espa\u00e7o pra m\u00fasica de guitarras<\/em>)&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Lowrhah foi em frente. Foi baixista na banda No \u00datero, que era <em>grunge<\/em> e n\u00e3o durou muito. Em 2009, criou a Luxo Radioativo, que tinha Alisson Nunes no baixo e Henrique Marcell na bateria, agregando <em>noise rock<\/em> ao caldo <em>grunge<\/em>. Quando o guitarrista Thiago David entrou na banda, o p\u00f3s-punk foi sendo assimilado e o grupo foi ganhando uma curiosa notoriedade: &#8220;em 2010 fiz meu primeiro show na cidade pra pouca galera que curte som <em>underground<\/em> e at\u00e9 pros muitos metaleiros, num evento numa pra\u00e7a daqui&#8230; quando tocamos nossos primeiros acordes e eu cheguei dando um esparro louco (<em>ri<\/em>), a galera pirou achando que \u00e9ramos os Stooges da Para\u00edba&#8221;.<\/p>\n<p>Os Stooges da Para\u00edba, por\u00e9m, n\u00e3o duraram muito. Em 2011 a banda acabou e, sozinho, Lowrhah come\u00e7ou um projeto mais pessoal, dando cria \u00e0 Psychocancer. Com seu computador e celular, chegou a gravar o disco &#8220;Aura&#8221; (<a href=\"https:\/\/psychocancer.bandcamp.com\/album\/aura\" target=\"_blank\">que voc\u00ea pode ouvir aqui<\/a>), j\u00e1 com guitarras sombrias e rasgadas, psicodelia garageira e macabra &#8211; um Sisters Of Mercy bem peculiar. &#8220;Gravei a voz dessas demos e desse \u00e1lbum a partir de um celular Nokia, e a guitarra gravei na casa de um amigo a partir de um simples programa; depois encontrei uns <em>samplers<\/em> de bateria e fiz manualmente as batidas&#8221;, conta. Na terra do maior S\u00e3o Jo\u00e3o do mundo, a guitarra tem que se virar como em qualquer outro canto.<\/p>\n<p>Lowrhah colocou o disco no Bandcamp e por conta de alguma conjun\u00e7\u00e3o do destino, conseguiu certa reverbera\u00e7\u00e3o fora do Brasil, o que deu impulso ao m\u00fasico, que quis tentar levar ao palco a nova cria\u00e7\u00e3o, de qualquer jeito. <\/p>\n<p>&#8220;Foi quando entrou Alisson Nunes de novo no baixo, Tiago Lima na segunda guitarra e Bruno Rodrigues na bateria&#8221;, diz. &#8220;Essa forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o passou de alguns ensaios em casa, da\u00ed mont\u00e1vamos pe\u00e7as de bateria com caixa e latas, plug\u00e1vamos as guitarras numa Meteoro e o viol\u00e3o como outra base; da\u00ed no meio do ano de 2012, o Thiago David (<em>na segunda guitarra<\/em>) entra na banda, Tiago vai pro baixo e Raul assume a bateria, no lugar de Bruno&#8221; &#8211; e a Psychocancer conseguiu alguns shows, inclusive na capital Jo\u00e3o Pessoa. O grupo durou at\u00e9 2015.<\/p>\n<p>Foi novamente sozinho que Lowrhah encontrou sua mais recente e expressiva face criativa, em dois projetos que se complementam: o Sinestesia Let\u00e1rgica e o Astrocrushing.<\/p>\n<p>Ambos os projetos s\u00e3o reflexo do som que o m\u00fasico realmente se inspira, do <em>shoegaze<\/em> ao <em>dream pop<\/em>, com fortes doses garageiras. &#8220;Na Astrocrushing me espelho muito no Astrobrite, Lovesliescrushing, Slowdive e Pink Playground&#8221;, refer\u00eancias que fogem do comum. &#8220;No Sinestesia, me inspirei no Lovesliescrushing, Windy And Carl, Landing, Amp, Flying Saucer Attack etc.&#8221;, deixando a \u00f3bvia refer\u00eancia ao My Bloody Valentine de lado: &#8220;o My Bloody Valentine j\u00e1 escuto muito, tenho muita influ\u00eancia, mas eu n\u00e3o queria soar como eles porque muitos soam, eu quis deixar que soasse originalmente a partir de minhas ra\u00edzes; amo o MBV, tenho influ\u00eancias, sim, mas apenas pra ouvir e n\u00e3o pra compor&#8221;.<\/p>\n<p>O Sinestesia Let\u00e1rgica e o Astrocrushing se completam de forma bem natural. O primeiro \u00e9 n\u00e3o tem bateria, \u00e9 s\u00f3 de ambi\u00eancias com guitarras, em parceria com Nefelibata, nome pelo qual sua namorada assina, contribuindo com os sintetizadores e vocais. \u00c9 como se fosse um &#8220;Loveless&#8221; tocado pelo Slowdive. A dupla est\u00e1 desde 2015 lan\u00e7ando discos. O primeiro foi &#8220;11\u200b-\u200bJNIR&#8221;, de dezembro de 2016 (<a href=\"https:\/\/sinestesialetargica.bandcamp.com\/album\/11-jnir\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>). Depois vieram &#8220;Saturn&#8221;, em 21 de abril de 2017 (<a href=\"https:\/\/sinestesialetargica.bandcamp.com\/album\/saturn\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>) e o \u00f3timo &#8220;We Came From Mars&#8221;, de 4 de agosto de 2017 (<a href=\"https:\/\/sinestesialetargica.bandcamp.com\/album\/we-came-from-mars\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui &#8211; vale muito<\/a>).<\/p>\n<p>J\u00e1 o Astrocrushing come\u00e7ou em 2016 com uma vertente mais pesada e soturna desse <em>shoegaze<\/em> praticado no Sinestesia. O primeiro trabalho, &#8220;Untitled&#8221;, de agosto de 2016, d\u00e1 uma boa ideia: apesar de momentos calmos e espectrais, como &#8220;ISLYF&#8221;, o disco tem sujeira, guitarras amplificadas e aceleradas, mais camadas, bateria, vocais e postura mais agressivas (<a href=\"https:\/\/astrocrushing.bandcamp.com\/album\/untitled\" target=\"_blank\">ou\u00e7a na \u00edntegra aqui<\/a>). Depois, vieram &#8220;The September Flowers&#8221; (<a href=\"https:\/\/astrocrushing.bandcamp.com\/album\/the-september-flowers\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), em 2016; &#8220;Brilliantlove&#8221;, em 29 de maio de 2017 (<a href=\"https:\/\/astrocrushing.bandcamp.com\/album\/brilliantlove\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), que se aproxima bastante do Sinestesia, e finalmente o arrasador &#8220;Look Down&#8221;, que chegou ao mundo em 29 de julho de 2017.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 439px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=1663308097\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/astrocrushing.bandcamp.com\/album\/look-down\">Look Down by astrocrushing<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>O Astrocrushing, apesar de todas as refer\u00eancias pescadas pelo autor, se liga mesmo \u00e9 com a sempre menosprezada Loop, cujo \u00e1lbum &#8220;Wolf Flow&#8221;, de 1991, \u00e9 visto como o &#8220;lado sujo e cruel&#8221; do <em>shoegaze<\/em>. Lowrhah tem essa proximidade ao t\u00f3xico Loop, at\u00e9 mesmo nas faixas mais lentas do seu Astrocrushing, podendo ser notado em qualquer um dos \u00e1lbuns lan\u00e7ados.<\/p>\n<p>As nove faixas de &#8220;Look Down&#8221; s\u00e3o exatamente isso: uma garagem sendo trucidada por notas c\u00e1usticas que fazem excitar o mais ferrenho f\u00e3 do Loop.<\/p>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como Lowrhah consegue tanta qualidade em t\u00e3o pouco tempo. De 2015 at\u00e9 &#8220;Look Down&#8221;, contando ambos os projetos, tirando <em>singles<\/em> e EPzinhos, foram sete discos cheios. &#8220;Eu queria escrever meus livros da mesma forma e ritmo que componho. N\u00e3o posso pegar um instrumento que me surge uma ideia. Nem todas eu gravo, j\u00e1 perdi muitas ideias sem gravar&#8221;.<\/p>\n<p>As mensagens se confundem entre os projetos. Lowrhah busca inspira\u00e7\u00e3o em literatura e aspectos espirituais: &#8220;no Sinestesia, envolvo um pouco de minhas leituras nos t\u00edtulos&#8230; Por exemplo, eu referencio muito coisas inici\u00e1ticas, magicas, Egito, gnosis, as &#8216;ambi\u00eancias&#8217; do Sinestesia levaria o ser que escuta \u00e0s alturas, ao espa\u00e7o, \u00e0 transcend\u00eancia; n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as letras e a atmosfera soam como anjos e at\u00e9 como o pr\u00f3prio nome banda, sinest\u00e9sicos, onde as cores borradas do espectador alcan\u00e7ariam tal rumo. Mas na Terra \u00e9 como se tudo tivesse turvo, dormido, em letargia. Falo de amor, mas n\u00e3o do amor habitual que usamos, de um amor sagrado que est\u00e1 al\u00e9m de nosso plano. Se voc\u00ea ouvir &#8216;O Iniciado&#8217;, do EP &#8216;Leis Trim\u00f3rficas&#8217; (<a href=\"https:\/\/sinestesialetargica.bandcamp.com\/album\/leis-trim-rficas\" target=\"_blank\">v\u00e1 aqui<\/a>), ver\u00e1 uma m\u00fasica meio que inici\u00e1tica, com influ\u00eancia dos ritos antigos, carruagens, c\u00e9u, essas coisas&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Ele se diverte com essas viagens: &#8220;j\u00e1 vieram me perguntar se uso drogas, e eu disse que n\u00e3o, claro que n\u00e3o, embora pare\u00e7a (<em>gargalha<\/em>)&#8221;.<\/p>\n<p>A maior dificuldade pro Astrocrushing e Sinestesia Let\u00e1rgica \u00e9 tocar ao vivo. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o e \u00e9 uma eterna luta. Ele at\u00e9 consegue ganhar um troco no Bandcamp (os discos todos s\u00e3o cobrados), j\u00e1 que sua m\u00fasica conseguiu certo destaque em blogues obscuros e especializados e a aten\u00e7\u00e3o de jornalistas e agitadores culturais como o sempre atento peruano Wilder Gonzales, da <a href=\"https:\/\/superspacerecords.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\">Superspace Records<\/a> e criador da Shoegaze Latinoamerica.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil estar longe dos centros urbanos como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, muitos j\u00e1 me perguntaram isso &#8211; &#8216;por que voc\u00ea n\u00e3o toca aqui?&#8217; &#8211; mas os recursos e as despesas impedem no momento, s\u00f3 que tenho grande vontade de uma <em>tour<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Da terra do Maior S\u00e3o Jo\u00e3o do Mundo vem esse artista impar\u00e1vel, dedicado e persistente. \u00c9 torcer pra que ele apare\u00e7a logo em um palco perto de voc\u00ea. Campina Grande tem ainda mais sons pra vibrar. E se orgulhar.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. Kill Em Back<br \/>\n2. Glue<br \/>\n3. Look Down<br \/>\n4. Wake Up<br \/>\n5. Common Criminal<br \/>\n6. You&#8217;re My Love<br \/>\n7. I Do<br \/>\n8. Sometimes<br \/>\n9. Honey<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49637\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/astrocrushing-look-down\/astrocrushing-lookdown\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"astrocrushing-lookdown\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49637\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/astrocrushing-lookdown.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-pulse-nihil-encounter\/\" title=\"THE PULSE &#8211; 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