{"id":49897,"date":"2017-09-25T13:21:45","date_gmt":"2017-09-25T16:21:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49897"},"modified":"2017-10-04T18:11:47","modified_gmt":"2017-10-04T21:11:47","slug":"the-who-em-sao-paulo-como-foi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-who-em-sao-paulo-como-foi\/","title":{"rendered":"THE WHO EM S\u00c3O PAULO &#8211; COMO FOI"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49898\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-who-em-sao-paulo-como-foi\/who-brasil1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"who-brasil1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49898\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><em>Texto: Anderson Oliveira (editor do <a href=\"http:\/\/www.passagemdesom.com.br\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Passagem de Som<\/a>)<\/em><\/p>\n<p>Se existe uma Sant\u00edssima Trindade no mundo do rock, ela \u00e9 sem d\u00favidas formada por Beatles, Rolling Stones e The Who. Isso n\u00e3o significa necessariamente que foram os melhores. Led Zeppelin, The Doors, Pink Floyd, Queen e tantos outros est\u00e3o l\u00e1 e nesse <em>hall<\/em> tudo se transforma em quest\u00e3o de gosto, mas \u00e9 ineg\u00e1vel ignorar que o embri\u00e3o de tudo nasceu ali, com a Sant\u00edssima Trindade. <\/p>\n<p>Da\u00ed a ideia do qu\u00e3o importante e hist\u00f3rico se desenhava a primeira turn\u00ea dos ingleses do The Who pelo Brasil, que se apresentou no moderno Allianz Parque como atra\u00e7\u00e3o principal da primeira noite do megaloman\u00edaco SP Trip, evento paralelo ao Rock In Rio que traz \u00e0 cidade nomes como Guns &#8216;N Roses, Alice Cooper, Bon Jovi e Aerosmith.<\/p>\n<p>Das bandas citadas acima, o The Who sempre foi a mais dif\u00edcil de ser trabalhada no Brasil. Seus \u00e1lbuns nunca tiveram grande popularidade por aqui e as r\u00e1dios nunca se esfor\u00e7aram em mostrar a gradual evolu\u00e7\u00e3o pelo qual passou uma banda que nasceu como \u00edcone de rebeldia, levou o rock a um novo patamar explorando novas estruturas e nunca abandonou a capacidade de realizar um show extremamente visceral, algo que vai de encontro com a figura do <em>guitar hero<\/em> e do <em>frontman<\/em> t\u00e3o estabelecidos no mundo do rock. O The Who talvez seja o nome que mais sintetiza a ideia de um &#8220;grupo de rock&#8221;, como uma engrenagem que funciona intensa 100% do tempo, hoje na figura de Roger Daltrey e Pete Townshend.<\/p>\n<p>Depois de bons shows das bandas Alter Bridge e The Cult, ambas com est\u00e1dio parcialmente cheio e ignoradas pelo p\u00fablico e seus <em>smartphones<\/em>, o The Who fez o que dele se esperava. Subiu ao palco sem firulas, introdu\u00e7\u00f5es ou discursos. Era um Allianz Parque com aproximadamente 70% de sua ocupa\u00e7\u00e3o, mas pra banda tamb\u00e9m podia ser um <em>pub<\/em> em Londres. Era subir e tocar. E o Who finalmente escreveu seu primeiro cap\u00edtulo ao lado do p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n<p>Com uma turn\u00ea onde seus principais <em>singles<\/em> surgem de forma cont\u00ednua, o show do The Who consegue promover a catarse esperada. Com uma arrebatadora sequ\u00eancia formada por hinos como &#8220;I Can&#8217;t Explain&#8221;, &#8220;The Seeker&#8221;, &#8220;Who Are You?&#8221;, &#8220;The Kids Are Alright&#8221; e &#8220;I Can See For Miles&#8221;, a banda inglesa trouxe &#8220;My Generation&#8221;, m\u00fasica que praticamente define a exist\u00eancia da banda no Brasil, ainda na metade do show. Nesse caminho h\u00e1 erros pela voracidade da banda, pouco di\u00e1logo e um espa\u00e7o muito bem dado a Zak Starkey, filho de Ringo Starr e substituto de Keith Moon, se \u00e9 que isso \u00e9 poss\u00edvel. <\/p>\n<p>De frente pra uma das maiores lendas do rock, o contraste de um p\u00fablico que cantou grande parte dos cl\u00e1ssicos da banda, ainda que n\u00e3o tenha tido a real percep\u00e7\u00e3o do tamanho de cada um deles. &#8220;Resgatado&#8221; por trilhas de s\u00e9ries e pela nostalgia de mat\u00e9rias pontuais, o The Who conseguiu envelhecer se mantendo jovem e fazer pelos mais diversos motivos uma experi\u00eancia t\u00e3o intensa como no passado. <\/p>\n<p>Mais do que isso, conseguiu comprimir em duas horas os caminhos que escolheu em uma carreira que o fez gigante com \u00e1lbuns como &#8220;Who&#8217;s Next&#8221;, com &#8220;Bargain&#8221; e as cat\u00e1rticas &#8220;Baba O&#8217;Riley&#8221;, &#8220;Behind Blue Eyes&#8221; e &#8220;Won&#8217;t Get Fooled Again&#8221;; e t\u00e3o criativo e inovador atrav\u00e9s das impressionantes sequ\u00eancias extra\u00eddas de \u00f3peras-rock como &#8220;Tommy&#8221;, em &#8220;Amazing Journey&#8221; e &#8220;Sparks&#8221;, e &#8220;Quadrophenia&#8221;, com &#8220;The Rock&#8221; e &#8220;Love, Reign O&#8217;er Me&#8221;.<\/p>\n<p>Ao se despedir pela \u00faltima vez do p\u00fablico, com &#8220;Substitute&#8221;, faixa que parte do p\u00fablico rapidamente associou \u00e0 vers\u00e3o consagrada pelos Ramones, Pete e Roger tinham a certeza de terem mostrado o que \u00e9 um verdadeiro show de rock. No palco a banda agradou jovens e seus <em>smartphones<\/em> da mesma forma que senhores e posse de seus copos quentes de cerveja. Sem surpresas fez o que sempre soube: ser uma banda atemporal.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Texto: Carlos Parrella (colaborador do <strong>Floga-se<\/strong>)<\/em><\/p>\n<p>Confesso que nunca fui muito f\u00e3 do The Who. Na verdade, achava mais uma banda de enciclop\u00e9dia, daquelas que contam a hist\u00f3ria do rock pelos feitos e atitudes do passado do que propriamente pela m\u00fasica em si. Tenho uma rever\u00eancia enorme por bandas assim. O tempo apaga as corriqueiras, os sucessos fabricados por jogadas de <em>marketing<\/em>, por <em>hypagens<\/em> dos sites mais descolados, mas h\u00e1 bandas que ficam pra sempre pelo simples fato de terem produzido uma obra transformadora, de impacto indel\u00e9vel.<\/p>\n<p>O Who \u00e9 uma dessas bandas e paguei uma grana daquelas pra ver a banda ao vivo mais pela import\u00e2ncia do que pela prefer\u00eancia. Valeu a pena. N\u00e3o s\u00f3 por ver a hist\u00f3ria em si ao vivo &#8211; esse foi o primeiro show do grupo na Am\u00e9rica do Sul &#8211; mas porque eu sai de l\u00e1 com uma energia diferente e isso n\u00e3o \u00e9 papo de <em>hippie<\/em>; a guitarra de Pete Townsend (e do seu irm\u00e3o Simon), com 72 anos, provocou uma certa vibra\u00e7\u00e3o que eu n\u00e3o esperava. Ou, como se diz, &#8220;isso \u00e9 que \u00e9 rock&#8217;n&#8217;roll!&#8221;.<\/p>\n<p>O disco mais recente do Who \u00e9 de 2006, &#8220;Endless Wire&#8221;, mas sinceramente eu nem fazia ideia. O disco foi solenemente ignorado nessa primeira apresenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e acho que a plateia pode agradecer por isso, porque a banda formada pelos Townsends, por Roger Daltrey, Zak Starkey (bateria, filho de Ringo Starr) e Jon Button (baixo) se fiaram na pr\u00f3pria hist\u00f3ria e foram desfilando uma colet\u00e2nea com o melhor das obras &#8220;Tommy&#8221;, &#8220;Who&#8217;s Next&#8221;, &#8220;Quadrophenia&#8221; (quatro m\u00fasicas de cada), justamente o per\u00edodo mais f\u00e9rtil do grupo, al\u00e9m de m\u00fasicas anteriores (as minhas preferidas), como &#8220;My Generation&#8221;, &#8220;I Can&#8217;t Explain&#8221;, &#8220;The Seeker&#8221; e &#8220;Substitute&#8221;.<\/p>\n<p>Townsend deu entrevistas se lamentando porque os jovens n\u00e3o curtem The Who, mas \u00e9 uma meia-verdade. Havia muita gente na faixa dos vinte, trinta anos, mas \u00e9 preciso apontar que \u00e9 tamb\u00e9m uma vantagem seu p\u00fablico ser mais velho, numa faixa et\u00e1ria que prefere ver o show mais pelos seus pr\u00f3prios olhos do que pela tela do celular, embora, pouco antes, no show de abertura do The Cult, uma apresenta\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica, mas boa, Ian Astbury tenha passado um pito pras pessoas largarem um pouco o telefone e curtirem o evento.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, com os celulares devidamente guardados e plateia se portanto como plateia e n\u00e3o como produtores de conte\u00fado, foi poss\u00edvel voltar a um tempo em que as pessoas se importavam mais em curtir aquele momento e n\u00e3o em mostrar depois onde estiveram. O Who fez o resto: refor\u00e7ou que o momento pode ser eternizado na mem\u00f3ria, como sua pr\u00f3pria m\u00fasica, eterna e potente, certeira e divertida. Esse show t\u00e1 aqui guardado na minha.<\/p>\n<p>01. I Can&#8217;t Explain<br \/>\n02. The Seeker<br \/>\n03. Who Are You<br \/>\n04. The Kids Are Alright<br \/>\n05. I Can See for Miles<br \/>\n06. My Generation<br \/>\n07. Bargain<br \/>\n08. Behind Blue Eyes<br \/>\n09. Join Together<br \/>\n10. You Better You Bet<br \/>\n11. I&#8217;m One<br \/>\n12. The Rock<br \/>\n13. Love, Reign O&#8217;er Me<br \/>\n14. Eminence Front<br \/>\n15. Amazing Journey<br \/>\n16. Sparks<br \/>\n17. Pinball Wizard<br \/>\n18. See Me, Feel Me<br \/>\n19. Baba O&#8217;Riley<br \/>\n20. Won&#8217;t Get Fooled Again<\/p>\n<p>BIS<br \/>\n21. 5:15<br \/>\n22. Substitute<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/titas-no-allianz-parque-como-foi\/\" title=\"TIT\u00c3S NO ALLIANZ PARQUE &#8211; COMO FOI\">TIT\u00c3S NO ALLIANZ PARQUE &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/kraftwerk-no-c6fest-como-foi\/\" title=\"KRAFTWERK NO C6FEST &#8211; COMO FOI\">KRAFTWERK NO C6FEST &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-brian-jonestown-massacre-no-cine-joia-como-foi\/\" title=\"THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE NO CINE JOIA &#8211; COMO FOI\">THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE NO CINE JOIA &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pin-ups-no-sesc-paulista-como-foi\/\" title=\"PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI\">PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/popload-festival-2022-como-foi\/\" title=\"POPLOAD FESTIVAL 2022 &#8211; COMO FOI\">POPLOAD FESTIVAL 2022 &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Anderson Oliveira (editor do Passagem de Som) Se existe uma Sant\u00edssima Trindade no mundo do rock, ela \u00e9 sem d\u00favidas formada por Beatles, Rolling [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[915],"tags":[1145,359],"class_list":["post-49897","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-resenha","tag-resenha-de-show","tag-who"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/who-brasil1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cYN","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49897"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49897\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49898"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}