{"id":51601,"date":"2018-03-28T14:28:59","date_gmt":"2018-03-28T17:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51601"},"modified":"2018-04-04T20:18:26","modified_gmt":"2018-04-04T23:18:26","slug":"depeche-mode-em-sao-paulo-como-foi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/depeche-mode-em-sao-paulo-como-foi\/","title":{"rendered":"DEPECHE MODE EM S\u00c3O PAULO &#8211; COMO FOI"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51602\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/depeche-mode-em-sao-paulo-como-foi\/depechemode12\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"depechemode12\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51602\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>No pa\u00eds que caminha a passos largos pro atraso, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/blog\/matheus-leitao\/post\/2018\/03\/28\/onibus-da-caravana-de-lula-sao-alvos-de-tiros-stf-reforca-seguranca-de-fachinjornais-de-quarta-28.ghtml\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">com grupelhos fascistas fazendo barulho e preocupando quem tem m\u00ednimo apre\u00e7o pela democracia<\/a>, ver o Depeche Mode ao vivo \u00e9 um momento de perceber que, \u00e0s vezes, o olhar pro passado n\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio ruim, basicamente porque o passado nos faz aprender e precaver erros do presente.<\/p>\n<p>O Depeche Mode \u00e9 uma banda &#8220;do passado&#8221;, com muitos sucessos que ainda est\u00e3o guardados na mente de quem tem quarenta, cinquenta anos hoje, e tamb\u00e9m \u00e9 uma banda\u00e7a do presente, com discos relevantes, como o mais recente, &#8220;Spirit&#8221;, de 2017 (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/depeche-mode-spirit\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>), que d\u00e1 nome \u00e0 turn\u00ea que chegou ao Brasil, ao Allianz Parque, em S\u00e3o Paulo, nesse 27 de mar\u00e7o de 2018. \u00c9 uma banda de ontem e de hoje. Uma banda que olha pro passado sem nostalgia &#8211; olha pra se renovar.<\/p>\n<p>As duas horas de espet\u00e1culo em S\u00e3o Paulo, com vinte m\u00fasicas apresentadas, tiveram um equil\u00edbrio entre esse passado e presente. Cinco m\u00fasicas s\u00e3o de discos lan\u00e7ados no atual s\u00e9culo: &#8220;Going Backwards&#8221;, &#8220;Cover Me&#8221; e &#8220;Where&#8217;s The Revolution&#8221; (do &#8220;Spirit&#8221;); e &#8220;A Pain That I&#8217;m Used To&#8221; e &#8220;Precious&#8221; (do &#8220;Playing The Angel&#8221;, de 2005). Dez vieram dos anos 1990, sendo cinco do &#8220;Ultra&#8221;, de 1997. E outras cinco, dos anos 1980.<\/p>\n<p>Mais do que isso, Dave Grahan, o vocalista incans\u00e1vel, que sua litros e precisa realmente de uma boa quantidade de toalhas brancas, deve olhar pro passado com certo orgulho de ter ultrapassado uma fase bem complicada. H\u00e1 vinte e quatro anos, em 1994, quando o Depeche Mode fez sua \u00fanica visita ao Brasil, Grahan estava atolado no v\u00edcio de hero\u00edna e n\u00e3o era nem uma unha do atl\u00e9tico <em>showman<\/em> de hoje.<\/p>\n<p>Grahan agora \u00e9 um cara que n\u00e3o para um s\u00f3 minuto. Ele rebola, pula, canta, grita, gira, dan\u00e7a, corre e raramente descansa. Nesses raros momentos, quem assume \u00e9 Martin Gore, que impressiona cantando em &#8220;Insight&#8221; e na vers\u00e3o s\u00f3 ao piano de &#8220;Strangelove&#8221;.<\/p>\n<p>O Depeche Mode, por sua vez, se mostra mais vigoroso. A banda \u00e9 &#8220;pesada&#8221; (esse termo \u00e9 cruel, eu sei), negando qualquer possibilidade de fragilidade que o <em>synthpop<\/em> amea\u00e7a ao vivo. E talvez essa seja a palavra que define o show dessa noite: vigoroso. Baixo, guitarra, teclas e uma bateria trucidante elevam o Depeche Mode ao \u00e1pice das megabandas ao vivo, com seu megapalco e seus megatel\u00f5es e megahits.<\/p>\n<p>Visualmente, o show \u00e9 simples: luzes e v\u00eddeos d\u00e3o cor e sincronia. O som \u00e9 perfeito e quando a plateia inteira canta &#8220;Enjoy The Silence&#8221;, isso poderia ser feito sem banda alguma, com os integrantes todos numa poltrona observando aquela gente dar vida \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o (tirada do &#8220;Violator&#8221;, talvez o mais perfeito \u00e1lbum do Depeche Mode), ecoando numa caixa ac\u00fastica que cristaliza o momento. Est\u00e1vamos na parte final do show, mas havia a sensa\u00e7\u00e3o que se o grupo tocasse mais duas horas ningu\u00e9m se incomodaria &#8211; e havia repert\u00f3rio pra isso.<\/p>\n<p>O que se viu foi uma perfeita ilus\u00e3o. Ilus\u00e3o de que n\u00e3o vivemos mais num mundo em que o passado nos assombra, nos empurrando pra um futuro sinistro, onde manipula\u00e7\u00f5es de dados, direitos, estilos de vida pelos donos do dinheiro (1% da popula\u00e7\u00e3o mundial se acha nesse direito) s\u00e3o a regra e que h\u00e1 um batalh\u00e3o de pessoas que est\u00e3o longe de pertencer a esse 1% ecoa o discurso da estupidez retr\u00f3grada.<\/p>\n<p>Nessa ilus\u00e3o, aquela banda que nasceu nos conturbados anos 1980, com teclados cintilando como o &#8220;futuro da m\u00fasica pop&#8221;, deu lugar a uma banda reinventada, com for\u00e7a, peso e nenhuma pretens\u00e3o a n\u00e3o ser a de se manter ativa e relevante. Ela olha pro passado buscando o futuro, a atualidade (atualiza\u00e7\u00e3o), enquanto por aqui, ap\u00f3s acesas as luzes, encaramos o futuro buscando o atraso. S\u00f3 cabe a n\u00f3s n\u00e3o permitir.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yPWrFtA9z3g\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O ponto negativo foi a irrespons\u00e1vel configura\u00e7\u00e3o do palco, ocupando apenas metade do gramado do Allianz Parque. Segundo a produ\u00e7\u00e3o, vinte e cinco mil pessoas estiveram na plateia (ingressos todos vendidos), mas s\u00f3 as das arquibancadas n\u00e3o foram maltratadas por essa insanidade. Porque na pista, o aperto era descabido, com muita gente passando mal (n\u00e3o s\u00f3 por bebidas, mas pela mistura de calor, chuva e falta de ar).<\/p>\n<p>Deve haver uma explica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica pra essa configura\u00e7\u00e3o. S\u00f3 isso pra amenizar a total falta de conforto oferecida a quem pagou caro por um ingresso (de R$ 240,00 a R$ 460,00).<\/p>\n<p>01. Going Backwards<br \/>\n02. It&#8217;s No Good<br \/>\n03. Barrel Of A Gun<br \/>\n04. A Pain That I&#8217;m Used To<br \/>\n05. Useless<br \/>\n06. Precious<br \/>\n07. World In My Eyes<br \/>\n08. Cover Me<br \/>\n09. Insight (ac\u00fastica)<br \/>\n10. Home<br \/>\n11. In Your Room<br \/>\n12. Where&#8217;s The Revolution<br \/>\n13. Everything Counts<br \/>\n14. Stripped<br \/>\n15. Enjoy The Silence<br \/>\n16. Never Let Me Down Again<\/p>\n<p>BIS<br \/>\n17. Strangelove (ao teclado)<br \/>\n18. Walking In My Shoes<br \/>\n19. A Question Of Time 5<br \/>\n20. Personal Jesus<\/p>\n<p><em>Foto que abre o artigo: Flavio Moraes\/UOL<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/titas-no-allianz-parque-como-foi\/\" title=\"TIT\u00c3S NO ALLIANZ PARQUE &#8211; COMO FOI\">TIT\u00c3S NO ALLIANZ PARQUE &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/kraftwerk-no-c6fest-como-foi\/\" title=\"KRAFTWERK NO C6FEST &#8211; COMO FOI\">KRAFTWERK NO C6FEST &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-brian-jonestown-massacre-no-cine-joia-como-foi\/\" title=\"THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE NO CINE JOIA &#8211; COMO FOI\">THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE NO CINE JOIA &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pin-ups-no-sesc-paulista-como-foi\/\" title=\"PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI\">PIN UPS NO SESC PAULISTA &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/popload-festival-2022-como-foi\/\" title=\"POPLOAD FESTIVAL 2022 &#8211; COMO FOI\">POPLOAD FESTIVAL 2022 &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pa\u00eds que caminha a passos largos pro atraso, com grupelhos fascistas fazendo barulho e preocupando quem tem m\u00ednimo apre\u00e7o pela democracia, ver o Depeche [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51602,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[915],"tags":[11,1145],"class_list":["post-51601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-resenha","tag-depeche-mode","tag-resenha-de-show"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/depechemode12.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dqh","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51601\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51602"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}