{"id":51747,"date":"2018-04-12T23:34:08","date_gmt":"2018-04-13T02:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51747"},"modified":"2018-05-03T17:47:39","modified_gmt":"2018-05-03T20:47:39","slug":"a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"A TURBULENTA E DOIDA PASSAGEM DO HAPPY MONDAYS PELO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51750\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil\/happymondays-rio3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"happymondays-rio3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51750\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Estava na primeira capa da Folha de S\u00e3o Paulo de quarta-feira, 16 de janeiro de 1991: &#8220;Shaun Ryder, cantor e compositor da banda inglesa Happy Mondays, disse que pretende trazer mil tabletes de Ecstasy (droga semelhante ao LSD) pro Rock In Rio 2, que come\u00e7a sexta&#8221;. O t\u00edtulo era: &#8220;banda inglesa quer trazer droga ao Rio&#8221;. A mat\u00e9ria principal do jornal naquele dia era sobre os mais de um milh\u00e3o de soldados aliados que estavam prontos pra iniciar a invas\u00e3o ao Iraque, na primeira Guerra do Golfo.<\/p>\n<p>Naquele momento, a banda estava vivendo seu &#8220;momento m\u00e1gico&#8221;. Com o lan\u00e7amento recente, em 1990, do terceiro \u00e1lbum, &#8220;Pills &#8216;n&#8217; Thrills And Bellyaches&#8221;, sua obra mais importante cr\u00edtica, comercial, musical e socialmente, avan\u00e7ou rapidamente pro topo das paradas inglesas e de alguns pa\u00edses europeus. Ganhou as capas dos jornais. Ganhou as pistas de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>E ganhou mat\u00e9rias como a que Bob Mack escreveu em 10 de dezembro pra estadunidense Entertainment Weekly: &#8220;recentemente al\u00e7ado ao topo das paradas brit\u00e2nicas &#8211; da independente e da <em>mainstream<\/em> &#8211; o Happy Mondays \u00e9 o grupo mais na moda na Inglaterra. Seus cabelos oleosos, roupas folgadas, gosto por drogas, problemas com a lei e <em>dance rock<\/em> levemente repetitivo deram a eles a reputa\u00e7\u00e3o de &#8216;os novos Rolling Stones&#8217;. Como resultado, sua cidade natal Manchester tomou o lugar de Londres como o centro da cena musical e de estilo da Gr\u00e3-Bretanha e criou uma s\u00e9rie de grupos que tentam imitar o revivalismo do Happy Mondays do final dos anos 60 e in\u00edcio dos anos 70&#8243;.<\/p>\n<p>O grupo era um dos pontas-de-lan\u00e7a da cena Madchester, que surgiu na virada daquela d\u00e9cada no clubes e gravadoras independentes, junto com outras bandas, como Stone Roses, Inspiral Carpets e The Charlatans. O lance era misturar guitarras com batidas dan\u00e7antes e muita, mais muita viagem \u00e1cida. O ponto de encontro, claro, era o The Ha\u00e7ienda, clube tocado por Tony Wilson, da Factory Records, que usava toda a grana da gravadora (basicamente, vendas geradas pelo New Order) pra cobrir os rombos do clube. At\u00e9 que veio a febre das <em>raves<\/em> e a Madchester.<\/p>\n<p>A enxurrada de drogas que inundava o Ha\u00e7ienda espirrou um pouco no Rock In Rio, aqui no Brasil, meses depois. O festival que tinha ambi\u00e7\u00e3o de ser o maior do Hemisf\u00e9rio Sul era tamb\u00e9m o mais careta, numa sociedade que havia votado pra presidente pela primeira vez em trinta anos e ainda n\u00e3o havia se recuperado (ainda n\u00e3o se recuperou, \u00e9 verdade) de um cruel golpe militar. O Brasil, apesar das expectativas, vivia num s\u00e9culo diferente dos ingleses (mesmo que eles fossem governados por algu\u00e9m conservador como John Major).<\/p>\n<p>Mas a turma de Shaun Ryder n\u00e3o imaginava que seria t\u00e3o s\u00e9ria a declara\u00e7\u00e3o. Numa entrevista por telefone a Jean-Yves de Neufville, publicada na mesma edi\u00e7\u00e3o da Folha de S\u00e3o Paulo, com a manchete &#8220;vocalista do Happy Mondays quer trazer pol\u00eamica do ecstasy ao Rio&#8221;, o cantor de ent\u00e3o 28 anos diz: &#8220;viemos todos de um meio pobre. Nos anos 80, \u00e9ramos todos desempregados e vadios. A gente costumava se reunir pra fumar maconha, tomar \u00e1cido e ouvir m\u00fasica. Foi assim que o Happy Mondays come\u00e7ou&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ele quer trazer mil tabletes de ecstasy ao Rio&#8221;, escreveu Neufville. &#8220;Ryder perguntou se a droga, que o grupo costuma consumir, \u00e9 ilegal no pa\u00eds. A droga, uma esp\u00e9cie de LSD, \u00e9 proibida no Brasil e na Inglaterra, onde ele vive&#8221;, avisava.<\/p>\n<p>A droga era uma novidade t\u00e3o grande que que os jornais daqui volta e meia tinham que explicar do que se tratava. A Folha chegou a fazer um mini guia de uma coluna sobre a droga, nessa mesma edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando Neufville morreu, em 2013, <a href=\"http:\/\/trabalhosujo.com.br\/a-memoria-de-jean-yves-de-neufville\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Camilo Rocha lembrou dessa hist\u00f3ria pro Trabalho Sujo<\/a>: &#8220;Jean-Yves trabalhava na Folha Ilustrada (e <em>freelava<\/em> pra Bizz). Estava perto do segundo Rock In Rio e um dos escalados era o Happy Mondays. A banda estava no auge, representante maior de uma onda Manchester-<em>acid house<\/em>&#8211;<em>freak<\/em>. Jean-Yves entrevistou Shaun Ryder pro jornal e conseguiu uma declara\u00e7\u00e3o bomb\u00e1stica. Dia seguinte, primeira p\u00e1gina, a manchete trazia algo como &#8216;vocalista do Happy Mondays quer trazer 1000 ecstasies para o Brasil&#8217;. Semanas depois, estamos eu e Jean-Yves numa sala de um hotel de luxo no Rio nos preparando pra entrevistar Ryder em carne e osso. J\u00e1 era a semana do festival. N\u00e3o tinha dado meio-dia, mas Ryder j\u00e1 entornava vodca e cerveja, intercalando os <em>drinks<\/em> com uma bomba de tabaco com haxixe. Fomos entrevistando ele em dupla. Eu pergunto dos 1000 ecstasies e Ryder se exalta. Diz que foi sacaneado, que nunca ia ser trouxa de falar algo assim pra um jornalista. Jean-Yves conta que era ele o entrevistador e o contesta. Ryder fica puto, continua negando e fecha a cara. A entrevista, entre resmungos em forte sotaque nortista ingl\u00eas, tragos e chapa\u00e7\u00e3o, fica ainda mais incompreens\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>A capa da Ilustrada que traz a entrevista \u00e9 a da famosa foto que Shaun Ryder segura o jornal:<br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51748\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil\/happymondays-rio2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio2.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"happymondays-rio2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio2.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51748\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio2.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio2.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>O barulho causado pelo Happy Mondays foi como um trov\u00e3o: repentino e, pra muitos, assustador. A banda n\u00e3o estava nos planos do Rock In Rio, a princ\u00edpio. O grupo s\u00f3 entrou na escala\u00e7\u00e3o \u00e0s pressas, convocado no dia 11 de janeiro de 1991, pro lugar da cantora Jody Watley, e j\u00e1 chegou chegando, com uma manchete dessas e o t\u00edtulo da mais importante banda brit\u00e2nica daquele ano, segundo a pr\u00f3pria imprensa brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o Happy Monday nunca havia tocado pra uma multid\u00e3o &#8211; e, segundo apontavam os jornais e a organiza\u00e7\u00e3o, a capacidade do Est\u00e1dio do Maracan\u00e3 pro festival era de cento e dez mil pessoas por noite. &#8220;Este vai ser um dos maiores concertos do mundo, n\u00e3o vai?&#8221;, perguntou Shaun a Arthur Dapieve, no Caderno B do Jornal do Brasil de 16 de janeiro de 1991. &#8220;J\u00e1 tocamos pra onze mil pessoas, no m\u00e1ximo&#8221;.<\/p>\n<p>Dapieve precisava orientar o leitor sobre o que se tratava: &#8220;embora Manchester j\u00e1 tenha gerado Buzzcocks, Joy Division, The Fall, New Order e The Smiths, entre outros, a cidade s\u00f3 criou seu movimento com a chegada da droga ecstasy, em 88. &#8216;A explos\u00e3o de Manchester n\u00e3o existiria sem ecstasy&#8217;, admitiu Ryder. &#8216;L\u00e1 havia mais ecstasy do que em todo Reino Unido&#8217;. Os Happy Mondays, ali\u00e1s, se tornaram mais que usu\u00e1rios dos tabletes \u00e1cidos: consta que eles j\u00e1 foram os maiores traficantes da cidade&#8221;.<\/p>\n<p>E continua, mais a frente: &#8220;seu envolvimento com drogas &#8211; fora o ecstasy, Shaun foi preso com coca\u00edna e (<em>Mark<\/em>) Berry (<em>percuss\u00e3o<\/em>), com maconha &#8211; e seu mau comportamento s\u00e3o lend\u00e1rios, apesar de seus parcos dez anos de vida, apenas sete como o nome de Happy Mondays. H\u00e1 pouco, por exemplo, o sexteto trocou de gravadora depois de um quebra-quebra&#8221;.<\/p>\n<p>Em abril de 2017, Andr\u00e9 Barcisnki escreveu um artigo divertido, com o t\u00edtulo &#8220;Ozzy, Shaun Ryder e Keith Moon: quando gravadoras d\u00e3o fortunas nas m\u00e3os de psicopatas&#8221; (<a href=\"https:\/\/blogdobarcinski.blogosfera.uol.com.br\/2017\/04\/05\/ozzy-shaun-ryder-e-keith-moon-quando-gravadoras-dao-fortunas-nas-maos-de-psicopatas\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">leia na \u00edntegra aqui<\/a>). Na parte referente a Ryder, o jornalista escreve que &#8220;a gravadora Factory concordou em investir uma pequena fortuna pra gravar &#8216;Yes, Please!&#8217;, quarto \u00e1lbum de est\u00fadio dos Mondays. Na \u00e9poca, os irm\u00e3os Shaun e Paul Ryder, l\u00edderes do grupo, passavam por tratamentos de metadona pra se livrarem do v\u00edcio em hero\u00edna, e sugeriram \u00e0 gravadora fazer o disco em Barbados, onde pudessem ficar longe da droga. A t\u00e1tica deu certo: os Ryder realmente pararam de usar hero\u00edna. Em compensa\u00e7\u00e3o, ficaram viciados em <em>crack<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>E lembra da passagem deles pelo Rio: &#8220;A banda encontrou-se no Rio com Ronnie Biggs, o famoso assaltante do Trem Pagador, e praticamente esgotou o estoque de coca\u00edna da Cidade Maravilhosa. Lendas (nunca negadas pela banda) dizem que, no dia do embarque de volta \u00e0 Inglaterra, havia sobrado tanto p\u00f3 que eles o usaram de talco e passaram o voo cafungando os pr\u00f3prios sovacos&#8221;.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o inicial contava que o Happy Mondays deveria se apresentar no dia 25 de janeiro, a sexta-feira seguinte \u00e0 entrada da banda na escala\u00e7\u00e3o do festival. Era o dia com George Michael, Deee-Lite, Elba Ramalho e Ed Motta. Mas aconteceu o inusitado: os instrumentos do grupo sumiram assim que chegaram ao Brasil.<\/p>\n<p>O Jornal do Brasil de 26 de janeiro informa o ocorrido: &#8220;Parte do equipamento do Happy Mondays se extraviou na viagem, mas tudo j\u00e1 foi localizado e est\u00e1 confirmada a apresenta\u00e7\u00e3o do grupo amanh\u00e3 (hoje), depois do A-Ha&#8221;. informou o diretor art\u00edstico do festival Dody Sirena. (&#8230;) &#8216;\u00c9 normal que aconte\u00e7am problemas desta ordem, ainda mais em um evento desta grandeza&#8217;, minimizou. &#8216;Ainda bem que este transtorno aconteceu com o Happy Mondays e n\u00e3o com uma atra\u00e7\u00e3o de maior peso'&#8221;.<\/p>\n<p>O que aconteceu n\u00e3o teve nada a ver com mil tabletes anunciados de ecstasy. O equipamento do grupo ficou retido no aeroporto de Londres. A culpa era da Guerra do Golfo, que aumentou a burocracia e a vigil\u00e2ncia nos aeroportos, na entrada e na sa\u00edda.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51749\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil\/happymondays-rio1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"happymondays-rio1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51749\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Da\u00ed que o Happy Mondays passou pro dia seguinte, fechando a noite mais pop e suave, que tinha Paulo Ricardo, A-Ha (como um grande nome \u00e0 \u00e9poca, apesar da j\u00e1 decad\u00eancia), Debbie Gibson, Information Society (um dos grandes sucessos nas r\u00e1dios brasileiras desde 1988), Capital Inicial e Nenhum de N\u00f3s. Mas teve que tocar sem passagem de som: &#8220;sem a passagem de som, teremos dificuldades em usar os sequenciadores digitais de forma realmente sincronizada com os outros instrumentos; por isso, tocaremos as m\u00fasicas de forma mais simples&#8221;, disse Shaun na Folha de S\u00e3o Paulo de 26 de janeiro, dia da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas isso era um detalhe da mat\u00e9ria. Mais uma vez, o foco eram as drogas: &#8220;Shaun Ryder disse considerar normal o consumo de drogas leves &#8211; maconha e haxixe -, pelo menos pro grupo. &#8216;Costumamos fazer nossos shows sob efeito de drogas. Isso n\u00e3o tem nenhuma import\u00e2ncia. O importante \u00e9 o resultado. Vamos nos acabar no palco&#8217;. Shaun Ryder acrescentou que n\u00e3o trouxe os mil tabletes de ecstasy que disse que traria, por causa da publicidade provocada pelo artigo da Folha. &#8216;A gravadora mandou um fax pra n\u00f3s, avisando que seria perigoso. N\u00e3o estou afim de experimentar as pris\u00f5es brasileiras&#8217;, disse&#8221;.<\/p>\n<p>No dia do show, como em boa parte do festival, caiu aquela senhora chuva de ver\u00e3o, encharcando a plateia, que nem se importou, pelo menos durante as apresenta\u00e7\u00f5es do Information Society e do A-Ha. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, foi o grupo noruegu\u00eas que teve o maior p\u00fablico do dia, beirando as cento e vinte mil pessoas, sendo que o esperado era setenta mil por noite. Acontece que quando o Happy Mondays subiu ao palco, depois do Paulo Ricardo, j\u00e1 no meio da madrugada de s\u00e1bado pra domingo (\u00e0s tr\u00eas da matina), o p\u00fablico era bem reduzido, n\u00e3o chegando a trinta mil pessoas.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51751\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-turbulenta-e-doida-passagem-do-happy-mondays-pelo-brasil\/happymondays-rio4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio4.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"happymondays-rio4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio4.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio4.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51751\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio4.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio4.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Os ingleses tiveram inclusive o bis abortado pela organiza\u00e7\u00e3o. Quando saiu do palco, deixou um sintetizador ecoando sons eletr\u00f4nicos enquanto respirava pra volta triunfal, mas um funcion\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o foi l\u00e1 e desligou o equipamento, impedindo o bis. De qualquer forma, o show foi um sucesso. A Folha, em texto de Neufville, chamou a apresenta\u00e7\u00e3o de &#8220;extasiante&#8221;, mesmo em meio &#8220;a um ambiente hostil&#8221;. &#8220;O p\u00fablico foi logo jogando objetos diversos sobre o palco e parecia pouco disposto a curtir o rock da \u00fanica &#8216;<em>guitar band<\/em>&#8216; do festival. O Happy Mondays come\u00e7ou de maneira esquisita. Parecia desencontrado no palco. Shaun Ryder demonstrou que \u00e9 o verdadeiro anti-her\u00f3i, cantando cabisbaixo. Sua voz rouca sumia por tr\u00e1s dos sons dos instrumentos. De vez em quando, soltava uns palavr\u00f5es, enquanto o dan\u00e7arino Bez articulava uma dan\u00e7a da chuva e tocava maracas, sendo alvo predileto dos proj\u00e9teis lan\u00e7ados pela plateia. Pra dificultar ainda mais sua tarefa, o grupo tocou m\u00fasicas desconhecidas do p\u00fablico &#8211; seu novo disco, &#8216;Pills &#8216;n&#8217; Thrills And Bellyaches&#8217;, que forneceu a quase totalidade do repert\u00f3rio, s\u00f3 ser\u00e1 lan\u00e7ado m\u00eas que vem no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>A resenha continua: &#8220;As m\u00fasicas tocadas no come\u00e7o, como &#8216;Donovan&#8217; e &#8216;Kinky Afro&#8217;, n\u00e3o convenceram a plateia. O grupo optou por uma ilumina\u00e7\u00e3o de palco que o deixava na semipenumbra, ao contr\u00e1rio das outras bandas. Um momento de magia aconteceu quando tocaram &#8216;Step On&#8217;. Mais conhecida gra\u00e7as ao clipe exibido com frequ\u00eancia na MTV, essa m\u00fasica conquistou o p\u00fablico, que caiu na dan\u00e7a. No mesmo instante, uma chuva forte come\u00e7ou a cair e a palteia, que parou de repente de arremessar objetos sobre o grupo, entrou em transe. O gramado do Maracan\u00e3 estava transformado numa aut\u00eantica &#8216;rave'&#8221;.<\/p>\n<p>O Jornal do Brasil fez uma avalia\u00e7\u00e3o de todos os shows do festival, com a vota\u00e7\u00e3o de dez cr\u00edticos de m\u00fasica &#8211; que deveriam dar estrelas a cada um dos shows (de nenhuma estrela, que significava &#8220;ruim&#8221;, a quatro estrelas, que significava &#8220;excelente&#8221;): Andr\u00e9 Forrastieri (Bizz), Ant\u00f4nio Carlos Miguel (Bizz), Arthur Dapieve (JB), Jimi Joe (Estad\u00e3o), Kiko Ferreira (Hoje Em Dia), Luis Ant\u00f4nio Gir\u00f3n (Folha de S\u00e3o Paulo), Lu\u00eds Carlos Mansur (Folha de S\u00e3o Paulo), Marcelo Ambr\u00f3sio (Jornal de Bras\u00edlia), Mauro Dias (Ag\u00eancia Estado) e T\u00e1rik de Souza (JB). Desses, s\u00f3 Dapieve (ruim), Kiko Ferreira (ruim), Gir\u00f3n (\u00f3timo), Mansur (razo\u00e1vel) e Ambr\u00f3sio (ruim) opinaram sobre o Happy Mondays. Pra esses cr\u00edticos, os melhores do festival foram George Michael, Prince, Alceu Valen\u00e7a, Santana e Faith No More.<\/p>\n<p>O Happy Mondays n\u00e3o veio mesmo ao Brasil pra agradar. N\u00e3o fazia quest\u00e3o disso. Mesmo assim, marcou sua presen\u00e7a num festival ca\u00f3tico, t\u00e3o ca\u00f3tico quanto a pr\u00f3pria banda.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Ant\u00f4nio Gir\u00f3n, da Folha de S\u00e3o Paulo, fez um artigo descendo o pau na organiza\u00e7\u00e3o do evento (algo rar\u00edssimo na blogueiragem chapa-branca de hoje), no jornal de 29 de janeiro, dois dias depois do fim do festival. &#8220;O Rock In Rio foi a venda de desconforto por sonho. O p\u00fablico comprou um sonho, mas recebeu nove noites de viol\u00eancia, mau-cheiro e sobressaltos. O evento deixou n\u00fameros &#8211; tr\u00eas mortos, cerca de setenta mil pessoas por noite em nove espet\u00e1culos, um estupro &#8211; e a constata\u00e7\u00e3o de que \u00e9 imposs\u00edvel, neste momento, abrigar no Brasil um megaevento de qualidade&#8221;.<\/p>\n<p>Mas entre tantos pontos negativos, ele destaca alguns positivos, o Happy Mondays entre eles. &#8220;Em termos musicais, praticamente nada aconteceu al\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o do que se toca nas r\u00e1dios. O festival apresentou um prolongamento da ind\u00fastria do disco, com todos os seus v\u00edcios caracter\u00edsticos. Das atra\u00e7\u00f5es que se apresentaram, s\u00f3 quatro fizeram jus aos sonhos que o empres\u00e1rio Roberto Medina vendeu: a banda inglesa de <em>heavy metal<\/em> Judas Priest, a banda inglesa Happy Mondays, a banda norte-americana Faith No More e o cantor e compositor norte-americano Prince. Eles anunciaram novas sensibilidades&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar do vi\u00e9s um tanto conservador da cutucada (ele escreve, ao final, que o &#8220;Rock In Rio 2 anunciou uma realidade: nesse pa\u00eds, a m\u00fasica j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais ant\u00eddoto pra tristeza ou epifania do desejo. A catarse deu lugar \u00e0 quase-cat\u00e1strofe de uma sociedade (especialmente a juventude) destitu\u00edda de balizas \u00e9ticas e est\u00e9ticas, sem raz\u00e3o pra se autodeterminar&#8221;), ela definia bem o improviso e falta de estrutura de um evento que teve no Happy Mondays, uma banda chamada de \u00faltima hora, que tocou o terror e o tanto-faz sem preocupa\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, um s\u00edmbolo perfeito.<\/p>\n<p>A entrevista que Camilo Rocha e Neufville fizeram com ele (junto com  ic\u00f4nico Jos\u00e9 Roberto Mahr), foi pra Bizz na edi\u00e7\u00e3o de maio de 1991, n\u00famero 70, com o Soup Dragons na capa. A chamada era: &#8220;Happy Mondays: a dem\u00eancia recompensa&#8221;. Nas internas, anunciava: &#8220;Bandalheira \u00e9 com eles. Num clima de antientrevista, Shaun Ryder explica que veio pra confundir&#8221;.<\/p>\n<p>De fato, eles conseguiram. Mas n\u00e3o porque foi proposital, \u00e9 que com o Happy Mondays aquelas atitudes err\u00e1ticas e juvenis eram sinceras. Era assim que eles se divertiam. N\u00e3o era um trabalho. A banda n\u00e3o era uma profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando passou a ser, era tarde demais. Depois que o Happy Mondays caiu no ostracismo e duas d\u00e9cadas depois ensaiou um retorno, lidar com o dinheiro e com um empres\u00e1rio ganancioso fez a banda perder toda a gra\u00e7a. Em 2012, a banda estava programada de voltar ao Brasil. A vinda foi anunciada com empolga\u00e7\u00e3o e os ingressos no Circo Voador venderam com rapidez.<\/p>\n<p>Mas logo a banda meteu os p\u00e9s pelas m\u00e3os, pedindo mais dinheiro do que o acordado previamente (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/happy-mondays-nao-vem-mais-ao-brasil-em-marco-de-2012\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">leia aqui<\/a>). Shaun quando jovem, segundo Barcinski, era um &#8220;psicopata&#8221;. Vinte anos depois, virou s\u00f3 a lembran\u00e7a de tempos doidos e turbulentos. Um desbunde que n\u00e3o tem mais volta.<\/p>\n<p>&#8220;Kinky Afro&#8221; no Rock In Rio 2:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k5E0udWxkSQ\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dez-faixas-remixadas-por-andrew-weatherall\/\" title=\"DEZ FAIXAS REMIXADAS POR ANDREW WEATHERALL\">DEZ FAIXAS REMIXADAS POR ANDREW WEATHERALL<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/happy-mondays-nao-vem-mais-ao-brasil-em-marco-de-2012\/\" title=\"HAPPY MONDAYS N\u00c3O VEM MAIS AO BRASIL EM MAR\u00c7O DE 2012\">HAPPY MONDAYS N\u00c3O VEM MAIS AO BRASIL EM MAR\u00c7O DE 2012<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/happy-mondays-no-brasil-em-marco-de-2012\/\" title=\"HAPPY MONDAYS NO BRASIL EM MAR\u00c7O DE 2012\">HAPPY MONDAYS NO BRASIL EM MAR\u00c7O DE 2012<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-prisao-de-bez\/\" title=\"A PRIS\u00c3O DE BEZ\">A PRIS\u00c3O DE BEZ<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/rock-in-rio-2011-de-novo-no-rio\/\" title=\"ROCK IN RIO 2011&#8230; DE NOVO NO RIO!\">ROCK IN RIO 2011&#8230; DE NOVO NO RIO!<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estava na primeira capa da Folha de S\u00e3o Paulo de quarta-feira, 16 de janeiro de 1991: &#8220;Shaun Ryder, cantor e compositor da banda inglesa Happy [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51750,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[2103],"class_list":["post-51747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-happy-mondays"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/happymondays-rio3.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dsD","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51750"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}