{"id":51760,"date":"2018-04-16T19:03:45","date_gmt":"2018-04-16T22:03:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51760"},"modified":"2018-05-04T15:27:09","modified_gmt":"2018-05-04T18:27:09","slug":"radiohead-revolucao-experimento-ou-simples-conveniencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/radiohead-revolucao-experimento-ou-simples-conveniencia\/","title":{"rendered":"RADIOHEAD: REVOLU\u00c7\u00c3O, EXPERIMENTO OU SIMPLES CONVENI\u00caNCIA?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51762\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/radiohead-revolucao-experimento-ou-simples-conveniencia\/artigo-inrainbows\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-inrainbows.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-inrainbows\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-inrainbows.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-inrainbows.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51762\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-inrainbows.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/artigo-inrainbows.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>As opini\u00f5es s\u00e3o diversas, muitas vezes acaloradas. Quando o Radiohead lan\u00e7ou &#8220;In Rainbows&#8221;, seu s\u00e9timo disco, em 10 de outubro de 2007, causou um rebuli\u00e7o que dez anos mais tarde n\u00e3o faria o menor sentido.<\/p>\n<p>\u00c9 que ao lan\u00e7ar &#8220;In Rainbows&#8221; no seu pr\u00f3prio site, no esquema pague-quanto-quiser, a banda levantou a quest\u00e3o b\u00e1sica: quanto vale a m\u00fasica? \u00c9 uma quest\u00e3o que hoje, dez anos, depois, ainda \u00e9 pertinente, mesmo que a resposta dependa de algumas vari\u00e1veis. Resposta, ali\u00e1s, que jamais se far\u00e1 definitiva. Entretanto, naquele momento, o mundo ainda n\u00e3o conhecia o Spotify (surgido em 2008), o Deezer (2007) e o Bandcamp (2007) e o Radiohead j\u00e1 era um dos mais relevantes artistas do mundo. Thom Yorke e sua turma podiam inventar o que quisessem.<\/p>\n<p>Desde &#8220;OK Computer&#8221;, quando remodelou a roda da m\u00fasica &#8220;indie&#8221; (entre aspas mesmo) e vendeu mais de quatro milh\u00f5es de c\u00f3pias s\u00f3 nos Esteites e na Inglaterra (acima dos dez milh\u00f5es no mundo todo), a assertividade comercial do grupo vinha sendo arrefecida. &#8220;Kid A&#8221;, o trabalho seguinte, de 2000, vendeu duas milh\u00f5es de c\u00f3pias nos Esteites e Reino Unido, mas conseguiu o topo da parada em v\u00e1rios pa\u00edses mundo afora, muito gra\u00e7as \u00e0 expectativa gerada pela espera de tr\u00eas anos entre um e outro. Da\u00ed pra frente, desandou. &#8220;Amnesiac&#8221;, de 2001, teve vendas um pouco menores; e &#8220;Hail To The Thief&#8221;, de 2003, s\u00f3 conseguiu primeiro lugar na Fran\u00e7a e na Inglaterra, embora tenha conseguido a melhor &#8220;venda de primeira semana&#8221; de todos os discos do Radiohead, com trezentas mil c\u00f3pias nos Esteites (ficando um pouco abaixo da marca do milh\u00e3o no final das contas).<\/p>\n<p>&#8220;Hail To The Thief&#8221; marcava o fim do contrato de seis \u00e1lbuns iniciado com a Parplophone (EMI) em 1993, com o lan\u00e7amento de &#8220;Pablo Honey&#8221;. De repente, o Radiohead n\u00e3o tinha mais uma gravadora e nesses quatro anos at\u00e9 a chegada de &#8220;In Rainbows&#8221;, nenhum esfor\u00e7o significativo foi feito pra mudar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos nosso pr\u00f3prio est\u00fadio. N\u00f3s temos esse novo servidor. O que mais poder\u00edamos fazer?&#8221;, pergunta Thom Yorke, <a href=\"https:\/\/www.wired.com\/2007\/12\/ff-yorke\/?currentPage=all\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">nesse bate-papo com David Byrne, pra Wired, em dezembro de 2007<\/a>, no meio do furac\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma ideia do empres\u00e1rio Chris (<em>Hufford<\/em>). N\u00f3s todos achamos um tanto exc\u00eantrico, uma viagem. Assim que colocamos no site, ainda diz\u00edamos, &#8216;tem certeza disso?&#8217;, mas foi muito bom. Nos libertou de alguma coisa. N\u00e3o foi niilista, implicando que a m\u00fasica n\u00e3o vale nada. Foi o oposto total. E as pessoas entenderam como era. Talvez isso seja apenas pessoas tendo um pouco de f\u00e9 no que estamos fazendo&#8221;, disse. &#8220;E, sim, a \u00fanica raz\u00e3o de ter dado certo \u00e9 pelo fato que j\u00e1 estamos estabelecidos nessa ind\u00fastria, pra come\u00e7o de conversa. N\u00e3o era pra ser um novo modelo de algo. Era s\u00f3 uma resposta a uma situa\u00e7\u00e3o que viv\u00edamos. Est\u00e1vamos sem contrato (&#8230;) Era o \u00f3bvio a ser feito. Mas s\u00f3 funcionou porque \u00e9ramos n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>Em termos de grana, funcionou por isso, sim. Toda banda inciante sabe que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 colocar o disco de gra\u00e7a na Internet que assim o dinheiro vai jorrar na conta banc\u00e1ria. N\u00e3o \u00e9 assim que funciona. Ainda hoje, com tantas op\u00e7\u00f5es, de Spotify a Bandcamp, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. Naquela \u00e9poca, o MySpace j\u00e1 estava com um p\u00e9 na cova, de modo que as pessoas j\u00e1 conheciam um modelo de divulga\u00e7\u00e3o gratuita do pr\u00f3prio trabalho, mas que n\u00e3o passava disso: um modelo de divulga\u00e7\u00e3o gratuita.<\/p>\n<p>O Radiohead n\u00e3o era nenhum iniciante. J\u00e1 havia vendido mais de vinte milh\u00f5es de c\u00f3pias de seus \u00e1lbuns no mundo todo, embora isso n\u00e3o quisesse dizer <em>exatamente<\/em> que eles tenham ganho tanto dinheiro assim. Nesse sentido, Yorke faz uma revela\u00e7\u00e3o: &#8220;fizemos mais dinheiro com esse disco do que em todos os outros discos do Radiohead juntos, se contarmos s\u00f3 as vendas pela Internet. \u00c9 bem louco. \u00c9 em parte devido ao fato de que a EMI n\u00e3o estava nos dando dinheiro das vendas digitais. Todos os contratos assinados em uma determinada \u00e9poca n\u00e3o t\u00eam nada disso&#8221;.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, segundo revela\u00e7\u00e3o da Warner em 2008, respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o do disco f\u00edsico, &#8220;In Rainbows&#8221; rendeu mais grana \u00e0 banda nos tr\u00eas meses em que vigorou o sistema pague-quanto-quiser do que toda a venda de &#8220;Hail To The Thief&#8221;. Os n\u00fameros divulgados s\u00e3o o seguinte: mais de dois milh\u00f5es de pessoas fizeram o <em>download<\/em> pelo site, nos tr\u00eas meses antes do lan\u00e7amento f\u00edsico (que aconteceu em 1\u00ba de janeiro de 2008), sendo 62% gratuitamente e 38% pagando alguma coisa &#8211; em m\u00e9dia seis d\u00f3lares (eu mesmo paguei um m\u00edsero d\u00f3lar pelo disco) &#8211; de modo que aproximadamente setecentos e sessenta mil discos foram vendidos no sistema pague-quanto-quiser e outros um milh\u00e3o, duzentos e quarenta mil foram baixados gratuitamente no site oficial.<\/p>\n<p>Nessa conta, os setecentos e sessenta mil discos renderam integralmente ao Radiohead mais de quatro milh\u00f5es e meio de d\u00f3lares (760 mil x US$ 6,00), j\u00e1 que n\u00e3o havia intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apesar disso, ou talvez <em>por causa<\/em> do burburinho do experimento, assim que as vendas f\u00edsicas come\u00e7aram, mais um milh\u00e3o e duzentas mil c\u00f3pias do CD foram vendidas &#8211; at\u00e9 novembro de 2008, s\u00f3 na Inglaterra! &#8211; gerando dezoito milh\u00f5es de d\u00f3lares. Dessas, cem mil c\u00f3pias foram de uma edi\u00e7\u00e3o especial, com CD, vinil, outro CD com faixas adicionais e material extra, a oitenta d\u00f3lares cada. No iTunes, a grande loja virtual daquele per\u00edodo, mais cinquenta mil c\u00f3pias foram vendidas, gerando mais meio milh\u00e3o de d\u00f3lares. Sem contar que o Radiohead vendeu um milh\u00e3o e meio de ingressos na turn\u00ea de promo\u00e7\u00e3o do disco. Calcula-se que no primeiro ano ap\u00f3s o experimento a banda tenha feito pra mais de quarenta milh\u00f5es de d\u00f3lares com &#8220;In Rainbows&#8221; (sem contar as vendas de ingressos da turn\u00ea).<\/p>\n<p>E \u00e9 esse o termo que a pr\u00f3pria banda e analistas em vendas usam pra tratar do assunto, &#8220;experimento&#8221;. Pro Radiohead, estar sem contrato e com um disco fresquinho em m\u00e3os, seria ter a obriga\u00e7\u00e3o de tratar com gente da m\u00eddia, com o promocional etc., algo que foge totalmente da aptid\u00e3o \u00fanica de criar e tocar. Principalmente com o fator principal: os <em>downloads<\/em> ilegais muitas vezes gerados a partir de discos distribu\u00eddos previamente pra imprensa. O Radiohead queria fugir desse jogo viciado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, n\u00e3o era uma ideia original, longe disso. Nos Esteites e na Inglaterra, os teatros j\u00e1 faziam pe\u00e7as pague-quanto-puder em determinadas noites. Em 2003, em Salt Lake City, abriu o One World Cafe, com produtos naturais e o sistema &#8220;sem menu, sem pre\u00e7os&#8221; e pague-quanto-puder, pra atender toda a comunidade. Em 2005, o estabelecimento se tornou lucrativo a ponto de gerar meio milh\u00e3o de d\u00f3lares por ano. Em 2012, por\u00e9m, o estabelecimento fechou, n\u00e3o sem antes inspirar uma dezenas de outros estabelecimentos a seguirem o mesmo modelo. No Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque, muitos dos mais de cinco milh\u00f5es de visitantes anuais pagam em m\u00e9dia vinte d\u00f3lares pra entrar, mesmo que um aviso na entrada diga que o pre\u00e7o sugerido \u00e9 s\u00f3 &#8220;uma doa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo com tantos exemplos, a desconfian\u00e7a pr\u00e9via era geral. Nos tr\u00eas meses que precederam a venda f\u00edsica (que a princ\u00edpio nem iria acontecer), todo mundo apostava que os <em>downloads<\/em> iriam fazer ningu\u00e9m comprar uma c\u00f3pia sequer, incluindo a\u00ed Will Botwin, o chef\u00e3o a ATO Records, dona da TBD, etiqueta que lan\u00e7aria o disco nos Esteites: &#8220;a estrat\u00e9gia \u00e9 bacana, mas duvido que se traduza em vendas de discos&#8221;.<\/p>\n<p>Botwin n\u00e3o estava sozinho na desconfian\u00e7a. A revista Fortune, t\u00e3o determinada a ser especialista em neg\u00f3cios, colocou o lan\u00e7amento de &#8220;In Rainbows&#8221; em 59\u00ba lugar entre os <a href=\"http:\/\/archive.fortune.com\/galleries\/2007\/fortune\/0712\/gallery.101_dumbest.fortune\/59.html\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;101 mais idiotas momentos de neg\u00f3cios&#8221;<\/a> de 2007, brincando que o disco seguinte da banda se chamaria &#8220;In Debt&#8221;. Curioso \u00e9 que o texto da Fortune j\u00e1 trazia os n\u00fameros do ano fechado do experimento: 38% pagando seis d\u00f3lares em m\u00e9dia. Era s\u00f3 fazer a conta e ver a fortuna que a banda ganhou.<\/p>\n<p>Apesar disso tudo, o Radiohead <em>n\u00e3o mudou<\/em> a ind\u00fastria da m\u00fasica. Seu impacto foi nulo nesse sentido, justamente, como j\u00e1 havia dito e previsto Thom Yorke, porque esse era um sistema de vendas que s\u00f3 funcionaria pro Radiohead e basicamente pra um experimento \u00fanico, tanto que os discos seguintes seguiram o padr\u00e3o j\u00e1 estabelecido h\u00e1 d\u00e9cadas pela ind\u00fastria, com a ressalva de que, oras, o Radiohead a essa altura p\u00f4de conseguir um contrato de distribui\u00e7\u00e3o melhor do que aquele antigo com a Parlophone\/EMI, at\u00e9 por ser dono da master e da composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dez anos depois, acertaram os cr\u00edticos do modelo, embora eles tenham sido demasiados cru\u00e9is com a banda em si. Uma das mais incisivas foi Kim Gordon, do Sonic Youth, que <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/music\/2009\/jun\/05\/sonic-youth-rock-music\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">disse ao Guardian, em 2009<\/a>, que &#8220;foi uma boa jogada de <em>marketing<\/em>, eu queria ter pensado nisso antes! Mas n\u00f3s ainda n\u00e3o estamos em posi\u00e7\u00e3o de fazer isso. N\u00e3o sei nem se a gente consegue lan\u00e7ar mais discos se a gente fizer por conta pr\u00f3pria: \u00e9 trabalho pacas. E isso nos afasta do sentido real que \u00e9 fazer m\u00fasica&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.rollingstone.com\/music\/news\/lily-allen-oasis-gene-simmons-backlash-against-radioheads-rainbows-20071114\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Lily Allen foi al\u00e9m<\/a>, chamando a banda de &#8220;arrogante&#8221;: &#8220;eles t\u00eam um bocado de dinheiro. Isso passa uma mensagem estranha pra as bandas mais jovens que n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o bem&#8221;. J\u00e1 Liam Gallagher disse que s\u00f3 daria um disco do Oasis de gra\u00e7a se fosse &#8220;por cima do cad\u00e1ver&#8221; dele. O jornalista Will Hodgkinson, num artigo pro Guardian, em 2007, come\u00e7a com o t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/music\/musicblog\/2007\/oct\/19\/thanksradioheadformakingit\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">&#8220;obrigado, Radiohead, por dificultar ainda mais a vida das bandas novas&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p>O experimento do Radiohead se mostrou v\u00e1lido como um estudo de caso apenas. As cr\u00edticas se esva\u00edram assim que o tempo passou e, sinais dos nossos tempos, outros assuntos mais importantes vieram \u00e0 tona. Perto do que o Radiohead fez em 2007, hoje a oferta de &#8220;m\u00fasica gratuita&#8221; &#8211; ou, melhor, oferta de &#8220;m\u00fasica acess\u00edvel&#8221; &#8211; seja pelos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, seja pelo Bandcamp, seja pelo YouTube, seja pelos <em>downloads<\/em> ilegais, \u00e9 muito mais ampla.<\/p>\n<p>Um experimento desses hoje seria t\u00e3o vazio quanto despropositado. Mas em 2007, parecia uma revolu\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se concretizou. A \u00fancia certeza \u00e9 que foi uma ferramenta conveniente financeiramente. Dez anos depois, virou uma pitoresca hist\u00f3ria pra se lembrar.<\/p>\n<p>Aqui, um bocado o disco ao vivo:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yPefdN8K0WA\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-radiohead-follow-me-around\/\" title=\"V\u00cdDEO: RADIOHEAD &#8211; FOLLOW ME AROUND\">V\u00cdDEO: RADIOHEAD &#8211; FOLLOW ME AROUND<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-radiohead-if-you-say-the-word\/\" title=\"V\u00cdDEO: RADIOHEAD &#8211; IF YOU SAY THE WORD\">V\u00cdDEO: RADIOHEAD &#8211; IF YOU SAY THE WORD<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-radiohead-treefingers-versao-estendida\/\" title=\"OU\u00c7A: RADIOHEAD &#8211; TREEFINGERS (VERS\u00c3O ESTENDIDA)\">OU\u00c7A: RADIOHEAD &#8211; TREEFINGERS (VERS\u00c3O ESTENDIDA)<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-as-dezoito-horas-de-ok-computer\/\" title=\"OU\u00c7A: AS DEZOITO HORAS DE &#8220;OK COMPUTER&#8221;\">OU\u00c7A: AS DEZOITO HORAS DE &#8220;OK COMPUTER&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/radiohead-em-no-surprises-um-trabalho-que-te-mata-aos-poucos\/\" title=\"RADIOHEAD EM &#8220;NO SURPRISES&#8221;: UM TRABALHO QUE TE MATA AOS POUCOS\">RADIOHEAD EM &#8220;NO SURPRISES&#8221;: UM TRABALHO QUE TE MATA AOS POUCOS<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As opini\u00f5es s\u00e3o diversas, muitas vezes acaloradas. 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