{"id":51911,"date":"2018-05-08T23:33:44","date_gmt":"2018-05-09T02:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51911"},"modified":"2018-05-08T23:33:44","modified_gmt":"2018-05-09T02:33:44","slug":"resenha-larry-wish-how-more-can-you-need","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-larry-wish-how-more-can-you-need\/","title":{"rendered":"RESENHA: LARRY WISH &#8211; HOW MORE CAN YOU NEED?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51912\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-larry-wish-how-more-can-you-need\/larrywish-capa-howmorecanyouneed\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"larrywish-capa-howmorecanyouneed\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-51912\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/larrywish-capa-howmorecanyouneed.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 algu\u00e9m l\u00e1 fora pronto pra trazer o colapso de um novo testemunho: uma era em que compramos as coisas na televis\u00e3o e elas agigantam-se at\u00e9 sair da tela e estar ao nosso lado enquanto desfrutamos de sua presen\u00e7a at\u00e9 enjoar delas. Essa resenha vai falar sobre o del\u00edrio do consumo, o del\u00edrio de poder desfrutar de coisas estando na paranoia do utilitarismo. Em vez de descri\u00e7\u00f5es, ir\u00e1 se lan\u00e7ar ao incr\u00edvel mundo em que paletas de cores formam um infinito blindado por vis\u00f5es fascinantes.<\/p>\n<p>Como eu mencionei na primeira linha, h\u00e1 algu\u00e9m l\u00e1 fora pronto pra dar o bote: ele \u00e9 o olho-liberal encarando-me por todas as telas, ele \u00e9 o amigo do mundo que faz girar a roleta em uma m\u00e1quina de apostas. De repente, todas as m\u00e1quinas come\u00e7am a ligar, o sal\u00e3o est\u00e1 cheio, cores e perfumes caros infestam o ambiente, n\u00e3o dan\u00e7ar \u00e9 imposs\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 como estar alheio ao espet\u00e1culo. V\u00e1rios elementos est\u00e9ticos sob a cria\u00e7\u00e3o do design, da propaganda e de algum complexo industrial ressoam e s\u00e3o a m\u00fasica da atual \u00e9poca; uma m\u00e1quina, no entanto, est\u00e1 quebrada. Ela funciona ininterruptamente e n\u00e3o premia os apostadores vencedores. E o ato musical dela \u00e9 ressoar em ritmo totalmente dissonante das demais. Apesar de poder emitir apenas os mesmos sons, sua falha mec\u00e2nica decreta uma musicalidade que nenhum habitante do sal\u00e3o havia imaginado. \u00c9 como se ela estivesse tentando se redimir do un\u00edssono constante. Veja bem, todos sempre pensaram que havia uma multiplicidade incr\u00edvel de harmonias at\u00e9 se deflagrarem com o defeito cr\u00f4nico dessa m\u00e1quina. Um novo mundo sonoro se abriu. Ela nos convida a reagir emocionalmente, em meio ao esgotamento sonoro anteriormente impercept\u00edvel. H\u00e1 muita m\u00fasica criada pra nos arremessar na monotonia, mas quando um convite assim \u00e9 realizado n\u00e3o se pode negar. Deve-se estar aberto a um acontecimento que rompe a continuidade entediante das produ\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Por enquanto, n\u00f3s vivemos em um sal\u00e3o, mas que em breve ser\u00e1 fechado. Essa finitude seria totalmente esquecida se n\u00e3o houvesse uma bendita m\u00e1quina pra lembrar que o tempo aqui \u00e9 escasso e, ainda pior, indeterminado. H\u00e1 algu\u00e9m l\u00e1 fora pronto pra dinamitar tudo e se perceber\u00e1 os pr\u00f3prios del\u00edrios humanos quando as m\u00e1quinas implodirem e o pal\u00e1cio de cristal for abaixo. Se a pessoa l\u00e1 fora conseguir quebrar as janelas e o maquin\u00e1rio implodir, apenas aquela m\u00e1quina solit\u00e1ria e maluca n\u00e3o cessar\u00e1 seu funcionamento. Ela sempre esteve apta \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o e vibrar em outra resson\u00e2ncia lhe \u00e9 t\u00e3o habitual que uma invas\u00e3o estrangeira pareceria t\u00e3o inofensivo quanto ris\u00edvel. O som da transforma\u00e7\u00e3o sempre habitou nas entrelinhas das produ\u00e7\u00f5es plastificadas.<\/p>\n<p>Trabalhando sob essa ambienta\u00e7\u00e3o opressiva e, paradoxalmente, rica em detalhes que a investiga\u00e7\u00e3o de Larry Wish ressoa no maquin\u00e1rio contempor\u00e2neo. Mas ele v\u00ea o outro lado dos <em>jingles<\/em> de comerciais e sal\u00f5es de apostas de Las Vegas, ele aponta pra um outro, pra uma diferen\u00e7a, pra um evento. Ao ouvir pela primeira vez, reconheci uma gentileza imediata que aos poucos foi evidenciando-se como farsa, como elemento introdut\u00f3rio pra uma descontinuidade alojada no interior de toda comodidade. Na verdade, o que o m\u00fasico me fez perceber foi que pra cada condimento est\u00e1tico h\u00e1 uma variedade de perspectivas camufladas na rela\u00e7\u00e3o monotem\u00e1tica que eu tinha com a m\u00fasica. Finalmente, o glamour do cl\u00edmax tecnol\u00f3gico reconduz-me pra outros acessos: as m\u00e1quinas quebradas dispostas no vasto sal\u00e3o ganham outro tipo de vida e ambientam uma percep\u00e7\u00e3o p\u00f3s-desgaste. Elas soam resignificadas e reincorporadas pela no\u00e7\u00e3o da finitude, de que elas quebram e viram ferro velho.<\/p>\n<p>\u00c9 o som de karaok\u00eas que se recusam a harmonizar a melodia do cantante, mas surpreendem-no porque s\u00e3o capazes de coisas maravilhosas al\u00e9m da continuidade pr\u00e9-programada. As vozes n\u00e3o v\u00e3o seguir melodia alguma, elas s\u00e3o violentamente arrancadas do entretenimento e caem no abstrato campo da rela\u00e7\u00e3o. &#8220;How More Can You Need?&#8221; transp\u00f4s o tempo usurpado das vozes claudicantes de &#8220;Born Outside My Window&#8221; (2015, <a href=\"https:\/\/larrywish.bandcamp.com\/album\/born-outside-my-window\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>) e mergulhou na anton\u00edmia pra circundar como um fantasma sobre as m\u00e1quinas e o destro\u00e7os. Em face disso, o que pode algu\u00e9m fazer sen\u00e3o aceitar o terreno exaurido e passar a produzir algo a partir dos vest\u00edgios? O que se pode construir enquanto alternativa? Os trabalhos de Larry Wish parecem crescer dos vest\u00edgios esbo\u00e7ados em grandes franquias televisivas pra depor sobre o mesmo universo ultratecnol\u00f3gico, mas evidenciando outro local de chegada. Claro, essa no\u00e7\u00e3o alien\u00edgena \u00e9 passada, principalmente, atrav\u00e9s da progress\u00e3o eletr\u00f4nica de suas manipula\u00e7\u00f5es, em que a composi\u00e7\u00e3o formal pode ser verificada com certo rigor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Jarry Wish, h\u00e1 outros produtores trabalhando com esse tipo de no\u00e7\u00e3o alien\u00edgena extra\u00edda das progress\u00f5es eletr\u00f4nicas: Johnny Jewel, Remember e Mukqs, todos lan\u00e7aram \u00e1lbuns que se relacionam com o excesso sonoro como acesso poss\u00edvel \u00e0 outra realidade (ou a supera\u00e7\u00e3o da atual). Como esses m\u00fasicos, Wish n\u00e3o recusa as inova\u00e7\u00f5es nem as ideias cl\u00e1ssicas de melodia, utilizando a composi\u00e7\u00e3o formal pra ultrapassar as simples justaposi\u00e7\u00f5es de barulhos, como fazem os artistas eletr\u00f4nicos mais imediatistas e, normalmente, mais conhecidos. As incr\u00edveis melodias memor\u00e1veis de &#8220;How More Can You Need?&#8221; s\u00e3o capazes de envolver o ouvinte e conduzi-lo a acessos que se deslocam com a precis\u00e3o detalhista do \u00e1lbum. A imagem da capa \u00e9 representativa neste ponto: pode-se reconhecer todas as formas que a integram, mas a transposi\u00e7\u00e3o incomum de cores aponta outra forma de abordar o mundo dado. Deslizando entre rochas inconstantes enquanto irrup\u00e7\u00f5es de neons piscam transformando a silhueta em algum espet\u00e1culo do s\u00e9culo XXI. Emparelhadas no frenesi sensorial, as melodias dissolvem-se em pura alucina\u00e7\u00e3o. Em cada n\u00edvel desses elementos, a lembran\u00e7a constante de que esses sons n\u00e3o s\u00e3o &#8220;reais&#8221;, mas meros aux\u00edlios pra uma forma diferente de transitar pelo que se entende como realidade. <\/p>\n<p>Tomando nota nas melodias alien\u00edgenas que lentamente se desenvolvem pra um excesso tem\u00e1tico, o \u00e1lbum parece remeter a um tempo disforme, ainda porvir. &#8220;A Lot Of Fun&#8221;, terceira faixa, pode ser interpretada como a utiliza\u00e7\u00e3o positiva do agrad\u00e1vel nascido da abund\u00e2ncia tecnol\u00f3gica, uma vez que as potencialidades das m\u00e1quinas j\u00e1 n\u00e3o seguem mais a l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o. Como uma cultura, cabe, tamb\u00e9m, ao campo da m\u00fasica interpretar uma alternativa sonora que especule outra realidade pros instrumentos dispostos. A m\u00fasica permite essa interpreta\u00e7\u00e3o de possibilitar uma utopia, antes presa em conven\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o e del\u00edrios consumistas. N\u00f3s podemos passar por cima de sons que copiam o passado e reagir a partir de acontecimentos que simbolizem uma transi\u00e7\u00e3o da realidade institu\u00edda pra uma abertura sensorial ao mundo.<\/p>\n<p>Em vez de vivermos com m\u00fasicas que republicam os grandes sucessos ou inova\u00e7\u00f5es do passado, n\u00f3s podemos nos apegar ao tr\u00e2nsito do tempo e envelhecer levando sempre adiante a necessidade de experimentar uma alternativa mais rica e menos falsificada do que a m\u00fasica poderia ou n\u00e3o ser. Do que \u00e9, ou n\u00e3o, bom.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=924182599\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/larrywish.bandcamp.com\/album\/how-more-can-you-need\">How More Can You Need? by Larry Wish<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>A m\u00fasica eletr\u00f4nica progressiva \u00e9 um bom sintoma de como \u00e9 poss\u00edvel identificar os defeitos da nostalgia do presente na produ\u00e7\u00e3o musical enquanto tenta se estabelecer uma outra forma de experimentar o real. Se os primeiros produtores (mais notadamente o Kraftwerk) interessavam-se por sons que esbo\u00e7avam uma mecanicidade ref\u00e9m do automatismo liberal, cabe aos novos enriquecerem esse repert\u00f3rio com uma alternativa a certo modo de vida. Atrav\u00e9s de seu curto tempo, a m\u00fasica eletr\u00f4nica foi acelerada o suficiente pra dar ao ouvinte a sensa\u00e7\u00e3o de estar em outro planeta. A mistura de acelera\u00e7\u00e3o, melodias e sons esquisitos possibilita a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o alien\u00edgena que visite o ouvinte que se deixe ser visitado. Nas palavras de Frank Falisi, em <a href=\"https:\/\/www.tinymixtapes.com\/music-review\/larry-wish-how-more-can-you-need\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">resenha pro Tiny Mix Tapes<\/a>: &#8220;Isto \u00e9 o que a m\u00fasica deve ser, a oscila\u00e7\u00e3o do ar em algo maravilhosamente n\u00e3o concreto&#8221; (tradu\u00e7\u00e3o minha).<\/p>\n<p>Apesar de os sons existirem em ambos os polos (o que de fato se ouve e o que se cria a partir dessas sonoridades), eles oscilam e vibram pra levar o ouvinte a algum lugar. Sons que zombam da quantidade de coisas e que se fundam nesse excesso pra redirecionar artistas e ouvintes. A m\u00fasica popular funcionou assim por um bom tempo at\u00e9 que ela se viu recuada a apelar somente ao entretenimento e falsificar certa ideia de passado musical e vend\u00ea-lo como retr\u00f4, vintage ou revival.<\/p>\n<p>A forma padronizada de composi\u00e7\u00e3o posiciona o ouvinte com uma \u00fanica alternativa de como a m\u00fasica poderia ser feita e, consequentemente, experimentada. Se \u00e9 uma coisa contida no inconsciente ou algo assim, cabe a discos como este fazerem o ouvinte reavaliar sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica enquanto ele, de fato, experimenta uma alternativa divertida. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia que as m\u00fasicas do \u00e1lbum tenham a dura\u00e7\u00e3o de esquetes publicit\u00e1rios enquanto apresentam um conte\u00fado que se move, sonoramente, em tantas esferas e possibilita uma intimidade imediata. Larry Wish, assim, satisfaz quest\u00f5es como legado versus novidade ambientando uma composi\u00e7\u00e3o que ressoa em conte\u00fados muitas vezes assimilados (principalmente pra quem jogava videogames da primeira gera\u00e7\u00e3o), expondo uma abertura a um evento quando todo o aparato se rompe e aliena o ouvinte. Eu estava cansado de ouvir os mesmos sons e, de repente, descubro que eles podem estruturar um novo mundo em que ainda h\u00e1 muito por preencher. Mesmo pra quem consome uma quantidade significativa de m\u00fasica desde muito novo, as sonoridades moduladas fizeram-me experimentar algo indescrit\u00edvel. Tornei-me, novamente, acess\u00edvel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>01. Buying Things On TV (2.0)<br \/>\n02. Never (Star Track)<br \/>\n03. A Lot Of Fun<br \/>\n04. Coin Invention Coin Convointioin<br \/>\n05. The Person Is Gentle<br \/>\n06. The Best Feeling Is WUXGA<br \/>\n07. I Can Fly In Love With You<br \/>\n08. Sleeping With The Dance (Dancing, Sleeping)<br \/>\n09. Hidden Ffolderes?S-Files<br \/>\n10. Near<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 1\u00ba de abril de 2018<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 28 minutos e 11 segundos<br \/>\nSelo: Field Hymns<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Larry Wish<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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