{"id":51940,"date":"2018-05-14T19:14:43","date_gmt":"2018-05-14T22:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51940"},"modified":"2018-06-05T13:41:56","modified_gmt":"2018-06-05T16:41:56","slug":"as-mil-guitarras-de-glenn-branca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/as-mil-guitarras-de-glenn-branca\/","title":{"rendered":"AS MIL GUITARRAS DE GLENN BRANCA"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51941\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/as-mil-guitarras-de-glenn-branca\/glennbranca1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"glennbranca1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51941\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Depois de quase um s\u00e9culo sendo ritualmente esmagada, incendiada e empunhada como um falo, a guitarra el\u00e9trica perdeu um pouco de seu sutil mist\u00e9rio. As notas aparentemente foram todas tocadas. No entanto, em uma certa noite durante o ensino m\u00e9dio, alguns amigos apaixonados por Thurston Moore e <em>prog rock<\/em> me apresentaram &#8211; a mim, uma crian\u00e7a criada com her\u00f3is de guitarra de todas as variedades &#8211; \u00e0s sinfonias de guitarra de Glenn Branca, e o mist\u00e9rio foi vigorosamente restaurado.<\/p>\n<p>&#8220;Em algum lugar entre o barulho feroz do Wolf Eyes e compositores texturais como (<em>Gy\u00f6rgy<\/em>) Ligeti est\u00e1 Glenn Branca. Suas sinfonias de guitarra s\u00e3o algumas das express\u00f5es mais evocativas do caos organizado em qualquer forma de arte e, na maioria dos casos, n\u00e3o soam como guitarras. Como parte da <em>no wave<\/em> de Nova Iorque, ele redefiniu o escopo do instrumento pra todos os roqueiros de <em>noise<\/em> dos anos 90 (o Sonic Youth, por exemplo, nasceu dos lombos experimentais de Branca).<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, quando o Experience Music Project postou uma chamada conclamando m\u00fasicos pra tocar no &#8216;Hallucination City: Symphony 13 For 100 Guitars&#8217; em Seattle, ofereci meus servi\u00e7os como guitarrista. A concertista e esposa de Branca Regina Bloor me enviou a partitura de &#8216;Hallucination City&#8217;, um monstro de setenta minutos que estreou em 2001 no World Trade Center. Bloor tamb\u00e9m enviou uma lista abrangente de notas descrevendo como eu estaria modificando a maneira como eu toco e executo a guitarra e leio a nota\u00e7\u00e3o. Pra que sua m\u00fasica funcione, Branca quer que os artistas desaprendam seus v\u00edcios, seus rifes, seus acordes de bar <em>a la<\/em> Black Sabbath e reaprendam o mist\u00e9rio das cordas, al\u00e9m da madeira e da eletricidade.<\/p>\n<p>&#8220;O primeiro ensaio foi na EMP Sky Church, acusticamente bela; o segundo, no sombrio refeit\u00f3rio do Seattle Center Exhibition Hall. Organizada como um coral, a orquestra ficava de acordo com as se\u00e7\u00f5es: alto, tenor, bar\u00edtono e baixo. O cara \u00e0 minha esquerda me disse que ele tocou em seis outras apresenta\u00e7\u00f5es da &#8216;Hallucination City&#8217;, incluindo as da B\u00e9lgica, Londres e Roma. Ent\u00e3o, ele apontou cinco outros <em>Brancanistas<\/em> experientes que tinham vindo todos de lugares distantes. O alto \u00e0 minha direita dizia: &#8216;acabei de ler sobre isso no jornal e queria tocar com uma centena de guitarristas&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Descobriu-se que a contagem era mais de 47 &#8211; ainda um n\u00famero impressionante de guitarristas dispostos a passar dez horas por dia, durante tr\u00eas dias, tocando uma pe\u00e7a de m\u00fasica de vanguarda em uma festa de US$ 175 a US$ 275 por ingressos do Seattle Art Museum e sem receber nada. A experi\u00eancia ofereceu outras recompensas.<\/p>\n<p>&#8220;O que acontece quando uma pe\u00e7a de Branca realmente funciona \u00e9 um pouco como a hipnose. Durante uma discuss\u00e3o informal na hora do almo\u00e7o, ele falou sobre ouvir o som de um tom de voz lentamente ao longo de uma hora e como, se voc\u00ea ouvir alto o suficiente, voc\u00ea suportar\u00e1 &#8216;alucina\u00e7\u00f5es como nunca&#8217;. Indiretamente, acho que ele estava nos inspirando pra sua pr\u00f3pria m\u00fasica. Outra vez, ele entrou na sala e disse ao (maravilhosamente fant\u00e1stico) maestro John Myers: &#8216;eu n\u00e3o sei o que voc\u00eas est\u00e3o fazendo aqui, mas estou ouvindo vozes nesta m\u00fasica&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Este era o tipo de elogio que ele constantemente nos dava enquanto entrava e sa\u00eda da sala, com a barba por fazer, com a mochila e cabelos grisalhos, tempo suficiente pra ser chamado de &#8216;selvagem&#8217;. Ele deve saber que parte da raz\u00e3o pela qual os artistas aparecem \u00e9 se deleitar com seu jeito, e a cada poucas horas, apenas pra nos satisfazer, ele deixaria escapar algo como: &#8216;o nome desse movimento \u00e9 &#8216;Vengeance&#8217;, e enquanto voc\u00eas est\u00e3o tocando, quero que todos pensem em como voc\u00eas v\u00e3o se sentir na segunda ter\u00e7a-feira de novembro pr\u00f3ximo&#8217;. Ou: &#8216;voc\u00ea fodeu tudo!&#8217;. Ele n\u00e3o estava apenas sendo legal; no decorrer de dois dias, a nuvem amorfa de som que pairou no primeiro ensaio foi de alguma forma esculpida em algo que, mesmo na sobriedade de paredes brancas do Exhibition Hall, era como um musical.<\/p>\n<p>&#8220;O dia do show, no Olympic Sculpture Park, foi a primeira vez em que Branca mostrou seus dentes e sua voz &#8211; n\u00e3o pros artistas, mas pra a equipe: &#8216;que porra est\u00e1 acontecendo aqui? Onde diabos o maestro vai ficar? Aqui? Nisso? Deve ser metade desse tamanho! Qual\u00e9!&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;No momento em que o show come\u00e7ou, as ansiedades foram reprimidas. Todos saquearam o <em>open bar<\/em> e as comodidades que pareciam car\u00edssimas na festa de septuag\u00e9simo-quinto anivers\u00e1rio do Seattle Art Museum. Algu\u00e9m esculpiu uma escultura de gelo de uma guitarra, uma guitarra incrustada de diamantes foi leiloada e bolos de casamento controlados remotamente passaram pelo parque. Tudo isso contrastava totalmente com a performance, porque, pra ser honesto, a casta de pessoa que toca \/ ouve Branca provavelmente n\u00e3o \u00e9 do tipo que ganha algumas centenas de d\u00f3lares em uma festa de gala.<\/p>\n<p>&#8220;Mas os obstinados estavam l\u00e1 &#8211; amontoados na rua, agarrados ao lado de fora da cerca &#8211; e, quando a pe\u00e7a come\u00e7ou, os aplausos mais agitados vieram daqueles bastidores. Os benfeitores do Seattle Art Museum, enquanto isso, se esconderam no parque num espa\u00e7o s\u00f3 deles, ouvindo faixas <em>Euro-dance-lite<\/em>, esperando a hipnose em massa transcendental de Branca at\u00e9 que o &#8216;headliner&#8217;, uma banda cover de Neil Diamond, subisse ao palco. Isso foi ok pra gente. E posso dizer: \u00e9 o tipo de resposta que apenas alimenta a inspira\u00e7\u00e3o de Branca &#8211; sua p\u00e1gina no MySpace o representa com uma foto de alguns tipos conservadores cobrindo seus ouvidos e fazendo uma careta. Depois de todos esses anos, Branca ainda \u00e9 a maior iconoclasta que a guitarra j\u00e1 viu, e \u00e9 exatamente por isso que n\u00f3s tocamos nossos cora\u00e7\u00f5es por ele&#8221;.<\/p>\n<p>Quem escreveu esses poucos par\u00e1grafos foi Ross Simonini, <a href=\"https:\/\/www.thestranger.com\/seattle\/i-played-in-glenn-brancas-hallucination-city-and-all-i-got--was-mass-hypnotic-transcendence\/Content?oid=586920\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">assinando um artigo especial pra The Stranger<\/a>, revista virtual e impressa de Seattle, onde uma das apresenta\u00e7\u00f5es da sinfonia de Glenn Branca, &#8220;Symphony No. 13 (Hallucination City) For 100 Guitars&#8221; aconteceu, naquele atribulado ano de 2008.<\/p>\n<p>Simonini \u00e9 um dos habilidosos guitarristas que foram moldados por Branca. Ele n\u00e3o chegou nem perto dos holofotes da hist\u00f3ria como conseguiram os iluminados do Sonic Youth, que tiveram o privil\u00e9gio de serem lan\u00e7ados pelo selo Neutral Records, bem como o Swans. Entretanto, Simonini, como qualquer outro guitarrista que abriu a mente pras transcendentais notas de Branca, iluminado ou n\u00e3o, pode ser destacado como um guitarrista diferente, fora do padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Porque foi assim que Branca e suas esquisitices ficaram conhecidos. Ele n\u00e3o se contentava com notas e arranjos e sequ\u00eancias padr\u00f5es. A &#8220;Symphony No. 13 (Hallucination City) For 100 Guitars&#8221; foi s\u00f3 um dos exemplo &#8211; um dos mais ousados, por certo, mas s\u00f3 mais um exemplo. Quando lan\u00e7ou os excepcionais &#8220;Lesson No. 1&#8221; (1980) e &#8220;The Ascension&#8221; (1981), Glenn Branca j\u00e1 estava estra\u00e7alhando a obviedade com notas expressivas.<\/p>\n<p>A obra s\u00f3 foi ser lan\u00e7ada em disco de fato e direito em 2016 (pela Atavistic Records), quando o Tiny Mix Tapes a determinou como &#8220;uma insana pe\u00e7a musical&#8221; &#8211; ou que o Telegraph chamou de o som de &#8220;uma espa\u00e7onave decolando&#8221;. A obra que se ouve no disco foi gravada em 2008, na apresenta\u00e7\u00e3o em Roma. Soa como a mais alucinante ousadia musical eletrificada poss\u00edvel. Mais do que isso: soa como se tivesse mil guitarras e n\u00e3o cem.<\/p>\n<p>A guitarra tem o poder de amplificar seu alcance podendo soar como se adornada por fantasmas. Como se cada m\u00fasico, a cada palhetada, se desmembrasse em outros dez pra serrar o ar com mais vigor. Evidentemente que n\u00e3o \u00e9 <em>qualquer guitarrista<\/em> que tem essa capacidade. Como bem descreveu Simonini, Branca tinha.<\/p>\n<p>Com a sinfonia, Branca queria ver se conseguia alcan\u00e7ar a sutileza e a complexidade de sua m\u00fasica orquestral a partir da guitarra el\u00e9trica. &#8220;Se a guitarra el\u00e9trica \u00e9 tocada alto &#8211; que \u00e9 a maneira que deve ser tocada, na minha opini\u00e3o &#8211; \u00e9 assim que ela vai soar. Quando voc\u00ea a ouve nesta escala, voc\u00ea sente o potencial de profundidade real e transpar\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Longe de improvisar ou despirocar, os guitarristas de Glenn Branca se inclinam todos pra frente, lendo partituras na dire\u00e7\u00e3o de um maestro. Barulho n\u00e3o \u00e9 uma leitura v\u00e1lida. A perspectiva \u00e9 outra: \u00e9 esmagar a percep\u00e7\u00e3o pregui\u00e7osa das pessoas a partir da arte.<\/p>\n<p>Branca renegava o <em>mainstream<\/em>. &#8220;Eu me sinto mais pr\u00f3ximo de Bruckner e Mahler \u2013 at\u00e9 mesmo de Wagner. Compositores que na suas \u00e9pocas tentaram constantemente aumentar o tamanho da orquestra pra que ela soasse mais alto. \u00c9 o que eu estou fazendo. &#8216;Hallucination City&#8217; \u00e9 m\u00fasica sinf\u00f4nica pra pessoas que cresceram ouvindo rock&#8221;.<\/p>\n<p>Branca \u00e9 artista pra pessoas que cresceram desconectadas com o que o mundo vende, passando ao largo das mesmas lojas e letreiros e pautas jornal\u00edsticas. \u00c9 pra quem n\u00e3o quer moleza. \u00c9 pra quem ainda reverencia o mist\u00e9rio da guitarra.<\/p>\n<p>Glenn Branca morreu no dia 14 de maio de 2018, aos 69 anos (prestes a fazer 70 &#8211; ele \u00e9 de 6 de agosto de 1948), de c\u00e2ncer na garganta. Ao fim, ele nos deixou suas milhares de guitarras.<\/p>\n<p>A &#8220;Symphony No. 13 (Hallucination City) For 100 Guitars&#8221; lan\u00e7ada em disco:<\/p>\n<p>1. March<br \/>\n2. Chant<br \/>\n3. Drive<br \/>\n4. Vengeance<\/p>\n<p>Ou\u00e7a na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eiJ--uM4FXw\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Foto que abre este arquivo: Kristy Sparow\/Getty Images<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/glenn-branca-no-sesc-belenzinho-como-foi\/\" title=\"GLENN BRANCA NO SESC BELENZINHO &#8211; COMO FOI\">GLENN BRANCA NO SESC BELENZINHO &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/mostra-sesc-de-artes-2012\/\" title=\"MOSTRA SESC DE ARTES 2012\">MOSTRA SESC DE ARTES 2012<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Depois de quase um s\u00e9culo sendo ritualmente esmagada, incendiada e empunhada como um falo, a guitarra el\u00e9trica perdeu um pouco de seu sutil mist\u00e9rio. As [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[2236],"class_list":["post-51940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-glenn-branca"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/glennbranca1.jpg?fit=540%2C300","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dvK","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51941"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}