{"id":51973,"date":"2018-05-18T11:38:38","date_gmt":"2018-05-18T14:38:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51973"},"modified":"2018-05-18T11:38:38","modified_gmt":"2018-05-18T14:38:38","slug":"resenha-the-caretaker-everywhere-at-the-end-of-time-stage-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-caretaker-everywhere-at-the-end-of-time-stage-4\/","title":{"rendered":"RESENHA: THE CARETAKER &#8211; EVERYWHERE AT THE END OF TIME &#8211; STAGE 4"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51974\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-the-caretaker-everywhere-at-the-end-of-time-stage-4\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"caretaker-capa-everywhereattheendoftime4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-51974\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Desde muito tempo atr\u00e1s, diversos artistas v\u00eam utilizando a pr\u00f3pria grava\u00e7\u00e3o e seus ru\u00eddos (in)comunicativos pra criar m\u00fasica de um passado borrado, indeterminado ou inventado. Considere que o The Caretaker (projeto musical de James Leyland Kirby) tem tentado, nos \u00faltimos anos, construir o paradoxo perfeito: o horror do exterior como alvo pra uma beleza imposs\u00edvel &#8211; a que aceita elementos mundanos e os observa como acessos velados pra possibilidades extraordin\u00e1rias. Kirby tem mostrado um lado alternativo pra realidade c\u00ednica que enfrentamos (coisa que outros contempor\u00e2neos tamb\u00e9m t\u00eam feito, mais especificamente Seth Graham e seu humor e as tentativas de Noah Creshevsky de reanimar objetos mortos). Ent\u00e3o, talvez, esse outro modo de assimilar o excesso de coisas possa conduzir o ouvinte pra um tempo que lhe fa\u00e7a esquecer subjetividades ancestrais ou o peso hist\u00f3rico e o liberte no horror do n\u00e3o-simb\u00f3lico e nas\u00e7a sua consequente liberdade.<\/p>\n<p>Leyland Kirby se equivale da decad\u00eancia da mem\u00f3ria pra criar uma tens\u00e3o repetitiva que elabora um ambiente ao mesmo tempo em que retrai outro, como se a limita\u00e7\u00e3o s\u00f3 existisse pra imagens pr\u00e9-concebidas. Se atrav\u00e9s da monumental s\u00e9rie &#8220;Everywhere At The End Of Time&#8221; (<a href=\"https:\/\/thecaretaker.bandcamp.com\/album\/everywhere-at-the-end-of-time\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">todos os est\u00e1gios reunidos aqui<\/a>) eu posso encontrar a dem\u00eancia do seu criador, \u00e9 porque este teve um vasto trabalho ao reciclar mem\u00f3rias e redistribu\u00ed-las como paradigmas de um mundo sempre em constru\u00e7\u00e3o. Isso j\u00e1 seria dif\u00edcil com palavras (desconstruir a linguagem sujeito-objeto), mas sonorizar o pr\u00f3prio processo de lembrar e perder as lembran\u00e7as \u00e9 um empreendimento corajoso.<\/p>\n<p>Talvez n\u00f3s n\u00e3o possamos entender como se chegou neste est\u00e1gio sem passar pelos outros tr\u00eas, sem pressa alguma: no primeiro, t\u00ednhamos uma leve atmosfera instrumental; no segundo, uma solid\u00e3o insuport\u00e1vel; o terceiro era de filetes ruidosos mal produzidos. Depois de tudo isso, as part\u00edculas esbo\u00e7adas nos anteriores assomam-se neste disco, e estamos realmente presenciando autorrefer\u00eancias do universo do criador e processando-as como nossas, como se a cria\u00e7\u00e3o dele tamb\u00e9m fosse algo assimilado\/criado por n\u00f3s. Nos quatro peda\u00e7os que constituem o disco, a imers\u00e3o \u00e9 no universo j\u00e1 constru\u00eddo a partir dos fragmentos revividos, esquecidos e criados. Eles terminam no in\u00edcio, iniciam no meio de algo j\u00e1 constante &#8211; como se chegassem de paraquedas no universo do seu criador e tivessem de se adaptar a um fluxo t\u00e3o inconstante e imprevis\u00edvel quanto a vida e a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Essa m\u00fasica se engaja com o ouvinte na medida que estabelece um espa\u00e7o cocriador que assimila tanto rupturas quanto potenciais nascimentos. Porque tudo se retrai e se estende que a movimenta\u00e7\u00e3o incessante entre os polos da mem\u00f3ria ascende pra territ\u00f3rios novos e revisita lugares ocultos. Esses tipos de sons n\u00e3o s\u00e3o resguardados por nada a n\u00e3o ser a bagagem do ouvinte e por isso recusam os confortos sonoros presentes em todos os outros trabalhos de Kirby. A m\u00fasica recusa a retromania porque cultiva as familiaridades nascidas da intimidade sem referenci\u00e1-las como algo consum\u00edvel; pra se ter acesso a algo \u00e9 preciso que as rela\u00e7\u00f5es com essa coisa superem as meras conven\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 uma m\u00fasica criadora porque utiliza da sua cacofonia, \u00e0s vezes dispersiva \u00e0s vezes aglutinadora, pra redimensionar a rela\u00e7\u00e3o de seus sons com o ouvinte e deste com a sua vida. Os sons ignoram assentamentos simb\u00f3licos porque s\u00e3o um processo cont\u00ednuo de ruptura: rompem as associa\u00e7\u00f5es e rompem qualquer amea\u00e7a de &#8220;ambienta\u00e7\u00e3o soturna&#8221;. Jamais s\u00e3o reduz\u00edveis a tal ponto.<\/p>\n<p>Na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6gahbDemo-I\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Utiliza-se de todo o processo de grava\u00e7\u00e3o pra romper uma linha hist\u00f3rica plaus\u00edvel e permitir que o ouvinte incorpore e devore o que ouve. Sua democracia de acessos e troca de experi\u00eancias reconstitui constantemente o que de fato \u00e9 ouvido: s\u00e3o sons de qualquer lugar da vida transformando a rela\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e potencializando sua dizima\u00e7\u00e3o em algo criativo. Em seu ponto mais b\u00e1sico, dialoga com algo por qual todos passam: encarar a perda da mem\u00f3ria, o vazio dessas perdas, a confus\u00e3o com o processo de esquecimento etc. <\/p>\n<p>Esse \u00e9 o esfor\u00e7o \u00fanico dessa m\u00fasica: reverter o processo de obsess\u00e3o demente com a perda das coisas e transform\u00e1-lo na euforia criativa suspensa no \u00eaxtase desses acontecimentos. O produtor criando algo que rejeita um cinismo ao perceber que tudo \u00e9 dilu\u00eddo atrav\u00e9s da constata\u00e7\u00e3o em que cada res\u00edduo, teoricamente descart\u00e1vel, h\u00e1 uma fonte consider\u00e1vel aguardando acolhimento. \u00c9 uma m\u00fasica iluminada pela perspectiva de que esquecer n\u00e3o leva \u00e0 loucura e ao nada, mas perceber que os processos de esquecimento possibilitam uma bonita apreens\u00e3o do instante, do moment\u00e2neo.<\/p>\n<p>Tristemente, essas coisas s\u00e3o edificadas na m\u00fasica e perdidas na realidade. Qualquer desafio \u00e9 visto com dificuldade e cansa\u00e7o e as part\u00edculas ocultas que poderiam conduzir o ente pra uma perspectiva mais branda e ben\u00e9vola perdem-se na velocidade das coisas e dos dias. O resultado visto \u00e9 mais como os tr\u00eas primeiros est\u00e1gios das grava\u00e7\u00f5es: uma solid\u00e3o opressiva porque n\u00e3o conseguimos capturar nada e a melancolia que resta depois das apreens\u00f5es falidas.<\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento de &#8220;Everywhere At The End Of Time &#8211; Stage 4&#8221;, The Caretaker observa a supera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a registrada nos tr\u00eas primeiros a partir da constitui\u00e7\u00e3o sonora que se relaciona com todos os sons descobertos. Numa sociedade que busca conforto em autoafirma\u00e7\u00f5es, a afirma\u00e7\u00e3o de Kirby parece algo ut\u00f3pico: reencontrar na pr\u00f3pria decad\u00eancia uma for\u00e7a po\u00e9tica que permita uma nova forma de se relacionar com o mundo, com seu corpo e com sua mente. Bater palmas pra um quarto escuro sempre vai parecer algo apenas bobo, por mais que quem aplauda esteja sorrindo. As op\u00e7\u00f5es falsas constru\u00edram o cinismo que causou o isolamento das primeiras grava\u00e7\u00f5es. Kirby termina o disco com uma ambienta\u00e7\u00e3o prolongada que abriga ru\u00eddos indistingu\u00edveis, mostrando que a tens\u00e3o entre o que se aparenta e a vontade de criar algo, quando justapostas, s\u00e3o capazes de encontrar paz nos lugares mais calamitosos.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. Stage 4 Post Awareness Confusions<br \/>\n2. Stage 4 Post Awareness Confusions<br \/>\n3. Stage 4 Temporary Bliss State<br \/>\n4. Stage 4 Post Awareness Confusions<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,5<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 5 de abril de 2018<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 67 minutos e 18 segundos<br \/>\nSelo: History Always Favours The Winners<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Jim Kirby<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. CARON &#8211; A JUVENTUDE DO RIO DE JANEIRO RESPIRA POR APARELHOS RUIDOSOS\">RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. CARON &#8211; A JUVENTUDE DO RIO DE JANEIRO RESPIRA POR APARELHOS RUIDOSOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-sei-still-el-refugio\/\" title=\"RESENHA: SEI STILL &#8211; EL REFUGIO\">RESENHA: SEI STILL &#8211; EL REFUGIO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-taqbir-taqbir-ep\/\" title=\"RESENHA: TAQBIR &#8211; TAQBIR (EP)\">RESENHA: TAQBIR &#8211; TAQBIR (EP)<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde muito tempo atr\u00e1s, diversos artistas v\u00eam utilizando a pr\u00f3pria grava\u00e7\u00e3o e seus ru\u00eddos (in)comunicativos pra criar m\u00fasica de um passado borrado, indeterminado ou inventado. [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":51974,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[915],"tags":[2574,2156],"class_list":["post-51973","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-resenha","tag-caretaker","tag-resenha"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/caretaker-capa-everywhereattheendoftime4.jpg?fit=540%2C540","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-dwh","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51973\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51974"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}