{"id":51985,"date":"2018-05-22T19:06:13","date_gmt":"2018-05-22T22:06:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51985"},"modified":"2018-07-10T22:06:14","modified_gmt":"2018-07-11T01:06:14","slug":"10-resenhas-que-foram-desmentidas-pelo-tempo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/10-resenhas-que-foram-desmentidas-pelo-tempo\/","title":{"rendered":"10 RESENHAS QUE FORAM DESMENTIDAS PELO TEMPO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51994\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/10-resenhas-que-foram-desmentidas-pelo-tempo\/listas-resenhaserradas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/listas-resenhaserradas.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"listas-resenhaserradas\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/listas-resenhaserradas.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/listas-resenhaserradas.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51994\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/listas-resenhaserradas.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/listas-resenhaserradas.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>F\u00e3s adoram os cr\u00edticos quando os cr\u00edticos escrevem exatamente o que eles querem ler. Caso contr\u00e1rio, o autor das palavras pode ser massacrado &#8211; e pra sempre. O f\u00e3 n\u00e3o quer saber de l\u00f3gica, quer argumentos que impulsionem os motivos de sua paix\u00e3o. J\u00e1 gravadoras e artistas querem textos que sirvam de conte\u00fado pra ajudar a vender a obra. S\u00f3 podem, ent\u00e3o, ser textos positivos.<\/p>\n<p>Foi-se o tempo em que cr\u00edticos e alguns ve\u00edculos tinham o poder crucial pra determinar se uma obra iria habitar as paradas de sucesso ou se ia simplesmente cair na lixeira do esquecimento. Hoje em dia, com a pulveriza\u00e7\u00e3o das ferramentas de fabrica\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e de opini\u00e3o, qualquer um pode dizer o que acha e filtrar s\u00f3 as opini\u00f5es que lhe interessam &#8211; no final das contas segue sendo a mesma coisa de sempre.<\/p>\n<p>Acontece que isso n\u00e3o quer dizer que cr\u00edticos sejam deuses inabal\u00e1veis, cuja f\u00e9 n\u00e3o possa ser contestada. Em muitos casos, quando a cr\u00edtica \u00e9 negativa e demolidora, s\u00f3 mesmo o tempo pode dizer quem tinha um tanto de raz\u00e3o. A vulnerabilidade dos cr\u00edticos est\u00e1 a\u00ed, no tempo. Suas linhas ficam pra sempre. Eles podem at\u00e9 se redimir depois, mas a Internet tratou de imortalizar suas palavras originais e com o passar do tempo elas acabam confrontadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os exemplos de resenhas que foram tra\u00eddas pela hist\u00f3ria: h\u00e1 muitos casos de bons escritores que viram suas impress\u00f5es sobre determinada obra se tornarem ris\u00edveis a partir da relev\u00e2ncia hist\u00f3ria e comercial que tal disco teve. A Rolling Stone tem at\u00e9 uma s\u00e9rie que ri de si mesma, resgatando suas resenhas de progn\u00f3sticos mais furados. Outros ve\u00edculos n\u00e3o possuem a mesma leveza, mas todos cometem suas escorregadas.<\/p>\n<p>Ora, a culpa nem sempre \u00e9 do cr\u00edtico, a bem da verdade. Em muitos casos, o profissional tem muito pouco tempo pra ouvir, digerir e raciocinar sobre aquela obra. Todo o resto da humanidade tem todo o tempo do mundo. Pensando assim, erros at\u00e9 que configuram uma pequena migalha do bolo.<\/p>\n<p>Aqui, est\u00e3o reunidos dez desses equ\u00edvocos. Foram selecionados s\u00f3 textos que falaram mal de obras que o tempo se encarregou de desmentir e transformar em &#8220;cl\u00e1ssicos&#8221; (entre aspas, porque o termo \u00e9 bem subjetivo, mas s\u00e3o obras que de alguma forma se tornaram refer\u00eancias).<\/p>\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m pensar no contr\u00e1rio, ainda mais no novo s\u00e9culo, onde a cr\u00edtica, sem rubor algum, se tornou parte integrante e atuante do promocional dos artistas, produtores e gravadoras e s\u00f3 elogios s\u00e3o desferidos: quantas obras foram aclamadas como cl\u00e1ssicos instant\u00e2neos e se tornaram um vigoroso nada na hist\u00f3ria da m\u00fasica? Talvez bem mais do que as retumbantes escorregadas listadas aqui, mas isso fica pra outra lista.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>LED ZEPPELIN<\/strong><br \/>\nArtista: Led Zeppelin<br \/>\nData: 15 de mar\u00e7o de 1969<br \/>\nAutor: John Mendelsohn<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Rolling Stone<\/p>\n<p>&#8220;O mais recente dos grupos ingleses de <em>blues<\/em> oferece menos que seus g\u00eameos, o Jeff Beck Group, n\u00e3o tenham oferecido melhor tr\u00eas meses atr\u00e1s, com &#8216;Truth&#8217;, e os excessos no disco de estreia do Jeff Beck Group aparecem em total evid\u00eancia no disco do Led Zeppelin (mais notadamente a auto-indulg\u00eancia). Jimmy Page, em torno do qual o Led Zeppelin gira, \u00e9, reconhecidamente, um extraordin\u00e1rio guitarrista de <em>blues<\/em> e explorador das habilidades do seu instrumento. Infelizmente, ele tamb\u00e9m \u00e9 bem limitado como produtor e um compositor de can\u00e7\u00f5es fracas e sem imagina\u00e7\u00e3o, e o disco do Led Zeppelin sofre por ter ao mesmo tempo ele como produtor e compositor da maioria das can\u00e7\u00f5es (sozinho ou junto com seus companheiros de grupo) (&#8230;) &#8216;Babe, I&#8217;m Gonna Leave You&#8217; alterna entre os vocais uivantes de Robert Plant, acima de um viol\u00e3o, enquanto a banda percorre uma progress\u00e3o de quatro acordes, e John Bonham esmaga seus pratos a cada batida. A m\u00fasica \u00e9 muito chata em alguns pontos (especialmente nas passagens vocais), bem redundante, e certamente n\u00e3o vale os seis minutos e meio que o Zeppelin d\u00e1. (&#8230;) Em sua disposi\u00e7\u00e3o de desperdi\u00e7ar seu talento consider\u00e1vel em material indigno, o Zeppelin produziu um \u00e1lbum que \u00e9 tristemente reminiscente de &#8216;Truth&#8217;. Como o grupo de Beck, eles tamb\u00e9m est\u00e3o perfeitamente dispostos a fazer uma exibi\u00e7\u00e3o de show-de-dois-homens (ou, mais precisamente, um-e-meio). Parece que, pra ajudar a preencher o vazio criado pelo desaparecimento do Cream, eles ter\u00e3o que encontrar um produtor (e editor) e algum material digno de sua aten\u00e7\u00e3o (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"25382\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-firefriend\/led-i\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/led-I.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"led-I\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/led-I.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/led-I.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-25382\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/led-I.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/led-I.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>BLACK SABBATH<\/strong><br \/>\nArtista: Black Sabbath<br \/>\nData: 17 de setembro de 1970<br \/>\nAutor: Lester Bangs<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Rolling Stone<\/p>\n<p>&#8220;A mediocridade n\u00e3o \u00e9 a guardi\u00e3 da grandeza com frequ\u00eancia &#8211; quando \u00e9 influente, sua prog\u00eanie geralmente alcan\u00e7a at\u00e9 o nadir de classifica\u00e7\u00e3o. Mas no rock, um dos princ\u00edpios fundadores \u00e9 que os erros gloriosos podem se abrir pra novos estilos incr\u00edveis, tudo pode acontecer. Eis o fen\u00f4meno do Cream, que est\u00e1 longe de estar morto at\u00e9 o momento. Embora eles fossem essencialmente um grupo ego\u00edsta de artes\u00e3os pregui\u00e7osos que se aproveitavam de seus consider\u00e1veis talentos engolindo seu pr\u00f3prio entusiasmo, arrecadando punhados de dinheiro e voando na luz desagrad\u00e1vel do dia, eles deixaram uma s\u00e9rie de imitadores estudiosos que est\u00e3o por a\u00ed, com vis\u00f5es de estrelato ocupando suas cabe\u00e7as, at\u00e9 hoje (&#8230;) Atrav\u00e9s das vias do lado industrial do pa\u00eds do Cream, est\u00e3o os trabalhadores n\u00e3o qualificados como o Black Sabbath, que foi exaltado como uma celebra\u00e7\u00e3o ritual da massa sat\u00e2nica, algo como a resposta da Inglaterra ao Coven. Bem, eles n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o ruins, mas esse \u00e9 todo o cr\u00e9dito que voc\u00ea pode dar a eles. O \u00e1lbum todo \u00e9 um tro\u00e7o &#8211; apesar dos sombrios t\u00edtulos de m\u00fasicas e algumas letras que soam como Vanilla Fudge pagando tributo a Aleister Crowley, o \u00e1lbum n\u00e3o tem nada a ver com espiritualismo, ocultismo, ou qualquer coisa al\u00e9m de recita\u00e7\u00f5es r\u00edgidas dos clich\u00eas do Cream que soam como se os m\u00fasicos tivessem  aprendido num manual, continuando com persist\u00eancia obstinada. Os vocais s\u00e3o escassos, a maior parte do \u00e1lbum est\u00e1 repleto de linhas de baixo pesadas sobre as quais a guitarra principal dribla os Claptonismos duros dos mais cansados \u200b\u200bdias do mestre. Eles at\u00e9 t\u00eam discordantes <em>jams<\/em> com baixo e viol\u00e3o, como loucos acelerados em todos os outros per\u00edmetros musicais, mas nunca encontrando sincronia &#8211; assim como Cream! Mas pior ainda (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"17165\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-inverness\/blacksabbath-bs\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/blacksabbath-bs.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"blacksabbath-bs\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/blacksabbath-bs.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/blacksabbath-bs.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-17165\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/blacksabbath-bs.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/blacksabbath-bs.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>THE BOY WITH THE ARAB STRAP<\/strong><br \/>\nArtista: Belle &#038; Sebastian<br \/>\nData: 1\u00ba de outubro de 1998<br \/>\nAutor: Jason Josephes<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Pitchfork<\/p>\n<p>&#8220;Mediocridade n\u00e3o \u00e9 um crime previsto em lei, mas se fosse, Belle &#038; Sebastian deveriam estar saboreando sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o nesse momento. O septeto escoc\u00eas, que fez de fato um \u00e1lbum maravilhoso ano passado chamado &#8216;If You&#8217;re Feeling Sinister&#8217;, decidiu parodiar a si pr\u00f3prios na sua estreia estadunidense, &#8216;The Boy With The Arab Strap&#8217;. E que belo trabalho eles fizeram, nesse sentido (&#8230;) Estas s\u00e3o m\u00fasicas t\u00e3o grudentas que deveriam estar penduradas no ouvido de Ben Stiller, e eu n\u00e3o me refiro a isso de uma maneira boa (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51987\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/10-resenhas-que-foram-desmentidas-pelo-tempo\/belleesebastian-theboywitharabstrap\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"belleesebastian-theboywitharabstrap\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-51987\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/belleesebastian-theboywitharabstrap.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>ABBEY ROAD<\/strong><br \/>\nArtista: The Beatles<br \/>\nData: 5 de outubro de 1969<br \/>\nAutor: Nik Cohn<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: The New York Times<\/p>\n<p>&#8220;(&#8230;) grande variedade de inven\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica. Diante de uma confus\u00e3o gigantesca de m\u00fasicas, todas empilhadas umas sobre as outras, n\u00e3o h\u00e1 como escapar do fato de que a dupla Lennon-McCartney escreve um n\u00famero prodigioso de can\u00e7\u00f5es verdadeiras. N\u00e3o apenas rifes e padr\u00f5es, mas a coisa real, melodias genu\u00ednas. Acontece que a maioria das falas aqui s\u00e3o roubadas, parcialmente roubadas de outras pessoas e em parte de outros \u00e1lbuns dos Beatles. O fato \u00e9 que ningu\u00e9m mais no rock poderia ter alcan\u00e7ado o mesmo resultado. (&#8230;) h\u00e1 talvez quinze m\u00fasicas em tantos minutos &#8211; todos eles instantaneamente humildes, todos eles <em>hits<\/em> em potencial. \u00c9 um <em>tour de force<\/em> e \u00e9 fant\u00e1stico. (&#8230;) A grande desvantagem s\u00e3o as palavras. Houve um tempo em que as letras dos Beatles eram uma de suas maiores atra\u00e7\u00f5es. N\u00e3o mais. (&#8230;) Tudo isso mudou agora. Em &#8216;Abbey Road&#8217;, as palavras n\u00e3o t\u00eam pulso firme, s\u00e3o pomposas e falsas. Claramente, os Beatles j\u00e1 ouviram tantos relatos de seu pr\u00f3prio g\u00eanio que passaram a acreditar neles, e tudo aqui est\u00e1 inundado nesse sentimento. (&#8230;) Dito isto, devo afirmar tamb\u00e9m que o resto deste \u00e1lbum \u00e9 um desastre absoluto (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"15593\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-mavka\/beatles-abbeyroad\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/beatles-abbeyroad.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"beatles-abbeyroad\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/beatles-abbeyroad.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/beatles-abbeyroad.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-15593\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/beatles-abbeyroad.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/beatles-abbeyroad.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>(WHAT&#8217;S THE STORY) MORNING GLORY?<\/strong><br \/>\nArtista: Oasis<br \/>\nData: 30 de setembro de 1995<br \/>\nAutor: David Stubbs<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Melody Maker<\/p>\n<p>&#8220;(&#8230;) O Oasis \u00e9 criticado por ser retr\u00f4, ter fixa\u00e7\u00e3o nos anos sessenta, ser obcecado pelos Beatles. Mas esse n\u00e3o \u00e9 o problema. O ponto principal dos Beatles \u00e9 que eles delegaram ao pop e ao rock um som que era transl\u00facido, atemporal, em vez de um mero s\u00edmbolo dos anos 60. Ainda haver\u00e1 pessoas encontrando coisas que valem a pena fazer com esse legado daqui a cinquenta anos. O Oasis olha pros Beatles pra encontrar maneiras de alcan\u00e7ar a transcend\u00eancia e eles at\u00e9 conseguem, sem d\u00favidas. O problema \u00e9 que eles n\u00e3o conseguem com frequ\u00eancia (&#8230;). Em outras palavras, &#8216;What&#8217;s The Story&#8230;&#8217; \u00e9 ocasionalmente sublime, mas muitas vezes trabalhado e pregui\u00e7oso. Por a\u00ed, pode-se dizer que o Oasis \u00e9 uma banda limitada. (&#8230;) Sua m\u00fasica \u00e9 boa e original. No entanto, a parte que \u00e9 boa n\u00e3o \u00e9 original e a parte que \u00e9 original n\u00e3o \u00e9 boa (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"19374\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-sinewave\/oasis-whatsthestory\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/oasis-whatsthestory.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"oasis-whatsthestory\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/oasis-whatsthestory.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/oasis-whatsthestory.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-19374\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/oasis-whatsthestory.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/oasis-whatsthestory.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>SONGS OF LEONARD COHEN<\/strong><br \/>\nArtista: Leonard Cohen<br \/>\nData: 9 de mar\u00e7o de 1968<br \/>\nAutor: Arthur Schmidt<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Rolling Stone<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1, em &#8216;The Favorite Game&#8217;, o primeiro romance de Leonard Cohen, v\u00e1rias cenas nas quais as pessoas pedem ao her\u00f3i (presumivelmente Cohen, j\u00e1 que todo o resto se encaixa) pra cantar. Um amigo meu leu o livro e terminou com uma pergunta: se o sujeito era Leonard Cohen, por que eles continuavam pedindo pra ele cantar? Eu acho que isso \u00e9 irreal &#8211; quanto mais eu ou\u00e7o este LP, mais eu gosto da sua voz. \u00c9 uma voz estranha &#8211; ele alcan\u00e7a todas as notas, mas entre cada nota ele recua pra um lugar atonal &#8211; suas m\u00fasicas recebem assim um ritmo adicional extremamente necess\u00e1rio. O disco como um todo \u00e9 outro assunto &#8211; eu n\u00e3o acho que poderia tolerar tudo isso. H\u00e1 tr\u00eas m\u00fasicas brilhantes, uma boa, tr\u00eas ok, e tr\u00eas s\u00e3o merdas flamejantes. O problema \u00e9 que, se o homem \u00e9 um poeta ou n\u00e3o (e ele \u00e9 um poeta brilhante), ele n\u00e3o \u00e9 necessariamente um compositor; seus tr\u00eas sucessos (&#8216;Suzanne&#8217;, &#8216;The Master Song&#8217; e &#8216;The Stranger Song&#8217;) s\u00e3o hist\u00f3rias, baladas cuja progress\u00e3o de significado se tornam mais importantes pra Cohen do que sua bolsa po\u00e9tica cheia de truques. Em outro lugar, esse tipo de delicadeza, submetida \u00e0s r\u00edgidas exig\u00eancias da m\u00fasica, n\u00e3o se sustenta&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23507\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-wallace-costa\/leonardcohen-songsof\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/leonardcohen-songsof.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"leonardcohen-songsof\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/leonardcohen-songsof.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/leonardcohen-songsof.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-23507\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/leonardcohen-songsof.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/leonardcohen-songsof.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>OK COMPUTER<\/strong><br \/>\nArtista: Radiohead<br \/>\nData: 1997<br \/>\nAutor: Robert Christgau<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Village Voice<\/p>\n<p>&#8220;Meu \u00e1lbum favorito do Pink Floyd sempre foi &#8216;Wish You Were Here&#8217;, e voc\u00ea sabe por qu\u00ea? Tem alma, \u00e9 por isso &#8211; \u00e9 o lamento de Roger Waters por Syd, n\u00e3o a minha ideia de um her\u00f3i tr\u00e1gico, mas contanto que ele seja de Roger, isso n\u00e3o importa. O Radiohead n\u00e3o saberia reconhecer um her\u00f3i tr\u00e1gico se eles estivessem diante de um, e sua ideia de alma \u00e9 Bono, que eles imitam al\u00e9m da conta, com o risco de parecer ainda mais rid\u00edculos do que eles j\u00e1 parecem. Ent\u00e3o, em vez disso, eles colocam os vocais de Thom Yorke em suficiente superioridade eletr\u00f4nica marginal pra alimentar uma cidade em brasa por um m\u00eas. Seu <em>art-rock<\/em> tem efeitos sonoros muito melhores do que o Floyd em &#8216;Dark Side Of The Moon&#8217;. Mas \u00e9 menos abrangente e \u00e1rido demais&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45798\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-maquinas\/radiohead-okcomputer-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"radiohead-okcomputer\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45798\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/radiohead-okcomputer.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>SCREAMADELICA<\/strong><br \/>\nArtista: Primal Scream<br \/>\nData: 26 de dezembro de 1991<br \/>\nAutor: David Rothschild<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: The Chicago Tribune<\/p>\n<p>&#8220;Este trio <em>pop-rock-copy-and-paste<\/em> de Glasgow, Esc\u00f3cia, espalha-se em tantas dire\u00e7\u00f5es musicais, que quase pertence \u00e0 lixeira das novidades. Num minuto estamos numa danceteria <em>acid-house<\/em> dos anos 90 tocando o viol\u00e3o ac\u00fastico de Keith Richards, no outro somos transportados pra uma vers\u00e3o pateta de segunda m\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o teatral original de &#8216;Hair&#8217;. Primal Scream &#8211; formado em 1984 pelo ex-membro do Jesus And Mary Chain Bobby Gillespie &#8211; \u00e9 t\u00e3o variado e derivativo que voc\u00ea se perguntar\u00e1 se o seu <em>CD player<\/em> entrou no modo aleat\u00f3rio &#8216;cl\u00e1ssicos do rock&#8217; das madrugadas. &#8216;Screamadelica&#8217; consegue ser contempor\u00e2neo de vez em quando, mas a qualidade mais moderna do \u00e1lbum \u00e9 revelada em sua reinterpreta\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 foi feito&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"9205\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/download-primal-scream-tocando-screamadelica-na-integra\/primalscream-screamdelica\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/primalscream-screamdelica.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"primalscream-screamdelica\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/primalscream-screamdelica.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/primalscream-screamdelica.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-9205\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/primalscream-screamdelica.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/primalscream-screamdelica.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NEVERMIND<\/strong><br \/>\nArtista: Nirvana<br \/>\nData: 26 de dezembro de 1991<br \/>\nAutor: Steve Morse<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: The Boston Globe<\/p>\n<p>&#8220;A maior parte de &#8216;Nevermind&#8217; est\u00e1 repleta de um <em>punk-pop<\/em> gen\u00e9rico que j\u00e1 foi feito por in\u00fameras bandas como Iggy Pop e Red Hot Chili Peppers. A banda tem pouco ou nada a dizer, se contentando com divaga\u00e7\u00f5es bestas do cantor e letrista Cobain, que tem uma tend\u00eancia idiota de soar como um Rod McKuen do <em>hard rock<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"37394\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-leandro-leal\/nirvana-nevermind-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?fit=300%2C300\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"nirvana-nevermind\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?fit=300%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-37394\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?w=300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/nirvana-nevermind.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>FUNERAL<\/strong><br \/>\nArtista: Arcade Fire<br \/>\nData: 11 de outubro de 2004<br \/>\nAutor: Casey Rae-Hunter<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: Dusted Magazine<\/p>\n<p>&#8220;As virtudes do Canad\u00e1 como um ref\u00fagio pra mentes criativas est\u00e3o sendo exaltadas por artistas independentes em toda a Am\u00e9rica do Norte, e a <em>mitologiza\u00e7\u00e3o<\/em> da &#8216;est\u00e9tica canadense&#8217; est\u00e1 agora em pleno andamento. \u00c9 um processo que, \u00e0s vezes, mina a objetividade na avalia\u00e7\u00e3o de grupos do pa\u00eds &#8211; e muitas vezes pode ofuscar os m\u00e9ritos de uma banda, bem como suas falhas. Vindo de Montreal, a estr\u00e9ia do Arcade Fire \u00e9 impressionante, mas um excesso de elogios tem sido direcionado pra banda por formadores de opini\u00e3o tentando mastigar e cuspir o pr\u00f3ximo \u00edcone do <em>underground<\/em>. (&#8230;) H\u00e1 algo de ins\u00edpido no som da banda, cheio de instrumenta\u00e7\u00e3o aberta e produ\u00e7\u00e3o nebulosa, e n\u00e3o sem suas desvantagens. &#8216;Neighbourhood # 2&#8217; sofre com a afli\u00e7\u00e3o comum de guitarras irregulares, quando esta tend\u00eancia vai parar? &#8220;Neighborhood 4&#8221; tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um farol de originalidade, mas sim o pior do Modest Mouse, que at\u00e9 se redime, com uma guitarra inteligente e letras expressivas. (&#8230;) H\u00e1 momentos de esplendor, mas \u00e9 triste ouvir a banda constantemente se transformando em batidas dan\u00e7antes comuns. Este territ\u00f3rio foi bem explorado e o Arcade Fire possui vis\u00e3o suficiente pra descartar uma postura obsoleta. H\u00e1 simplesmente muita promessa criativa nesse grupo pra desperdi\u00e7ar. A m\u00fasica &#8216;Wake Up&#8217; \u00e9 uma beleza feia que lembra Camper Van Beethoven, e oferece um refr\u00e3o crescente que empurra a voz de Chassagne pro primeiro plano. O grandioso arranjo leva os soldados adiante, antes de entrar em uma tr\u00e1gica e c\u00f4mica coda com um piano de sal\u00e3o arrancando as cordas do cora\u00e7\u00e3o partido. Neste n\u00famero, o grupo novamente atinge todos os pontos certos &#8211; otimismo diante da trag\u00e9dia &#8211; e dan\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o da f\u00faria. Se houvesse mais m\u00fasicas como essa no disco, &#8216;Funeral&#8217; seria um \u00f3timo \u00e1lbum. Desfigurado por clich\u00eas <em>indie-rock<\/em> e ocasionalmente por um esfor\u00e7o excessivo, continua sendo frustrante&#8221;.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"24765\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-tom-leao\/arcadefire-funeral\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?fit=240%2C240\" data-orig-size=\"240,240\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"arcadefire-funeral\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?fit=240%2C240\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-24765\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?w=240 240w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/arcadefire-funeral.jpg?resize=150%2C150 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/reflexao\/\" title=\"REFLEX\u00c3O\">REFLEX\u00c3O<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dez-dos-melhores-discos-de-todos-os-tempos-pra-ouvir-na-integra\/\" title=\"DEZ DOS &#8220;MELHORES DISCOS DE TODOS OS TEMPOS&#8221; PRA OUVIR NA \u00cdNTEGRA\">DEZ DOS &#8220;MELHORES DISCOS DE TODOS OS TEMPOS&#8221; PRA OUVIR NA \u00cdNTEGRA<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano\/\" title=\"OS MELHORES DO ANO\">OS MELHORES DO ANO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/volta-das-ferias\/\" title=\"VOLTA DAS F\u00c9RIAS\">VOLTA DAS F\u00c9RIAS<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/a-idade-dos-discos-de-estreia-ou-o-quanto-estamos-ficando-velhos\/\" title=\"A IDADE DOS DISCOS DE ESTREIA OU O QUANTO ESTAMOS FICANDO VELHOS\">A IDADE DOS DISCOS DE ESTREIA OU O QUANTO ESTAMOS FICANDO VELHOS<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e3s adoram os cr\u00edticos quando os cr\u00edticos escrevem exatamente o que eles querem ler. 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