{"id":52000,"date":"2018-05-23T12:17:41","date_gmt":"2018-05-23T15:17:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=52000"},"modified":"2018-05-23T12:17:41","modified_gmt":"2018-05-23T15:17:41","slug":"resenha-elysia-crampton-elysia-crampton-ep","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-elysia-crampton-elysia-crampton-ep\/","title":{"rendered":"RESENHA: ELYSIA CRAMPTON &#8211; ELYSIA CRAMPTON (EP)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"52001\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-elysia-crampton-elysia-crampton-ep\/elysiacrampton-capa-ep2018\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"elysiacrampton-capa-ep2018\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-52001\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elysiacrampton-capa-ep2018.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o de Elysia Crampton \u00e9 drenar uma tradi\u00e7\u00e3o que abarca tudo que ela atravessa. Outros tomam nota do presente e tentam reviver suas experi\u00eancias atrav\u00e9s da mera conceitua\u00e7\u00e3o; ela tem a no\u00e7\u00e3o de que m\u00fasica conceitual pode cair na abstra\u00e7\u00e3o e por isso sua m\u00fasica \u00e9 essencialmente corporal.<\/p>\n<p>Elysia Crampton comp\u00f5e uma m\u00fasica que permite a tradi\u00e7\u00e3o e a transi\u00e7\u00e3o, proporcionando mem\u00f3ria e cultura, rebeli\u00e3o e homenagem.<\/p>\n<p>Isso significa eliminar as fronteiras do g\u00eanero e perpetuar um fluxo que \u00e9 um recorrente desencontro enquanto, ainda assim, permite a articula\u00e7\u00e3o entre tempos\/estados diferentes. Compondo com a no\u00e7\u00e3o de legado e rompimento, ela consegue flutuar entre frequ\u00eancias muito dif\u00edceis de serem transpostas. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ouvir o conflito no decorrer no disco, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber a tens\u00e3o das bases arrastadas e pesadas e os sintetizadores sinalizando urg\u00eancia, um chamado. Talvez n\u00f3s consumirmos essa algazarra toda n\u00e3o seja algo t\u00e3o problem\u00e1tico assim, ela apenas prop\u00f5e deixar de lado a cataloga\u00e7\u00e3o n\u00edtida pra homenagear e desafiar os sons que lhe dizem algo. Talvez foi o que a maioria dos artistas <em>mainstream<\/em> perderam enquanto, atrav\u00e9s de algoritmos, esqueceram-se de que a mem\u00f3ria afetiva comercial \u00e9 facilmente rompida quando algu\u00e9m consegue colocar dan\u00e7a tradicional, resist\u00eancia trans e acumula\u00e7\u00e3o capitalista em perspectiva simb\u00f3lica que, com a incr\u00edvel anima\u00e7\u00e3o do disco, aliena os sons que dizem que a resposta pro sintoma X tamb\u00e9m est\u00e1 localizada na origem Y. Nada \u00e9 autorrepelente.<\/p>\n<p>Elysia Crampton, uma vez que come\u00e7a a sua manipula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o para at\u00e9 que o ouvinte esteja exaurido em ondas constantes que sempre continuam de outra forma e, quando se percebe, est\u00e1 convivendo-se com outra incorpora\u00e7\u00e3o enquanto as experi\u00eancias iniciais ainda tomavam corpo. Vem tudo de uma vez (um exemplo vem sempre carregado de outras mat\u00e9rias e resqu\u00edcios, s\u00e3o os pequenos sons que possibilitam a interliga\u00e7\u00e3o entre as mais diferentes tem\u00e1ticas. Tudo \u00e9 abertura. Depois que se percebe isso, assimilar os sons para de ser refer\u00eancia e o que \u00e9 ouvido torna-se recept\u00e1culo de exterioridades que v\u00e3o conviver com as impress\u00f5es prim\u00e1rias, sempre se moldando. Depois de hospedar a ruptura da linearidade, a composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o busca mais romper nada: \u00e9 o transe entre o que se v\u00ea e o que se sente, como se esses polos entrassem em uma espiral de abstra\u00e7\u00e3o que vai significar sempre uma experi\u00eancia de iman\u00eancia e chegada. N\u00f3s come\u00e7amos a sentir uma aproxima\u00e7\u00e3o, que parecia vedada, com a era digitalizada: os sintetizadores escancarando um chamado enquanto a ambi\u00eancia eletr\u00f4nica desenha constantemente esse porvir. Nada era &#8220;ruim&#8221; porque em cada manifesta\u00e7\u00e3o havia uma potencial aproxima\u00e7\u00e3o, em cada gesto convidativo havia a cocria\u00e7\u00e3o. N\u00f3s criamos uma comunidade com o ambiente com o qual nos deparamos, est\u00e1vamos sempre chegando a algum lugar. Esse tr\u00e2nsito existe at\u00e9 hoje, porque a acumula\u00e7\u00e3o n\u00e3o cessa).<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 340px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=2273759002\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/breakworldrecords.bandcamp.com\/album\/elysia-crampton-3\">Elysia Crampton by Elysia Crampton<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o do ex fil\u00f3sofo Nick Land do processo capitalista de artificializa\u00e7\u00e3o da Terra em que nada humano &#8220;vai nascer no futuro pr\u00f3ximo&#8221; \u00e9 desafiada pela imposi\u00e7\u00e3o r\u00edtmica, quase t\u00e2ntrica, de uma artista que v\u00ea outras possibilidades quando a estrutura totalizante do capital abra\u00e7a todo o planeta. Nick exclui os processos de intimidades gerados desde o nascimento e que recorrer \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o de elementos externos pode, sempre, ser um gesto criativo e afirmativo do &#8220;vir a ser&#8221;. O comportamento da produtora discorda radicalmente dessa aceita\u00e7\u00e3o impositiva e por isso unir tantas reivindica\u00e7\u00f5es na m\u00fasica: n\u00e3o apenas pra contestar um espa\u00e7o que \u00e9 seu por direito, mas pra cri\u00e1-lo a partir do que parecia morto. A familiaridade conquistada nunca vai desvanecer e, quando exposta ao exterior, ela n\u00e3o vai ser alergia pura &#8211; mas sim cria\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o (e a m\u00fasica \u00e9 interrompida por assombrosos <em>layers<\/em> que sempre permanecem embora outra transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha sido realizada. A primeira vez que ouvimos os sons nunca vai ser verdadeiramente uma originalidade, pois nos deparamos com as estruturas sonoras carregando a bagagem de quem fomos e do que pensamos poder ser).<\/p>\n<p>A m\u00fasica aparelha movimentos repelentes pra ser, ela mesma, um processo cont\u00ednuo de reincorpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como se, com os acenos iniciais, n\u00e3o fosse poss\u00edvel apreender os sons e construir um espa\u00e7o conjunto. \u00c9 necess\u00e1rio repeti-los exaustivamente.<\/p>\n<p>O g\u00eanero de m\u00fasica que atrav\u00e9s da repeti\u00e7\u00e3o de diferentes refer\u00eancias estimula um engajamento capaz de promover uma emerg\u00eancia do que parecia inerte. A m\u00fasica que combina sons digitalizados com influ\u00eancias latinas e reclama aten\u00e7\u00e3o tanto pro que est\u00e1 ao lado de fora quanto pro que pode emergir do ser. <\/p>\n<p>H\u00e1 alguma coisa ao pensar o espa\u00e7o como forma de cria\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/ojs.unbc.ca\/index.php\/joe\/article\/download\/502\/491\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Juliana Spahr entende a localiza\u00e7\u00e3o como &#8220;uma mem\u00f3ria encorpada e incorporada&#8230; um espa\u00e7o materialista temporal e espacial da co-produ\u00e7\u00e3o do sujeito&#8221;<\/a>. Que esse tipo de m\u00fasica negue as fronteiras do espa\u00e7o que habita pro espa\u00e7o que cria, como se o exterior e interior fossem fontes de uma mesma subjetividade aleg\u00f3rica, n\u00e3o \u00e9 incomum.<\/p>\n<p>De fato, possibilitar um mundo pr\u00f3prio que ascende e queda em seus pr\u00f3prios movimentos \u00e9 que permite ao ouvinte se localizar no mundo &#8220;real&#8221;, como a artista que lida com essa quest\u00e3o \u00e9 que reposiciona o humano como centro da experi\u00eancia e media\u00e7\u00e3o de for\u00e7as contr\u00e1rias. A abstrata &#8220;natureza humana&#8221; n\u00e3o \u00e9 algo inerte ou idealizado ou pass\u00edvel de apreens\u00e3o, mas \u00e9 na media\u00e7\u00e3o constante entre futuro e passado que o ser humano ganha tato, conhecimento, medo, certezas etc. (a m\u00fasica cria a partir do sil\u00eancio e \u00e9 criada sem precisar demonstrar nada, mas com muito a dizer, pra revelar sensorialmente a estrutura do &#8220;nada&#8221; a partir do qual os sons nascem).<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. Nativity<br \/>\n2. Solilunita<br \/>\n3. Oscollo<br \/>\n4. Pachuyma<br \/>\n5. Orion Song<br \/>\n6. Moscow (Mariposa Voladora)<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 27 de abril de 2018<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 18 minutos e 47 segundos<br \/>\nSelo: Break World Records<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Elysia Crampton<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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