{"id":52311,"date":"2018-07-02T19:21:42","date_gmt":"2018-07-02T22:21:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=52311"},"modified":"2018-07-02T19:21:42","modified_gmt":"2018-07-02T22:21:42","slug":"resenha-kanye-west-ye","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-kanye-west-ye\/","title":{"rendered":"RESENHA: KANYE WEST &#8211; YE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"52312\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-kanye-west-ye\/kanyewest-capa-ye\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"kanyewest-capa-ye\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-52312\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/kanyewest-capa-ye.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><em>&#8220;A verdade vol\u00e1til das nossas palavras deveria denunciar incessantemente a impropriedade da nossa express\u00e3o residual&#8221;.<\/em><br \/>\n&#8211; Henry David Thoreau, Walden<\/p>\n<p>Talvez os sons excessivos da produ\u00e7\u00e3o atual v\u00e3o estabelecer outra rela\u00e7\u00e3o, uma rela\u00e7\u00e3o na qual as gera\u00e7\u00f5es vindouras criem uma intimidade brusca com quem produz a m\u00fasica e a assimila\u00e7\u00e3o do conte\u00fado seja como ambos desvendando enigmas atrav\u00e9s das fraquezas um do outro. \u00c9 o caminho que rejeita as estipula\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis e faz o ouvinte imergir nas desconformidades e, principalmente, nas fragilidades de todos. A composi\u00e7\u00e3o deste disco n\u00e3o poderia vir numa hora mais apropriada pra mim, em que cada vez mais confundo qual a minha posi\u00e7\u00e3o perante as coisas e qual a posi\u00e7\u00e3o coletiva e, principalmente, se realmente tem alguma diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Por essas pessoas que me rodeiam e s\u00e3o t\u00e3o diferentes de mim, eu passei a sentir um enorme agradecimento. O que o originou \u00e9 que elas t\u00eam hist\u00f3rias completamente opostas \u00e0s minhas, e eu cada vez mais espero poder me emocionar com o conv\u00edvio com outrem. Eu ouvi este disco numa \u00e9poca em que n\u00e3o me importa mais a estabilidade das rela\u00e7\u00f5es, mas sim o que elas podem cocriar enquanto perdurarem.<\/p>\n<p>Kanye West segue lembrando-me de que estamos todos perdidos, tanto eu quanto ele, e que &#8211; embora fosse mais f\u00e1cil ficar afirmando nossas diverg\u00eancias financeiras ou pol\u00edticas &#8211; uma amizade pode brotar nessa perdi\u00e7\u00e3o. Kanye West guia-me por um mundo de presun\u00e7\u00f5es e paranoias, em que as coisas mais imposs\u00edveis est\u00e3o acontecendo e nossa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre retirada do contexto original pra ser al\u00e7ada na fantasmag\u00f3rica tribuna virtual (O disco de Kanye West conclui de forma bem enf\u00e1tica como as pessoas acham que o problema sempre est\u00e1 fora delas, de que a causa pras coisas horr\u00edveis acontecendo sempre v\u00eam do outro. As afirma\u00e7\u00f5es individualizadas surgem da incompreens\u00e3o, e n\u00e3o de algum posicionamento espec\u00edfico alheio, e essa incompreens\u00e3o confunde medo com resist\u00eancia &#8211; da\u00ed as palavras de enaltecimento por uma &#8220;causa&#8221; em caixa alta nas redes sociais. Um \u00e1lbum como &#8220;YE&#8221; reflete as oscila\u00e7\u00f5es de humor neste mar de converg\u00eancias. Kanye West distorce proje\u00e7\u00f5es pra especificar um fen\u00f4meno que oprime a individualidade do ser que, ent\u00e3o, uma vez percebendo-se sem sa\u00edda, prefere por retalia\u00e7\u00f5es morais do outro. &#8220;Wouldn&#8217;t Leave&#8221; termina com um <em>spoken word<\/em> do <em>rapper<\/em> falando algo sobre lealdade, enquanto a can\u00e7\u00e3o se desmancha em um bonito arranjo de piano, confirmando a confus\u00e3o do posicionamento de si no oceano alheio: ele est\u00e1 falando sobre ele mesmo, sobre algu\u00e9m espec\u00edfico ou est\u00e1 generalizando?).<\/p>\n<p>\u00c9 horr\u00edvel ver algu\u00e9m caluniando outrem, mas o alheio aparece no \u00e1lbum como espelho oscilante das obsess\u00f5es sociais aleat\u00f3rias. A agressividade de &#8220;Yeezus&#8221; fazia voc\u00ea querer desmanchar esta press\u00e3o, enquanto &#8220;The Life Of Pablo&#8221; tentava construir um santu\u00e1rio pr\u00f3prio pra abstrair-se, mais ou menos purificado, de toda a loucura. Ent\u00e3o, de repente, surge este \u00e1lbum que \u00e9 uma tentativa de harmonizar com os outros o que era escudo-pr\u00f3prio em &#8220;The Life Of Pablo&#8221; (a resolu\u00e7\u00e3o de Kanye West pode oferecer esperan\u00e7a porque as afirma\u00e7\u00f5es no disco, ainda que dotadas de um imenso narcisismo, demonstram um movimento na dire\u00e7\u00e3o do outro. Diferentes personalidades e constructos s\u00e3o levados em conta pra afirmar a confus\u00e3o de quem se percebe desmantelado no caos social. Kanye West, cantando e produzindo m\u00fasicas, luta por uma conectividade e reconhecimento que seriam imposs\u00edveis apenas pessoalmente. O que significa estender sua arte a uma lacuna de sua pessoa pra ser um compositor melhor, ao contr\u00e1rio do que afirmou <a href=\"https:\/\/pitchfork.com\/reviews\/albums\/kanye-west-ye\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Meaghan Garvey em resenha pra Pitchfork<\/a>. Escrevendo letras como &#8220;No Mistakes&#8221;, Kanye West comprova que ainda quer ser o melhor <em>rapper<\/em> do mundo e apenas mudou a abordagem pra isso &#8211; ali\u00e1s, como \u00e9 poss\u00edvel pra Garvey inferir que ele n\u00e3o tem mais essa ambi\u00e7\u00e3o e relacionar essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a de Chicago que ela nunca conheceu? N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ver que as pessoas est\u00e3o preocupadas com as afirma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do <em>rapper<\/em>, mas por qu\u00ea? Porque s\u00e3o diferentes das delas? Por que elas projetam no \u00eddolo uma idoneidade que nunca conseguir\u00e3o esbo\u00e7ar? Talvez n\u00f3s estejamos consumindo paradoxos e usando ideologias borradas pra autoafirmar uma imagem pr\u00f3pria de liberdade que nos \u00e9 negada. Talvez a intera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com pessoas da mesma bolha n\u00e3o s\u00f3 criem ciclos cr\u00edticos autoimunes, mas tamb\u00e9m execra\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas pra n\u00e3o ser abandonado desta bolha. Kanye West, uma vez percebido a amea\u00e7a desses olhares maldosos, constr\u00f3i um disco pra ser consumido com a parcela ainda n\u00e3o moralista dos ouvintes, transformando a incompreens\u00e3o em algo partilhado. Algumas linhas hil\u00e1rias de Kanye West n\u00e3o o impedem de afirmar que ele mesmo se assusta consigo e seus pensamentos. O \u00e1lbum abre com racioc\u00ednios aleat\u00f3rios que demonstram um pouco de fragilidade, mas jamais deixam de exibir uma autoafirma\u00e7\u00e3o incans\u00e1vel).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o Kanye West n\u00e3o quer escapar de suas opini\u00f5es e fantasias secretas de modo escorregadio. Neste ponto, afirmar-se atrav\u00e9s de potenciais erros transforma-se em base s\u00f3lida pra progredir atrav\u00e9s da hiperexposi\u00e7\u00e3o. Mas, como em &#8220;Ghost Town&#8221;, talvez as pessoas percebam isso de modo unilateral e o amor irrestrito transforma-se em uma percep\u00e7\u00e3o reduzida do que o disco trata. No in\u00edcio de &#8220;Violent Crimes&#8221;, ele diz a suas filhas: &#8220;Fallin&#8217;, dreamin&#8217;, talkin&#8217; in your sleep&#8221; e depois as tira desse contexto id\u00edlico pra demonstrar um mundo impugnado de viol\u00eancia e tristeza (outro elemento crucial deste <em>rap<\/em> \u00e9 que ele n\u00e3o pede perd\u00e3o a ningu\u00e9m, mas imp\u00f5e-se atrav\u00e9s da aceita\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DSY7u8Jg9c0\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Can\u00e7\u00f5es como &#8220;Yikes&#8221; est\u00e3o compromissadas com o medo real que o <em>rapper<\/em> sente de continuar fazendo o que tem feito: &#8220;Sometimes I scare myself, myself&#8221;. Apesar de essas fantasias secretas n\u00e3o aparecem t\u00e3o \u00e9picas quanto em outros trabalhos (o disco n\u00e3o tem nem vinte e cinco minutos), \u00e9 a condensa\u00e7\u00e3o afirmativa que possibilita uma forma de lidar com elas sem neg\u00e1-las. De acordo com Kanye West, ele n\u00e3o aceita conselhos de pessoas menos bem sucedidas do que ele. O <em>rap<\/em> permanece como o campo da contradi\u00e7\u00e3o progressiva, em que n\u00e3o recuar e afirmar-se no tribunal contempor\u00e2neo \u00e9 o m\u00e9todo-cont\u00ednuo de sobreviv\u00eancia art\u00edstica e \u00edntima. A manifesta\u00e7\u00e3o do artista n\u00e3o apenas possibilita uma rela\u00e7\u00e3o com o objeto que \u00e9 sua arte, mas, quando puxada ao paradoxo, permite ao ouvinte que reavalie suas rela\u00e7\u00f5es com as coisas que julga importantes. E nada mais firme do que a est\u00e9tica particular do <em>rap<\/em> pra evidenciar res\u00edduos escondidos atr\u00e1s das m\u00e1scaras sociais. Essa qualidade assombra porque afirma, crua e metaforicamente, que h\u00e1 um outro completamente inacess\u00edvel (essa inacessibilidade produz os fantasmas do desprezo e do cinismo).<\/p>\n<p>Sua natureza hiperexposta confunde-nos porque n\u00e3o est\u00e1 facilmente demarcada na b\u00fassola moral a qual, invariavelmente, recorremos. Nossa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 bruscamente espelhada quando o <em>rapper<\/em> falar de todas as coisas di\u00e1rias (comer, tomar caf\u00e9, mexer no Instagram, andar de carro) em sua confus\u00e3o habitual, enfrentada por n\u00f3s todos os dias. As passagens valem porque o del\u00edrio de algu\u00e9m cuja imagem \u00e9 bombardeada diariamente nos grandes ve\u00edculos readquire um espantoso valor expressivo quando confrontada com coisas que se julgam cotidianas.<\/p>\n<p>As vozes, emprestadas por outros cantores no disco, s\u00e3o todas partes do mesmo del\u00edrio do desconhecimento. Profus\u00e3o de palavras como \t&#8220;Make no mistake, girl, I still love you&#8221; podem soar esquisitas em meio \u00e0s palavras mais &#8220;ofensivas&#8221; e amb\u00edguas, mas, a partir de &#8220;The Life Of Pablo&#8221;, o <em>rapper<\/em> tem polido incr\u00edveis versos simples e bonitos em meio ao mart\u00edrio das apar\u00eancias consumidas. Confus\u00e3o, medo e espanto tamb\u00e9m s\u00e3o revelados em versos como &#8220;And nothing hurts anymore, I feel kinda free&#8221;. O que todas essas afirma\u00e7\u00f5es que se contradizem e se justap\u00f5em significam? O que ele est\u00e1 fazendo reunindo tantos <em>samples<\/em>, vozes e versos opostos e colocando-os no mesmo quadro?<\/p>\n<p>Kanye West faz m\u00fasicas cujos humores alteram-se sobrepostamente sem nenhum receio de parecer espalhafatoso. A paix\u00e3o expressiva n\u00e3o se det\u00e9m sobre o alcance dos fatos ou dos tipos diferentes de produzir faixas no mesmo \u00e1lbum, ela alardeia-se com o mesmo \u00edmpeto sobre todos os fatores (bons e ruins e indiferentes) que existem na vida do <em>rapper<\/em>. Est\u00e1 tudo ali: &#8220;See, that&#8217;s my third person \/ That&#8217;s my bipolar shit &#8230;&#8221;. \u00c9 como um tipo de confus\u00e3o sobre os valores e a maneira de imunizar-se pra elas n\u00e3o o sufocarem. Kanye West desenha os prazeres e suas poss\u00edveis ou n\u00e3o consequ\u00eancias e o tipo de paranoia e sensibilidade que isso traz simultaneamente.<\/p>\n<p>\u00c9 envolvendo-nos em suas contradi\u00e7\u00f5es que o \u00e1lbum consegue ser fidedigno das complexidades que a vida exige. Kanye West destina toda sua agressividade, reden\u00e7\u00e3o e empatia ao mesmo todo. Nessa tenuidade movedi\u00e7a que ele caminha e faz suas afirma\u00e7\u00f5es, sem tentar adentrar qualquer terreno espec\u00edfico. \u00c9 uma performance musical em honra a pessoa que se \u00e9, a que se deseja ser e o eterno movimento de ruptura-reconcilia\u00e7\u00e3o que isso envolve. O <em>rap<\/em> recontextualiza as predile\u00e7\u00f5es morais pra puxar o ser ao seus extremos e mostrar suas a\u00e7\u00f5es enquanto reflete sobre tudo sem parar de fazer o que est\u00e1 fazendo (de fato, almejar ser uma pessoa boa n\u00e3o impede algu\u00e9m de dizer coisas idiotas. A Internet, meio em que o <em>rapper<\/em> mais se manifesta, \u00e9 prova da contradi\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca ao fato de ser humano).<\/p>\n<p>Existem numerosos movimentos que caracterizam algu\u00e9m como artista, mas poucos n\u00e3o filtram seu lado humano pra extinguir a dualidade entre estes e aqueles.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. I Thought About Killing You<br \/>\n2. Yikes<br \/>\n3. All Mine<br \/>\n4. Wouldn&#8217;t Leave (com PARTYNEXTDOOR)<br \/>\n5. No Mistakes<br \/>\n6. Ghost Town (com PARTYNEXTDOOR)<br \/>\n7. Violent Crimes<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 9,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 1\u00ba de junho de 2018<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 23 minutos e 44 segundos<br \/>\nSelo: GOOD Music<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Kanye West<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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