{"id":55120,"date":"2019-11-18T23:41:55","date_gmt":"2019-11-19T01:41:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=55120"},"modified":"2019-11-18T23:41:55","modified_gmt":"2019-11-19T01:41:55","slug":"resenha-ana-frango-eletrico-little-electric-chiken-heart","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-ana-frango-eletrico-little-electric-chiken-heart\/","title":{"rendered":"RESENHA: ANA FRANGO EL\u00c9TRICO &#8211; LITTLE ELECTRIC CHIKEN HEART"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"55121\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-ana-frango-eletrico-little-electric-chiken-heart\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?fit=540%2C540\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?fit=540%2C540\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?resize=540%2C540\" alt=\"ana-frango-eletrico-capa-little-electric-chiken-heart\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-55121\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?resize=150%2C150 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?resize=300%2C300 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?resize=83%2C83 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/anafrangoeletrico-capa-littleelectricchikenheart.jpg?resize=55%2C55 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es dos mais variados contextos da m\u00fasica \u00e9 o que dimensiona um reconhecimento temporal que pode ser escutado como uma justaposi\u00e7\u00e3o flex\u00edvel do que jamais poderia ser enquadrado pelo presente. Que este \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o, ou (paradoxalmente) uma ideia ultrapassada, s\u00f3 conduz a uma saudade de algo que nunca existiu &#8211; o passado se constr\u00f3i por palavras e sons, por artefatos humanos velhos que simbolizam um per\u00edodo que j\u00e1 passou. Isso \u00e9: quando se embaralha o jogo e miragens mim\u00e9ticas s\u00e3o constru\u00eddas, n\u00e3o apenas se testemunha uma imagem perdida de um tempo produzido inteiramente pela cria\u00e7\u00e3o, mas se est\u00e1 num furac\u00e3o de engano e dissimula\u00e7\u00e3o em que apenas as rea\u00e7\u00f5es, e t\u00e3o somente elas, constituem algum tipo de verdade. <\/p>\n<p>Se num tempo embaralhado s\u00f3 as rea\u00e7\u00f5es, cerebrais ou instintivas, podem configurar sensa\u00e7\u00f5es &#8220;verdadeiras&#8221;, talvez seja poss\u00edvel reagir uma m\u00fasica que se prova contempor\u00e2nea (mas jamais presente!) justamente por aceitar essa confus\u00e3o em que as distin\u00e7\u00f5es somam; o que est\u00e1 escrito numa roupa velha ganha tanta sonoridade quanto produ\u00e7\u00f5es novas e rebuscadas.<\/p>\n<p>Embora exista tal rebuscamento nesta produ\u00e7\u00e3o, dela pode-se inferir um espa\u00e7o em que as bifurca\u00e7\u00f5es musicais se justap\u00f5em como territ\u00f3rio livre pra cria\u00e7\u00e3o e um \u00e2nimo surpreendente ao, em t\u00e3o pouco tempo, incitar a mem\u00f3ria e suas cria\u00e7\u00f5es afetivas. A partir do olho do furac\u00e3o, da confus\u00e3o moderna, o reordenamento deste caos em sonoridades sens\u00edveis testemunha uma m\u00fasica poss\u00edvel que reconfigura a experi\u00eancia de mundo. Esse desenvolvimento traz novas narrativas de quem nunca esteve l\u00e1, de quem confia numa mem\u00f3ria fantasma pra reproduzir uma m\u00fasica nunca tocada, uma m\u00fasica que sempre rondou espectralmente o imagin\u00e1rio brasileiro, uma m\u00fasica poss\u00edvel apenas a partir dum desordenamento de cores e cheiros.<\/p>\n<p>As mol\u00e9culas bagun\u00e7adas e a apreens\u00e3o moment\u00e2nea de suas dan\u00e7as intermin\u00e1veis \u00e9 o que tem caracterizado essa institui\u00e7\u00e3o fantasma que \u00e9 a m\u00fasica brasileira. L\u00f3gico, recortes espec\u00edficos auxiliam nessa constru\u00e7\u00e3o, assim como ind\u00fastria cultural, mas num per\u00edodo extremamente fragmentado como este surpreende algu\u00e9m ainda reivindicar o que seria identidade nacional se n\u00e3o precisamente a bagun\u00e7a e as produ\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas e contradit\u00f3rias. A bagun\u00e7a e a produ\u00e7\u00e3o humana s\u00e3o configura\u00e7\u00f5es naturais que se reabastecem como uma miragem alimenta o \u00e2nimo de quem trafega pelo deserto. E ainda assim cria novas abordagens que constantemente s\u00e3o reconfiguradas por uma necessidade invis\u00edvel da \u00e9poca em se expressar esteticamente, sentir temperaturas ainda mais extremas pra criar seu ecossistema. Em outras palavras, \u00e9 que como se o mundo do &#8220;presente&#8221; exigisse que m\u00fasicas como estas fossem produzidas e o atendimento, por parte dos artistas, fosse uma forma de homenagear a hist\u00f3ria da m\u00fasica nacional justamente transfigurando seus g\u00eaneros mais estabelecidos como desordem.<\/p>\n<p>Especificamente, essa reconfigura\u00e7\u00e3o interv\u00e9m de modo sint\u00e9tico numa m\u00fasica historicamente estabelecida (flexiona os medos e transforma-os em pot\u00eancias). Afeta as palavras escritas de modo a reescrev\u00ea-las a partir de um atravessamento, detalhando seus acordes e uma ideia falsa de estrutura fixa pra construir sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie de ciborgue. Como no caso de ver uma jiboia morrer no mar, como testemunhas ausentes de uma hist\u00f3ria imagin\u00e1ria que s\u00f3 pode ser contada por quem renuncia \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o tradicional.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 439px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=3700338631\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/anafrangoeletrico.bandcamp.com\/album\/little-electric-chicken-heart\">Little Electric Chicken Heart by Ana Frango El\u00e9trico<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>Agora, com a ideia de oposi\u00e7\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o erradicada, \u00e9 que se pode construir tempos sobrepostos de uma m\u00fasica sempre disposta a ser modificada, sem medo de pertencimento, mas tamb\u00e9m como alguma localiza\u00e7\u00e3o flu\u00edda enraizada no imagin\u00e1rio de sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. \u00c9 um pertencimento cuja origem \u00e9 frequentemente modificada num processo de retroalimenta\u00e7\u00e3o. Pra n\u00e3o mencionar m\u00e9todos t\u00e9cnicos, acordes e produ\u00e7\u00e3o, que recorrem insistentemente a modelos antigos pra reconfigurar uma ideia hipot\u00e9tica de &#8220;cronologia da m\u00fasica brasileira&#8221;.<\/p>\n<p>Consequentemente, \u00e9 numa \u00e9poca de justaposi\u00e7\u00e3o de cronologias que algo como &#8220;Little Electric Chicken Heart&#8221; \u00e9 poss\u00edvel. A viabilidade pra esse disco de hip\u00f3teses encorpadas, acordes insinuados em v\u00e1rios recortes da hist\u00f3ria de nossa m\u00fasica, surge de uma necessidade da \u00e9poca de manifestar sua heran\u00e7a de forma bagun\u00e7ada &#8211; tanto em m\u00e9todos can\u00f4nicos de melodias e produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em uma l\u00edrica que esbarra no imposs\u00edvel; termos velhos que s\u00e3o ultrapassados por novas combina\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis. <\/p>\n<p>&#8220;Little Electric Chicken Heart&#8221;, da Ana Frango El\u00e9trico, cutuca esses diversos momentos da m\u00fasica brasileira de forma divertida, eliminando seus bloqueios muitas vezes fechados pra uma nova Era em que as unidades estruturais s\u00e3o capazes de realizar combina\u00e7\u00f5es n\u00e3o pensadas conforme a tradi\u00e7\u00e3o. Reduz os diversos recortes e elimina as oposi\u00e7\u00f5es que restringiam certas manifesta\u00e7\u00f5es apenas a ensaios ou a uma suposta m\u00fasica experimental; natural e artificial, verdadeiro e aparente.<\/p>\n<p>O movimento da Frango El\u00e9trico coloca em cheque o que seria venera\u00e7\u00e3o, s\u00e1tira ou uma simples forma de prosseguir honrando uma tradi\u00e7\u00e3o &#8211; no fim, \u00e9 tudo uma miragem que converge pra um tipo de m\u00fasica que s\u00f3 poderia existir em 2019. Mas mais do que isso, \u00e9 um \u00e1lbum de intui\u00e7\u00f5es e passos em falso num terreno que ainda n\u00e3o foi totalmente debru\u00e7ado (e que jamais ser\u00e1).<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. Saudade<br \/>\n2. Promessa E Previs\u00f5es<br \/>\n3. Se No Cinema<br \/>\n4. Tem Certeza?<br \/>\n5. Chocolate<br \/>\n6. Vinheta<br \/>\n7. Torturadores<br \/>\n8. Devia Ter Ficado Menos<br \/>\n9. Caspa<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 12 de setembro de 2019<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 29 minutos e 31 segundos<br \/>\nSelo: Risco<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Ana Frango El\u00e9trico e Martin Scian<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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