{"id":57305,"date":"2021-05-25T21:12:34","date_gmt":"2021-05-26T00:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=57305"},"modified":"2021-05-25T21:16:07","modified_gmt":"2021-05-26T00:16:07","slug":"the-otherwise-o-roteiro-de-mark-e-smith-que-nao-virou-filme","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-otherwise-o-roteiro-de-mark-e-smith-que-nao-virou-filme\/","title":{"rendered":"THE OTHERWISE &#8211; O ROTEIRO DE MARK E. SMITH QUE N\u00c3O VIROU FILME"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"57306\" data-permalink=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-otherwise-o-roteiro-de-mark-e-smith-que-nao-virou-filme\/fall10\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fall10.jpg?fit=540%2C300\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"fall10\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fall10.jpg?fit=540%2C300\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fall10.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"the-fall-the-otherwise\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-57306\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fall10.jpg?w=540 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fall10.jpg?resize=300%2C167 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Muito estranho e verdadeiramente assustador&#8221;: esse era o tom do roteiro do filme de terror que Mark E. Smith, l\u00edder iconoclasta de The Fall, come\u00e7ou a escrever em 2007. Quatorze anos depois, &#8220;The Otherwise&#8221; finalmente est\u00e1 sendo publicado.<\/p>\n<p>Quem conta a hist\u00f3ria \u00e9 o pr\u00f3prio Graham Duff, que viveu a proeza com o vocalista do The Fall, morto em 24 de janeiro de 2018.<\/p>\n<p>Era uma sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007, Duff conta. &#8220;Estou esperando na recep\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio da BBC, em Oxford Road Manchester. Estou esperando para conhecer Mark E. Smith. Eu estou nervoso. Eu gostaria de n\u00e3o estar. Mas estou&#8221;. E n\u00e3o era pra menos.<\/p>\n<p>Duff j\u00e1 conhecia Smith n\u00e3o s\u00f3 da fama do vocalista em ser um porra-louca anti-social, mas por propriamente ter encontrado Smioth ap\u00f3s alguns shows.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, encontrei Mark v\u00e1rias vezes nos \u00faltimos trinta anos. Embora, pra ser justo, foram predominantemente momentos fugazes ap\u00f3s shows, onde nossas trocas foram em grande parte do tipo &#8216;Isso foi incr\u00edvel&#8217; e &#8216;valeu, mano'&#8221;, ele contou em um artigo do The New European, <a href=\"https:\/\/www.theneweuropean.co.uk\/brexit-news\/europe-news\/mark-e-smith-fall-book-script-otherwise-7971482\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">publicado em 21 de maio de 2021<\/a>.<\/p>\n<p>Duff n\u00e3o \u00e9 um z\u00e9-man\u00e9 qualquer. Ele \u00e9 escritor, ator, produtor de televis\u00e3o. Sua primeira pe\u00e7a foi um mon\u00f3logo chamado &#8220;Burroughs&#8221;, em 1992, baseado na vida de ningu\u00e9m menos que William S. Burroughs. No ano seguinte, fez outro mon\u00f3logo com &#8220;Di\u00e1rio De Um Louco&#8221;, de Nikolai Gogol (que no Brasil ganhou famosa montagem de Rubens Corr\u00eaa, nos anos 1960, e de Elias Andreato, nos 1980) &#8211; o personagem principal \u00e9 um funcion\u00e1rio p\u00fablico &#8220;pat\u00e9tico&#8221; em uma sociedade injusta que, pra conseguir aten\u00e7\u00e3o da amada filha do chefe, que nem d\u00e1 bola pra ele, passa a perseguir seu animal de estima\u00e7\u00e3o, criando um mundo de realidade paralela. Qualquer semelhan\u00e7a com o mundo musical de Smith n\u00e3o parece muita coincid\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas Duff fez carreira na televis\u00e3o e no r\u00e1dio tamb\u00e9m, escrevendo pe\u00e7as, s\u00e9rie, esquetes e afins.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, alguns meses atr\u00e1s, escrevi uma carta pra Mark, perguntando se ele estaria interessado em fazer uma apari\u00e7\u00e3o especial como Jesus, em meu sitcom da BBC &#8216;Ideal&#8217;. Pra minha alegria, descobri que Mark e sua esposa Elena j\u00e1 eram f\u00e3s do show&#8221;: o programa ficou no ar de 2005 a 2011, com mais de cinquenta epis\u00f3dios.<\/p>\n<p>&#8220;Durante a filmagem&#8221;, contou Duff, &#8220;ele estava claramente fora de sua zona de conforto. Mas o resultado final na tela &#8211; Mark banhado em um brilho dourado, dando instru\u00e7\u00f5es divinas desbocadas, com trilha sonora dos estranhos sons celestiais da banda Coil &#8211; \u00e9 definitivamente minha maior conquista na TV&#8221;.<\/p>\n<p>O resultado est\u00e1 aqui:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d7m_pCtvU94\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;Depois, sentamos e conversamos no camarim de Mark. Ele mencionou como, h\u00e1 alguns anos, desenvolveu algumas ideias horr\u00edveis pra uma TV do Pa\u00eds de Gales, mas que eles acabaram perdendo tudo. Eu disse que se ele estivesse interessado em ressuscitar as ideias, eu gostaria de ajud\u00e1-lo a apresent\u00e1-las aos executivos de TV&#8221;, contou Duff.<\/p>\n<p>&#8220;Uma semana depois&#8221;, ele seguiu, &#8220;estou lavando a lou\u00e7a na cozinha, quando minha esposa Sarah vem da sala de estar. Em uma voz comicamente casual, ela diz: &#8216;Mark Smith est\u00e1 no telefone pra voc\u00ea&#8217;. Ela sabia o qu\u00e3o inesperado e emocionante era aquele momento pra mim. Eu seco minhas m\u00e3os, entro na sala, pego o telefone e tento parecer o mais casual poss\u00edvel. &#8216;Gostaria de saber se voc\u00ea gostaria de se encontrar e conversar sobre escrever algumas coisas sobrenaturais juntos pra TV?&#8217;, ele pergunta. Sim. Sim, \u00e9 exatamente isso que quero fazer&#8221;.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, Smith chega ao encontro na hora certa e s\u00f3brio: &#8220;ele parece elegante e relaxado, vestido como sempre com cal\u00e7as pretas, botas de couro polido, uma camisa branca e uma jaqueta de couro de corte terno. Seja no palco ou na rua, sua imagem \u00e9 imut\u00e1vel. Dizemos ol\u00e1, apertamos as m\u00e3os e meus nervos se esgotam&#8221;.<\/p>\n<p>A dupla \u00e9 levada pra uma sala de reuni\u00f5es, com persianas do ch\u00e3o ao teto cobrindo a parede de vidro. \u00c9 um momento t\u00e3o solene quanto padr\u00e3o no mundo corporativo. Duff chegou a escrever &#8220;algumas notas com anteced\u00eancia&#8221;, mas avisa a Mark que &#8220;n\u00e3o queria come\u00e7ar a trabalhar em nada a s\u00e9rio, at\u00e9 que tiv\u00e9ssemos uma conversa adequada sobre o tipo de projeto que poderia ser. Tudo o que decidimos at\u00e9 este ponto \u00e9 que gostar\u00edamos de escrever uma s\u00e9rie de antologia de terror ou sobrenatural. E deveria ser, como salientou Mark, &#8216;muito esquisito e propriamente assustador&#8217;.<\/p>\n<p>Duff tinha mente hist\u00f3rias de objetos voadores n\u00e3o identificados, especialmente em Todmorden (a pouco mais de trinta quil\u00f4metros de Manchester), ou Pendle Hill, um morro a cinquenta e cinco quil\u00f4metros da Manchester:&#8221; entre 6 e 18 anos, morei na cidade de Great Harwood. Quando eu sa\u00eda, atr\u00e1s de casa, eu via a enorme protuber\u00e2ncia de Pendle pairando sobre a cidade. Com sua hist\u00f3ria de bruxaria antiga e sua grama \u00famida e verde, cheia de cogumelos m\u00e1gicos, sempre pareceu ser um local de potencial sobrenatural&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Existem v\u00e1rias refer\u00eancias a magia e bruxaria nas letras de Mark&#8221;, lembra Duff; &#8220;em 1986, o Fall lan\u00e7ou a m\u00fasica &#8216;Lucifer Over Lancashire&#8217; &#8211; embora Mark estivesse trabalhando em vers\u00f5es da letra da m\u00fasica desde pelo menos 1977. O texto final est\u00e1 repleto de refer\u00eancias sobrenaturais. Adoraria colocar um pouco dessa atmosfera em um roteiro&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RlPVCMWeywU\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas Mark jogou \u00e1gua fria na empolga\u00e7\u00e3o velada de Duff: &#8220;desculpe-me, Graham, eu n\u00e3o me preparei&#8221;. Mas, ele ent\u00e3o limpou a garganta e emendou: &#8220;tive uma ideia pra algo chamado &#8216;The Death Of Standards'&#8221;.<\/p>\n<p>Duff agiu como qualquer f\u00e3 que quer trabalhar com o \u00eddolo agiria: ficou emocionado ao saber que Smith j\u00e1 tinha um t\u00edtulo &#8211; &#8220;e que t\u00edtulo!&#8221;.<\/p>\n<p>Ele passou a contar o esqueleto de uma hist\u00f3ria sobre uma mulher que trabalha no governo local. No caminho pro trabalho, ela comete um atropelamento e foge. Ao chegar ao escrit\u00f3rio, ela reclama com sua equipe sobre como os motoristas que se envolvem em atropelamentos devem ser executados. Ent\u00e3o, os membros de sua equipe come\u00e7am a se comportar da mesma maneira estranha: realizando atos terr\u00edveis e depois atacando esses mesmos atos. Duff adorou a hist\u00f3ria bizarra.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos trabalhando h\u00e1 cerca de 45 minutos quando Mark acende um cigarro&#8221;, lembrou Duff. &#8220;O pr\u00e9dio da BBC \u00e9 &#8211; como quase todos os outros pr\u00e9dios do pa\u00eds &#8211; um pr\u00e9dio pra n\u00e3o fumantes. Mark sabe disso. Eu sei isso. &#8216;Voc\u00ea n\u00e3o tem permiss\u00e3o pra fumar aqui, digo obedientemente. Mark balan\u00e7a a cabe\u00e7a e franze os l\u00e1bios: &#8216;eles v\u00e3o nos avisar se for preciso&#8217;. Conversamos por mais alguns minutos, ent\u00e3o a porta se abre e uma jovem de cabelos escuros enfia a cabe\u00e7a pra dentro da sala. &#8216;Errr, voc\u00ea n\u00e3o tem permiss\u00e3o pra fumar aqui&#8217;. Ela diz com uma voz ligeiramente apolog\u00e9tica. Mark ergue os olhos e lhe d\u00e1 um sorriso encantador: &#8216;oh, desculpe-me, amor &#8211; n\u00e3o sabia&#8217;. Ele apaga o cigarro na sola do sapato. Ela sorri de volta e fecha a porta. Mark se vira pra mim: &#8216;vamos esperar mais uma hora, depois vamos tomar uma bebida'&#8221;.<\/p>\n<p>Mark foi educado, cumpriu as regras &#8220;quando informado&#8221;, apagando o cigarro, mas&#8230; j\u00e1 havia dado seus tragos. Essa era uma amostra em tempo real de Mark E. Smith.<\/p>\n<p>Uma hora depois, os dois estavam num bar: &#8220;bebemos garrafas de cerveja e continuamos a pensar em ideias pra hist\u00f3rias. Menciono o cen\u00e1rio da can\u00e7\u00e3o de 1979, &#8216;A Figure Walks&#8217;, em que um personagem passa por uma longa caminhada pra casa durante a qual eles t\u00eam seu capuz fechado, restringindo sua vis\u00e3o em dois ter\u00e7os, enquanto s\u00e3o seguidos por um monstro estranho e alien\u00edgena: &#8216;podemos usar essa ideia?&#8217;. &#8216;Talvez&#8217;, ele respondeu, com uma express\u00e3o duvidosa. Eu balancei minha cabe\u00e7a: &#8216;foi maus, esque\u00e7a isso. Eu sei que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 realmente interessado em voltar \u00e0s velhas ideias'&#8221;.<\/p>\n<p>Mark sorriu: &#8220;n\u00e3o, na verdade, n\u00e3o. Qual \u00e9 o ponto? Eu j\u00e1 fiz isso, porra. \u00c9 como se esses idiotas ligassem pra n\u00f3s, pedindo ao grupo pra vir e tocar o &#8216;Hex Enduction Hour&#8217; (<em>quarto disco da banda, de 1982, mas a m\u00fasica est\u00e1 em &#8216;Dragnet&#8217;, o segundo, de 1979<\/em>). Eles querem evolu\u00e7\u00e3o! Veja, quanto mais ao norte (<em>da Inglaterra<\/em>) voc\u00ea vai, menos interessadas no passado as pessoas ficam, entende?&#8221;. Duff concorda. Como n\u00e3o?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S_T02BI7WGs\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Com o cair da noite, entre ideias e ideias, Mark E. Smith surge, como se imagina: animado, envolvente e b\u00eabado, enquanto Duff est\u00e1 apenas b\u00eabado, porque deve ser dif\u00edcil acompanhar Smith em uns tragos.<\/p>\n<p>Pra Mark, o \u00e1lcool era um de seus combust\u00edveis constantes. &#8220;Mas, verdade seja dita, cerveja e u\u00edsque n\u00e3o s\u00e3o seus \u00fanicos v\u00edcios&#8221;, ressaltou. &#8220;Na verdade, no in\u00edcio da tarde, ele havia se referido a ter recentemente tomado um pouco de \u00e1cido durante uma viagem. Imagino que relativamente poucos homens de 50 anos ainda tomem \u00e1cido&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Abrimos as pesadas portas de vidro do bar. Sa\u00edmos pra rua de paralelep\u00edpedos. O repentino ar fresco da noite quase arde. Mark ainda tem um copo de u\u00edsque na m\u00e3o. Ele toma mais alguns goles, em seguida, joga o vidro pesado em uma lata de lixo. Ele chama um t\u00e1xi. Eu digo a ele que vou escrever algumas notas sobre as hist\u00f3rias. Dizemos boa noite. N\u00f3s nos abra\u00e7amos.<\/p>\n<p>&#8220;Calma, cara&#8221;, disse Mark com um sorriso, enquanto sobe na parte de tr\u00e1s da cabine.<\/p>\n<p>&#8220;Tive um dia t\u00e3o divertido, inspirador e criativo. Estou fervendo de positividade. Quando o t\u00e1xi vai embora, quase aceno. Eu ou\u00e7o meu c\u00e9rebro dizendo: &#8216;voc\u00ea est\u00e1 desenvolvendo uma s\u00e9rie de antologia sobrenatural com Mark E. Smith&#8217;. Parece altamente improv\u00e1vel. Como algo que pode acontecer em um sonho: ou em uma s\u00e9rie de antologia sobrenatural&#8221;.<\/p>\n<p>O encontro narrado por Duff \u00e9 como parece que deveria ter sido o roteiro. &#8220;The Otherwise: The Script For A Horror Film That Never Was&#8221;, que leva a assinatura dos dois, acabou sendo publicado pela Strange Attractor.<\/p>\n<p>A sinopse ficou assim: &#8220;o Fall est\u00e1 gravando um EP em um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o isolado em Pendle Hill. A paisagem circundante de Lancashire est\u00e1 \u00e0 merc\u00ea de uma gangue de motoqueiros sat\u00e2nicos e assombrada por cl\u00e3s escoceses que escaparam da rebeli\u00e3o jacobita de 1745 e viajaram no tempo&#8221;.<\/p>\n<p>Todas as produtoras de filmes disseram que era &#8220;muito estranho&#8221; pra ser feito. Sim, a ideia era exatamente essa. &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 espirituoso, chocante e genuinamente assustador&#8221;, salienta a apresenta\u00e7\u00e3o oficial do livro.]<\/p>\n<p>Parece uma descri\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio The Fall.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/nova-carne-para-moer-selecao-de-textos-sobre-cultura-pop-arte-grandes-reportagens-artigos-e-entrevistas\/\" title=\"NOVA CARNE PARA MOER &#8211; SELE\u00c7\u00c3O DE TEXTOS SOBRE CULTURA POP, ARTE, GRANDES REPORTAGENS, ARTIGOS E ENTREVISTAS\">NOVA CARNE PARA MOER &#8211; SELE\u00c7\u00c3O DE TEXTOS SOBRE CULTURA POP, ARTE, GRANDES REPORTAGENS, ARTIGOS E ENTREVISTAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-legado-de-mark-e-smith-parte-1\/\" title=\"O LEGADO DE MARK E. 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