{"id":18981,"date":"2011-11-06T12:24:27","date_gmt":"2011-11-06T14:24:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=18981"},"modified":"2012-07-03T13:04:09","modified_gmt":"2012-07-03T16:04:09","slug":"planeta-terra-2011-como-foi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/planeta-terra-2011-como-foi\/","title":{"rendered":"PLANETA TERRA 2011 &#8211; COMO FOI"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"18982\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/planeta-terra-2011-como-foi\/planetaterra2011-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"planetaterra2011-1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-18982\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Sinal dos tempos. Um festival de m\u00fasica onde as pessoas v\u00e3o menos pra ver do que pra serem vistas ou notadas, ou seguidas ou algo do tipo. O Planeta Terra Festival 2011, mais do que qualquer edi\u00e7\u00e3o, foi o Planeta Terra do Twitter, do Facebook, do Instagram. Os show era um detalhe importante, mas ainda assim um detalhe.<\/p>\n<p>Pior: a escala\u00e7\u00e3o se mostrou infeliz. N\u00e3o era um festival de m\u00fasica, mas um show do Strokes, com um bocado de outras bandas abrindo. Havia uma minoria s\u00e1bia que at\u00e9 aproveitou Broken Social Scene, Goldfrapp, Toro Y Moi, Beady Eye, Interpol e tals, mas 99% queria mesmo era ver o Strokes.<\/p>\n<p>Que mal h\u00e1 nisso, afinal? Dif\u00edcil dizer sem uma pesquisa embasada, mas t\u00e1 l\u00e1 no Twitter, pra ver, quem se der o trabalho de procurar. O Planeta Terra se esfor\u00e7ou mais uma vez, se mostrando o festival mais bem organizado do Brasil, o mais antenado com as &#8220;novas tend\u00eancias&#8221;, mas seu sucesso se valeu, contraditoriamente, de uma banda que teve um estalo de talento dez anos atr\u00e1s e se manteve com uma p\u00e1 de boas can\u00e7\u00f5es na sua carreira de altos e baixos. O Strokes deu status de &#8220;grande&#8221; ao festival. O resto era resto pras mais de vinte mil pessoas presentes.<\/p>\n<p>Os ingressos esgotados em quatorze horas j\u00e1 indicavam tal aproxima\u00e7\u00e3o com o popular. Essa juventude idiotizada, cega pro entorno, sedenta apenas pelo Strokes, o retrato dos <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-me-chame-de-indie\/\" target=\"_blank\">indies festivos<\/a>, alimentada \u00e0 base de toddynho e nutella, at\u00e9 saiu satisfeita: a banda fez sua parte com louvor.<\/p>\n<p>Mas antes disso, alguns shows mereciam aten\u00e7\u00e3o dobrada, com recompensa garantida. O Criolo foi o esperado: uma apresenta\u00e7\u00e3o p\u00e1lida, com discurso vazio. A todo instante, o artista pedia literalmente, com todas as palavras, permiss\u00e3o pra estar ali, desculpas, licen\u00e7a pra tocar. Inseguran\u00e7a ou falsa mod\u00e9stia?<\/p>\n<p>A m\u00e1 sorte do Criolo \u00e9 que na sequ\u00eancia, no Mains Stage, entrou a Na\u00e7\u00e3o Zumbi. Um exemplo &#8211; junto com o &#8220;Selvagem?&#8221;, do Paralamas &#8211; de como inserir &#8220;brasilidade&#8221; na m\u00fasica pop internacional, sem padecer daque auto culpa que muitos artistas classe m\u00e9dia sofrem. A guitarra rasgante de L\u00facio Maia e as letras simples e contundentes, com a cozinha demente por tr\u00e1s, impressionam muito mais ao vivo. Cheio de distor\u00e7\u00f5es e com um setlist inspirado (com exce\u00e7\u00e3o da dispens\u00e1vel releitura de &#8220;Umbabarauma&#8221;), deixaram os recifenses com o t\u00edtulo de melhor show do dia. F\u00e1cil. Disparado.<\/p>\n<p>Esse maracatu pesa realmente uma tonelada.<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00e3o Zumbi setlist:<\/p>\n<p>01. Bossa Nostra<br \/>\n02. Banditismo Por Uma Quest\u00e3o De Classe<br \/>\n03. Infeste<br \/>\n04. Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada<br \/>\n05. Manguetown<br \/>\n06. Hoje, Amanh\u00e3 e Depois<br \/>\n07. Blunt Of Judah<br \/>\n08. Maracatu At\u00f4mico<br \/>\n09. Quando A Mar\u00e9 Encher<br \/>\n10. C\u00f4co Dub \/ Ser\u00e1 \/ Bringa \/ O Cidad\u00e3o Do Mundo<br \/>\n11. Da Lama Ao Caos<br \/>\n12. Umbabarauma (Jorge Ben cover)<br \/>\n13. Da Lama Ao Caos<\/p>\n<p>&#8220;Coco Dub + Bringa + O Cidad\u00e3o Do Mundo&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/13sG_Q1zfIA?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>No outro palco, um risco. O The Name com sua <em>new wave<\/em> sem gra\u00e7a, um sub-Rapture vergonhoso, me deu tonteira. Mas umas trezentas pessoas gostaram. Talvez os psicotr\u00f3picos tenham contribu\u00eddo: o pessoal pulava e cantava junto. Incompreens\u00edvel.<\/p>\n<p>Tentei dar uma chance tamb\u00e9m pro Garota Suecas, mas com essa turma bastaram dois minutos pra sentir vergonha alheia. Foi chegar ao Indie Stage e sair em seguida. Insuport\u00e1vel, torturante. Ae, ditadores desse mund\u00e3o: pra torturar desafetos, ta\u00ed a dica.<\/p>\n<p>De volta ao Main Stage, mais tortura. Dessa vez, importada. White Lies. Como definir tamanho assombro? Sub-Muse? Sub-Interpol? Sub-lixo? Hora ideal pra enfrentar as (insistentes) filas pra comer, ou at\u00e9 mesmo pra tirar um cochilo. O tempo morno, em torno de 26, 27\u00baC contribuiu. Lua maravilhosa, noite agrad\u00e1vel. Dava pra dormir.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, tinha o Indie Stage o Toro Y Moi e seu pop de motel. Outra ruindade de dar d\u00f3. Ao vivo, a banda ainda teve a contribui\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, que estragou seu som, a ponto do show ser interrompido brevemente. Um <em>hype<\/em> inexplic\u00e1vel &#8211; a n\u00e3o ser que voc\u00ea for publicit\u00e1rio ou coisa que o valha. Uma boa dica pra banda \u00e9 caracterizar o cen\u00e1rio de seus shows com abajures cor-de-rosa e espelhos no teto. Motel barato de beira de estrada total.<\/p>\n<p>A\u00ed, Broken Social Scene. Confesso que gosto da banda. Eu e um bocado de indies. Talvez seja o grupo que mais elevava a credibilidade deste Planeta Terra. Uma banda de responsa, mas insossa em cima do palco. Era m\u00fasica de fundo pra mais tuitadas, fotos, conversas animadas, e um bom motivo pra encarar algum daqueles brinquedos do Playcenter. Decepcionante.<\/p>\n<p>O Interpol entrou no Main Stage por volta das dez da noite, pra come\u00e7ar a fazer valer a pena o esfor\u00e7o todo at\u00e9 aqui. Os p\u00e9s doendo e tals, por\u00e9m havia uma enorme quantidade de esperan\u00e7a guardada pro Interpol. \u00c9, mas lugar errado, p\u00fablico errado. O cansa\u00e7o aparentemente deixava as pessoas mais ansiosas e impacientes pelo Strokes, intolerantes pra esses coadjuvantes.<\/p>\n<p>Mas o Interpol deu de ombros e foi profissa. Havia, claro, muitos f\u00e3s da banda e em v\u00e1rios momentos, da mesa de som pra frente, a explos\u00e3o de emo\u00e7\u00e3o foi grande. Em &#8220;Evil&#8221; o coro p\u00f4de ser ouvido de longe. Mas a banda \u00e9 pra lugares fechados, mais comedidos.<\/p>\n<p>&#8220;Slow Hands&#8221; ficou ecoando na minha cabe\u00e7a por toda a noite. Mesmo depois da overdose de Strokes. O que quer dizer que foi sim um show memor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esque\u00e7a o argumento de que o Interpol \u00e9 blas\u00e9 demais, que n\u00e3o se comunica e que veste aquele estilo ingl\u00eas de distanciamento da plateia. Isso n\u00e3o conta. Ali\u00e1s, \u00e9 um dos trunfos al\u00e9m-m\u00fasica que a banda tem. Pergunte aos f\u00e3s: eles concordar\u00e3o com a cabe\u00e7a, sem dar um pio.<\/p>\n<p>O Interpol, \u00e9 bom lembrar, tem a mesma idade do Strokes e talvez merecesse tanta aten\u00e7\u00e3o quanto. Seu show \u00e9 forte e consistente. As falhas: n\u00e3o tocar &#8220;NYC&#8221; e &#8220;No I In Threesome&#8221;. Mas o setlist n\u00e3o foi desastroso. Quem esqueceu da atra\u00e7\u00e3o principal e prestou aten\u00e7\u00e3o recebeu um show decent\u00edssimo.<\/p>\n<p>Interpol setlist<\/p>\n<p>01. Success<br \/>\n02. Say Hello To The Angels<br \/>\n03. Narc<br \/>\n04. Hands Away<br \/>\n05. Barricade<br \/>\n06. C&#8217;mere<br \/>\n07. The New<br \/>\n08. Evil<br \/>\n09. Length Of Love<br \/>\n10. Lights<br \/>\n11. The Heinrich Maneuver<br \/>\n12. Take You On A Cruise<br \/>\n13. Slow Hands<br \/>\n14. Not Even Jail<br \/>\n15. Obstacle 1<\/p>\n<p>&#8220;Narc&#8221;<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DIGYssq5i8s?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8220;Evil&#8221;<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/E-xl4ShzW4M?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>Allison Goldfrapp \u00e9 uma figura daquelas. Um Madonna cheia de \u00e1cido (&#8220;cheia&#8221; \u00e9 exagero&#8230; vamos l\u00e1, talvez com &#8220;algum&#8221; \u00e1cido) pros novos tempos. Sua roupa esvoa\u00e7ante, alegoricamente fazendo par com seus cabelos loiros encaracolados, j\u00e1 davam uma boa pinta. E o show foi bom, embora deslocado do contexto.<\/p>\n<p>O que incomoda \u00e9 que Goldfrapp simplesmente ignora seu melhor disco, &#8220;Felt Mountain&#8221;, de 2000. \u00c9 compreens\u00edvel, j\u00e1 que soturno como \u00e9, estragaria e esvaziaria a pista de dan\u00e7a que seus shows viram. &#8220;Ooh La La&#8221;, que j\u00e1 virou at\u00e9 comercial de TV, \u00e9 o retrato disso. Publicit\u00e1rios adoram, at\u00e9 porque \u00e9 uma m\u00fasica ac\u00e9fala, lustrosa, brilhante, cheia de purpurina. Ideal pra vitrines.<\/p>\n<p>Setlist Goldfrapp<\/p>\n<p>01. Crystalline Green<br \/>\n02. You Never Know<br \/>\n03. Number 1<br \/>\n04. Happiness<br \/>\n05. Believer<br \/>\n06. Satin Chic<br \/>\n07. Rocket<br \/>\n08. Shiny And Warm<br \/>\n09. Train<br \/>\n10. Ride A White Horse<br \/>\n11. Ooh La La<br \/>\n12. Strict Machine<\/p>\n<p>Pobre Liam. Seu Beady Eye fracassou miseravelmente na tentativa de escapar da compara\u00e7\u00e3o com Noel e com seu Oasis. Se em disco, a banda j\u00e1 sofria com a concorr\u00eancia injusta com o \u00e1lbum de estreia de Noel Gallagher, ao vivo a sensa\u00e7\u00e3o se agravou.<\/p>\n<p>O Beady Eye foi t\u00edmido, apesar dos esfor\u00e7os de Liam. Mas \u00e9 evidente como essas can\u00e7\u00f5es sofrem a falta de tes\u00e3o. A\u00ed, n\u00e3o tem jeito. &#8220;Four Letter Word&#8221; foi uma abertura ousada, pra tentar ganhar o p\u00fablico de primeira. N\u00e3o funcionou. Havia uma boa parte se esgoelando na grade, mas a maioria esmagadora estava mesmo a tuitar, procurando se fazer vista.<\/p>\n<p>Nem mesmo &#8220;The Beat Goes On&#8221;, uma das melhores m\u00fasicas deste ano, ideal pra grandes festivais, pra todo mundo cantar de m\u00e3os dadas, em un\u00edssono, isqueiros acesos, funcionou&#8230; Ali\u00e1s, ela foi o retrato do fracasso do Beady Eye. Deu saudades do Oasis.<\/p>\n<p>Pena.<\/p>\n<p>Beady Eye setlist<\/p>\n<p>01. Four Letter Word<br \/>\n02. Beatles And Stones<br \/>\n03. Millionaire<br \/>\n04. Three Ring Circus<br \/>\n05. The Roller<br \/>\n06. Bring The Light<br \/>\n07. Standing On The Edge Of The Noise<br \/>\n08. Kill For A Dream<br \/>\n09. The Beat Goes On<br \/>\n10. Man Of Misery<br \/>\n11. The Morning Son<br \/>\n12. Wigwam<\/p>\n<p>&#8220;Four Letter Word&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LAbWnRM5sHA?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8220;Millionaire&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ho9sU2R1Ooc?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>O Bombay Bicycle Club foi dispensado por mim. Aparentemente foi uma das decis\u00f5es mais sensatas do dia. <a href=\"http:\/\/andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br\/arch2011-11-06_2011-11-12.html#2011_11-06_03_40_16-147808734-0\" target=\"_blank\">Recomendo ler o que o Barcinski escreveu sobre<\/a> (a vis\u00e3o do Mastodon \u00e9 perfeita e teria valido todas as edi\u00e7\u00f5es do Planeta Terra at\u00e9 aqui).<\/p>\n<p>E o Strokes? Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 ter\u00e1 lido que foi um showza\u00e7o, arrebatador, &#8220;mas que o de 2005 foi melhor&#8221;. De fato, o de 2005 foi incompar\u00e1vel, mas esse n\u00e3o foi um &#8220;showza\u00e7o&#8221;, longe disso. O lance \u00e9 que o Strokes tem tantos hits, mas tantos hits, e a ansiedade dos indies festivos por essa apresenta\u00e7\u00e3o era tanta, que se torna imposs\u00edvel obter outro resultado.<\/p>\n<p>Nem mesmo se Casablancas e companhia tocassem s\u00f3 m\u00fasicas do mais recente e desastroso disco, o &#8220;Angles&#8221;, ou mesmo coveres do Nelson Ned, nem assim a audi\u00eancia, em cascatas de baba gosmenta, com um suculento sorvete na testa, mudaria sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Melhor n\u00e3o arriscar. Ent\u00e3o, tome cl\u00e1ssicos do primeiro \u00e1lbum, &#8220;Is This It&#8221;. O coro foi intenso. Uma pena que a primeira m\u00fasica do &#8220;Room Of Fire&#8221;, o segundo disco, s\u00f3 tenha aparecido l\u00e1 na metade do show.<\/p>\n<p>O que agradou mais, por\u00e9m, foi ver o quanto a banda se divertiu em cima do palco. Todos tocavam sorrindo. O Strokes, pra alegria dos indies festivos, n\u00e3o vai acabar t\u00e3o cedo. Ontem, foi s\u00f3 um esbo\u00e7o do que s\u00e3o capazes, mas em disco. O Strokes em disco funciona bem melhor. Ao vivo, \u00e9 divers\u00e3o pra carnavalescos indies (ainda pagando a \u00faltima parcela do carnaval em Salvador, certo?) e pra pr\u00f3pria banda. N\u00e3o \u00e9 memor\u00e1vel (ou, por outra, foi em 2005, mas a banda estava realmente no auge).<\/p>\n<p>Tirando a mem\u00f3ria afetiva ou a cegueira festiva sobrou muito pouco dessa apresenta\u00e7\u00e3o. O Strokes, por\u00e9m, deve ter feito o &#8220;show da vida&#8221; pra um bocado de gente. Ok, quando se tem at\u00e9 20 anos, a base de compara\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena, e a\u00ed fica f\u00e1cil. Vamos ver qual o residual disso.<\/p>\n<p>Strokes setlist<\/p>\n<p>01. New York City Cops<br \/>\n02. Heart In A Cage<br \/>\n03. Machu Picchu<br \/>\n04. The Modern Age<br \/>\n05. You Only Live Once<br \/>\n06. Under Cover Of Darkness<br \/>\n07. Is This It<br \/>\n08. Someday<br \/>\n09. You&#8217;re So Right<br \/>\n10. 12:51<br \/>\n11. Reptilia<br \/>\n12. Alone, Together<br \/>\n13. Gratisfaction<br \/>\n14. Automatic Stop<br \/>\n15. Juicebox<br \/>\n16. Last Nite<\/p>\n<p>BIS<br \/>\n17. Under Control<br \/>\n18. Hard To Explain<br \/>\n19. Take It Or Leave It<\/p>\n<p>&#8220;New York City Cops&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KOUQSkYvTu4?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><\/p>\n<p>&#8220;The Modern Age&#8221; e &#8220;You Only Live Once&#8221;:<br \/>\n<object width=\"540\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eQy2hxgwFfQ?version=3&amp;hl=pt_BR\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><\/object><br \/>\nTake It Or Leave It <\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/planeta-terra-2011\/\" title=\"PLANETA TERRA 2011\">PLANETA TERRA 2011<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/calendario-de-shows-2011\/\" title=\"CALEND\u00c1RIO DE SHOWS 2011\">CALEND\u00c1RIO DE SHOWS 2011<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/eu-quero-festival\/\" title=\"EU QUERO FESTIVAL!\">EU QUERO FESTIVAL!<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/planeta-terra-2012-como-foi\/\" title=\"PLANETA TERRA 2012 &#8211; COMO FOI\">PLANETA TERRA 2012 &#8211; COMO FOI<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/uma-nova-visao-planeta-terra-2011\/\" title=\"UMA NOVA VIS\u00c3O: PLANETA TERRA 2011\">UMA NOVA VIS\u00c3O: PLANETA TERRA 2011<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sinal dos tempos. Um festival de m\u00fasica onde as pessoas v\u00e3o menos pra ver do que pra serem vistas ou notadas, ou seguidas ou algo [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18982,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[29,915],"tags":[687,581,250,212,397,2084,1145,175],"class_list":["post-18981","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ao-vivo","category-resenha","tag-beady-eye","tag-broken-social-scene","tag-goldfrapp","tag-interpol","tag-nacao-zumbi","tag-planeta-terra","tag-resenha-de-show","tag-strokes"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/planetaterra2011-1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-4W9","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18981\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}