{"id":26502,"date":"2012-07-05T21:42:52","date_gmt":"2012-07-06T00:42:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=26502"},"modified":"2013-10-25T01:34:42","modified_gmt":"2013-10-25T03:34:42","slug":"pense-ou-dance-um-mundo-bem-mais-dividido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-mundo-bem-mais-dividido\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE: UM MUNDO BEM MAIS DIVIDIDO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"26504\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-mundo-bem-mais-dividido\/penseoudance17\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/penseoudance17.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance17\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/penseoudance17.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/penseoudance17.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-26504\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/penseoudance17.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/penseoudance17.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Brasileiro nasce com carimbo na testa escrito &#8220;habitante do terceiro mundo&#8221;. Fomos todos jogados nesse que parece ser o pior dos mundos, de desnutridos, incultos, maltrapilhos, toscos, broncos e brutos, contra os &#8220;habitantes do primeiro mundo&#8221;, cheirosos, ricos, bem cuidados, educados, cultos, trabalhadores, inteligentes, empreendedores. Uma divis\u00e3o de mundo simplista. Ainda mais na segunda d\u00e9cada do terceiro mil\u00eanio.<\/p>\n<p>A recorrente percep\u00e7\u00e3o do Brasil como pa\u00eds de &#8220;terceiro mundo&#8221; criou o curioso &#8220;complexo de vira-lata&#8221;, que ajuda a manter essa vis\u00e3o. O brasileiro se v\u00ea como terceiro mundista, embora o pa\u00eds venha nos \u00faltimos vinte anos dando um tunda na pobreza como poucos no mundo. Ok, ok, avan\u00e7ar do nada, sair do zero pra alguma coisa \u00e9 sempre mais f\u00e1cil em termos estat\u00edsticos. Mas veremos que justamente \u00e9 a estat\u00edstica que nos derruba e que destr\u00f3i da mesma forma esse conceito de terceiro e primeiro mundo.<\/p>\n<p>Pesquisadores da ONU e de suas ag\u00eancias coligadas com frequ\u00eancia monitoram os \u00edndices sociais dos pa\u00edses. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas econ\u00f4mica e imediata, como bancos fazem ao aplicar notas de &#8220;confian\u00e7a pra investimento&#8221;. \u00c9 uma quest\u00e3o social, afinal vivemos todos no mesmo balaio e se um monte de gente se danar sem comida ou \u00e1gua pot\u00e1vel, vai sobrar pra quem tem e j\u00e1 se ajeitou. N\u00e3o d\u00e1 pra dar de ombros ao problema e simplesmente ser desumano.<\/p>\n<p>As pesquisas mais recentes, de 2010 pra c\u00e1, muitas delas publicadas pra quem quiser ver, de uma maneira agrad\u00e1vel e simples, no site da revista Exame, mostram que na verdade a divis\u00e3o do mundo \u00e9 muito mais complexa do que nos acostumamos: h\u00e1 um &#8220;segundo mundo&#8221; do qual se ignora, e um &#8220;quarto e quinto mundos&#8221;, onde a pobreza \u00e9 at\u00e9 inclassific\u00e1vel. O brasileiro pode comemorar de n\u00e3o estar na sarjeta, apesar de que ser a s\u00e9tima ou oitava economia mais parruda do mundo n\u00e3o nos credencia sequer a cogitar um lugarzinho no &#8220;segundo mundo&#8221;. Vamos ficar no &#8220;terceiro mundo&#8221; enquanto n\u00e3o resolvermos quest\u00f5es mais importantes do que s\u00f3 produzir riqueza.<\/p>\n<p>Uma das pesquisas aponta os dez pa\u00edses que oferecem &#8220;mais qualidade de vida&#8221; (<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/mundo\/noticias\/os-paises-que-oferecem-mais-qualidade-de-vida\" target=\"_blank\">clique aqui, texto de 14 de junho de 2011<\/a>), porque entende-se que essa \u00e9 a prioridade das prioridades. A gente trabalha pra viver e n\u00e3o deveria viver pra trabalhar. Mas, segundo a revista, &#8220;este conceito vem sendo aprimorado nos \u00faltimos anos. N\u00e3o se trata apenas de ter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, fazer uma pausa no trabalho para a gin\u00e1stica laboral, ou contar com um parque por perto para uma caminhada no fim do dia. (&#8230;) O estudo analisa uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios que interferem na satisfa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os com seu estilo de vida. Para compor o ranking, (&#8230;) pessoas d\u00e3o opini\u00e3o sobre sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, renda, mercado de trabalho, e outras categorias, em seu pr\u00f3prio pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O Brasil n\u00e3o \u00e9 membro, por isso n\u00e3o participou. Mas entre os dez primeiros n\u00e3o entraria, por certo, porque a diferen\u00e7a \u00e9 enorme. A pesquisa aponta a Austr\u00e1lia como o pa\u00eds com a melhor qualidade de vida do mundo, com renda m\u00e9dia anual de cada fam\u00edlia na casa dos vinte e sete mil d\u00f3lares. Entram tamb\u00e9m, na ordem, Canad\u00e1, Su\u00e9cia, Nova Zel\u00e2ndia, Noruega, Dinamarca, Estados Unidos, Su\u00ed\u00e7a, Finl\u00e2ndia e Holanda. Todos eles t\u00ea algo em comum: bom sistema de sa\u00fade, eficiente distribui\u00e7\u00e3o de renda, educa\u00e7\u00e3o fortalecida, pessoas confi\u00e1veis, alto \u00edndice de emprego e bons sal\u00e1rios. <\/p>\n<p>Na Noruega, mais de 75% dos pesquisados declararam que &#8220;t\u00eam v\u00e1rias experi\u00eancias positivas em um dia comum&#8221;. \u00c9 algo conceitualmente inimagin\u00e1vel por essas bandas.<\/p>\n<p>Mas o mais curioso est\u00e1 em dois outros pontos em comum (a todos eles, menos ao Estados Unidos, que logo parece merecer um rebaixamento desse grupo): todos eles confiam nos seus governantes e t\u00eam poucos habitantes.<\/p>\n<p>Confiar em seus governantes \u00e9 de fator essencial pra que se possa compreender a outra pesquisa, onde se aponta as &#8220;melhores taxas de retorno&#8221; ao imposto pago pela popula\u00e7\u00e3o. Embora o brasileiro viva chiando pelo o que acredita ser uma carga tribut\u00e1ria elevad\u00edssima, o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 entre aqueles cujos impostos representam o maior percentual do Produto Interno Bruto. <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/noticias\/os-dez-paises-onde-mais-se-paga-imposto-de-renda\" target=\"_blank\">H\u00e1 pa\u00edses que pagam proporcionalmente muito mais impostos do que n\u00f3s<\/a> (pesquisa publicada em 14 de maio de 2012). Enquanto o teto do nosso Imposto de Renda \u00e9 de 27,5% e a carga tribut\u00e1ria represente 36,02% do PIB (tendendo sempre a aumentar), na Su\u00e9cia, o IR pode chegar a 56,6% e todos os impostos fazem 44,08% do PIB. Na \u00c1ustria a mordida do IR \u00e9 de 50% (assim como na B\u00e9lgica, no Jap\u00e3o e na Inglaterra) e o impacto no PIB \u00e9 de 42%.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a, qualquer protozo\u00e1rio sabe, \u00e9 o retorno que se tem dessa dinheirama que vai pras m\u00e3os do governo. Fica f\u00e1cil entender o porqu\u00ea desses povos confiarem em seus governantes (os ingleses tamb\u00e9m n\u00e3o confiam muito): a alta qualidade de vida em seus pa\u00edses \u00e9 o produto que esses impostos compram.<\/p>\n<p>Nessa conta da &#8220;taxa de retorno&#8221;, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio, pesquisou a rela\u00e7\u00e3o dos trinta pa\u00edses com maior carga tribut\u00e1ria do mundo, relacionando com o PIB e o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano, pra chegar ao \u00cdndice de Retorno de Bem Estar \u00e0 Sociedade (IRBES). \u00c9 claro que o Brasilz\u00e3o ficou em \u00faltimo lugar (<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/noticias\/10-paises-com-maiores-impostos-e-menor-retorno-para-a-populacao\" target=\"_blank\">mat\u00e9ria publicada em 24 de janeiro de 2012<\/a>). A Austr\u00e1lia papou o posto mais alto, com &#8220;baixos&#8221; impostos e alto IDH.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 simples, portanto: pagou muito imposto, tem que ter muito retorno. H\u00e1 casos, veja s\u00f3 voc\u00ea, de pa\u00edses de baixa qualidade de vida, onde quase n\u00e3o se paga muitos impostos: \u00cdndia (11,9% do PIB), Cor\u00e9ia do Norte (11,4%), Azerbaij\u00e3o (11,4%), Bangladesh (11%), Nig\u00e9ria (9,9%), Afeganist\u00e3o (8,8%) e Mianmar (4%, o lugar onde menos se paga imposto no planeta). A lista completa dos dez povos que menos pagam, <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/album-de-fotos\/onde-vivem-os-cidadaos-que-menos-pagam-impostos-no-mundo\" target=\"_blank\">voc\u00ea encontra aqui<\/a> (mat\u00e9ria de 25 de maio de 2012). Mas s\u00e3o lugares onde n\u00e3o se v\u00ea riqueza abundante e n\u00e3o s\u00e3o exatamente exemplos de qualidade de vida: &#8220;pa\u00edses que n\u00e3o fazem nenhuma m\u00e1gica com dinheiro. As explica\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde a obten\u00e7\u00e3o de outras fontes de renda, como petr\u00f3leo \u2013 \u00e9 este o caso do Azerbaij\u00e3o, por exemplo \u2013 ou porque mant\u00e9m uma m\u00e1quina estatal menor com menos garantias \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Eis que o brasileiro tem raz\u00e3o de reclamar. Paga muito, de jeito mais complicado, tem a Receita fungando no cangote a todo instante, principalmente dos empres\u00e1rios, mas n\u00e3o v\u00ea retorno algum. Al\u00e9m disso, os constantes casos de corrup\u00e7\u00e3o, com alto \u00edndice de desvio de verba p\u00fablica, fazem a confian\u00e7a ser derrubada a quase zero &#8211; e mais: infelizmente, \u00e9 uma pr\u00e1tica que se tornou &#8220;cultural&#8221; e aceita por grande parte da popula\u00e7\u00e3o (&#8220;\u00e9 melhor eu roubar, sonegar e fraudar, porque sen\u00e3o outro vai fazer&#8221;).<\/p>\n<p>Analisando todas essas listas e estat\u00edsticas, percebemos que os mesmos pa\u00edses a povoam: Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, Dinamarca, Su\u00e9cia, Finl\u00e2ndia, Noruega, Holanda, Su\u00ed\u00e7a, Luxemburgo, Canad\u00e1. \u00c0s vezes, Estados Unidos, Inglaterra, B\u00e9lgica, \u00c1ustria e Alemanha. Dificilmente, veremos Fran\u00e7a, Espanha, It\u00e1lia, Portugal e at\u00e9 mesmo o Jap\u00e3o no topo de qualquer dessas listas. \u00c9 claramente uma divis\u00e3o: esses lugarem formariam o que se pode chamar de &#8220;segundo mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Qualquer pessoa que for aos &#8220;dois mundos&#8221;, consegue ver a clara diferen\u00e7a entre a seguran\u00e7a, organiza\u00e7\u00e3o e  educa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses que habitam o topo dessas listas e aqueles que acostumamos chamar de &#8220;primeiro mundo&#8221;. Eles ainda s\u00e3o ricos e cheios de oportunidades. Ainda respeitam o cidad\u00e3o e o consumidor. Ainda t\u00eam a \u00e9tica em alta conta. Mas enfrentam problemas estruturais graves. O presente j\u00e1 se mostra sombrio.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a est\u00e1 naquele fator que mencionei acima: quando h\u00e1 poucos habitantes, \u00e9 obviamente mais f\u00e1cil distribuir a renda atrav\u00e9s de benesses advindas dos impostos. A justi\u00e7a social se apresenta com louvor. H\u00e1 menos diferen\u00e7as entre as pessoas, entre ricos e pobres, se \u00e9 que h\u00e1 pobres.<\/p>\n<p>Em contrapartida, pa\u00edses abarrotados de pessoas continuam sofrendo pra se ajustar, quando n\u00e3o afundam de vez. O Brasil tenta, mas esbarra tamb\u00e9m nesse empecilho. A Rio+20 sequer tocou no assunto. Porque \u00e9 tabu tocar no assunto. \u00c9 preciso ter menos gente habitando essa jo\u00e7a, caso contr\u00e1rio, vamos ficar eternamente tentando arrumar solu\u00e7\u00f5es pra usar os limitados recursos que a jo\u00e7a nos oferece.<\/p>\n<p>J\u00e1 somos quase sete bilh\u00f5es, qui\u00e7\u00e1 mais, j\u00e1 que muita gente nasce por a\u00ed, nos &#8220;quarto e quinto mundos&#8221;, e ningu\u00e9m se d\u00e1 conta disso. N\u00e3o h\u00e1 o que fazer com esses que j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed. N\u00e3o se pode matar, exterminar e ai daquele que propuser tal solu\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 um pulha que deveria ser o primeiro da fila a tomar uma sova. \u00c9 preciso, ao contr\u00e1rio de qualquer ign\u00f3bil &#8220;solu\u00e7\u00e3o final&#8221;, alimentar, educar e dar emprego.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 o que se fazer daqui pra frente. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 nascer menos gente. Os governos precisam criar programas de natalidade consciente e respons\u00e1vel, programas mundiais, passando por cima de toda baboseira religiosa que impede preven\u00e7\u00e3o e a interrup\u00e7\u00e3o de gesta\u00e7\u00f5es, quando forem indesejadas. Acima de tudo, \u00e9 preciso educar, educar e educar. Ensinar. Explicar (<a href=\"http:\/\/noticias.r7.com\/blogs\/andre-forastieri\/2012\/06\/20\/o-brasil-precisa-de-menos-criancas-2\/\" target=\"_blank\">aqui, Forastieri tratou bem do assunto, como sempre<\/a>). Os recursos naturais s\u00e3o escassos pra todo mundo que j\u00e1 t\u00e1 a\u00ed. O que vamos fazer? Virar as costas pro problema principal, tabu que \u00e9? \u00c9 o que estamos fazendo at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>E, assim, estamos enchendo o planeta de problemas insol\u00faveis e dividindo o mundo em mais estratos. Vai chegar o dia em que alguns poucos se privilegiar\u00e3o dos benef\u00edcios do &#8220;primeiro mundo&#8221;. O resto dar\u00e1 as m\u00e3os \u00e0quela agonia da sobreviv\u00eancia que o brasileiro j\u00e1 est\u00e1 acostumado.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiro nasce com carimbo na testa escrito &#8220;habitante do terceiro mundo&#8221;. 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