{"id":31008,"date":"2013-03-07T14:01:36","date_gmt":"2013-03-07T17:01:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=31008"},"modified":"2013-10-25T01:34:05","modified_gmt":"2013-10-25T03:34:05","slug":"pense-ou-dance-o-tempo-ira-dizer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-tempo-ira-dizer\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE: O TEMPO IR\u00c1 DIZER"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"31010\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-o-tempo-ira-dizer\/penseoudance29\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/penseoudance29.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance29\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/penseoudance29.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/penseoudance29.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" title=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-31010\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/penseoudance29.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/penseoudance29.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Time alone \/ oh, time will tell! \/ Think you&#8217;re in heaven but you&#8217;re living in hell&#8221;. Bob Marley sabia das coisas. S\u00f3 o tempo resolve as quest\u00f5es. O ser humano tenta adivinhar, prever, o que vem pela frente. Normalmente erra. Bom, as pessoas n\u00e3o t\u00eam capacidade pra entender o presente &#8211; o que dir\u00e1 do futuro?<\/p>\n<p>Lembro daquele <a href=\"http:\/\/www.apenasbytes.com.br\/tudo-e-maravilhoso-hoje-e-ninguem-esta-feliz\/\" target=\"_blank\">v\u00eddeo bobo, mas bem engra\u00e7ado, do comediante Louis C.K.<\/a>, no programa do Conan O&#8217;Brien, falando como &#8220;tudo \u00e9 maravilhoso hoje e ningu\u00e9m est\u00e1 feliz&#8221;, porque vivemos numa era &#8220;de jovens mimados&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o homem conseguiu fazer coisas inacredit\u00e1veis com a tecnologia e o avan\u00e7o da ci\u00eancia em geral. Menos pessoas morrem hoje do que no passado e isso j\u00e1 seria algo a se comemorar, como bem ilustra Steven Pinker nesse v\u00eddeo sobre &#8220;o mito da viol\u00eancia&#8221;:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/TIv4SOcPGSQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Entretanto \u00e9 justamente essa inquieta\u00e7\u00e3o que o comediante utiliza pra fazer gra\u00e7a que move os homens em busca de novos conhecimentos. A humanidade evoluiu, a despeito de todas as atrocidades que se v\u00ea todos os dias (em nome de &#8220;deus&#8221; e do dinheiro e do poder), mas n\u00e3o podemos nos dar por satisfeitos.<\/p>\n<p>Se tem uma coisa que a hist\u00f3ria nos ensinou sobre o poder inventivo do homem \u00e9: nada \u00e9 t\u00e3o moderno que n\u00e3o possa ser ainda mais moderno, nada \u00e9 t\u00e3o inventivo que seja definitivo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, essa quest\u00e3o tecnol\u00f3gica tem apimentado as conversas sobre m\u00fasica: qual seria o modelo de neg\u00f3cios do futuro? A maioria dos jornalistas, articulistas e mentes razoavelmente s\u00e3s que conhe\u00e7o crava, de olhos fechados, peito inflado e voz de orador em tribuna oficial, que \u00e9 o <em>streaming<\/em>.<\/p>\n<p>Ah, o <em>streaming<\/em>, essa maravilha impulsionada pelo MySpace e sem querer pelo YouTube \u00e9 tida como a salva\u00e7\u00e3o da lavoura pra artistas, selos\/gravadoras e consumidores. No mundo, o Spotify e o Pandora d\u00e3o as cartas e, pela facilidade e comodidade, come\u00e7aram a mudar o jeito de consumir m\u00fasica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.estadao.com.br\/link\/a-proxima-musica\/\" target=\"_blank\">Mat\u00e9ria do caderno &#8220;Link&#8221;, do Estad\u00e3o<\/a>, aponta que em &#8220;2012 pela primeira vez os lucros gerados pela m\u00fasica digital superaram os da m\u00eddia f\u00edsica. Quem puxou isso foram servi\u00e7os como Spotify e Pandora, que movimentaram mais de US$ 1 bilh\u00e3o em 2012. Os n\u00fameros mostram que, embora os <em>downloads<\/em> ainda sejam a parte mais lucrativa, o <em>streaming<\/em> vai super\u00e1-los. Nos EUA, 40% dos lucros s\u00e3o gerados por <em>streaming<\/em> (o Spotify s\u00f3 estreou no pa\u00eds em 2011). Na Su\u00e9cia, terra natal do Spotify, o <em>streaming<\/em> responde por 79% dos lucros e \u00e9 visto como respons\u00e1vel por ter diminu\u00eddo os <em>downloads<\/em> ilegais naquele pa\u00eds. Mathieu Le Roux, diretor do site franc\u00eas Deezer, diz que o <em>streaming<\/em> \u00e9 &#8216;a melhor sa\u00edda&#8217; contra a pirataria por ser &#8216;barato e de f\u00e1cil uso'&#8221;.<\/p>\n<p>O franc\u00eas fala, obviamente, defendendo sua causa, mas ele n\u00e3o deixa de ter raz\u00e3o quando se trata do melhor modelo que temos <em>agora<\/em>. Ou pelo menos parte dele.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> ainda esbarram em quest\u00f5es de direitos autorais. Os m\u00fasicos ainda reclamam bastante, <a href=\"http:\/\/blogs.estadao.com.br\/link\/o-lado-dos-musicos\/\" target=\"_blank\">como alerta Camilo Rocha nessa mat\u00e9ria<\/a>. No Brasil, \u00e9 pior.<\/p>\n<p>O melhor servi\u00e7o em atividade \u00e9 o Rdio, da Oi. &#8220;O licenciamento \u00e9 uma das barreiras para a chegada de servi\u00e7os legalizados e acess\u00edveis. &#8216;N\u00e3o \u00e9 um problema s\u00f3 do Brasil&#8217;, diz Paulo Lima, diretor executivo do iMusica, empresa que negocia esse tipo de contrato. &#8216;Mas aqui existe um problema a mais: n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica entidade de direitos autorais&#8217;, explica. Foi essa negocia\u00e7\u00e3o que atrapalhou a oferta de seis meses de m\u00fasica gratuita no Oi Rdio. O servi\u00e7o lan\u00e7ou em 15 dos 17 pa\u00edses onde opera uma promo\u00e7\u00e3o de <em>streaming<\/em> ilimitado gr\u00e1tis, mas no Brasil n\u00e3o houve acordo para viabilizar a oferta&#8221;.<\/p>\n<p>O Spotify vai chegar ao Brasil em breve (embora um bocado de gente j\u00e1 tenha aprendido como furar o bloqueio e utilize o servi\u00e7o h\u00e1 um bom tempo por essas praias &#8211; n\u00e3o, n\u00e3o vou ensinar como fazer, pode googlar a\u00ed). <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/tecnologia\/noticias\/rival-do-spotify-deezer-chega-ao-brasil-com-grande-acervo\" target=\"_blank\">O Deezer j\u00e1 chegou<\/a>.<\/p>\n<p>Os acordos com os artistas locais dependem de uma s\u00e9rie de coisas: se elas est\u00e3o vinculadas a alguma entidade de arrecada\u00e7\u00e3o ligada ao ECAD, se o selo fez algum acordo de distribui\u00e7\u00e3o com essas plataformas etc. Mesmo assim, n\u00e3o se sabe qual o potencial desse mercado individualmente pra cada artista. Quanto \u00e9 poss\u00edvel ganhar com isso?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma resposta \u00fanica, padr\u00e3o ou ideal, porque ela depende de uma estrat\u00e9gia pessoal elaborada por cada artista. H\u00e1 nomes e m\u00fasicas que encontram no <em>streaming<\/em> um bom p\u00fablico, h\u00e1 outros que se d\u00e3o melhor com o <em>download<\/em>, outros com o <em>download<\/em> gratuito, shows, venda de discos f\u00edsicos e por a\u00ed vai. O ideal \u00e9 sempre uma conjun\u00e7\u00e3o de plataformas pra compor o ganho total. Ou seja, o artista hoje em dia precisa jogar nas onze, ou cobrar o escanteio e correr pra cabecear. N\u00e3o d\u00e1 pra pensar numa \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, numa \u00fanica plataforma.<\/p>\n<p>\u00c9 simples entender: se voc\u00ea \u00e9 um Radiohead, com uma enorme base de f\u00e3s, pode pedir que eles paguem &#8220;o quanto quiserem pagar&#8221; no seu disco e ainda assim ganhar rios de dinheiro. Mas se voc\u00ea \u00e9 uma banda pequena tem que pensar em outra estrat\u00e9gia pra ganhar um m\u00ednimo de visibilidade. Nesse caso, dar sua m\u00fasica de gra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio ruim. \u00c9 preciso analisar a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o e ver que caminho seguir. Op\u00e7\u00f5es, o mundo atual e a Internet oferecem.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a maioria n\u00e3o sabe lidar com as ferramentas dispon\u00edveis. Eis o motivo de   n\u00e3o se conseguir monetizar com a pr\u00f3pria arte e perceber que isso ainda depende de atravessadores, na maioria dos casos.<\/p>\n<p>Antes eram as gravadoras e grandes m\u00eddias, hoje s\u00e3o as plataformas de divulga\u00e7\u00e3o\/execu\u00e7\u00e3o. Nesse cen\u00e1rio, o jornalista estadunidense Robert Levine escreveu um livro cujo t\u00edtulo cunhou um termo apropriado pros novos tempos, &#8220;Carona Gr\u00e1tis&#8221;, fazendo &#8220;ao longo de 320 p\u00e1ginas, um relato detalhado de &#8216;como a Internet est\u00e1 destruindo a ind\u00fastria da cultura&#8217; e sugere &#8216;como contra-atacar&#8217;. O livro \u00e9 de 2011. O termo ainda vale, mas a ideia talvez n\u00e3o &#8211; a Internet n\u00e3o est\u00e1 destruindo nada, pode \u00e9 estar salvando, ou mantendo relevante a ind\u00fastria cultural.<\/p>\n<p>&#8220;Carona Gr\u00e1tis&#8221; \u00e9 pertinente porque Levine passou a &#8220;seguir o dinheiro&#8221; nesse mundo que cultua a &#8220;cultura livre&#8221;: ele &#8220;levantou que as institui\u00e7\u00f5es que defendem abrir tudo na Internet s\u00e3o financiadas pelas mesmas empresas de tecnologia. Que o Creative Commons, por exemplo, recebeu US$ 1,5 milh\u00e3o do Google em 2008 e mais US$ 500 mil em 2009&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/poder\/po0310201118.htm\" target=\"_blank\">Na entrevista \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>, em 2011, ele conta mais sobre a defini\u00e7\u00e3o do termo: &#8220;examinei o Creative Commons e (seu fundador) Lawrence Lessig, o Center For Internet And Society, da Universidade Stanford, a New America Foundation. Muita gente me disse, &#8216;eles s\u00e3o legais, boas pessoas&#8217;. Provavelmente s\u00e3o, n\u00e3o penso que ningu\u00e9m seja o mal. O mal \u00e9 matar algu\u00e9m, n\u00e3o infringir &#8216;<em>copyright<\/em>&#8216;. Mas eles s\u00e3o enviesados. Parte do financiamento dessas institui\u00e7\u00f5es vem das empresas de tecnologia. E o que \u00e9 interessante \u00e9 que as pessoas n\u00e3o sabem. Como \u00e9 que esses ativistas recebem todo esse dinheiro do Google e ningu\u00e9m diz nada? Trabalhei seis meses no levantamento da proposta para o livro. Mais e mais eu me surpreendia. Comecei a pensar: &#8216;\u00c9 um conflito de neg\u00f3cios: Quem vai controlar a distribui\u00e7\u00e3o de m\u00fasica \u00e9 a Warner ou o Google?&#8217;. N\u00e3o penso que as gravadoras sejam o bem ou que o Google seja o mal. Sou um jornalista de neg\u00f3cios. N\u00e3o \u00e9 estranho que alguns dos ativistas n\u00e3o saibam de onde vem o dinheiro do Creative Commons?&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil falar de &#8220;cultura livre&#8221; quando ela abastece os pr\u00f3prios bolsos com a obra dos outros. Mas, sem querer cair nesse discurso f\u00e1cil, vale citar o pr\u00f3prio Levine lembrando que na verdade o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da ind\u00fastria da m\u00fasica. \u00c9 de todo mundo que gera conte\u00fado, incluindo os jornais: &#8220;voc\u00ea tinha, digamos, essa torta (<em>publicit\u00e1ria<\/em>) que sustentava jornais, TV, revistas. Agora voc\u00ea corta essa torta pela metade. Google e Facebook ficam com um lado. Todos os jornais e todas as TVs disputam o outro. Eles t\u00eam de vender o conte\u00fado, n\u00e3o t\u00eam alternativa. N\u00e3o sei se vender o conte\u00fado vai funcionar, mas sei que distribu\u00ed-lo de gra\u00e7a na Internet n\u00e3o vai&#8221;.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 numa palavrinha m\u00e1gica: comodidade. Levine &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 ele, ainda bem &#8211; diz: &#8220;voc\u00ea tem que vender as not\u00edcias. E acredito que as pessoas v\u00e3o comprar. Eu pago US$ 23 por m\u00eas pelo &#8216;New York Times&#8217;. Se mudarem amanh\u00e3 para US$ 33, continuaria pagando. As pessoas s\u00e3o muito sens\u00edveis \u00e0 conveni\u00eancia ao pagar, elas querem que seja f\u00e1cil, mas n\u00e3o creio que se importem tanto com o custo. A maioria dos americanos paga US$ 60 por m\u00eas pela TV a cabo&#8221;. Ele tem raz\u00e3o: veja o quanto voc\u00ea paga pelo conte\u00fado do UOL ou o PPV do futebol, por exemplo. Se voc\u00ea tem menos trabalho pagando um produto de qualidade do que puxando fios aqui e ali, comprando aparelhinhos e quebrando paredes, voc\u00ea vai pagar. Se voc\u00ea tem menos trabalho e preocupa\u00e7\u00f5es pagando por um servi\u00e7o que vai entregar a m\u00fasica que voc\u00ea quiser, onde voc\u00ea quiser, do que instalando programas e c\u00f3digos que podem ferrar seu computador ou seu celular, voc\u00ea vai pagar.<\/p>\n<p>Comodidade. Essa \u00e9 a palavra. Pro consumidor. \u00d3timo, temos uma linha pra encontrar uma solu\u00e7\u00e3o pro consumidor. Mas falta fechar as outras duas pontas, o artista e o empreendedor, num equil\u00edbrio que hoje n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o que vemos agora n\u00e3o \u00e9 o futuro. O <em>streaming<\/em> n\u00e3o \u00e9 o futuro &#8211; e muito menos a solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 no m\u00e1ximo uma agrad\u00e1vel alternativa que o presente nos oferece, mas que est\u00e1 longe de ser a ideal. O artista n\u00e3o ganha o quanto (acha que) merece (ou deveria ganhar). O consumidor ainda n\u00e3o v\u00ea a comodidade que espera pra pagar. S\u00f3 quem t\u00e1 ganhando s\u00e3o as plataformas &#8211; e as mais parrudas.<\/p>\n<p>O futuro \u00e9 outra coisa. Ele ainda est\u00e1 por vir, ainda est\u00e1 sendo constru\u00eddo numa garagem dessas de um Vale do Sil\u00edcio qualquer, por um moleque dessa &#8220;gera\u00e7\u00e3o mimada&#8221;, mas (ainda bem) insatisfeita, inconformada com a falta de comodidade do &#8220;mundo maravilhoso de hoje&#8221;.<\/p>\n<p>Importante entender, por\u00e9m, que o futuro n\u00e3o apresentar\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica (como n\u00e3o foram o Napster &#8211; que muita gente achava ser &#8220;o futuro&#8221; &#8211; nem o MySpace, nem o YouTube). O presente nos d\u00e1 pistas do que devemos talvez ver em dez, quinze anos: um modelo de neg\u00f3cios central, orbitado por v\u00e1rias plataformas e oportunidades, que o artista (ou gerador de conte\u00fado) dever\u00e1 utilizar pra construir sua pr\u00f3pria solu\u00e7\u00e3o financeira pra carreira.<\/p>\n<p>E, se entendemos bem o que a hist\u00f3ria j\u00e1 nos ensinou, estaremos igualmente insatisfeitos nesse futuro, buscando novas alternativas. Tomara. Mas isso s\u00f3 o tempo ir\u00e1 dizer.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Time alone \/ oh, time will tell! \/ Think you&#8217;re in heaven but you&#8217;re living in hell&#8221;. 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