{"id":34931,"date":"2013-10-30T12:15:25","date_gmt":"2013-10-30T14:15:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=34931"},"modified":"2013-11-04T13:42:43","modified_gmt":"2013-11-04T15:42:43","slug":"resenha-arcade-fire-reflektor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-arcade-fire-reflektor\/","title":{"rendered":"RESENHA: ARCADE FIRE &#8211; REFLEKTOR"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"34933\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-arcade-fire-reflektor\/arcadefire-capa-reflektor\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"arcadefire-capa-reflektor\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-34933\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/arcadefire-capa-reflektor.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>SEMPRE H\u00c1 DOIS LADOS<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Eur\u00eddice e o verdadeiro amor, o vencedor, por aclama\u00e7\u00e3o geral&#8221;. O trecho do samba da Viradouro de 1998, que adapta &#8220;Orfeu Da Concei\u00e7\u00e3o&#8221;, de Vin\u00edcius de Moraes, obra escrita em 1954, resume bem o que o autor clamava sobre o amor verdadeiro, que sempre sai vitorioso, mesmo quando confrontado pela inveja ou&#8230; pela morte:<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o demais os perigos desta vida<br \/>\nPara quem tem paix\u00e3o, principalmente<br \/>\nQuando uma lua surge de repente<br \/>\nE se deixa no c\u00e9u, como esquecida.<br \/>\nE se ao luar que atua desvairado<br \/>\nVem se unir uma m\u00fasica qualquer<br \/>\nA\u00ed ent\u00e3o \u00e9 preciso ter cuidado<br \/>\nPorque deve andar perto uma mulher.<br \/>\nDeve andar perto uma mulher que \u00e9 feita<br \/>\nDe m\u00fasica, luar e sentimento<br \/>\nE que a vida n\u00e3o quer, de t\u00e3o perfeita.<br \/>\nUma mulher que \u00e9 como a pr\u00f3pria Lua:<br \/>\nT\u00e3o linda que s\u00f3 espalha sofrimento<br \/>\nT\u00e3o cheia de pudor que vive nua.&#8221;<\/p>\n<p>O Orfeu da mitologia grega era um rapaz que encantava a todos pela m\u00fasica de sua lira, incluindo plantas, animais e at\u00e9 pedras. Ele vivia desse encantamento que sua m\u00fasica causava. Um dia, apaixonado por Eur\u00eddice, acabou conhecendo a dor e o desespero: ela, fugindo dos avan\u00e7os do pretendente Aristeu, foi picada por uma serpente e morreu. Orfeu, do\u00eddo, resolveu ir ao &#8220;outro lado&#8221; buscar sua amada. No caminho, encantou o barqueiro Caronte pra que ele o guiasse pelo mundo das trevas, e enfeiti\u00e7ou Hades e sua esposa Pers\u00e9fone, senhores dos desprovidos de vida, de modo que conseguiu o imposs\u00edvel: o privil\u00e9gio de levar sua amada de volta ao mundo dos vivos &#8211; desde que n\u00e3o olhasse pra ela at\u00e9 a superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Orfeu, por\u00e9m, nos \u00faltimos passos, olhou pra tr\u00e1s, pra certificar-se de que ela estava l\u00e1. Eur\u00eddice estava, mas acabou voltando ao reino dos mortos, desencantada. Orfeu chorou, sucumbiu \u00e0 solid\u00e3o e acabou ofendendo as M\u00eanades com seu desprezo. Elas o cortaram e jogaram seus restos no rio. Orfeu volta ao reino dos mortos agora como morto e pode rever Eur\u00eddice. O amor vence, mas &#8220;do outro lado&#8221;, pela persist\u00eancia, onde nem a morte por interferir.<\/p>\n<p>Vin\u00edcius traduziu o mito pras favelas cariocas (uma &#8220;trag\u00e9dia carioca em tr\u00eas atos&#8221;). Simplificou tudo: levou Orfeu, Eur\u00eddice, Apolo e Aristeu pra favela; a lira virou viol\u00e3o; a m\u00fasica, carnaval; as tenta\u00e7\u00f5es, a vida mundana. Tudo se passa num feriado de Carnaval. O final \u00e9 tr\u00e1gico. Mas o samba acaba vitorioso. A m\u00fasica \u00e9 de Tom Jobim. Virou filme, pelas lentes do diretor franc\u00eas Marcel Camus, Orfeu Negro, lan\u00e7ado em 1959, culminando com a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme em L\u00edngua Estrangeira de 1960 (a &#8220;lingua estrangeira&#8221; \u00e9 o portugu\u00eas). Foi a melhor tradu\u00e7\u00e3o do mito pra vida urbana e moderna &#8211; compreens\u00edvel a todos os p\u00fablicos, inclusive os n\u00e3o-brasileiros.<\/p>\n<p>O Arcade Fire sabe disso. <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/arcade-fire-reflektor\/\" target=\"_blank\">&#8220;Reflektor&#8221;, o novo disco<\/a>, inspirado no mito, ideia expl\u00edcita logo na capa (horrorosa), com a escultura &#8220;Orph\u00e9e Et Eurydice&#8221;, de Auguste Rodin, n\u00e3o tenta medir for\u00e7as com a obra do brasileiro. Ao contr\u00e1rio, foge de sua imagin\u00e1vel influ\u00eancia ao n\u00e3o assumi-la como norte principal e verbalizar que os fundamentos de &#8220;Reflektor&#8221; est\u00e3o nos pensamentos do fil\u00f3sofo dinamarqu\u00eas S\u00f8ren Kierkegaard, que diz que o homem vive uma \u00e9poca sem paix\u00e3o, s\u00f3 de reflex\u00e3o. De um lado do espelho, a raz\u00e3o; do outro, a paix\u00e3o. Sempre h\u00e1 dois lados.<\/p>\n<p>Por outra, os canadenses se apropriam de &#8220;Orfeu Da Concei\u00e7\u00e3o&#8221; visual e estruturalmente, com sua simplicidade, buscando o mais importante na hist\u00f3ria: a for\u00e7a do amor, a conex\u00e3o de duas vidas pelo sentimento, n\u00e3o importa em qual &#8220;plano&#8221; seus protagonistas est\u00e3o.<\/p>\n<p>O Orfeu e a Eur\u00eddice do Arcade Fire j\u00e1 est\u00e3o separados. Ele vivo, em dor. Ela morta. Mas um \u00e9 reflexo do outro. Orfeu tenta encontrar sua amada &#8220;do outro lado&#8221;. &#8220;Reflektor&#8221;, a can\u00e7\u00e3o, \u00e9 esse ponto de partida (&#8220;I thought I found a way to enter \/ (&#8230;) \/ Will I see you on the other side?&#8221;). O mito que vem antes acontece numa estranha escolha de &#8220;faixa escondida&#8221;, instrumental, de quase dez minutos <em>precedendo<\/em> a faixa inicial. \u00c9 uma hist\u00f3ria que a banda entende que o ouvinte j\u00e1 conhe\u00e7a.<\/p>\n<p>V\u00eddeo oficial de &#8220;Reflektor&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/7E0fVfectDo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ns faixa-t\u00edtulo, a banda j\u00e1 d\u00e1 o tom de como vai ser a narrativa: festiva, alegre, mundana. \u00c9 como a de Vinicius, trocando o samba pela eletr\u00f4nica, uma eletr\u00f4nica hipn\u00f3tica, com baixo marcante e percuss\u00e3o dividindo o protagonismo com a bateria, eletr\u00f4nica ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que essa \u00e9 a m\u00e3o do produtor James Murphy, tratando o Arcade Fire como seu LCD Soundsystem. Mas parece ser uma escolha consciente da pr\u00f3pria banda &#8211; e a\u00ed a escolha de Murphy como produtor viria pra sedimentar o caminho pretendido, se tornando, enfim, a escolha ideal.<\/p>\n<p>Na impossibilidade de assumir uma linha est\u00e9tica que desse a mesma for\u00e7a que a m\u00fasica de Vinicius de Moraes e Tom Jobim deu \u00e0 pe\u00e7a, onde a lasc\u00edvia dos tambores e tamborins refor\u00e7a uma l\u00f3gica tr\u00e1gica de que o amor s\u00f3 vence fora da &#8220;normalidade&#8221; (nem que seja em rituais tribalistas, t\u00e2ntricos ou, sei l\u00e1, em &#8220;outro plano&#8221;, mas nunca &#8220;nessa vida&#8221;), o Arcade Fire misturou ritmos e batidas, juntou tudo eletronicamente, e trouxe os sons do seu Haiti (pa\u00eds de origem da fam\u00edlia de R\u00e9gine Chassagne), da \u00c1frica, do Brasil, do Caribe, como maneira de traduzir a vida mundana e irreal, onde residiria o triunfo do amor de seu Orfeu e sua Eur\u00eddice.<\/p>\n<p>Mas infelizmente h\u00e1 uma falha de pr\u00e1tica em &#8220;Reflektor&#8221;. O excesso de produ\u00e7\u00e3o levou o disco pra uma dire\u00e7\u00e3o cruel. Reside na obra um ran\u00e7o brega-chiqu\u00e9 que povoou as piores FMs dos anos oitenta e os comerciais pseudo-elegantes da era <em>yuppie<\/em>. A levada de &#8220;We Exist&#8221; tristemente remete ao pior de Madonna ou de Michael Jackson dilu\u00eddo no <em>mainstream<\/em> daquela d\u00e9cada. &#8220;Joan Of Arc&#8221; \u00e9 esquec\u00edvel. &#8220;You Already Know&#8221; \u00e9 pior: podia ter sido criada e executada por uma banda carioca daquela d\u00e9cada, de bermudas e \u00f3culos de sol. O horror, o horror.<\/p>\n<p>Sorte \u00e9 que logo &#8220;Reflektor&#8221; volta a sua trilha, com as espetaculares &#8220;Here Comes The Night Time&#8221; e seus batuques sombrios, e &#8220;Normal Person&#8221; (com uma letra matadora de direta: &#8220;Is anything as strange as a normal person? \/ Is anyone as cruel as a normal person?&#8221;). A &#8220;apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo&#8221; que se encerra em &#8220;You Already Know&#8221; s\u00e3o os encantos musicais do protagonista? Bom pensar que sim, retomando o prumo.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Normal Person&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/wEcu3-fxZSE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Assim, o \u00e1lbum duplo chega a sua metade. Com o disco dois, a trilha de Orfeu toma os rumos da esperan\u00e7a (&#8220;Awful Sound (Oh Eurydice)&#8221;), depois apresenta o deslize e o desespero pela nova separa\u00e7\u00e3o (&#8220;It&#8217;s Never Over (Hey Orpheus)&#8221;), vem a trag\u00e9dia proveniente da recusa de Orfeu em viver e ser homem (&#8220;Porno&#8221;), sua morte (a \u00f3tima, uma das melhores do disco, &#8220;Afterlife&#8221;) e, finalmente, o encontro com Eur\u00eddice na lidnissima &#8220;Supersymmetry&#8221;, uma das mais tocantes m\u00fasicas da carreira do Arcade Fire.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, a pretens\u00e3o conceitual de &#8220;Reflektor&#8221; pode jogar contra o disco, como jogou contra &#8220;The Suburbs&#8221;, o anterior, de 2010, que segue envelhecendo e se enrugando de maneira implac\u00e1vel. Mas, por ora, o disco s\u00f3 melhora a cada audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vale ouvir como um \u00e1lbum conceitual mesmo, como uma hist\u00f3ria, mesmo que o mito j\u00e1 seja bem conhecido. O Arcade Fire n\u00e3o foi t\u00e3o feliz quanto Vin\u00edcius de Moraes na adapta\u00e7\u00e3o, embora siga caminho semelhante. Se voc\u00ea n\u00e3o tem saco pra essas pretens\u00f5es intelectuais, ao menos poder\u00e1 perceber que a ess\u00eancia do Arcade Fire est\u00e1 l\u00e1, pro bem ou pro mal. Depende de como voc\u00ea vai encarar o disco: com a paix\u00e3o cega ou com a raz\u00e3o &#8211; afinal, sempre h\u00e1 os dois lados.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 7,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 28 de outubro de 2013<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 70 minutos e 19 segundos (sem as faixas escondidas)<br \/>\nSelo: Domino Records<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: James Murphy, Markus Dravs e Arcade Fire<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-arcade-fire-unconditional-i-lookout-kid\/\" title=\"V\u00cdDEO: ARCADE FIRE &#8211; UNCONDITIONAL I (LOOKOUT KID)\">V\u00cdDEO: ARCADE FIRE &#8211; UNCONDITIONAL I (LOOKOUT KID)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/arcade-fire-we\/\" title=\"ARCADE FIRE &#8211; WE\">ARCADE FIRE &#8211; WE<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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