{"id":36779,"date":"2014-02-19T20:39:14","date_gmt":"2014-02-19T23:39:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=36779"},"modified":"2014-10-06T19:40:26","modified_gmt":"2014-10-06T22:40:26","slug":"entrevista-ruidomm-noise-patrocinado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: RUIDO\/MM &#8211; NOISE PATROCINADO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36789\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/ruidomm-entrevista4\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista4.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ruidomm-entrevista4\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista4.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista4.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-36789\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista4.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista4.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00c0 Cortina Do S\u00f3t\u00e3o&#8221; \u00e9 de 2011. \u00c9 o lan\u00e7amento mais recente. Antes dele, teve &#8220;A Praia&#8221;, de 2008, e &#8220;A S\u00e9rie Cinza&#8221;, de 2004. N\u00e3o que a ru\u00eddo\/mm (ou &#8220;ru\u00eddo por mil\u00edmetro&#8221;) seja uma banda devagar ou com pouca coisa a dizer. \u00c9 que pro produto elaborado que esses curitibanos entregam &#8211; e com as exig\u00eancias da vida &#8211; tudo fica mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Aqui, n\u00e3o h\u00e1 a facilidade de produ\u00e7\u00e3o em escala, como no apaixonante <em>lo-fi<\/em> da Transfus\u00e3o Noise Records, por exemplo, nem mesmo a quebra de formalidades que tira da frente algumas barreiras, como no pessoal da <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-ilusao-e-a-musica-torta-brasileira\/\" target=\"_blank\">M\u00fasica Torta Brasileira<\/a>.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Ramiro (guitarra), Ricardo Pill (guitarra), Giovani Farina (bateria), Rafael Panke (baixo) e Alexandre Liblik (piano, escaleta), ainda por cima, moram em cidades diferentes. Os quatro \u00faltimos em Curitiba; Andr\u00e9 Ramiro, no Rio de Janeiro. N\u00e3o \u00e9, definitivamente, f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil pra uma banda cujos integrantes moram no mesmo bairro, tendo que arrumar tempo e grana, principalmente grana, pros ensaios, pros equipamentos, pros shows, pra grava\u00e7\u00e3o e prensagem dos discos, no caso da ru\u00eddo\/mm tudo fica potencializado. Os artistas brasileiros t\u00eam que se virar pra conseguir levar o sonho, o <em>hobby<\/em>, a divers\u00e3o, a arte adiante. N\u00e3o \u00e9 pouco dinheiro se a ideia for entregar um produto de alta qualidade &#8211; um dinheiro a fundo perdido, sem retorno. Assim, pra mastod\u00f4ntica maioria dos casos, viver disso, nem pensar.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma sa\u00edda. Uma sa\u00edda pol\u00eamica, quando se trata de Brasil. H\u00e1 os patroc\u00ednios provenientes das leis de incentivo, por exemplo. Tem muita gente que critica o tal &#8220;indie estatal&#8221;, por viver de editais e verbas de patroc\u00ednio, mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os &#8220;indies sambinhas&#8221;, os artistas da Rua Augusta e afins que buscam essa sa\u00edda. Grandes nomes, <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/maria-bethania-recebe-13-milhao-para-fazer-blog-gera-polemica-na-web-2810691\" target=\"_blank\">como Maria Beth\u00e2nia, s\u00f3 pra ficar na hist\u00f3ria mais pol\u00eamica<\/a>, tamb\u00e9m procuram essa alternativa, embora, diante de bandas do subterr\u00e2neo, seja uma necessidade suspeita.<\/p>\n<p>A ru\u00eddo\/mm foi por esse caminho e conseguiu que seu <em>noise-post-rock-experimental<\/em> fosse patrocinado por uma lei de incentivo \u00e0 cultura da cidade de Curitiba, a partir da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, com apoio da Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>O que h\u00e1 de errado nisso? Andr\u00e9 Ramiro conversou com o <strong>Floga-se<\/strong> sobre o assunto: &#8220;acredito que a cr\u00edtica \u00e9 mais pra quem vive pendurado nisso. At\u00e9 eu critico essas pessoas. Passamos num projeto na nossa cidade depois de algumas boas tentativas e corremos atr\u00e1s do patroc\u00ednio sem usar ningu\u00e9m de esquema &#8211; que a gente sabe que existe. N\u00e3o vejo raz\u00e3o pra cr\u00edtica&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Tranquilo quanto ao assunto, Ramiro falou sobre como foi conseguir o patroc\u00ednio, o que d\u00e1 pra fazer com esse dinheiro, e como o artista pode ser respons\u00e1vel e \u00e9tico no uso da grana p\u00fablica (&#8220;\u00e9 nosso dever fazer algo melhor do que j\u00e1 fizemos&#8221;). E, claro, entregou o pouco que h\u00e1 do disco at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m imaginou que um dia o subterr\u00e2neo da nossa m\u00fasica torta e alternativa seria abra\u00e7ado &#8220;pelo sistema&#8221;, com estampa oficial e tudo? Isso \u00e9 uma vit\u00f3ria ou \u00e9 o retrato do que \u00e9 poss\u00edvel fazer nesse nicho, nesse <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-os-nanomercados\/\" target=\"_blank\">nanomercado<\/a>?<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36783\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/ruidomm-entrevista1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ruidomm-entrevista1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-36783\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><br \/>\n<em>Todas as fotos desta entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/walterthoms\" target=\"_blank\">Walter Thoms<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Floga-se: &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00c0 Cortina Do S\u00f3t\u00e3o&#8221; \u00e9 de 2011. De l\u00e1 pra c\u00e1, a banda n\u00e3o lan\u00e7ou nenhum disco: o que est\u00e1 aprontando a ruido\/mm nesse momento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Ramiro<\/strong>: Neste \u00ednterim, realizamos alguns shows, lan\u00e7amos videoclipes e come\u00e7amos a planejar o novo disco. Como a banda n\u00e3o est\u00e1 toda na mesma cidade e o dia tem 18 horas ao inv\u00e9s de 24, as coisas possuem um ritmo mais lento mesmo. Em 2013, pipocaram in\u00fameros fragmentos de m\u00fasicas. Nunca havia acontecido isso. V\u00e1rias possibilidades de m\u00fasicas a criar. Por\u00e9m, com shows agendados, t\u00ednhamos que escolher entre criar ou ensaiar. Mas fazia parte. Depois que soubemos que nosso projeto passou numa lei de incentivo de Curitiba, com patroc\u00ednio da Caixa firmado no final do ano passado, o processo de disco novo entrou em produ\u00e7\u00e3o acelerada. Pelo fato de eu estar aqui no Rio, o Pill e eu trocamos muitas grava\u00e7\u00f5es pelo computador. Estamos criando \u00e0 distancia. Ele ensaia com a rapaziada e me passa id\u00e9ias, contextos etc. Eu respondo com minha vis\u00e3o das faixas. \u00c9 um processo diferente pra gente, porque desde &#8220;A Praia&#8221; (<em>2008<\/em>) nos acostumamos a fazer as coisas juntos, guitarra com guitarra. Estamos na fase final. As datas do est\u00fadio est\u00e3o fechadas. O lan\u00e7amento tamb\u00e9m. Tudo sob controle sem medo do tempo (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: Pra quando est\u00e1 previsto esse lan\u00e7amento? J\u00e1 tem nome o disco?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: O nome daremos quando tudo estiver fechado. Devemos lan\u00e7ar em agosto, com dois shows em Curitiba.<\/p>\n<p><strong>F-se: S\u00f3 voc\u00ea mora longe da banda? Como est\u00e3o distribu\u00eddos hoje os integrantes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Quatro est\u00e3o em Curitiba e eu no Rio. S\u00f3 que a maioria das coisas envolvem o Pill e eu, seja administrativo, musical etc.<\/p>\n<p><strong>F-se: Como foi essa hist\u00f3ria da Caixa? Que tipo de patroc\u00ednio \u00e9 esse?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Fomos aprovados num projeto de lei de incentivo da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba (FCC). Com o projeto aprovado tivemos que correr atr\u00e1s de alguma empresa que apoiasse o projeto, repassando alguns impostos que seriam pagos \u00e0 prefeitura, mas que poderiam ser utilizados no projeto cultural. A Caixa acabou topando em ser a \u00fanica patrocinadora do disco.<\/p>\n<p><strong>F-se: E como voc\u00eas fizeram isso, essa aproxima\u00e7\u00e3o com a Caixa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Antes de tudo \u00e9 importante se organizar. Segundo, dentro da lei de incentivo municipal, que tem em v\u00e1rias outras cidades, algumas empresas j\u00e1 possuem um certo montante pra aplicar em projetos culturais. A Caixa \u00e9 apenas uma das empresas. Mas pra passar na lei, demoramos muito tempo. Foram mais de seis tentativas e s\u00f3 agora conseguimos. Talvez por termos tra\u00e7ado um caminho mais longo, como shows no Brasil e com nosso disco saindo em boas listas&#8230; Isso pode ter ajudado j\u00e1 na aprova\u00e7\u00e3o do projeto. Depois \u00e9 apresentar o seu produto pra empresa. Mostrar o que eles podem ganhar apoiando uma banda como a ru\u00eddo\/mm. Mais ou menos por a\u00ed. Acredito que h\u00e1 muitas oportunidades dentro dos governos. \u00c9 importante entrar nestes projetos. Desta mesma forma, s\u00f3 que com a produ\u00e7\u00e3o executiva da Verdura Produ\u00e7\u00f5es, lan\u00e7amos o clipe de &#8220;Petit Pav\u00ea&#8221;, com dire\u00e7\u00e3o do F\u00e1bio Allon. N\u00e3o houve custo algum pra banda. E isso agrega valor pra gente. E pra todos. Somos pequenos e sempre seremos. Temos que achar as pequenas oportunidades pra ganhar mais trinta a cinquenta malucos por ano, que gostam de som como a gente.<\/p>\n<p><strong>F-se: &#8220;Mostrar o que eles podem ganhar apoiando uma banda como a ru\u00eddo\/mm&#8221;&#8230; O que eles podem ganhar exatamente apoiando bandas do subterr\u00e2neo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: As empresas ganham porque ao inv\u00e9s de pagar o imposto pra prefeitura, eles acabam ganhando uma publicidade no lan\u00e7amento de uma obra. Seja ela qual for. O submundo, ao meu ver, \u00e9 o local onde se concentram os principais formadores de opini\u00e3o. A venda e a validade do projeto pra empresa depende de como se deve apresentar isso. Existem varias empresas e passamos por algumas outras, al\u00e9m da Caixa. A Caixa nos ajudou em 50%, inicialmente. T\u00ednhamos que correr atr\u00e1s dos outros 50%. Por sorte, o ru\u00eddo\/mm ganhou uma capa no principal jornal de Curitiba e foi nossa chance de ir buscar o patroc\u00ednio inteiro. Preferimos uma \u00fanica empresa, um \u00fanico logotipo no disco, nos cartazes etc. Eles aceitaram. E massa. Tem que correr atr\u00e1s. N\u00e3o tem muito o que fazer. A capta\u00e7\u00e3o depende de como voc\u00ea apresenta o projeto. Por sorte temos um publicit\u00e1rio, um <em>designer<\/em> e um marqueeteiro na banda. Ajuda (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36784\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/ruidomm-entrevista2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ruidomm-entrevista2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-36784\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista2.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36785\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/ruidomm-entrevista3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista3.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ruidomm-entrevista3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista3.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista3.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-36785\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista3.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista3.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>F-se: O que esse patroc\u00ednio inclui? Voc\u00eas arrecadaram quanto dinheiro e pra qu\u00ea exatamente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Nosso projeto contempla a grava\u00e7\u00e3o de um disco, utilizando um tempo bom em est\u00fadio. Nada demais, pra falar a verdade. Vamos ter que correr pra fazer tudo. Al\u00e9m disso temos verba pra prensar mil CDs. Dentro do projeto vai sair um mini document\u00e1rio das grava\u00e7\u00f5es. Ainda temos a montagem de um site. Basicamente \u00e9 isso. A caixa deve ficar com uma parcela dos discos, assim como a FCC, como contrapartida, a qual ainda contempla dois shows gr\u00e1tis em Curitiba, em locais a serem definidos pela funda\u00e7\u00e3o. (<em>pausa<\/em>) S\u00f3 em n\u00e3o gastar com est\u00fadio, pra gente foi uma vit\u00f3ria. Tanto pro disco &#8220;A Praia&#8221; como pro &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;, tive que criar uma s\u00e9rie de shows pra poder colocar grana pra dentro da banda. N\u00f3s nunca utilizamos um centavo dos nossos bolsos, mas todo o dinheiro que entra pra banda fica na banda (<em>ri<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: &#8220;Todo dinheiro que entra pra banda fica na banda&#8221;&#8230; De quanto estamos falando? \u00c9 um dinheiro basicamente proveniente de shows? Qual o tamanho desse nanomercado da ruido\/mm?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Basicamente de shows. Inclusive dividimos as contas. H\u00e1 grana de show e grana de CDs. Os CDs servem pra se pagar. Vende pra poder fazer mais e assim vai. \u00c9 uma grana de giro que depende da venda pra continuar a existir. Shows, depende muito. Um cach\u00ea do SESC \u00e9 bacana pro musico. Mas \u00e9 um por ano. Mesmo assim tem impostos etc. Pequenos shows fazem bem em dois sentidos: voc\u00ea levanta grana, tipo uns 800 a 1000 reais por show, por exemplo, e deixa a banda afiada no palco. Mas como estamos longe, nossa m\u00e9dia de shows n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito grande. Finalizando esse papo, &#8220;A Praia&#8221; nos custou 2100 reais. &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;, uns 5 mil. E com essa grana a gente faz render. \u00c9 o lance.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;A Praia&#8221; na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe style=\"border: 0; width: 100%; height: 120px;\" src=\"http:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=216899528\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/tracklist=false\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/ruidopormilimetro.bandcamp.com\/album\/a-praia\">a praia by ru\u00eddo\/mm<\/a><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00eas prensaram e venderam quanto do &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Chegamos a prensar mil, mas depois de termos vendido umas 200 c\u00f3pias. Talvez tenhamos chegado em 400 ou 500 vendidos. Mas te juro que n\u00e3o sei (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: Obviamente, n\u00e3o d\u00e1 pra voc\u00eas viveram exclusivamente da ruido\/mm, mas voc\u00eas j\u00e1 chegaram a pensar qual seria o ponto de equil\u00edbrio pra que todos pudessem viver disso? Quanto seria preciso ganhar, quantos shows fazer e quantos discos vender?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: J\u00e1 pensamos. Na real, penso nisso sempre, mas hoje \u00e9 imposs\u00edvel. A banda tem cinco filhos pra criar. Est\u00e1 vindo mais do pianista. Pill casando&#8230; Teria que rolar uns 20 mil por m\u00eas pra dividir em sete: cinco m\u00fasicos, um t\u00e9cnico e um produtor. Enfim&#8230; Outra coisa que acho boa, isso ao meu ver, \u00e9 a m\u00fasica n\u00e3o ser trabalho. Ela \u00e9 o poder de tirar voc\u00ea da rotina oper\u00e1ria. Se tivesse que ser oper\u00e1rio na m\u00fasica, a\u00ed eu ia jogar basquete ou algo do tipo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Mas, colocando lenha na fogueira, o fato dela ser um <em>hobby<\/em> n\u00e3o deixa voc\u00eas menos preocupados de correr atr\u00e1s pra viver disso? A obrigatoriedade, o fato de virar uma profiss\u00e3o, teria impactos criativos negativos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Olha, dif\u00edcil te dizer porque nunca fiquei 100% engajado na m\u00fasica. Mas mesmo quando dei o m\u00e1ximo de tempo, achei ruim. A necessidade de vir id\u00e9ias, de criar algo, de ter que gravar, de ter que tocar de novo&#8230; Isso \u00e9 um p\u00e9 no saco (<em>ri<\/em>). Falo por mim (<em>n\u00e3o pela banda toda<\/em>). Mas tenho um emprego que gosto demais. Se eu fosse m\u00fasico profissional, provavelmente meu passatempo preferido seria estudar geologia. E tem outra coisa. Se voc\u00ea for casado e tiver uma banda com mais quatro cabe\u00e7as, voc\u00ea acaba tendo cinco relacionamentos (<em>risos<\/em>). Pra viver de m\u00fasica tem que estar muito alinhado. N\u00e3o acredito apenas na m\u00fasica. Existe a amizade, a irmandade e isso \u00e9 dif\u00edcil de manter quando voc\u00ea entra em embates. Ent\u00e3o, sendo assim e sabendo do que \u00e9 a ru\u00eddo\/mm e seu tamanho no todo, prefiro ser ge\u00f3logo e usar o lado b da vida para abrir as distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00c0 Cortina Do S\u00f3t\u00e3o&#8221; na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe style=\"border: 0; width: 100%; height: 120px;\" src=\"http:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=1231053765\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/tracklist=false\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/ruidopormilimetro.bandcamp.com\/album\/introdu-o-cortina-do-s-t-o\">introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 cortina do s\u00f3t\u00e3o by ru\u00eddo\/mm<\/a><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Falando um pouco sobre o patroc\u00ednio&#8230; H\u00e1 cr\u00edticos conhecidos de m\u00fasica (da grande m\u00eddia) que alfinetam o tal &#8220;<em>indie<\/em> estatal&#8221;, bandas e artistas que vivem pendurados em projetos de patroc\u00ednio e que s\u00f3 vivem assim&#8230; Como voc\u00ea receberia essas cr\u00edticas se fossem direcionadas a sua banda, agora que voc\u00eas conseguiram um patroc\u00ednio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Acredito que a cr\u00edtica \u00e9 mais pra quem vive pendurado nisso. At\u00e9 eu critico essas pessoas (<em>ri<\/em>). Temos dez anos de estrada e gravamos tudo por nossa conta. Passamos num projeto na nossa cidade depois de algumas boas tentativas e corremos atr\u00e1s do patroc\u00ednio sem usar ningu\u00e9m de esquema &#8211; que a gente sabe que existe. N\u00e3o vejo raz\u00e3o pra cr\u00edtica. Podem criticar se o disco ficar uma merda (<em>risos<\/em>) Voc\u00ea est\u00e1 falando mais sobre o Fora do Eixo, ou sobre os artistas grandes que conseguem verbas imensas e tal por lei Rouanet? Tem tanto esquema nesse mundo que a gente se perde um pouco&#8230; E eu n\u00e3o sei a hist\u00f3ria de real de ningu\u00e9m. S\u00f3 ou\u00e7o falar.<\/p>\n<p><strong>F-se: Estou falando do que esses cr\u00edticos vivem dizendo, que \u00e9 desde viver de SESC at\u00e9 viver das Leis Rouanet da vida. E nesse caso, cabe a pergunta: at\u00e9 onde o Estado deve ou pode se meter no &#8220;mercado&#8221; de m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Rapaz, duro, hein? O grande problema \u00e9 que n\u00e3o existe uma forma de chegar a um senso comum. Por exemplo, curadoria. Quem merece tocar em determinado festival? Em determinado SESC? Ou ser contemplado na Lei Rouanet? E quem escolhe isso? Se for uma bancada de m\u00fasicos, quem toca mal se fodeu. Se a bancada for MPB, rock fica de fora. Se for s\u00f3 de rock, <em>funk<\/em> n\u00e3o entra. E assim vai&#8230; \u00c9 uma f\u00f3rmula que precisa ser melhorada sempre. Por outro lado, sempre tem as pessoas que favorecem outras por amizade etc. Isso acontece em tudo. E te digo que n\u00e3o sei se existe f\u00f3rmula. As bandas menores, como a ru\u00eddo\/mm, devem se preocupar mais em fazer crescer a Vila. Escreve um projeto aqui e outro l\u00e1, tentar a sorte, algu\u00e9m um dia pega o disco e curte e conseguiremos a brecha. Enquanto isso o lance \u00e9 tocar nos bares, fazer a coisa fluir. Eu gostaria muito de vender uma s\u00e9rie de eventos do ru\u00eddo\/mm pro SESC. Vender o evento em si: luz, palco, som e p\u00fablico. Rodar o pa\u00eds com estrutura seria lindo. Mas fica s\u00f3 a id\u00e9ia&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: &#8220;Rodar o pa\u00eds com estrutura seria lindo&#8221;&#8230; Isso n\u00e3o seria viver de m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: (<em>rindo<\/em>) N\u00e3o. Dez shows no ano, isso seria lindo (<em>risos<\/em>). Mas a opini\u00e3o de n\u00e3o viver de m\u00fasica \u00e9 minha, ok?<\/p>\n<p><strong>F-se: Mesmo assim, se f\u00f4ssemos dimensionar, qual seria o tamanho da ruido\/mm hoje? Voc\u00eas t\u00eam essa no\u00e7\u00e3o m\u00ednima que seja?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Putz, em rela\u00e7\u00e3o a qu\u00ea ou a quem? Somos uma banda com pouco mais de duas mil curtidas no Facebook. Em Curitiba, tem mais gente que vai ao show pelo &#8220;nome&#8221; da banda do que pelo som. Em alguns lugares, nos assustamos, como Belo Horizonte. Outros,  meia d\u00fazia de cabe\u00e7as nos assistiram. Eu considero a ru\u00eddo\/mm pequena. Mas, por sorte, acertamos alguns ouvidos de pessoas que realmente gostam de m\u00fasica. E pra mim isso basta. Prefiro um show com menos gente pra quem quer ouvir realmente ter espa\u00e7o e sil\u00eancio pra curtir. Muito mais do que um show de balada com um bando de sem-no\u00e7\u00e3o esperando &#8220;100%&#8221; do Sonic Youth (<em>ri<\/em>). Mas \u00e0s vezes uns malucos conversam conosco e sacaram tudo o que fizemos. Isso \u00e9 bem legal. Existe alguma banda, tipo a gente, que seja m\u00e9dia? Acho que todas s\u00e3o pequenas, at\u00e9 Hurtmold. Se eu perguntar pra metade dos meus amigos n\u00e3o-m\u00fasicos, que n\u00e3o s\u00e3o ratos de novos sons, que curtem coisas legais&#8230; Eles n\u00e3o v\u00e3o conhecer ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>F-se: Um bocado de artistas brasileiros foi escalado pro Primavera Sound 2014. Passa isso pela cabe\u00e7a de voc\u00eas? Seria uma boa e isso seria encarado mais como reconhecimento pelo trabalho ou como algum tipo de oportunidade por &#8220;um futuro&#8221; mais frut\u00edfero?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Seria bem legal. Acredito em reconhecimento de trabalho, sim&#8230; Futuro frut\u00edfero eu j\u00e1 n\u00e3o sei (<em>risos<\/em>). Adorno j\u00e1 citava que quanto mais complexa a m\u00fasica, menor seu p\u00fablico. Em dez anos, conseguimos atrair duas mil pessoas, por exemplo (<em>pra fanpage no Facebook<\/em>). Vai demorar uns 500 ou 600 anos pra viver disso (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: A vers\u00e3o que voc\u00eas fizeram de &#8220;\u00cdndios&#8221;, da Legi\u00e3o Urbana, acabou repercutindo bem&#8230; Tanto que tem gente que j\u00e1 me disse &#8220;ah, essa \u00e9 aquela banda que fez a cover da Legi\u00e3o?&#8221;. O que voc\u00eas acham disso, de ser reconhecidos por um p\u00fablico diferente daquele fechadinho no subterr\u00e2neo por uma m\u00fasica como essa? Como e por que a escolha dessa m\u00fasica especificamente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Foi sorte (<em>risos<\/em>). T\u00ednhamos que tocar uma m\u00fasica, um <em>cover<\/em>, pro (<em>site, do jornalista L\u00facio Ribeiro<\/em>) Popload. O Pill abriu o tema um dia e tentamos. Achamos uma est\u00e9tica legal e saiu a faixa. Eu n\u00e3o gosto de Legi\u00e3o. Talvez escolheria tocar algo diferente, como Black Sabbath, Ramones, sei l\u00e1. Em uma vers\u00e3o <em>post-rock<\/em>. Mas no final ficou bacana.<\/p>\n<p>Veja a banda tocando &#8220;\u00cdndios&#8221;, da Legi\u00e3o Urbana, pra Popload:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/EdeR9hlCHo0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00eas acompanham o que falam de voc\u00eas na m\u00eddia? J\u00e1 rolou alguma cr\u00edtica negativa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Lembro, sim. Eu acompanho as coisas na velocidade que d\u00e1. N\u00e3o s\u00e3o muitas coisas que saem, as cr\u00edticas sempre est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de eventos ou lan\u00e7amentos de discos. Mas teve uma bem legal da Zona Punk, se n\u00e3o me engano, falando de um show nosso que n\u00e3o tinha nada demais, que j\u00e1 havia sido melhor (<em>ri<\/em>). Achei duca! Quando tocamos em Santa Maria tamb\u00e9m foi uma merda. Tudo deu errado, todo mundo mais louco do que batman&#8230; S\u00e3o Paulo, a mesma coisa, na Inferno&#8230; \u00c9poca que t\u00ednhamos quatro guitarras, s\u00f3 maluco (<em>ri<\/em>). Tem gente que ainda acha que somos piazada (<em>molecada<\/em>)&#8230; No fundo somos mesmo, mas estamos mais concentrados (<em>ri<\/em>).<\/p>\n<p><strong>F-se: Como voc\u00ea percebe a m\u00eddia cultural hoje em dia? A &#8220;grande&#8221; e a &#8220;da Internet&#8221;? Em que ponto estamos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Pra mim \u00e9 parecido com as bandas e tamanho delas, por exemplo. Existem sites especializados pra um p\u00fablico &#8220;x&#8221;. Sites pequenos que j\u00e1 completaram dez anos e continuam l\u00e1. Parece que hoje o desejo de quem faz se sobressai, j\u00e1 que voc\u00ea n\u00e3o precisa viver disso. E a grande m\u00eddia \u00e9 a mesma coisa de sempre: vai comentar quem vende mais etc. Faz parte do mercado. Acho bacana a malha de distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o que os sites fazem. Isso \u00e9 bacana, mas quem realmente para e l\u00ea a mat\u00e9ria, ouve a m\u00fasica e segue em frente?<\/p>\n<p><strong>F-se: \u00c9 um cen\u00e1rio que se sustenta? Enxerga relev\u00e2ncia na forma que o conte\u00fado \u00e9 produzido hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Sim, se sustenta. Vejo pessoas mais preparadas pra resenhar um \u00e1lbum do Herod, por exemplo. E quem gosta de Herod n\u00e3o vai esperar ler algo deles n&#8217;O Globo. No m\u00e1ximo vai ter uma chamada pra um show, mas uma mat\u00e9ria bacana vai ser onde o p\u00fablico se concentra. Ent\u00e3o, a coisa meio que vira bola de neve e se sustenta.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36791\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ruidomm-noise-patrocinado\/ruidomm-entrevista5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista5.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"ruidomm-entrevista5\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" 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Tem a ver com o &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;? O que esperar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: O disco novo \u00e9 uma inc\u00f3gnita pra n\u00f3s mesmos. Vou tentar explicar isso. &#8220;A Praia&#8221; demorou tr\u00eas anos pra ser lan\u00e7ado, mas foram tr\u00eas anos exaustivos. Trabalhando forte em cada m\u00fasica. Nos encontr\u00e1vamos duas a tr\u00eas vezes por semana, t\u00ednhamos tempo, energia etc. Pra mim foi a melhor obra do ru\u00eddo\/mm. Se fosse melhor mixada e masterizada, a gente teria dado um g\u00e1s a mais n'&#8221;A Praia&#8221;. O &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221; veio de outra forma. A grande maioria das m\u00fasicas eram composi\u00e7\u00f5es da antiga forma\u00e7\u00e3o e est\u00e1vamos no mesmo ritmo de &#8220;A Praia&#8221;. Ent\u00e3o, entrou o Panke e o Liblik e nos vimos em meio \u00e0 necessidade de lan\u00e7ar o disco pra come\u00e7ar coisas novas. Pra termos um disco nosso mesmo. E a\u00ed o Panke comandou as m\u00e1quinas de pr\u00e9 e p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o e conseguimos lan\u00e7ar o &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;. Bom, vou te dizer que o &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;, pra mim, passa&#8230; Mas o pr\u00f3ximo disco vai ter as ra\u00edzes do ru\u00eddo\/mm&#8230; vai voltar a ter <em>noise<\/em>, barulho, experimento, rock etc. Meu <em>feeling<\/em>. N\u00f3s temos o h\u00e1bito de \u00e9picos, de mudar o tempo todo, de n\u00e3o repetir frases&#8230; talvez este disco venha contra isso e voltemos a explorar mais timbres, cria\u00e7\u00f5es barulhentas etc. Voltar a pensar em tudo como uma orquestra. Bom, e por que a inc\u00f3gnita? Porque n\u00e3o h\u00e1 nada pronto. Temos fragmentos, id\u00e9ias e muita conversa sobre a obra como um todo. Por\u00e9m, temos at\u00e9 20 de abril pra finalizar tudo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Pra voc\u00eas, essa etapa de composi\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil ou mais prazerosa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Era pra ser prazerosa, mas est\u00e1 sendo \u00e1rdua porque temos prazos, malditos prazos (<em>ri<\/em>). O mais legal de compor n\u00e3o era sozinho, era com a rapaziada, no meio da cerveja, apag\u00e1vamos a luz do sal\u00e3o, tr\u00eas guitarras e fic\u00e1vamos cinco a seis horas no mesmo tema, achando brecha pra soltar uma frase diferente etc. Hoje \u00e9 em casa, bota os fones, faz um lance, manda, espera, acha que t\u00e1 bom mas teu <em>brother<\/em> achou ruim, ou o que vc acha ruim e o outro acha bom&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: \u00c9 assim que tem que funcionar agora, pela dist\u00e2ncia e tals&#8230; Mas \u00e9 assim que voc\u00ea v\u00ea a ruido\/mm no futuro? Qual o futuro da banda? Digamos, daqui a dez anos&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: N\u00e3o sei, sinceramente n\u00e3o sei. S\u00f3 sei que esse tempo que estou criando em casa vai abrir espa\u00e7o pra outros projetos. Espero que o ru\u00eddo\/mm continue a trilha que estamos tra\u00e7ando. Discos consistentes, melhorar musicalmente e tocar em alguns lugares quando der.<\/p>\n<p><strong>F-se: Que outros projetos estamos falando? Um disco solo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: Poss\u00edvel. Algumas participa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 criei tr\u00eas faixas que posso lapidar pra um disco, mas vou fazer depois do disco do ru\u00eddo\/mm.<\/p>\n<p><strong>F-se: O que voc\u00ea espera de retorno com esse novo disco da ruido\/mm? A Caixa e a FCC exigem algo concreto de resposta do p\u00fablico ou at\u00e9 mesmo financeira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>AR<\/strong>: N\u00e3o, elas exigem a contrapartida. Acho que \u00e9 quest\u00e3o de bom senso nosso fazer um trampo bacana. Estamos usando a grana que entraria pra prefeitura. \u00c9 nosso dever fazer algo melhor do que j\u00e1 fizemos. Como retorno pro ru\u00eddo\/mm, teremos mais recursos para assessoria, mais discos etc. Deve vir coisa boa pela frente. Assim a gente espera. Sen\u00e3o n\u00e3o estaria mais nesse barco (<em>risos<\/em>).<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dramon-ceus\/\" title=\"DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US\">DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video\/\" title=\"ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)\">ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-rakta-boas-mentirosas\/\" title=\"ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS\">ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/felipe-neiva-filho\/\" title=\"FELIPE NEIVA &#8211; FILHO\">FELIPE NEIVA &#8211; FILHO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jair-naves-rente\/\" title=\"JAIR NAVES &#8211; RENTE\">JAIR NAVES &#8211; RENTE<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Introdu\u00e7\u00e3o \u00c0 Cortina Do S\u00f3t\u00e3o&#8221; \u00e9 de 2011. \u00c9 o lan\u00e7amento mais recente. Antes dele, teve &#8220;A Praia&#8221;, de 2008, e &#8220;A S\u00e9rie Cinza&#8221;, de [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[888],"tags":[1147,1140],"class_list":["post-36779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-entrevista-nacional","tag-ruidomm"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ruidomm-entrevista1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-9zd","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36779\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}