{"id":38630,"date":"2014-07-18T14:00:43","date_gmt":"2014-07-18T17:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=38630"},"modified":"2015-02-10T23:04:28","modified_gmt":"2015-02-11T01:04:28","slug":"pense-ou-dance-tags-estilos-e-generos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-tags-estilos-e-generos\/","title":{"rendered":"PENSE OU DANCE: TAGS, ESTILOS E G\u00caNEROS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"38632\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-tags-estilos-e-generos\/penseoudance48\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/penseoudance48.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"penseoudance48\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/penseoudance48.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/penseoudance48.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"penseoudance48\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-38632\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/penseoudance48.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/penseoudance48.jpg?resize=300%2C166&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga. Os m\u00fasicos, em grande parte, d\u00e3o de ombros e preferem n\u00e3o ser classificados, mas h\u00e1 de se pensar pela \u00f3tica do ouvinte, do f\u00e3 ou at\u00e9 mesmo do mercado. Classificar tipos de m\u00fasicas e distingui-las por g\u00eaneros e, no termo mais usado no novo s\u00e9culo, por <em>tags<\/em> (etiquetas), ajuda bastante, sempre ajudou, as pessoas a quebrar barreiras de aproxima\u00e7\u00e3o com o artista.<\/p>\n<p>Mais do que isso, agrupa socialmente indiv\u00edduos, proporciona uma identifica\u00e7\u00e3o m\u00ednima do ser.<\/p>\n<p>Mas a &#8220;taxonomia da m\u00fasica&#8221; n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o precisa quanto a taxonomia como disciplina exige. Vale dizer que taxonomia vem do grego antigo &#8220;t\u00e1xis&#8221;, que indica &#8220;arranjo&#8221;, e &#8220;nomia&#8221;, que indica &#8220;m\u00e9todo&#8221;. Nossas tags musicais s\u00e3o exatamente isso: um m\u00e9todo de arranjar estilos diferentes de m\u00fasica.<\/p>\n<p>Caso contr\u00e1rio, seria um tanto dif\u00edcil responder \u00e0 pergunta: &#8220;a banda toca o qu\u00ea?&#8221;. Se voc\u00ea arriscar dizer &#8220;rock&#8221;, danou-se, o receptor poder\u00e1 imaginar desde o Jota Quest at\u00e9 o Megadeth. \u00c9 preciso ser mais preciso. As etiquetas servem pra isso.<\/p>\n<p>Listar est\u00e1 na origem da cultura. &#8220;Ela \u00e9 parte da hist\u00f3ria da arte e literatura. O que a cultura quer? Fazer o infinito compreens\u00edvel. Ela tamb\u00e9m quer criar ordem \u2013 n\u00e3o \u00e9 sempre, mas o quer com frequ\u00eancia. (&#8230;) Como algu\u00e9m tenta segurar o incompreens\u00edvel? Atrav\u00e9s de listas, atrav\u00e9s de cat\u00e1logos, atrav\u00e9s de cole\u00e7\u00f5es em museus e atrav\u00e9s de enciclop\u00e9dias e dicion\u00e1rios&#8221;, sublinha Ricardo Resende, em <a href=\"http:\/\/www.marcelomoscheta.art.br\/A-Classificacao-Das-Coisas\" target=\"_blank\">&#8220;A Classifica\u00e7\u00e3o das Coisas&#8221;, texto pro livro &#8220;Marcelo Moscheta&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que sabemos que um &#8220;rock&#8221; \u00e9 diferente quando \u00e9 &#8220;punk&#8221; e quando \u00e9 &#8220;progressivo&#8221;; quando um &#8220;samba&#8221; \u00e9 &#8220;de enredo&#8221; ou &#8220;pagode&#8221;. Basta ouvir essas diferencia\u00e7\u00f5es e sabemos muito mais do que se trata &#8211; embora ainda n\u00e3o seja o suficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo mental. Arist\u00f3teles j\u00e1 se debru\u00e7ava sobre a quest\u00e3o &#8211; pra se ter uma ideia da import\u00e2ncia. Inerente \u00e0 necessidade do ser humano de responder a tudo, de saber a fundo, de identificar, de ter seguran\u00e7a pra falar sobre o que trata, as etiquetas na arte (e n\u00e3o s\u00f3) ajudam a compreender o mundo.<\/p>\n<p>&#8220;A antiga arte de classificar, t\u00e3o antiga quanto a humanidade, apenas recentemente adquiriu uma base te\u00f3rica adequada &#8211; base esta que nos permite presumir que ela progrediu do status de arte para o de ci\u00eancia&#8221;, diz Ingetraut Dahlberg, um dos pioneiros na teoria da organiza\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.conexaorio.com\/biti\/dahlbergteoria\/dahlberg_teoria.htm\" target=\"_blank\">quem quiser se aprofundar na hist\u00f3ria e teoria, vale, ao menos ler esse texto<\/a>).<\/p>\n<p>Obviamente que essa discuss\u00e3o, aqui nesta tribuna, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de se aprofundar (nem filosofica, nem antropologica, nem social, nem cientificamente), mas como somos todos apaixonados por m\u00fasica e h\u00e1 uma recorrente discuss\u00e3o sobre classifica\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros, ora dispens\u00e1veis do ponto de vista do artista, ora essenciais do ponto de vista do ouvinte (e do cr\u00edtico, eventualmente), vale o embate.<\/p>\n<p>Numa das edi\u00e7\u00f5es mais bacanas do podcast &#8220;O Resto \u00c9 Ru\u00eddo&#8221;, a de n\u00famero 44, com a Huey (<a href=\"http:\/\/www.mixcloud.com\/orestoeruido\/o-resto-%C3%A9-ru%C3%ADdo-44\/\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), o bate-papo caiu nesse tema.<\/p>\n<p>Da parte do artista, &#8220;quem gosta de r\u00f3tulo \u00e9 prateleira&#8221;, porque ele sequer pensa nisso. Ele vai l\u00e1, junta todas as suas refer\u00eancias, seu hist\u00f3rico cultural, sua bagagem musical e cria a obra que lhe \u00e9 capaz criar. A n\u00e3o ser que <em>especificamente queira<\/em> criar em um estilo qualquer, por exerc\u00edcio ou por contrato, o artista, por certo e em sua maioria, n\u00e3o pensa conscientemente nisso.<\/p>\n<p>Mas o mercado precisa localizar o ouvinte. Em tempos em que tempo \u00e9 mais valioso que dinheiro e os filtros cl\u00e1ssicos (revistas, jornais, MTV) perderam um bocado de sua for\u00e7a, antes da aproxima\u00e7\u00e3o com o artista, o p\u00fablico precisa identificar onde est\u00e1 pisando, o que ir\u00e1 consumir ao aceitar a abordagem daquele artista. Etiquetar \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>O papel do cr\u00edtico e do jornalista cultural nesse momento \u00e9 importante. \u00c9 ele que oferece a luz ao consumidor, etiquetando e sub-etiquetando e sub-sub-sub-etiquetando at\u00e9 que a \u00e1rvore da identifica\u00e7\u00e3o musical pare\u00e7a a mais clara poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Podem, da\u00ed, vir etiquetas das mais bizarras poss\u00edveis, inventadas, que pouco queiram dizer ou que soem estranhas, algumas incomodam, outras s\u00e3o ris\u00edveis, outra s\u00e3o incompreens\u00edveis, mas a inten\u00e7\u00e3o &#8211; e aqui n\u00e3o h\u00e1 norma cient\u00edfica alguma &#8211; \u00e9 facilitar e dar ao consumidor o m\u00e1ximo de identidades e caracter\u00edsticas poss\u00edveis sobre aquele produto art\u00edstico. Nos dias atuais, \u00e9 isso que vai ajudar a vender o produto &#8211; ou ser a porta de entrada que possibilite tal venda.<\/p>\n<p>Uma r\u00e1pida olhada em <a href=\"http:\/\/rateyourmusic.com\/rgenre\/\" target=\"_blank\">sites como o Rate Your Music<\/a>, na parte de g\u00eaneros, \u00e9 poss\u00edvel ter uma ideia de como facilita a \u00e1rvore de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo que facilita pra todos, embora seja compreens\u00edvel a irrita\u00e7\u00e3o de alguns artistas quando s\u00e3o ligados a esse ou \u00e0quele g\u00eanero. \u00c9 como se o &#8220;mundo aqui fora&#8221; n\u00e3o tivesse entendido a obra dele, quando na verdade h\u00e1 apenas a tentativa de asfaltar o caminho da compreens\u00e3o pros outros. \u00c9 tangibilizar o infinito.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-as-palavras-importam\/\" title=\"PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM\">PENSE OU DANCE: AS PALAVRAS IMPORTAM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-nossa-historia-em-um-espetaculo\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO\">PENSE OU DANCE: A NOSSA HIST\u00d3RIA EM UM ESPET\u00c1CULO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-conta-esta-na-quantidade-de-usuarios\/\" title=\"PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS\">PENSE OU DANCE: A CONTA EST\u00c1 NA QUANTIDADE DE USU\u00c1RIOS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-nao-e-so-futebol\/\" title=\"PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL\">PENSE OU DANCE: N\u00c3O \u00c9 S\u00d3 FUTEBOL<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-um-texto-que-vai-caducar\/\" title=\"PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR\">PENSE OU DANCE: UM TEXTO QUE VAI CADUCAR<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga. 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