{"id":43037,"date":"2015-08-17T20:42:20","date_gmt":"2015-08-17T23:42:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=43037"},"modified":"2018-04-13T14:38:42","modified_gmt":"2018-04-13T17:38:42","slug":"abra-a-caixa-preta-da-industria-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/abra-a-caixa-preta-da-industria-musical\/","title":{"rendered":"ABRA A CAIXA PRETA DA IND\u00daSTRIA MUSICAL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"43039\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/abra-a-caixa-preta-da-industria-musical\/davidbyrne1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"davidbyrne1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-43039\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Dia 31 de julho de 2015, o New York Times publicou um artigo curto escrito por David Byrne sobre a problem\u00e1tica da remunera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o dos direitos autorais nos dias de hoje. Os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, a banda larga, os 3G e 4G da telefonia m\u00f3vel e os modernos aparelhos mudaram a forma como as pessoas consomem m\u00fasica. As vendas de vinis e CDs n\u00e3o representam mais o grande peda\u00e7o do bolo da ind\u00fastria musical, que teve que se agilizar pra se adaptar.<\/p>\n<p>Isso resultou no apoio total e irrestrito das grandes gravadoras aos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, tornando o que era &#8220;inimigo&#8221; um forte aliado. No fim das contas, pros artistas, pouco mudou: eles continuam dependentes de contratos com as <em>majors<\/em> e dan\u00e7am conforme a m\u00fasica que elas tocam.<\/p>\n<p>Byrne est\u00e1 preocupado. Ele tamb\u00e9m \u00e9 dono de um selo, como se sabe, e, por ser pequeno, sente na pele os problemas enfrentados pelos iniciantes &#8211; embora, como ele mesmo admite, em menor peso: &#8220;estou indo bem, mas minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com os artistas novos: como eles viver\u00e3o de m\u00fasica?&#8221;.<\/p>\n<p>A pergunta n\u00e3o quer calar, seja aqui no Brasil, seja l\u00e1 nos Esteites, seja em qualquer canto do mundo cada vez menor, sem fronteiras e cada vez mais dominado por corpora\u00e7\u00f5es e pela for\u00e7a do capital.<\/p>\n<p>O tema \u00e9 recorrente aqui no <strong>Floga-se<\/strong>, como voc\u00ea, leitor ass\u00edduo (h\u00e1 algum?), t\u00e1 cansado de saber. <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-servicos-de-musica-e-as-velhas-praticas\/\" target=\"_blank\">Falamos sobre a distribui\u00e7\u00e3o equivocada pelo Spotify aqui<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-uma-divisao-mais-justa\/\" target=\"_blank\">falamos sobre como poderia ser uma divis\u00e3o mais justa<\/a> e falamos sobre como <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/pense-ou-dance-a-falacia-dos-milhoes\/\" target=\"_blank\">esses servi\u00e7os se nutrem de uma pr\u00e1tica publicit\u00e1ria predadora<\/a>.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 resposta. Por ora, s\u00f3 discuss\u00e3o, debate, an\u00e1lise. Byrne tamb\u00e9m n\u00e3o tem uma resposta. Ele nem ousa. Mas aponta que h\u00e1 esperan\u00e7a. Joga v\u00e1rias cartas na mesa, fala sobre muito do que a gente mesmo j\u00e1 discutiu &#8211; e at\u00e9 com mais profundidade &#8211; mas ele \u00e9 a voz de algu\u00e9m consagrado, no miolo da ind\u00fastria, que conhece os processos, e que emitiu uma opini\u00e3o sem a desconfian\u00e7a de estar procurando um quinh\u00e3o a mais (como Taylor Swift vem sendo &#8220;acusada&#8221; ultimamente, nas suas constantes batalhas com esses servi\u00e7os). Ele, como a gente, quer s\u00f3 entender como esse novo mercado funciona.<\/p>\n<p>Byrne \u00e9 autor do livro &#8220;Como Funciona A M\u00fasica&#8221; (&#8220;How Music Works&#8221;, 2014; no Brasil, editado pela Amarilys), onde aborda &#8220;aspectos hist\u00f3ricos, t\u00e9cnicos, culturais e mercadol\u00f3gicos, bebendo de sua experi\u00eancia pessoal ao lado do Talking Heads, de Brian Eno e de v\u00e1rios outros parceiros criativos \u2013 bem como em suas viagens por casas de \u00f3pera, vilarejos africanos, favelas brasileiras e basicamente qualquer outro lugar onde se fa\u00e7a m\u00fasica \u2013 pra demonstrar que a cria\u00e7\u00e3o musical n\u00e3o \u00e9 algo exclusivo de compositores solit\u00e1rios trancados num est\u00fadio, mas sim o resultado de uma s\u00e9rie de circunst\u00e2ncias naturais e sociais&#8221;.<\/p>\n<p>Ele sabe do que t\u00e1 falando.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Texto: David Byrne<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o Floga-se<\/em><br \/>\nOriginal: <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2015\/08\/02\/opinion\/sunday\/open-the-music-industrys-black-box.html?_r=0\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a><\/p>\n<p>Esse deveria ser a melhor \u00e9poca pra m\u00fasica na hist\u00f3ria &#8211; nunca se produziu, distribuiu e escutou tanta m\u00fasica. Ter pessoas que est\u00e3o dispostas a pagar por <em>streaming<\/em> digital \u00e9 uma boa not\u00edcia. Na Su\u00e9cia, onde foi criado, o Spotify salvou a ind\u00fastria musical que a pirataria havia estripado.<\/p>\n<p>Todo mundo deveria estar comemorando &#8211; mas muitos de n\u00f3s que criam, apresentam e gravam m\u00fasica n\u00e3o est\u00e3o. Casos de artistas populares (t\u00e3o populares quanto Pharrell Williams) que recebem insignificantes cheques de direitos autorais por can\u00e7\u00f5es que foram executadas milhares ou at\u00e9 mesmo milh\u00f5es de vezes (como &#8220;Happy&#8221;), no Pandora ou Spotify, s\u00e3o comuns. Obviamente, a situa\u00e7\u00e3o pros artistas menos conhecidos \u00e9 muito pior. Pra eles, fazer a vida nesse novo cen\u00e1rio musical parece imposs\u00edvel. Eu, por minha vez, estou indo bem, mas minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com os artistas novos: como eles viver\u00e3o de m\u00fasica?<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil culpar as novas tecnologias, como os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, pela dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o dos ganhos dos m\u00fasicos. Mas olhando mais de perto, vemos que \u00e9 um tanto mais complicado. Apesar do p\u00fablico ter crescido, maneiras foram encontradas pra desviar uma porcentagem ainda maior do que os f\u00e3s e consumidores pagam pela m\u00fasica gravada. Muitos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea das gravadoras (especialmente as tr\u00eas grandes: Sony, Universal e Warner), e acordos de n\u00e3o-confidencialidade fazem com que tudo n\u00e3o seja mais transparente.<\/p>\n<p>Talvez o maior dos problemas que os artistas encaram hoje seja a falta de transpar\u00eancia. Fiz perguntas b\u00e1sicas pros servi\u00e7os digitais e gravadoras e s\u00f3 encontrei obst\u00e1culos. Por exemplo, perguntei ao YouTube como a receita dos an\u00fancios de v\u00eddeos que contenham m\u00fasica \u00e9 dividida (uma quest\u00e3o incrivelmente b\u00e1sica). Responderam que eles n\u00e3o informam os n\u00fameros exatos, mas disseram que a parte do YouTube \u00e9 &#8220;menos que a metade&#8221;. Uma fonte da ind\u00fastria (que pediu pra n\u00e3o ser identificada por causa do teor da informa\u00e7\u00e3o) me contou que a partilha \u00e9 de aproximadamente 50% pro YouTube, 35% pro dono da master e 15% pro editor da obra.<\/p>\n<p>Antes que os m\u00fasicos e seus advogados possam se mover pra decretar um sistema mais justo de remunera\u00e7\u00e3o, precisamos saber exatamente o que t\u00e1 rolando. Precisamos de informa\u00e7\u00f5es dos dois lados, das gravadoras e dos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, sobre como eles partilham a riqueza gerada pela m\u00fasica. Taylor Swift, quando for\u00e7ou a Apple a recuar do plano de n\u00e3o pagar direitos no per\u00edodo de testes do seu novo servi\u00e7o, a Apple Music, fez alguns pequenos progressos nesse processo &#8211; mas n\u00f3s ainda n\u00e3o sabemos o quanto a Apple concordou em pagar, ou como eles ir\u00e3o determinar a taxa por execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ter uma ideia de pra onde vai o dinheiro que pagamos pela assinatura de um servi\u00e7o de <em>streaming<\/em> \u00e9 notoriamente complicado. Eis o que sabemos sobre isso: algo em torno de <a href=\"http:\/\/www.spotifyartists.com\/spotify-explained\/#how-we-pay-royalties-overview\" target=\"_blank\">70% do dinheiro que os ouvintes pagam ao Spotify<\/a> (que, pelo menos, tentou jogar luz nesse opaco sistema de pagamento) vai pro donos dos direitos, normalmente as gravadoras, que desempenham o mais importante papel de determinar o quanto os artistas s\u00e3o pagos (<a href=\"http:\/\/www.theverge.com\/2015\/5\/19\/8621581\/sony-music-spotify-contract\" target=\"_blank\">um contrato de 2011 entre Sony e Spotify, recentemente vazado<\/a>, mostrou que o servi\u00e7o concordou em pagar pra gravadora mais de quarenta milh\u00f5es de d\u00f3lares em adiantamento pelas execu\u00e7\u00f5es dos tr\u00eas anos seguintes, mas n\u00e3o diz o que a Sony fez com o dinheiro).<\/p>\n<p>As gravadoras ent\u00e3o pagam os artistas uma porcentagem (normalmente, 15% ou mais) da sua parte. Isso poderia fazer sentido se a m\u00fasica executada inclu\u00edsse fabrica\u00e7\u00e3o e outros custos f\u00edsicos pra gravadora recuperar, mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece. Quando comparado com a produ\u00e7\u00e3o do vinil e do CD, o <em>streaming<\/em> d\u00e1 \u00e0s gravadoras margens incrivelmente altas, mas as gravadoras agem como nada tivesse mudado.<\/p>\n<p>Considere as quest\u00f5es n\u00e3o respondidas na disputa Swift-Apple. Por que as grandes gravadoras n\u00e3o v\u00eaem problema com o per\u00edodo de teste do novo servi\u00e7o da Apple? Ser\u00e1 que \u00e9 porque lhes foi oferecido um acordo melhor do que o oferecido aos selos pequenos, independentes? Ser\u00e1 que \u00e9 porque eles det\u00e9m os direitos de uma vasta biblioteca sem custos de produ\u00e7\u00e3o ou distribui\u00e7\u00e3o, e sem essa biblioteca nenhum servi\u00e7o de <em>streaming<\/em> poderia operar?<\/p>\n<p>A resposta, ao que parece, est\u00e1 principalmente a \u00faltima quest\u00e3o &#8211; as grandes gravadoras t\u00eam seus parrudos cat\u00e1logos e elas podem enfrentar a estiagem de tr\u00eas meses sem receber (as grandes gravadores est\u00e3o focadas no jogo a longo prazo: entre 40% e 60% dos clientes &#8220;freemium&#8221; aderem \u00e0 vers\u00e3o paga ap\u00f3s o per\u00edodo de testes).<\/p>\n<p>Pedi \u00e0 Apple Music pra explicar o c\u00e1lculo dos direitos pro per\u00edodo de testes, per\u00edodo que \u00e9 gratuito ao consumidor. Eles disseram que revelam tal informa\u00e7\u00e3o apenas aos donos dos direitos (ou seja, as gravadoras). Tenho meu pr\u00f3prio selo (<em>N.E.: o <a href=\"http:\/\/luakabop.com\/\" target=\"_blank\">Luaka Bop<\/a><\/em>) e possuo os direitos autorais sobre alguns dos meus discos, mas quando fui falar com meu distribuidor, a resposta foi: &#8220;voc\u00ea n\u00e3o pode ver o acordo, mas voc\u00ea pode acionar seu advogado pra falar com o nosso e responderemos algumas dessas quest\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>E piora. Uma fonte na ind\u00fastria me disse que as grandes gravadoras fazem o que quiserem com a grana que recebem dos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, numa base aparentemente arbitr\u00e1ria pros astistas do seu cat\u00e1logo. Aqui vai um exemplo hipot\u00e9tico: vamos dizer que em janeiro, &#8220;Stay With Me&#8221;, de Sam Smith, foi respons\u00e1vel por 5% do total pago pelo Spotify \u00e0 Universal Music por todo seu cat\u00e1logo. A Universal n\u00e3o \u00e9 obrigada a pegar 5% da grana que recebeu e colocar na conta de Sam Smith. Ela pode dar 3% &#8211; ou 10%. O que vai impedi-la?<\/p>\n<p>As gravadoras tamb\u00e9m pegam dinheiro de outras tr\u00eas fontes, todas escondidas dos seus artistas: eles recebem adiantamento dos servi\u00e7os de <em>streaming<\/em>, pagamentos pelo cat\u00e1logo de velhas can\u00e7\u00f5es e igualmente das execu\u00e7\u00f5es nos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>M\u00fasicos s\u00e3o empres\u00e1rios. Somos essencialmente parceiros das gravadoras, e dev\u00edamos ser tratados dessa maneira. Artistas e gravadoras t\u00eam muitos interesses em comum &#8211; ambos est\u00e3o revoltados, por exemplo, com os p\u00edfios pagamentos do YouTube (mais gente ouve m\u00fasica de gra\u00e7a no YouTube do que em qualquer outro lugar). Com dados compartilhados sobre como, onde, porqu\u00ea e onde somos ouvidos, podemos expandir nosso alcance. Isso deveria beneficiar o YouTube, as gravadoras e os m\u00fasicos na mesma medida. Com coopera\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia, a ind\u00fastria pode triplicar o tamanho com rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 hoje, disse-me Willard Ahdritz, chefe da <a href=\"https:\/\/www.kobaltmusic.com\/\" target=\"_blank\">Kobalt<\/a>, uma editora e consultora de m\u00fasica independente.<\/p>\n<p>H\u00e1 esperan\u00e7a. Recentemente, passei dois dias em Capitol Hill (<em>um bairro de Washington DC<\/em>), com a ajuda da Sound Exchange, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos pra organiza\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e coleta de direitos autorais, pra discutir uma compensa\u00e7\u00e3o mais justa pra artistas, atrav\u00e9s do <a href=\"https:\/\/www.futureofmusic.org\/blog\/2015\/04\/12\/look-inside-fair-play-fair-pay-act\" target=\"_blank\">Fair Play Fair Pay Act<\/a>, uma lei que for\u00e7aria as esta\u00e7\u00f5es AM e FM a pagar os m\u00fasicos toda vez que s\u00e3o executados, como a maioria do mundo faz.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente, apenas os compositores e editores s\u00e3o pagos quando a m\u00fasica toca nas r\u00e1dios. Esta\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o legalmente obrigadas a pagar um centavo aos artistas que gravam tais can\u00e7\u00f5es e aos detentores dos direitos autorais (normalmente, a gravadora, mas \u00e0s vezes o artista)&#8221;, diz o texto do Fair Play Fair Pay Act.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.rethink-music.com\/\" target=\"_blank\">Rethink Music<\/a>, uma iniciativa do Berklee Institute For Creative Entrepreneurship (Instituto Berklee pro Empreendedorismo Criativo), divulgou um relat\u00f3rio m\u00eas passado que recomenda que os acordos e transa\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria sejam mais transparentes; simplificando o fluxo de dinheiro e melhorando o uso compartilhado da tecnologia pra se conectar com os f\u00e3s.<\/p>\n<p>Algumas dessas ideias em mat\u00e9ria de transpar\u00eancia s\u00e3o radicais &#8211; &#8220;perturbador&#8221; \u00e9 a palavra que o Vale do Sil\u00edcio usaria &#8211; mas \u00e9 o que \u00e9 preciso fazer. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre gravadoras. Abrindo a Caixa Preta, toda a ind\u00fastria da m\u00fasica, tudo isso, pode florescer. H\u00e1 uma crescente onda de insatisfa\u00e7\u00e3o, mas podemos trabalhar juntos pra fazer as mudan\u00e7as fundamentais que far\u00e3o bem a todos.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-byrne-aqui-uma-utopia-americana\/\" title=\"DAVID BYRNE: AQUI, UMA UTOPIA AMERICANA\">DAVID BYRNE: AQUI, UMA UTOPIA AMERICANA<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 31 de julho de 2015, o New York Times publicou um artigo curto escrito por David Byrne sobre a problem\u00e1tica da remunera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":43039,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[2046],"class_list":["post-43037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-david-byrne"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/davidbyrne1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-bc9","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43037\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}