{"id":44861,"date":"2016-02-03T22:29:52","date_gmt":"2016-02-04T00:29:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=44861"},"modified":"2016-02-25T22:04:44","modified_gmt":"2016-02-26T01:04:44","slug":"cosmopoplitan-7-rcknrll","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-7-rcknrll\/","title":{"rendered":"COSMOPOPLITAN #7 &#8211; RCKNRLL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"44862\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-7-rcknrll\/cosmopoplitan7\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"cosmopoplitan7\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-44862\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Um hiato de quatro meses \u00e9 algo consider\u00e1vel, ainda mais com toda a tecnologia a que hoje temos acesso, pois j\u00e1 aconteceu muita coisa desde a coluna anterior; muitos epis\u00f3dios, com alguns textos, muitas chamadas e v\u00e1rios coment\u00e1rios circulando sobre esses epis\u00f3dios. Pelos menos uns cinco epis\u00f3dios desses eu senti um comich\u00e3o pra escrever a respeito aqui, mas n\u00e3o deu. <\/p>\n<p>Vejamos o que fiz nos \u00faltimos meses:<br \/>\n&#8211; minha banda v\u00e9ia, Magic Crayon, que tinha voltado (tendo lan\u00e7ado um <em>single<\/em>, um EP e um disco cheio, e feito show em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia), j\u00e1 &#8220;deixou de voltar&#8221; de novo (haha!);<br \/>\n&#8211; o trio OVONOVO, depois de um EP (pra Bruno \u00e9 demo, pra mim \u00e9 EP) e dois shows (com um <em>bootleg<\/em>), est\u00e1 em hiato tamb\u00e9m;<br \/>\n&#8211; o fim do semestre escolar na faculdade foi puxado (mas acabei conseguindo ser aprovado em todas as disciplinas);<br \/>\n&#8211; pela primeira vez participei da <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-melhores-do-ano-2015-discos\/\" target=\"_blank\">lista de melhores discos do ano aqui no <strong>Floga-se<\/strong><\/a> (mesmo tendo empregado um bom tempo escutando os discos, sinto que deixei algo de fora por esquecimento);<br \/>\n&#8211; finalmente consegui descobrir qual a \u00e1rea, e agora tenho um vislumbre do percurso, de pesquisa acad\u00eamica que pretendo desenvolver (voltei a ler bastante e estou come\u00e7ando a escrever);<br \/>\n&#8211; e por \u00faltimo aqui na lista, al\u00e9m de cuidar de minha pequena Laura (que a partir de fevereiro vai come\u00e7ar a ir \u00e0 creche e eu ent\u00e3o cairei de cabe\u00e7a na vida de desempregado em busca de emprego), ainda decidi aproveitar as f\u00e9rias da FFLCH pra lan\u00e7ar quatro \u00e1lbuns novos d\u2019A Espiral De Bukowski em janeiro (ali\u00e1s, em 2016 A Espiral n\u00e3o dever\u00e1 fazer muitas apresenta\u00e7\u00f5es, cuidaremos pra que as poucas que possam surgir, sejam algo muito bacana \u2013 novidades em breve!). <\/p>\n<p>A real \u00e9 que se formos mesmo fazer anota\u00e7\u00f5es sobre tudo o que acontece conosco, ao nosso redor e com as pessoas cujas atividades nos inspiram\/influenciam, puxa, \u00e9 poss\u00edvel escrever muito.<\/p>\n<p>Acredito que a literatura nasce assim, ali\u00e1s.<\/p>\n<p>Um fil\u00e3o bem conhecido da literatura \u00e9 o das biografias; no contexto musical houve um <em>boom<\/em> nas \u00faltimas d\u00e9cadas e hoje podemos encontrar livros contando as hist\u00f3rias de muita gente; por exemplo, no mercado angl\u00f3filo h\u00e1 uma variedade incr\u00edvel \u2013 at\u00e9 mesmo o The Fall, uma banda desconhecida pro p\u00fablico das paradas de sucesso, foi mat\u00e9ria-prima pra pelo menos nove livros publicados, contando as hist\u00f3rias da banda e de seus integrantes (eu tenho seis deles aqui na estante de casa!).<\/p>\n<p>No Brasil, infelizmente, o mercado \u00e9 restrito e negligenciado; apenas os artistas mais populares\/comerciais servem de mat\u00e9ria-prima pras poucas biografias publicadas em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 uma quest\u00e3o cultural mesmo; que o diga o pessoal do <a href=\"http:\/\/vestibular.uol.com.br\/resumo-das-disciplinas\/atualidades\/polemica-das-biografias-no-brasil-liberdade-de-expressao-x-acesso-a-informacao.htm\" target=\"_blank\">Procure Saber<\/a> e o grande p\u00fablico (que de grande n\u00e3o tem nada \u2013 est\u00e1 mais pra acanhado), sempre a ver navios.<\/p>\n<p>Se em termos de biografias no Brasil s\u00f3 h\u00e1 escassez, mesmo quando pensamos em artistas do <em>mainstream<\/em>, ent\u00e3o fica f\u00e1cil entender porque nunca houve a publica\u00e7\u00e3o de livro algum contando as hist\u00f3rias de bandas de rock do <em>underground<\/em> brasileiro. O mais pr\u00f3ximo que tivemos disso foi a maravilhosa atividade dos fanzines no fim dos anos 80 e durante os anos 90, e depois os blogues, mas ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 como usar isso de argumento contra a escassez.<\/p>\n<p>Opa, melhor dizendo, nunca at\u00e9 agora. N\u00e3o tenho palavras pra descrever minha surpresa ao ver que algu\u00e9m teve a coragem de publicar um livro de 600 p\u00e1ginas contando as hist\u00f3rias das bandas Pin Ups, Thee Butchers&#8217; Orchestra, Forgotten Boys, Bi\u00f4nica, Divine, Firefriend, L\u00ea Almeida, Giallos e Travelling Wave.<\/p>\n<p>O nome do livro \u00e9 &#8220;RCKNRLL&#8221; e o autor \u00e9 Yury Hermuche, brasiliense que desde 1993 (pelo menos) vem tocando rock (<a href=\"http:\/\/www.firefriend.com\/\" target=\"_blank\">confira a banda dele: Firefriend<\/a>) e que j\u00e1 viu v\u00e1rios shows de artistas do <em>underground<\/em>. Pra escrever o livro, entrevistou mais de 50 m\u00fasicos e produtores. Ouviu choro, risadas e at\u00e9 amea\u00e7as. Duas conversas duraram quase dez horas seguidas, outras foram feitas em mesas de bares em sete cidades diferentes e algumas at\u00e9 mesmo na cama.<\/p>\n<p>Desde 1992, a minha hist\u00f3ria cruzou, ao menos uma vez, com a de integrantes de umas seis ou sete das nove bandas apresentadas em &#8220;RCKNRLL&#8221;.<\/p>\n<p>Assim como eu poderia ter escrito um livro tratando da mesma tem\u00e1tica do &#8220;RCKNRLL&#8221;, tantos outros poderiam t\u00ea-lo feito, mas ningu\u00e9m o fez; Yury inaugurou um segmento de g\u00eanero no Brasil, \u00e9 um pioneiro.<\/p>\n<p>Botou em pr\u00e1tica uma ideia simples e inspiradora, e por isso agora podemos dizer que h\u00e1 pelo menos um livro que conta hist\u00f3rias de bandas de rock do <em>underground<\/em> brasileiro.<\/p>\n<p>O livro custa sessenta reais.<\/p>\n<p>Ao ver uma postagem dele no Facebook, onde contava como tinha acabado de dizer n\u00e3o a uma proposta indecorosa da Livraria Cultura (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/yuryhermuche\/posts\/10156556298730145?pnref=story\" target=\"_blank\">leia o absurdo aqui<\/a>), n\u00e3o me aguentei e comentei ali mesmo, propondo um encontro pra falar sobre o livro.<\/p>\n<p>Quarta, dia 20 de janeiro, me encontrei no Centro Cultural S\u00e3o Paulo com o Yury pra um bate-papo.<\/p>\n<p>Vou omitir as minhas falas o m\u00e1ximo poss\u00edvel, justamente pra dar voz ao Yury. Nossa conversa durou quase uma hora e meia e por isso a coluna de hoje ser\u00e1 a primeira parte dela; a pr\u00f3xima coluna ser\u00e1 a parte final.<\/p>\n<p>Com voc\u00eas, &#8220;RCKNRLL&#8221;, na voz de Yury Hermuche:<\/p>\n<p>&#8220;Volta e meia, escuto alguma banda nova do <em>underground<\/em> falar sobre o que est\u00e1 ouvindo, sobre quais s\u00e3o as bandas de refer\u00eancia e s\u00e3o raras as que conhecem algumas das mais interessantes, digo, daquelas que t\u00eam uma hist\u00f3ria interessante no Brasil. H\u00e1 a falta de registro, a falta de documenta\u00e7\u00e3o sobre o que os artistas brasileiros fazem&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Da\u00ed que surgiu o RCKRLL?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Resolvi escrever um livro sobre bandas, mais sobre as pessoas que resolveram montar bandas; bandas diferentes, que est\u00e3o no <em>underground<\/em> brasileiro, que n\u00e3o est\u00e3o interessadas em fazer uma coisa que eu chamo de &#8216;trilha sonora de comercial de televis\u00e3o&#8217;. S\u00e3o pessoas que optaram por fazer uma m\u00fasica bem barulhenta, bem diferente, bem estranha pro que o p\u00fablico em geral conhece. E o que me intrigava era quais eram as ansiedades e as quest\u00f5es das pessoas, pra elas fazerem o que fizeram e o que fazem ainda&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Como foram as entrevistas pro livro?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Comecei a entrar em contato com as pessoas em maio de 2015. Expliquei pra elas o que eu estava fazendo, algumas foram meio reticentes no come\u00e7o, porque \u2013 elas me falaram depois &#8211; que estavam acostumadas com entrevistas de jornalistas padr\u00e3o e isso n\u00e3o interessa a ningu\u00e9m. Conversei muitas horas com as pessoas, porque eu estava interessado na hist\u00f3ria de vida delas. Me interessa a hist\u00f3ria das bandas, mas a hist\u00f3ria de vida das pessoas que montaram as bandas \u00e9 o que explica porque as bandas s\u00e3o como s\u00e3o. Procurei as pessoas dessas nove bandas, as visitei e a gente conversou bastante. Fiz 220 horas de entrevistas&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sim, voc\u00ea fez um trampo admir\u00e1vel! Na grande imprensa musical brasileira s\u00f3 vejo jornalista padr\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O Brasil tem um problema muito s\u00e9rio de autoestima, de reconhecer no aqui e no agora algumas qualidades. Isso faz parte do nosso rock, do <em>underground<\/em>, e como um todo em nossa sociedade. Porque somos habituados, desde crian\u00e7a, a odiar o que a gente tem aqui. Isso repercute no nosso conceito de comunidade. E o <em>underground<\/em> tem uma qualidade muito grande \u2013 \u00e9 um universo comunit\u00e1rio. O Brasil \u00e9 muito grande, muito rico, muito interessante e a gente perde em n\u00e3o olhar pra ele&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Aqui na coluna eu venho martelando na quest\u00e3o da mentalidade da maioria das pessoas da cena independente \u2013 uma mentalidade que eu considero extremamente dependente&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Tem uma quest\u00e3o na m\u00fasica, uma tens\u00e3o, uma ansiedade, uma sombra sobre o <em>underground<\/em>, de deixar de ser <em>underground<\/em>; isso faz com que as bandas acabem prematuramente, com que as pessoas fiquem frustradas muito facilmente e destr\u00f3i um pouco; \u00e9 muito prejudicial. As pessoas querem fazer a vida delas fazendo o que amam, muito louv\u00e1vel, a quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 muito dif\u00edcil fazer dinheiro com m\u00fasica. Tem essas contradi\u00e7\u00f5es, n\u00e9, que podem ajudar e atrapalhar tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p><strong>E atrapalham, sim, impedem uma cena autossustent\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O problema da autoestima aqui \u00e9 algo mais antigo do que o rock no Brasil, mais antigo do que o jornalismo; vem dessa coisa de colonizado, de terceiro mundo, de achar que o melhor est\u00e1 l\u00e1 fora sempre. A televis\u00e3o, a grande m\u00eddia, quando fala do folclore nordestino, por exemplo, tem sempre um tom pejorativo, que trata o entrevistado e o espectador como crian\u00e7a. Basicamente dizendo que a cultura brasileira \u00e9 uma piada. Isso \u00e9 feito h\u00e1 muito tempo e \u00e9 feito cada vez com mais capacidade&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Sim. Qual a sua forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Eu me formei em jornalismo mas nunca exerci a profiss\u00e3o exatamente, porque desde quando me formei, eu j\u00e1 tinha visto que o jornalismo estava morto. Eu nunca quis porque sempre achei muito dif\u00edcil trabalhar pra esses ve\u00edculos, esses jornais grandes, essas revistas, e televis\u00e3o. Eu estudava a hist\u00f3ria da imprensa, estudava as publica\u00e7\u00f5es e via como a abordagem era sempre rid\u00edcula&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Na tal cena musical, at\u00e9 os jornalistas mais descolados daqui continuam importando e ignorando ou subestimando a produ\u00e7\u00e3o local.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Olhar pra fora n\u00e3o pode te cegar pro que est\u00e1 acontecendo ao redor. O que \u00e9 interessante \u00e9 que os jornalistas est\u00e3o muito interessados somente com o sucesso, o que \u00e9 uma falta de vis\u00e3o, algo muito curioso. Porque na verdade existem milhares de bandas no Brasil e dezenas de milhares de pessoas produzindo m\u00fasica e assistindo shows, envolvidas nesse mundo. \u00c9 muito curioso que as pessoas n\u00e3o vejam isso. E quem n\u00e3o enxerga isso \u00e9 justamente quem n\u00e3o faz parte disso&#8221;. <\/p>\n<p><strong>\u00c9 incr\u00edvel como a tecnologia pode ter avan\u00e7ado tanto e a mentalidade n\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Hoje temos uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que achamos novas mas elas n\u00e3o s\u00e3o novas e mesmo com Internet e toda essa tecnologia, existe uma linha de continuidade muito expl\u00edcita entre essas bandas, desde o come\u00e7o dos anos 90 at\u00e9 2016. O que o Pin Ups passou quando come\u00e7ou a tocar \u00e9 muito informativo pra gente em 2016 olhar pras nossas bandas e pensar: &#8216;olha s\u00f3 que interessante, isso j\u00e1 era uma quest\u00e3o l\u00e1 em 1989&#8217;. Como essas pessoas resolveram essas coisas? Isso a gente pode descobrir no livro; podemos tamb\u00e9m ver como se moldaram \u00e0s mudan\u00e7as no decorrer desses vinte e poucos anos; acho muito importante que isso tudo seja registrado&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Claro, o esquecimento \u00e9 amigo da pregui\u00e7a (<em>risos<\/em>); o livro traz mem\u00f3ria, pra nos confrontarmos.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Agora estou preparando uma colet\u00e2nea digital com as bandas do livro, pois algumas delas n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de serem ouvidas na Internet \u2013 Bi\u00f4nica, por exemplo&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.rcknrll.com.br\/downloads.php\" target=\"_blank\">a coleta pode ser baixada aqui<\/a>).<\/p>\n<p><strong>Vou baixar!<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O Butchers \u00e9 uma das bandas mais cl\u00e1ssicas de rock brasileiro, uma puta banda de rock. As pessoas n\u00e3o conhecerem o Butchers \u00e9 meio chocante&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Pode crer, como pode?!<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Pode num pa\u00eds, num ambiente em que esse esp\u00edrito de comunidade, essa quest\u00e3o da autoestima, o senso de comunidade, \u00e9 corro\u00eddo todo o tempo, de v\u00e1rias formas&#8221;<\/p>\n<p><em>&#8212; <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-8-rcknrll-parte-2\/\" target=\"_blank\">LEIA AQUI A PARTE 2<\/a> &#8212;<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/firefriend-infrared-ep\/\" title=\"FIREFRIEND &#8211; INFRARED EP\">FIREFRIEND &#8211; INFRARED EP<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/firefriend-fantasma\/\" title=\"FIREFRIEND &#8211; FANTASMA\">FIREFRIEND &#8211; FANTASMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cosmopoplitan-17-listas\/\" title=\"COSMOPOPLITAN #17 \u2013 LISTAS\">COSMOPOPLITAN #17 \u2013 LISTAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/firefriend-aurora\/\" title=\"FIREFRIEND &#8211; AURORA\">FIREFRIEND &#8211; AURORA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/firefriend-avalanche\/\" title=\"FIREFRIEND &#8211; AVALANCHE\">FIREFRIEND &#8211; AVALANCHE<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um hiato de quatro meses \u00e9 algo consider\u00e1vel, ainda mais com toda a tecnologia a que hoje temos acesso, pois j\u00e1 aconteceu muita coisa desde [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":44862,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[888,1144],"tags":[1996,961],"class_list":["post-44861","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-especiais","tag-cosmopoplitan","tag-firefriend"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/cosmopoplitan7.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-bFz","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44861\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}