{"id":45331,"date":"2016-05-10T22:13:27","date_gmt":"2016-05-11T01:13:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=45331"},"modified":"2016-06-06T21:04:00","modified_gmt":"2016-06-07T00:04:00","slug":"80-bandas-e-80-videos-ao-redor-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/80-bandas-e-80-videos-ao-redor-do-mundo\/","title":{"rendered":"80 BANDAS E 80 V\u00cdDEOS AO REDOR DO MUNDO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45409\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/80-bandas-e-80-videos-ao-redor-do-mundo\/80clipes1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"80clipes1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45409\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Oitenta v\u00eddeos em plano sequ\u00eancia (sem cortes) ao redor do mundo. Um projeto invej\u00e1vel que dois artistas brasileiros resolveram impor a si pr\u00f3prios, unindo a vontade de viajar, de filmar, de criar, de conhecer artistas que gostam e de conhecer outras culturas. Quem n\u00e3o queria estar na pele de Leo Longo e Diana Boccara?<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o foi t\u00e3o f\u00e1cil assim. S\u00f3 o desejo n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u00c9 preciso planejamento, grana, for\u00e7a de vontade pra encarar dificuldades e desapego. A dupla teve tudo isso ao come\u00e7ar no primeiro trimestre de 2015 o projeto &#8220;Around The World In 80 Music Videos&#8221;, filmando &#8220;Eu Era Feliz&#8221;, com os mineiros do Pato Fu.<\/p>\n<p>Da\u00ed, logo se seguiram Selvagens \u00c0 Procura Da Lei, Vanguart, Nevilton, M\u00f3veis Coloniais De Acaju, Scalene, Vespas Mandarinas, Brothers Of Brazil, Vivendo Do \u00d3cio, Bid\u00ea Ou Balde e viagem pra Portugal pra fazer Noiserev, em Lisboa, nas primeira perna internacional &#8220;ao redor do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, j\u00e1 passaram por Hong Kong, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Inglaterra, Estados Unidos, Irlanda, Alemanha, It\u00e1lia, M\u00e9xico, Fran\u00e7a etc. etc. e coloca etecetera a\u00ed. O sonho se tornou realidade: &#8220;tudo foi conquistado porque acreditamos e amamos demais o sonho que criamos. E ver isso hoje, treze meses depois de ter come\u00e7ado, \u00e9 entender que se voc\u00ea quer, voc\u00ea n\u00e3o vai ter limites&#8221;, diz Leo Longo em entrevista ao <strong>Floga-se<\/strong>. &#8220;N\u00e3o existe limites quando voc\u00ea quer fazer algo em que acredita&#8221;.<\/p>\n<p>O projeto pode ser acompanhado e relembrado e vasculhado no canal oficial no YouTube, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCOdFrnyUAKy92KvyuKN0aqQ\/featured\" target=\"_blank\">clicando aqui<\/a>. Cada v\u00eddeo e banda inclui um &#8220;por tr\u00e1s das c\u00e2meras&#8221; que \u00e9 uma aula de como a dupla se virou em cada produ\u00e7\u00e3o. Vale tanto quantos os clipes em si.<\/p>\n<p>D\u00e1 pra seguir a viagem tamb\u00e9m no Facebook, com algumas fotos e relatos (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/atw80musicvideos\/\" target=\"_blank\">clicando aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Fa\u00e7a isso: siga essa viagem. E siga tamb\u00e9m, claro, seus pr\u00f3prios sonhos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45410\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/80-bandas-e-80-videos-ao-redor-do-mundo\/80clipes2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"80clipes2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-45410\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/80clipes2.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>Floga-se: Como come\u00e7ou o projeto?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Leo Longo<\/strong>: Diana e eu sempre trabalhamos com TV no Brasil. Eu sou diretor e ela produtora e assistente de dire\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, nos conhecemos trabalhando em um projeto juntos na Record. Em fevereiro de 2014, eu estava dirigindo um programa no History Channel e a Diana produzindo um programa na Discovery. E depois de muito tempo, conseguimos casar nossas f\u00e9rias e viajamos para o sul dos Estados Unidos. Era pra ser uma viagem de descanso e pra conhecer essa regi\u00e3o incr\u00edvel, que \u00e9 o ber\u00e7o do <em>jazz<\/em>, <em>blues<\/em> e <em>rock<\/em>. Mas acabou sendo algo muito maior do que isso. Na nossa volta ao Brasil, voltamos com uma vontade incontrol\u00e1vel de juntar nossa arte (<em>filmmaking<\/em>) com essa hist\u00f3ria de estar na estrada junto com a m\u00fasica. Foi assim que isso nasceu. Voltando ao Brasil, finalizamos nossos projetos em TV e focamos nisso.<\/p>\n<p><strong>F-se: Largaram os empregos e foram pra cima ou eram frilas e focaram s\u00f3 nisso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: \u00c9ramos frilas&#8230; Ent\u00e3o, decidimos finalizar o que hav\u00edamos em curso e decidimos tamb\u00e9m n\u00e3o aceitar mais os convites que nos eram feitos, pra poder focar nesse projeto. Decis\u00e3o dif\u00edcil pois est\u00e1vamos em momentos legais da carreira, com muita coisa aparecendo. Acho que eu recusei cinco convites pra trabalhar em diferentes projetos e Diana recusou dois. Foram eventos importantes pois mostrou que a gente estava muito focado no que quer\u00edamos fazer.<\/p>\n<p><strong>F-se: E o projeto de in\u00edcio j\u00e1 era fazer os 80 v\u00eddeos ao redor do mundo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Primeiro come\u00e7amos com a ideia de dar a volta ao mundo filmando videoclipes. O n\u00famero &#8220;80&#8221; veio depois de alguns <em>brainstorms<\/em> nossos&#8230; Ach\u00e1vamos super importante ter um bom nome, algo f\u00e1cil das pessoas lembrarem e tamb\u00e9m que fosse auto-explicativo. Por isso, achamos apropriado adaptar o nome da obra do Julio Verne, que al\u00e9m de soar conhecido no mundo inteiro tamb\u00e9m tem um pouco a ver com n\u00f3s: somos dois em busca de realizar algo que ningu\u00e9m havia feito antes. E, por fim, tamb\u00e9m \u00e9 algo que se explica sozinho, como quer\u00edamos. No in\u00edcio pens\u00e1vamos: &#8220;putz, oitenta clipes \u00e9 coisa pra caramba&#8221;, mas esses fatores que contavam a favor do nome valeu mais pra gente. E at\u00e9 fal\u00e1vamos: &#8220;o Julio Verne podia ter escrito &#8216;A Volta Ao Mundo em 50 Dias&#8217;, n\u00e9?!&#8221;.<\/p>\n<p><strong>F-se: (<em>risos<\/em>) E, dentro do planejamento, voc\u00eas buscaram algum tipo de patroc\u00ednio? Temo que um projeto desses custe uma baita grana, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Custa sim! Quando decidimos n\u00e3o aceitar mais propostas pra TV, obviamente olhamos pra nossas contas e nossas economias pra avaliar o que seria preciso fazer pra conseguirmos passar um tempo sem trabalhar, nos dedicando pra viabilizar o projeto e, obviamente, depois embarcar nisso. Ent\u00e3o, passamos seis meses tentando vender o projeto e sustentados pelo que hav\u00edamos acumulado com nossos trabalhos nos \u00faltimos anos. Chegamos a contatar mais de duzentas empresas e visitar cerca de oitenta, que gostaram do projeto e nos pediram pra apresentar pessoalmente. Est\u00e1vamos bastante animados, todos viam com muito bons olhos&#8230; Por\u00e9m, chegou o Natal de 2014 e depois de meio ano nisso, n\u00e3o hav\u00edamos fechado nenhuma parceria comercial. Mas como era um projeto que j\u00e1 estava muito vivo dentro da gente, achamos que dar um passo pra tr\u00e1s n\u00e3o seria o ideal. N\u00e3o falamos isso por orgulho ou teimosia, mas porque t\u00ednhamos certeza de que seria algo importante a ser feito. Era o que nos fazia acordar todos os dias. Foi ent\u00e3o que decidi usar o dinheiro do meu apartamento. Naquele mesmo ano, eu havia decidido vender um apartamento que comprei em S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o, quando decidimos seguir em frente com nosso projeto, falei: &#8220;vou investir meu apartamento nisso&#8221;. E foi assim que fizemos. Era uma garantia de que o projeto poderia ser iniciado. Lembrando que o dinheiro que eu tinha n\u00e3o era suficiente pra bancar o projeto todo! Mas depois desta decis\u00e3o, em janeiro de 2015, quatro marcas apareceram querendo fechar parcerias com a gente (<em>risos<\/em>). Parece que estavam querendo brincar com a gente! Mas acho que isso tem uma mensagem muito forte pra n\u00f3s, porque era uma prova importante de se passar, sabe? Algo que vira pra voc\u00ea e diz: &#8220;ah, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem dinheiro e vai desistir?&#8221;. E \u00e9 algo que talvez at\u00e9 as oitenta marcas que visitamos pensaram: &#8220;eles n\u00e3o conseguir fazer isso, \u00e9 um projeto muito complexo e talvez seja muito risco investir nisso&#8221;. Mas quando nos viramos pra viabilizar, a ideia se tornou mais forte ainda. Falando de custos, \u00e9 um projeto no qual Diana e eu n\u00e3o ganhamos nada financeiramente. N\u00e3o \u00e9 um projeto com objetivo de fins lucrativos. Aceitamos cair na estrada pra faz\u00ea-lo devido a grande viv\u00eancia que isso nos daria. Ent\u00e3o, o custo do projeto \u00e9 bancar comida, acomoda\u00e7\u00e3o e transporte pra n\u00f3s durante um ano e meio &#8211; e \u00e9 muito dinheiro mesmo assim. Temos um or\u00e7amento com teto de cento e vinte d\u00f3lares por dia&#8230; Da\u00ed, voc\u00ea faz as contas. E quando se trata de viagem internacional, n\u00e3o \u00e9 uma grana t\u00e3o luxuosa assim. N\u00e3o d\u00e1 pra comer fora, n\u00e3o d\u00e1 pra ir em cinema ou show ou essas divers\u00f5es que gostamos de fazer&#8230; Acomoda\u00e7\u00e3o consome 60 a 70% disso.<\/p>\n<p><strong>F-se: Realmente n\u00e3o \u00e9&#8230; Mas, ent\u00e3o, n\u00e3o fecharam com nenhuma das quatro empresas que entraram em contato com voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Em janeiro fechamos com essas quatro empresas, sim. HP Brasil, Swiss Air, Victorinox e Smirnoff. Al\u00e9m disso, conseguimos parcerias de permuta\/apoio da Adidas Originals e da Evoke. Ent\u00e3o, em mar\u00e7o de 2015, quando come\u00e7amos o projeto, eram nossos parceiros. E, sim, com HP Brasil e Smirnoff trouxemos produtos e valores das marcas pra dentro da nossa rotina. Se voc\u00ea pegar nossos epis\u00f3dios de &#8220;Behind The Trip&#8221;, fotos e <em>posts<\/em> no Facebook, vai ser impactado pelo conte\u00fado que geramos com eles. Foram dois parceiros que aportaram recursos no projeto. A Swiss Air achou o projeto incr\u00edvel e foi uma das mais importantes parcerias que tivemos. Eles nos levaram para mais de dez pa\u00edses (durante seis meses). Cederam todas as passagens pro projeto neste per\u00edodo. Um baita parceria!<br \/>\nA Adidas Originals foi parceira nossa em alguns clipes no Brasil e tamb\u00e9m nos ajudou a montar nossa mala de viagem. E ainda a Evoke e a King 55 foram parceiras com permuta. Nos deram produtos e faz\u00edamos exposi\u00e7\u00e3o deste produtos em nosso conte\u00fado. A Omint, que tem o seguro-viagem Premium Assistance, nos deu seis meses de cobertura completa pra iniciarmos a viagem. Tamb\u00e9m, em troca, citamos eles em algumas oportunidades.<\/p>\n<p><strong>F-se: Faltou grana?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Temos que focar hoje em conseguir terminar o projeto com os recursos que temos e fazer o melhor que podemos pra atrair mais pessoas. N\u00e3o conseguimos captar todos os recursos suficientes pra finalizar o projeto. Estamos batalhando agora pra captar os recursos necess\u00e1rios pra mais um m\u00eas. \u00c9 o que nos separa do fim: tr\u00eas mil d\u00f3lares, pela conta que eu te falei de cento e vinte d\u00f3lares por dia. Mas estamos otimistas com algumas possibilidades que estamos abrindo. No total, 60% \u00e9 investimento nosso e 40% foi investido por parceiros. Nosso investimento ter\u00e1 retorno em cerca de um ano quando pretendemos arrecadar com a produ\u00e7\u00e3o do nosso livro, do nosso document\u00e1rio e com palestras pelo pa\u00eds falando do projeto. \u00c9 a conta que montamos. Por isso falo que esse 60% investidos por n\u00f3s chama-se investimento.<\/p>\n<p><strong>F-se: Na quest\u00e3o de conte\u00fado, voc\u00eas j\u00e1 sabiam o roteiro que iam seguir e as bandas que iam filmar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: N\u00e3o t\u00ednhamos nada fechado no in\u00edcio mas sab\u00edamos o que quer\u00edamos! Quer\u00edamos passar por pa\u00edses que tinham relev\u00e2ncia regional ou global com a m\u00fasica e a ideia sempre foi gravar com bandas do rock e seus subg\u00eaneros (<em>punk<\/em>, <em>hard<\/em>, alternativo, <em>indie<\/em>, <em>folk<\/em>, <em>post<\/em> etc.). Nossa pesquisa de bandas sempre come\u00e7a tr\u00eas meses antes de chegarmos em nada pa\u00eds. E com cerca de dois meses antes, come\u00e7amos a fazer os convites. Achamos que uma anteced\u00eancia maior do que essa n\u00e3o era t\u00e3o interessante, nem pra n\u00f3s e nem pras bandas.<\/p>\n<p><strong>F-se: Por que come\u00e7ar com o Pato Fu?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Porque foi a primeira banda a dizer sim ao projeto. Fizemos um Skype com o empres\u00e1rio da banda, no fim de 2014 e ele e banda amaram o projeto.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-uGCS41RLbQ?list=PLDB-gLJKGCz4K8Mi2YEd4xOx0xYEqaRNM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: H\u00e1 alguma regra pra escolher as m\u00fasicas de cada banda?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Sim, alguns crit\u00e9rios. Tem que ser do universo rock. Ser ativo na <em>web<\/em> e nas redes sociais &#8211; achamos que quando uma banda cuida da sua comunica\u00e7\u00e3o direta com seu p\u00fablico e se importa em atualizar sua audi\u00eancia com fotos, videos e <em>posts<\/em>, mostra que eles se importam com o trabalho que fazem&#8230; Isso \u00e9 muito importante pra n\u00f3s, que tamb\u00e9m somos um projeto <em>online<\/em>. E o \u00faltimo crit\u00e9rio \u00e9 estudar quem s\u00e3o as bandas, como eles pensam e agem em quest\u00f5es como colaboratividade, criatividade e capacidade de realiza\u00e7\u00e3o. Mas no fim das contas, quem escolhe mesmo participar do projeto s\u00e3o as bandas. S\u00e3o elas que devem olhar pro nosso projeto, assistir os clipes, ver nossa postura e dizer: &#8220;quero participar disso&#8221;.<\/p>\n<p><strong>F-se: Mas a m\u00fasica j\u00e1 podia ter um v\u00eddeo anterior? V\u00eddeo oficial, eu digo&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Ah, n\u00e3o! Nunca! Nosso projeto \u00e9 a primeira s\u00e9rie de produ\u00e7\u00e3o de clipes pelo mundo. Por isso, s\u00e3o s\u00f3 clipes oficiais das bandas. S\u00f3 teve um caso em que n\u00e3o gravamos clipe de uma m\u00fasica atual de banda. Eu digo m\u00fasica do atual \u00e1lbum de trabalho da banda. Dos sessenta gravados at\u00e9 agora, s\u00f3 uma m\u00fasica n\u00e3o foi do atual \u00e1lbum da banda. Foi com M\u00f3veis Coloniais de Acaju&#8230; O primeiro \u00e1lbum deles estava completando dez anos em 2015 e uma m\u00fasica deste \u00e1lbum nunca saiu do <em>setlist<\/em> da banda em seus shows e n\u00e3o tinha clipe&#8230; A m\u00fasica \u00e9 &#8220;Copacabana&#8221;. Achamos que pela data comemorativa e momento importante pra eles, achamos legal filmar uma ideia desta faixa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SzFz0mdx_TY?list=PLDB-gLJKGCz7kArOqWKMbxyrIn83u65IE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Quantas bandas por pa\u00eds? Como determinar isso, \u00e9 por conveni\u00eancia das bandas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: A quantidade de bandas por pa\u00eds segue um <em>feeling<\/em> nosso. Tentamos gravar com mais bandas em pa\u00edses que com maior express\u00e3o e influ\u00eancia musical. Por sermos do Brasil, filmamos dez clipes no Brasil. Reino Unido e Irlanda, um forte mercado global, filmamos sete. Na Coreia do Sul, forte mercado no sudeste asi\u00e1tico, filmamos quatro. Na Austr\u00e1lia, que tamb\u00e9m \u00e9 importante no mercado global e asi\u00e1tico, filmamos seis. Nos EUA, foram dez. M\u00e9xico, que tamb\u00e9m dita muito do que \u00e9 ouvido de rock na Am\u00e9rica Latina, seis. E assim por diante. Na Europa, passamos por Portugal, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha, Inglaterra, Esc\u00f3cia e Irlanda. Como nosso passaporte brasileiro s\u00f3 nos permitia ficar tr\u00eas meses na Europa e mais tr\u00eas meses no Reino Unido e Irlanda, foi o que conseguimos fazer. Nossa ideia era fazer Espanha e dois pa\u00edses do leste europeu, mas n\u00e3o deu.<\/p>\n<p><strong>F-se: Quais foram as maiores dificuldades, al\u00e9m das financeiras, claro, que voc\u00eas enfrentaram?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Acredite se quiser, fora a financeira n\u00e3o tivemos problemas expressivos de maneira geral. Acho que um projeto deste, que busca realizar trocas colaborativas com artistas de todo o mundo, \u00e9 muito bem recebido por todos. N\u00e3o achava que seria assim, mas nos surpreendemos a cada pa\u00eds que chegamos. Talvez, a grande dificuldade seja fazer tudo em duas pessoas. Mas como \u00e9 nosso desafio, encaramos isso menos como um problema e mais como motiva\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o deixa de ser dificuldade. Temos que construir novas rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a a cada pa\u00eds que chegamos e a cada banda que falamos. No in\u00edcio era at\u00e9 mais dif\u00edcil. Imagina voc\u00ea ter poucos clipes no ar e ter que dizer pra banda que aquilo vai ser legal e de fato iremos at\u00e9 eles gravar? N\u00e3o foi f\u00e1cil. Hoje, nosso cart\u00e3o de visita est\u00e1 no ar. A banda entra l\u00e1, v\u00ea que passamos por dezoito pa\u00edses, que fizemos uns clipes mais criativos, outros mais simples, outros mais divertidos etc. Mas n\u00e3o d\u00e1 pra negar que construir novas rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a a cada pa\u00eds que atingimos n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples.<br \/>\nAs bandas s\u00e3o convidadas a participar do projeto. Ningu\u00e9m paga nada pra ningu\u00e9m. E por isso mesmo, os clipes s\u00e3o feitos de forma colaborativa entre todos, desde a ideia at\u00e9 a grava\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quando falo em criar confian\u00e7a entre bandas e n\u00f3s, significa deixar claro que vamos precisar da ajuda deles pra tudo. Ajudar a achar loca\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o somos de l\u00e1, pensar em formas de encontrar um ator ou dan\u00e7arino ou algo assim caso a ideia que temos pede isso etc. \u00d3bvio que Diana e eu j\u00e1 criamos nossos processos e tamb\u00e9m sabemos bem como conseguir abordar outras comunidades art\u00edsticas em nada cidade que vamos, pra colaborarem conosco, mas ter ajuda e comprometimento da banda \u00e9 fundamental. De maneira mais micro, j\u00e1 tivemos tr\u00eas vezes problemas com banda que desiste de participar poucos dias antes da grava\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 s\u00e9rio porque perdemos uma semana de vida naquele pa\u00eds &#8211; \u00e9 dinheiro e \u00e9 muito trabalho.<\/p>\n<p><strong>F-se: Dessa maneira, come\u00e7ar pelo Brasil ajudou, n\u00e3o? Outra coisa: o roteiro. Como \u00e9 feito o roteiro? Acertam a quatro m\u00e3os com a banda, v\u00e3o com a ideia antes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Come\u00e7ar pelo Brasil foi fundamental. E tivemos sucesso tamb\u00e9m com as bandas que convidamos. Eu conhecia metade das bandas ou tinha amigos em comum por ter dirigido programas na MTV e Cultura. Ent\u00e3o, foi um caminho onde a barreira da confian\u00e7a foi mais f\u00e1cil de passar. E como s\u00e3o bandas incr\u00edveis e bem-sucedidas, a\u00ed, isso ajudou a dar mais corpo. Assim como foi importante come\u00e7ar a etapa internacional por Portugal tamb\u00e9m. Sobre os roteiros, seguimos mais ou menos o seguinte processo: a banda indica uma m\u00fasica ou n\u00f3s dizemos que gostamos muito da m\u00fasica tal; perguntamos detalhes sobre a hist\u00f3ria da letra e perguntamos tamb\u00e9m se a banda j\u00e1 enxerga algo visual pra aquela m\u00fasica; Diana e eu fazemos nossos <em>brainstorms<\/em>, juntando o que a banda j\u00e1 disse, vendo o perfil da banda nos clipes deles e acrescentando nossas percep\u00e7\u00f5es e inspira\u00e7\u00f5es sobre tudo; enviamos pra banda sempre um <em>moodboard<\/em> com duas ou tr\u00eas ideia, elas escolhem uma delas, ou a gente mixa as tr\u00eas, ou cria uma nova e a\u00ed segue&#8230; Mas \u00e9 em quatro m\u00e3os. J\u00e1 teve clipe que a banda tinha a ideia e queria aquilo. J\u00e1 teve clipe que a banda quis fazer tudo do jeito que pensamos. J\u00e1 teve clipe criado na hora da grava\u00e7\u00e3o. \u00c9 um processo criativo muito peculiar de cada banda e respeitamos demais isso. \u00c9 menos do nosso jeito e mais do jeito que vamos descobrir de trabalhar com cada artista. S\u00f3 pra dar o exemplo de Happy Hollows: sentamos com eles num bar e ficamos conversando sobre a musica e sobre sensa\u00e7\u00f5es que a m\u00fasica nos trazia. A conversa foi avan\u00e7ando, avan\u00e7ando e o Matt Fry, guitarrista da banda, falou do irm\u00e3o dele, que era campe\u00e3o mundial de <em>jump rope<\/em>, sa\u00edmos do bar com isso na cabe\u00e7a e fomos evoluindo a ideia e chegamos nesta ideia final. Se o Matt n\u00e3o falasse nada, ter\u00edamos ido por outro caminho. Mas ele citou o irm\u00e3o naquele papo, at\u00e9 meio que sem pensar que este poderia ser o clipe (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/video-happy-hollows-astrid\/\" target=\"_blank\">veja o clipe aqui<\/a>).<\/p>\n<p><strong>F-se: Alguma banda n\u00e3o gostou do material final?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Sim&#8230; inclusive n\u00f3s mesmos n\u00e3o gostamos. J\u00e1 criamos ideias que precisariam de mais tempo pra produzir, pra testar, pra ensaiar e tal. E o tempo \u00e9 importante pra maturar e fazer crescer a ideia. E \u00e0s vezes o resultado n\u00e3o sai do jeito que quer\u00edamos. E n\u00e3o \u00e9 legal quando isso acontece. Mas estamos aprendendo (ainda) a lidar com isso. Mas uma coisa \u00e9 certa, n\u00e3o d\u00e1 pra ter o mesmo n\u00edvel de qualidade em todos os oitenta clipes. Uns s\u00e3o mais simples, outros mais complexos, uns mais criativos, outros mais divertidos. Tudo depende de uma infinidade de fatores: tempo, envolvimento da banda, ideia criada, condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, estrutura que encontramos pra realizar a grava\u00e7\u00e3o etc&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: E quando n\u00e3o gostam, refazem? J\u00e1 teve caso de ter que refazer? Como fica essa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: N\u00e3o chegamos a regravar nenhum clipe at\u00e9 hoje. Quando o artista n\u00e3o gosta, tanto ele quanto n\u00f3s entendemos quais foram os problemas que tivemos. E isso \u00e9 muito importante! Mas nunca ningu\u00e9m disse: &#8220;n\u00e3o quero que v\u00e1 ao ar&#8221;. Como s\u00f3 filmamos plano sequ\u00eancia, todo clipe \u00e9 meio que aprovado no mesmo dia da grava\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o gostamos, regravamos ali mesmo, arrumando uma coisa ou outra.<\/p>\n<p><strong>F-se: Como t\u00e1 sendo a receptividade desse projeto? Voc\u00ea acompanha ou tem n\u00fameros pra acompanhar? Projetavam algo antes de come\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Sobre a receptividade, acho surpreendente. \u00c9 legal ver tantas bandas, tantos artistas e a imprensa no mundo todo querendo falar sobre o que estamos fazendo. \u00c9 algo positivo e inovador, as pessoas gostam disso. Sobre proje\u00e7\u00f5es de n\u00fameros, tivemos que ter no in\u00edcio principalmente porque algumas marcas queriam e precisavam saber. Boa parte delas vingou, como por exemplo o n\u00famero de seguidores de nossas redes sociais que esper\u00e1vamos depois de um ano de projeto. O n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es do nosso canal tamb\u00e9m \u00e9 legal, com 1.8 milh\u00e3o de <em>views<\/em> em um ano. Mas pra falar a verdade, no dia-a-dia n\u00e3o conseguimos muito pensar e avaliar isso tudo. \u00c9 um projeto independente, sem recursos pra patrocinar <em>posts<\/em> e promover nossos videos no YouTube. E sabemos que isso faz TODA diferen\u00e7a na <em>web<\/em>. Mas temos que focar hoje em conseguir terminar o projeto com os recursos que temos e fazer o melhor que podemos pra atrair mais pessoas. N\u00e3o conseguimos captar todos os recursos suficientes pra finalizar o projeto. Estamos batalhando agora pra captar os recursos necess\u00e1rios pra mais um m\u00eas. \u00c9 o que nos separa do fim: tr\u00eas mil d\u00f3lares, pela conta que eu te falei de cento e vinte d\u00f3lares por dia. Mas estamos otimistas com algumas possibilidades que estamos abrindo. No total, 60% \u00e9 investimento nosso e 40% foi investido por parceiros.<\/p>\n<p><strong>F-se: E na parte t\u00e9cnica, voc\u00eas usam sempre o mesmo equipamento? Como rola a ilumina\u00e7\u00e3o de internas e noturnas? Material cenogr\u00e1fico, como faz?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Como na maioria das viagens internacionais o limite de bagagem por pessoa \u00e9 uma mala despachada de vinte e tr\u00eas quilos e uma mala de m\u00e3o de sete quilos, temos que viajar leve. O equipamento que tenho \u00e9 uma c\u00e2mera DSLR 5D Mark lll, com um bom jogo de lentes Canon s\u00e9rie vermelha: 50mm 1.4, 24-70mm 2.8, 100mm 2.8 e uma grande-angular 14mm 2.8. Tamb\u00e9m tenho 1 Shoulder com <em>followfocus<\/em> mais um estabilizador de imagens chamado GlideCam HD 4000 &#8211; que n\u00e3o funciona t\u00e3o bem como uma Steadicam, mas ajuda muito se bem trabalhado. Quando temos ideias nas quais meu equipamento n\u00e3o \u00e9 suficiente, corremos atr\u00e1s de pessoas que possam colaborar conosco pra ter algo diferente. Por exemplo, Happy Hollows. Neste clipe o <em>filmmaker<\/em> amigo da banda, o Eric Kelly, tem uma c\u00e2mera que faz <em>slowmotion<\/em> e ele aceitou colaborar conosco. Na Coreia do Sul, tivemos ideia pra um clipe em <em>slow<\/em> tamb\u00e9m. A banda gostou tanto que alugou pra nossa grava\u00e7\u00e3o. Quando precisamos de luz, \u00e9 a mesma coisa. N\u00e3o temos! Se precisarmos, temos que correr atr\u00e1s. E material cenogr\u00e1fico tudo da mesma forma: ou a banda ajuda a comprar ou corremos atr\u00e1s de parceiros que nos forne\u00e7am. Diana e eu nunca alugamos. N\u00e3o temos dinheiro. Sempre a banda, caso ache que a ideia \u00e9 boa e pode funcionar. Mas caso a banda n\u00e3o tenha ou n\u00e3o queira investir, a\u00ed criamos ideias onde n\u00e3o sejam necess\u00e1rios gastos como estes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UK1pLgQTJAs?list=PLDB-gLJKGCz65SYDeONLUSsIw19YElmUY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Qual o maior aprendizado nessa maratona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: Primeiro, n\u00e3o existe limites quando voc\u00ea quer fazer algo em que acredita. Tivemos e temos problemas com viabilizar o projeto, encontrar bandas e pessoas pra colaborar, dificuldades com culturas e formas de trabalhar bem distintas uma das outras, criar as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a etc. Tudo foi conquistado porque acreditamos e amamos demais o sonho que criamos. E ver isso hoje, treze meses depois de ter come\u00e7ado, \u00e9 entender que se voc\u00ea quer, voc\u00ea n\u00e3o vai ter limites. E, segundo, existe um mundo muito grande disposto a colaborar com ideias inovadoras e pessoas \u00e9ticas. Sentado na frente do computador ou lendo o jornal, \u00e9 dif\u00edcil de enxergar otimismo na humanidade. Mas quando viajamos e conhecemos as pessoas que conhecemos, vimos que existe um mundo muito mais incr\u00edvel que o que conhec\u00edamos.<\/p>\n<p><strong>F-se: E p\u00f3s-maratona, o que vem?<\/strong><\/p>\n<p><strong>LL<\/strong>: O canal do YouTube ficar\u00e1 no ar pra sempre com os clipes e todos os epis\u00f3dios do &#8220;Behind The Trip&#8221;. O conte\u00fado que captamos e todo arquivo que temos ser\u00e3o usados no document\u00e1rio que vamos come\u00e7ar a produzir quando voltarmos ao Brasil. A este material iremos adicionar novo conte\u00fado que vamos captar provavelmente no in\u00edcio de 2017. O livro que pretendemos lan\u00e7ar deve ser dividido em oitenta cap\u00edtulos, nos quais contaremos hist\u00f3rias por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de cada um dos clipes. Ser\u00e1 bastante visual, com fotos que estamos colecionando durante o projeto. As palestras ter\u00e3o como foco principal universidades e profissionais. Achamos que nosso projeto pode inspirar novos profissionais a investirem mais em produ\u00e7\u00e3o independente e na cria\u00e7\u00e3o de projetos mais transgressores e alternativos, e mostrar que isso pode ser viabilizado comercialmente. \u00c9 importante lan\u00e7ar luz pra al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de filmes, programas de TV e s\u00e9ries de <em>web<\/em>. Audiovisual pode e deve ser usado pra abrir outros caminhos. Quando a gente est\u00e1 correndo e decide parar, a in\u00e9rcia faz com que n\u00e3o consigamos parar na hora que queremos. Acho que a in\u00e9rcia deste movimento que estamos fazendo vai desacelerar de acordo com as leis da F\u00edsica e algumas coisas devem acontecer ap\u00f3s isso. J\u00e1 estamos criando ideias novas de projetos alternativos e em 2017 teremos bastante trabalho pra viabiliz\u00e1-los. Mas n\u00e3o ser\u00e1 uma segunda temporada deste projeto. Acho que &#8220;Around The World In 80 Music Videos&#8221; cumprir\u00e1 seu papel social e art\u00edstico. E ser\u00e1 estopim pra Diana e eu criarmos novas coisas a partir dele.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dramon-ceus\/\" title=\"DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US\">DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video\/\" title=\"ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)\">ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-rakta-boas-mentirosas\/\" title=\"ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS\">ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/felipe-neiva-filho\/\" title=\"FELIPE NEIVA &#8211; FILHO\">FELIPE NEIVA &#8211; FILHO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/jair-naves-rente\/\" title=\"JAIR NAVES &#8211; RENTE\">JAIR NAVES &#8211; RENTE<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oitenta v\u00eddeos em plano sequ\u00eancia (sem cortes) ao redor do mundo. 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