{"id":45730,"date":"2016-06-13T21:48:46","date_gmt":"2016-06-14T00:48:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=45730"},"modified":"2016-06-13T21:48:46","modified_gmt":"2016-06-14T00:48:46","slug":"resenha-meta-meta-mm3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-meta-meta-mm3\/","title":{"rendered":"RESENHA: MET\u00c1 MET\u00c1 &#8211; MM3"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"45731\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-meta-meta-mm3\/metameta-capa-mm3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"metameta-capa-mm3\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-45731\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/metameta-capa-mm3.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A abertura de &#8220;MM3&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meta-meta-mm3\/\" target=\"_blank\">ou\u00e7a na \u00edntegra aqui<\/a>) lista tarefas que, a priori, j\u00e1 se mostram imposs\u00edveis de serem realizadas. As imagens montadas carregam um misticismo que s\u00f3 a m\u00fasica do conjunto poderia atribuir significado e extrair harmonias que conduzam o ouvinte pela beleza disforme criada. A urg\u00eancia criativa do conjunto nasce de um atravessamento da realidade pra estabelecer pontos incomuns e difusos em um mundo musical em que tudo nasce pra escorrer. A terceira faixa, &#8220;Imagem Do Amor&#8221;, representa estas deformidades constantes que o Met\u00e1 Met\u00e1 tem a coragem de transparecer na m\u00fasica: as melodias sem palavras definidas de Ju\u00e7ara, pelos sopros desconcertantes de Thiago Fran\u00e7a e o tempo quebrado de Dinucci.<\/p>\n<p>Pode-se falar de refer\u00eancias africanas, do submundo paulista dos anos 1980 ou das diversas incorpora\u00e7\u00f5es de estilos diferentes do <em>jazz<\/em>: a gana do conjunto transpassa a rever\u00eancia pra estabelecer urg\u00eancia de uma cria\u00e7\u00e3o totalmente poss\u00edvel, mas, aparentemente, sempre renegada \u00e0 nichos diferentes.<\/p>\n<p>O conjunto mira em associa\u00e7\u00f5es que, a priori, parecem incomunic\u00e1veis. E \u00e9 o presente maior que o Met\u00e1 Met\u00e1 vem dando nesta \u00faltima d\u00e9cada pra m\u00fasica brasileira: o criador \u00e9 plenamente capaz de comunicar tudo o que recebeu em sua forma\u00e7\u00e3o musical, educando o ouvido de sua audi\u00eancia com uma mensagem que circula por caminhos labir\u00ednticos e at\u00e9 contradit\u00f3rios. Mas os rastros de toda a produ\u00e7\u00e3o que a banda j\u00e1 criou ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes pra se &#8220;esperar algo&#8221;. Caminhando em uma corda bamba de influ\u00eancias, progress\u00e3o sonora e n\u00e3o se manter no ostracismo, cada integrante do conjunto exige uma contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 altura do outro.<\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do disco contribui pra ideia de urg\u00eancia: nada \u00e9 est\u00e1vel o suficiente no mundo do Met\u00e1 Met\u00e1 que possa ser captado sem o conceito de transitoriedade. Porque o mundo n\u00e3o para e porque os pr\u00f3prios integrantes n\u00e3o param (n\u00e3o \u00e0 toa eles tem diversos projetos paralelos), que a cria\u00e7\u00e3o mira em pontos reconhec\u00edveis e impressionistas da vastid\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Met\u00e1 Met\u00e1 \u00e9 uma banda que simboliza os pontos cegos da cidade em que residem: os muros pichados com mil imagens em um mesmo plano de fundo, as festas de rua, a ebuli\u00e7\u00e3o efervescente ao som de ritmos dan\u00e7antes. O conjunto expressa esta realidade sem abrir m\u00e3o de progress\u00f5es incomuns, retratando n\u00e3o s\u00f3 o conhecimento musical dos integrantes, mas a forma como esta sabedoria os auxilia a captar movimentos fugidios aos ouvidos menos atentos.<\/p>\n<p>Nossa concep\u00e7\u00e3o de m\u00fasica \u00e9 vol\u00e1til e pode ser despeda\u00e7ada diversas vezes (o que requer uma conseguinte reestrutura\u00e7\u00e3o). A alegria do Met\u00e1 Met\u00e1 faz estes dois servi\u00e7os pra seus ouvintes. Ao mesmo tempo em que certa no\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, principalmente pra novos interessados, mostra-se fr\u00e1gil em frente \u00e0 naturalidade das transi\u00e7\u00f5es sonoras do conjunto, nasce uma outra. Esta, permite que sonhadores materializem suas personas musicais em obras. E quando m\u00fasicos t\u00e3o desafiadores de formas reinantes t\u00eam plena liberdade pra desrespeitar estruturas can\u00f4nicas, estas s\u00e3o obrigadas a serem interpretadas com outros ouvidos. A banda credita sua for\u00e7a pulsante a um mundo acelerado e, em primeira inst\u00e2ncia, desinteressado.<\/p>\n<p>Isso porque tend\u00eancias e cr\u00edtica nunca abalaram a certeza dos integrantes do Met\u00e1 Met\u00e1 que, desde seu primeiro disco, causa uma como\u00e7\u00e3o que vai crescendo lentamente no submundo brasileiro. Mais do que outro trabalho coerente do grupo, &#8220;MM3&#8221; evidencia o conjunto que est\u00e1 a frente de muitas apari\u00e7\u00f5es relevantes nos \u00faltimos anos. Al\u00e9m disso tudo, o disco \u00e9 uma aut\u00eantica impress\u00e3o do contempor\u00e2neo aliada \u00e0 uma constante necessidade de resignifica\u00e7\u00f5es, em que o di\u00e1logo entre as formas mais radicais seja sempre poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>NOTA: 8,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 26 de maio de 2016<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 40 minutos e 34 segundos<br \/>\nSelo: Independente<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Met\u00e1 Met\u00e1<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-meta-meta-meta-meta-ep\/\" title=\"RESENHA: MET\u00c1 MET\u00c1 &#8211; MET\u00c1 MET\u00c1 EP\">RESENHA: MET\u00c1 MET\u00c1 &#8211; MET\u00c1 MET\u00c1 EP<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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