{"id":47967,"date":"2017-03-06T18:03:04","date_gmt":"2017-03-06T21:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=47967"},"modified":"2017-07-20T09:10:52","modified_gmt":"2017-07-20T12:10:52","slug":"vitor-colares-eu-entendo-a-noite-como-um-oceano-que-banha-de-sombras-o-mundo-de-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/vitor-colares-eu-entendo-a-noite-como-um-oceano-que-banha-de-sombras-o-mundo-de-sol\/","title":{"rendered":"VITOR COLARES &#8211; EU ENTENDO A NOITE COMO UM OCEANO QUE BANHA DE SOMBRAS O MUNDO DE SOL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"47968\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/vitor-colares-eu-entendo-a-noite-como-um-oceano-que-banha-de-sombras-o-mundo-de-sol\/vitorcolares1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"vitorcolares1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-47968\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Vitor Colares j\u00e1 t\u00e1 na estrada h\u00e1 um tempo. Foi um dos fundadores do Fossil, quinteto que lan\u00e7ou dois discos, o &#8220;Ins\u00f4nia&#8221;, em 2008 (<a href=\"https:\/\/fossil.bandcamp.com\/album\/ins-nia\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>); e o \u00f3timo &#8220;Mocument\u00e1rio&#8221;, em 2012 (<a href=\"https:\/\/fossil.bandcamp.com\/album\/mocument-rio\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>), que conseguiu uma boa repercuss\u00e3o. Gravou tamb\u00e9m com a 2fuzz, com Daniel Groove, Montage e coloca etecetera a\u00ed.<\/p>\n<p>Foi com o Fossil que mais rodou. &#8220;Fui de Curitiba a Sobral&#8221;, lembra, em conversa exclusiva com o <strong>Floga-se<\/strong>. &#8220;Morei em S\u00e3o Paulo por cinco anos, da\u00ed voltei pra Fortaleza&#8221; e nesse interim Colares come\u00e7ou a produzir os pr\u00f3prios trabalhos.<\/p>\n<p>J\u00e1 s\u00e3o tr\u00eas discos: &#8220;Saboteur&#8221;, de 2012 (<a href=\"https:\/\/vitorcolares.bandcamp.com\/album\/saboteur\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>); o incr\u00edvel &#8220;Veredas: Cores E Sinais De Cavalos&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/50-discos-brasileiros-de-2015-pra-ouvir-de-graca-parte-1\/\" target=\"_blank\">um dos 50 discos que o Floga-se selecionou no primeiro semestre de 2015<\/a>) e agora esse excepcional &#8220;Eu Entendo A Noite Como Um Oceano Que Banha De Sombras O Mundo De Sol&#8221;, lan\u00e7ado em 11 de janeiro de 2017. Isso sem contar o &#8220;Viola\u00e7\u00e3o Da Propriedade Privada&#8221;, que assina como Cozilos Vivos (<a href=\"https:\/\/vitorcolares.bandcamp.com\/album\/viola-o-da-propriedade-privada\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Os tr\u00eas \u00e1lbuns t\u00eam em comum o jeito bem particular de Colares juntar poesia com guitarra e efeitos. &#8220;Acho que trouxe essa marca das experi\u00eancias anteriores e as (<em>experi\u00eancias<\/em>) &#8216;durante&#8217; tamb\u00e9m. Tipo, o &#8216;Saboteur&#8217; foi produzido e gravado durante a mixagem do &#8216;Mocument\u00e1rio&#8217;, do Fossil. E acho que (<em>minha obra-solo<\/em>) tamb\u00e9m tem a ver com um lugar pra experimentar algo que n\u00e3o rolava exatamente em outro lugares&#8221;, diz Vitor<\/p>\n<p>Essa &#8220;experimenta\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 uma esp\u00e9cie de radicaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio processo. Se em &#8220;Saboteur&#8221;, Vitor soava mais rock&#8217;n&#8217;roll padr\u00e3o (embora n\u00e3o fosse); em &#8220;Veredas&#8230;&#8221;, ele se aprofundou nos efeitos de guitarra e ambienta\u00e7\u00f5es; enquanto no &#8220;Eu Entendo A Noite&#8230;&#8221; a mistura de m\u00fasica popular, ambienta\u00e7\u00f5es e ru\u00eddos de guitarra completa uma esp\u00e9cie de ciclo.<\/p>\n<p>De fato, &#8220;Veredas&#8230;&#8221; foi o disco que primeiro trouxe \u00e0 tona o potencial de Colares. Ali transpira a sensa\u00e7\u00e3o de ser um trabalho que s\u00f3 poderia ser feito por algu\u00e9m muito sozinho, solit\u00e1rio (no sentido de solid\u00e3o auto-provocada). Em contrapartida, &#8220;Eu Entendo A Noite&#8230;&#8221; parece muito mais v\u00edvido, tem &#8220;noise&#8221; e quase n\u00e3o tem &#8220;ambient&#8221;, e tem muita &#8220;brasilidade&#8221;, no melhor sentido do termo. Ou seja, no primeiro disco ele apresentou o b\u00e1sico, da\u00ed ent\u00e3o ele radicalizou e agora aprimorou a linguagem.<\/p>\n<p>&#8220;Fui descobrindo mais sons dentro desse lugar menos coletivo, nas produ\u00e7\u00f5es desses meus discos&#8221;, diz. &#8220;Estes discos s\u00e3o registros importantes pra mim, me situam. \u00c9 como se fosse o cord\u00e3o amarrado no in\u00edcio do labirinto antes de entrar. Que eu posso puxar de volta e revisitar esse caminho. O &#8216;Saboteur&#8217; foi descoberta, eu tava descobrindo muita coisa, e redescobrindo tudo. O Cozilos e o &#8216;Veredas&#8230;&#8217; s\u00e3o um lugar de experimento. Eu quis investigar bastante que sons eu poderia tirar e fazer&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 &#8220;Eu Entendo A Noite Como Um Oceano Que Banha De Sombras O Mundo De Sol&#8221; tem &#8220;uma uni\u00e3o dessas experi\u00eancias&#8221;, segundo Colares. &#8220;\u00c9 um \u00e1lbum mais &#8216;can\u00e7\u00e3o&#8217;, apesar de tentar evitar os clich\u00eas dela, da can\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m mantendo uma fidelidade crua. Eu &#8216;canto&#8217; mais nesse disco, uso o recurso do canto mesmo. No &#8216;Saboteur&#8217; tem umas coisas faladas e mais m\u00fasicas sem voz&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Eu Entendo A Noite Como Um Oceano Que Banha De Sombras O Mundo De Sol&#8221; \u00e9 uma frase da <a href=\"https:\/\/youtu.be\/hMZRbWfAhmw\" target=\"_blank\">m\u00fasica &#8220;Beira Mar&#8221;, de Lula C\u00f4rtes e Z\u00e9 Ramalho<\/a>, do disco &#8220;Z\u00e9 Ramalho 2&#8221;, de 1979.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o tipo de &#8220;brasilidade&#8221; que Colares buscou no disco. E conseguiu. Faixas como &#8220;Carnaval&#8221; e, principalmente, a bela &#8220;Vermelho Azuzim&#8221;, t\u00eam aquele sentido de can\u00e7\u00e3o de ninar que os av\u00f3s embalam seus netos em noites quietas e estreladas do interiorz\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que a brasilidade talvez esteja mais no respeito pela can\u00e7\u00e3o. Ao fazer um disco de can\u00e7\u00e3o a gente sempre tende a colocar logo a can\u00e7\u00e3o nesse lugar do mais radiof\u00f4nico poss\u00edvel. E eu tentei gravar este discos algumas vezes e recome\u00e7ava porque via que ia chegar nesse lugar radiof\u00f4nico. Em outras tentativas, tinham mais pessoas envolvidas e da\u00ed eu sentia dificuldade. Se tornava uma tend\u00eancia ter uma batida, j\u00e1 crescer no refr\u00e3o, j\u00e1 ter um teclado &#8216;fazendo cama&#8217;, fora as levadas r\u00edtmicas que come\u00e7aram a me incomodar. A\u00ed, tirei a bateria de muitas m\u00fasicas e foi ficando assim&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Por outro lado, Colares tamb\u00e9m n\u00e3o breca o \u00edmpeto de soar ruidoso, como em &#8220;Solid\u00e3o&#8221; e em &#8220;Portentosa&#8221;, com uma incr\u00edvel guitarra <em>sonicyouthiana<\/em> ou <em>velvetiana<\/em>, como preferir.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel dizer que h\u00e1 uma proximidade com a linguagem que a turma do Met\u00e1 Met\u00e1 de Kiko Dinucci e companhia apresentam h\u00e1 um tempo. O pr\u00f3prio Colares gosta bastante dessa turma: &#8220;principalmente do segundo disco do Met\u00e1 Met\u00e1 (<em>o j\u00e1 cl\u00e1ssico &#8216;MetaL MetaL&#8217;, de 2012<\/em>)&#8230; O &#8216;Encarnado&#8217;, da Ju\u00e7ara Mar\u00e7al tamb\u00e9m \u00e9 p\u00e9rola. Aquele &#8216;Aganga&#8217;, do Cadu Ten\u00f3rio com ela, \u00e9 lindo. Gosto tamb\u00e9m do segundo disco da Ava Rocha, \u00e9 poderoso. Acho que a tem\u00e1tica geral \u00e9 melanc\u00f3lica e isso \u00e9 bem Brasil. Eu gosto muito das coisas brasileiras tristes. As letras e tristeza no som. E isso me influencia muito&#8221;.<\/p>\n<p>No caso de &#8220;Vermelho Azuzim&#8221;, que versa sobre uma superlua vista no sert\u00e3o, narrada por uma amiga, Juliane Peixoto, creditada como autora, a letra \u00e9 uma pe\u00e7a po\u00e9tica a parte: &#8220;gosto de ler letras como se fossem um texto. Ler mesmo, como se fossem uma carta ou um recado. E no Brasil tem uns mestres nisso&#8221;, diz, antes de listar influ\u00eancias marcantes, como o pr\u00f3prio Z\u00e9 Ramalho, al\u00e9m de Jards Macal\u00e9, Waly Salomon, Maria Beth\u00e2nia, Caetano Veloso (&#8220;cada vez mais&#8221;), Tom Z\u00e9, Cidad\u00e3o Instigado e os gringos Nirvana, Radiohead, Ornette Coleman, Miles Davis, Portshead, Morphine, Massive Attack, Bj\u00f6rk&#8230; A lista \u00e9 enorme, mas toda ela faz total sentido ao ouvir a m\u00fasica de Colares: parece que todos esses nomes est\u00e3o de alguma forma ali.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o disco na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 406px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=3177887288\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/vitorcolares.bandcamp.com\/album\/eu-entendo-a-noite-como-um-oceano-que-banha-de-sombras-o-mundo-de-sol\">Eu Entendo a Noite como um Oceano que Banha de Sombras o Mundo de Sol by Vitor Colares<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>Fernando Catatau, do Cidad\u00e3o Instigado, est\u00e1 presente no disco em duas m\u00fasicas, tocando guitarra &#8211; em &#8220;Carnaval&#8221; e &#8220;Jardim Suspenso&#8221;.<\/p>\n<p>Ele gravou as m\u00fasicas em seu est\u00fadio e enviou pra Colares inserir no disco. &#8220;A gente come\u00e7ou a se aproximar quando eu ainda morava em s\u00e3o Paulo. Quando ele voltou pra Fortaleza, eu j\u00e1 tinha voltado. Ele assistiu a algumas apresenta\u00e7\u00f5es minhas, dessas que eu fiz sozinho, e chegou junto dizendo que se eu quisesse podia contar com ele na grava\u00e7\u00e3o pra colocar umas guitarras. Achei foda, uma honra! Admiro muito o que ele faz e mais ainda a pessoa que ele \u00e9. Eu quis nessas m\u00fasicas um guitarra que n\u00e3o fosse minha. Algo at\u00e9 com uma pegada mais cl\u00e1ssica de guitarrista. E ele \u00e9 um guitarrista cheio de personalidade e com um som muito peculiar&#8221;.<\/p>\n<p>Outra &#8220;participa\u00e7\u00e3o&#8221; especial \u00e9 do cineasta lituano Jonas Mekas, que nasceu em 1922 e cedeu diretamente o direito de Colares usar a narra\u00e7\u00e3o do seu curta &#8220;Song Of Avignon&#8221;, de 1988, em &#8220;Solid\u00e3o&#8221;. Segundo Colares, \u00e9 &#8220;a ess\u00eancia do cinema em oito minutos. Uma ode \u00e0 vida mais dif\u00edcil, a dos loucos e dos poetas&#8221;.<\/p>\n<p>O filme pode ser assistido aqui, na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QIOiMoG74kE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;O texto \u00e9 foda. Fala sobre esse mergulho no escuro no qual acredito&#8221;, diz. &#8220;E este disco tem isso, como mote principal. Esse salto no escuro de si mesmo. Por dentro. Cair pra dentro de si mesmo. Cair na noite de si mesmo&#8221;.<\/p>\n<p>Eis um trecho, pra ilustrar: &#8220;Estou numa densa escurid\u00e3o, \u00e0s vezes tenho a impress\u00e3o que estou afundando. Tento respirar e sinto que minha \u00fanica sa\u00edda, minha \u00fanica esperan\u00e7a, \u00e9 talvez imergir completamente neste negrume, como em um coma. N\u00e3o para fugir dele, nem para o observar, mas pra abra\u00e7\u00e1-lo e ultrapass\u00e1-lo&#8221;. Podia bem ser um trecho que se refere ao &#8220;Veredas&#8230;&#8221;, um disco bem mais soturno, o que s\u00f3 mostra que a obra de Colares segue uma certa linha l\u00f3gica de avan\u00e7o, como se representasse a pr\u00f3pria linha do tempo do autor.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais participa\u00e7\u00f5es em &#8220;Eu Entendo A Noite Como Um Oceano Que Banha De Sombras O Mundo De Sol&#8221;: Guilherme Mendon\u00e7a, que toca bateria em &#8220;Carnaval&#8221;, &#8220;Jardim Suspenso&#8221;, &#8220;O Sil\u00eancio \u00c9 O Espa\u00e7o Vazio Entre As Bocas&#8221; e &#8220;Portentosa&#8221;, \u00e9 do Astronauta Marinho, bem como Felipe Lima, que assina a mixagem e a produ\u00e7\u00e3o do disco junto com Colares e Mendon\u00e7a. Rodrigo Colares toca sintetizador em &#8220;Pistoleto&#8221;, &#8220;Vermelho Azulzim&#8221; e O Sil\u00eancio \u00c9 O Espa\u00e7o Vazio Entre As Bocas&#8221;. A masteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 de Klaus Sena. A capa \u00e9 de Diego Maia, que faz parte do Chinfrapala.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda &#8220;Jardim Suspenso&#8221;, m\u00fasica que Colares escreveu em parceria com Daniel Groove e que j\u00e1 \u00e9 conhecida na voz de Groove (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cspfPphS5hY\" target=\"_blank\">ou\u00e7a aqui<\/a>). Aqui, ela tem outra vers\u00e3o, mais curta e direta.<\/p>\n<p>&#8220;Eu Entendo A Noite Como Um Oceano Que Banha De Sombras O Mundo De Sol&#8221; \u00e9 uma obra robusta de um artista em vis\u00edvel evolu\u00e7\u00e3o pessoal, que jorra sua pr\u00f3pria vida e experi\u00eancia na sua cria\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, \u00e9 preciso um pouco de escurid\u00e3o pra enxergar o caminho a se aventurar. Uma noite calma, um pouco de solid\u00e3o. Vitor Colares t\u00e1 nessa fase. A pr\u00f3xima, nunca se sabe, pode ser a do sol.<\/p>\n<p>1. Pistoleto<br \/>\n2. Carnaval<br \/>\n3. Jardim Suspenso<br \/>\n4. Solid\u00e3o<br \/>\n5. O Sil\u00eancio \u00c9 O Espa\u00e7o Vazio Entre As Bocas<br \/>\n6. Vermelho Azulzim<br \/>\n7. Portentosa<br \/>\n8. Cr\u00e9ditos Finais<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"47969\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/vitor-colares-eu-entendo-a-noite-como-um-oceano-que-banha-de-sombras-o-mundo-de-sol\/vitorcolares-euentendoanoite\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"vitorcolares-euentendoanoite\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-47969\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/vitorcolares-euentendoanoite.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/dramon-ceus\/\" title=\"DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US\">DRAM\u00d3N &#8211; C\u00c9US<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ment-acceptance-letter-lancamento-do-video\/\" title=\"ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)\">ENTREVISTA: MENT &#8211; ACCEPTANCE LETTER (LAN\u00c7AMENTO DO V\u00cdDEO)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-rakta-boas-mentirosas\/\" title=\"ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS\">ENTREVISTA: RAKTA &#8211; BOAS MENTIROSAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/felipe-neiva-filho\/\" title=\"FELIPE NEIVA &#8211; FILHO\">FELIPE NEIVA &#8211; FILHO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/vitor-colares-veredas-iii-psicogeografia\/\" title=\"V\u00cdTOR COLARES &#8211; VEREDAS III &#8211; PSICOGEOGRAFIA\">V\u00cdTOR COLARES &#8211; VEREDAS III &#8211; PSICOGEOGRAFIA<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vitor Colares j\u00e1 t\u00e1 na estrada h\u00e1 um tempo. 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