{"id":48299,"date":"2017-04-05T12:59:20","date_gmt":"2017-04-05T15:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=48299"},"modified":"2018-04-13T14:33:10","modified_gmt":"2018-04-13T17:33:10","slug":"como-o-brexit-pode-afetar-o-mundo-da-musica-no-reino-unido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/como-o-brexit-pode-afetar-o-mundo-da-musica-no-reino-unido\/","title":{"rendered":"COMO O BREXIT PODE AFETAR O MUNDO DA M\u00daSICA NO REINO UNIDO"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48300\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/como-o-brexit-pode-afetar-o-mundo-da-musica-no-reino-unido\/artigo-brexit\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo-brexit.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"artigo-brexit\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo-brexit.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo-brexit.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo-brexit.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/artigo-brexit.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Em 23 de junho de 2016, o Reino Unido votou a favor de deixar a Uni\u00e3o Europeia. O referendo foi apertado, com 52% dos votos a favor do chamado Brexit. Uma decis\u00e3o hist\u00f3rica como essa n\u00e3o chega ao mundo impunemente e a hist\u00f3ria cobra logo sua fatura. N\u00e3o deu seis meses completos, e os consumidores de artes e cultura j\u00e1 foram impactados. Em 17 de janeiro de 2017, a Apple mandou avisar que o pre\u00e7o de seus produtos ia subir em torno de 25%, pra compensar as perdas da libra diante do d\u00f3lar, perdas causadas justamente pela incerteza vindas da decis\u00e3o das urnas.<\/p>\n<p>Assim, a Gr\u00e3-Bretanha se equiparou a pa\u00edses como a Turquia, cuja deprecia\u00e7\u00e3o da lira local fez a Apple reajustar os pre\u00e7os, e a \u00cdndia, que teve os pre\u00e7os majorados gra\u00e7as aos impostos que foram aumentados por l\u00e1. A pol\u00edtica de pre\u00e7os da Apple se baseia no d\u00f3lar e a moeda local flutuar com muita agressividade ou as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas mudarem faz com que a empresa tenha que alterar seus valores.<\/p>\n<p>No caso da libra, que sofreu uma queda de quase 19% diante do d\u00f3lar, resultou num aumento no pre\u00e7o dos apps, por exemplo, que saltaram de \u00a3 0,79 pra \u00a3 0,99. Mas n\u00e3o s\u00f3: computadores, <em>tablets<\/em>, celulares, m\u00fasicas e v\u00eddeos na iTunes Store e livros na iBooks Stores sofreram aumentos.<\/p>\n<p>Mais pode vir por a\u00ed. A infla\u00e7\u00e3o anual registrada em novembro de 2016 foi de 1,2%, com os pre\u00e7os de combust\u00edveis e alimentos puxando a fila, e indo bater em 1,6% em dezembro (de dezembro a dezembro), num movimento que os jornais chamam de &#8220;preventivo&#8221;, j\u00e1 que as bases do Brexit ainda n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 muito claras.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias econ\u00f4micas pro mundo da m\u00fasica por conta do Brexit obviamente n\u00e3o param por a\u00ed. \u00c9 prematuro ainda tentar prever o que vai acontecer com o com\u00e9rcio. N\u00e3o se sabe quais ser\u00e3o os acordos que o Reino Unido far\u00e1 com a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia ou com os pa\u00edses de forma avulsa. H\u00e1 uma esperan\u00e7a que o Reino Unido fa\u00e7a como a Noruega, que n\u00e3o \u00e9 membro da Uni\u00e3o Europeia, mas usufrui de um espa\u00e7o no EEA (sigla em ingl\u00eas pra Espa\u00e7o Econ\u00f4mico Europeu), uma \u00e1rea de livre-com\u00e9rcio criada em 1994, antes mesmo da implanta\u00e7\u00e3o do euro e da efetiva\u00e7\u00e3o da UE. Mas, diz-se, tal posi\u00e7\u00e3o duraria uns tr\u00eas anos pra ser articulada e custaria uma boa grana, com o tesouro brit\u00e2nico tendo que pagar pra usufruir do privil\u00e9gio ao acesso a esses mercados em termos favor\u00e1veis. Por\u00e9m, talvez nem com dinheiro isso seria poss\u00edvel, j\u00e1 que o EEA prev\u00ea que os pa\u00edses membros devem oferecer a livre circula\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de produtos e capitais, mas de pessoas dentro da \u00e1rea, e sabemos que \u00e9 justamente esse o impulso que levou ao Brexit.<\/p>\n<p>Assim, com tais barreiras, o mundo da m\u00fasica inglesa poderia sofrer um impacto e tanto. O Reino Unido sempre foi o segundo ou o primeiro mercado produtor de m\u00fasica pra exporta\u00e7\u00e3o (rivalizando, claro, com os Esteites, ambos no privil\u00e9gio da l\u00edngua-m\u00e3e, o ingl\u00eas); um dos quatro principais mercados em vendas de produtos de m\u00fasica gravada; e um dos maiores mercados em gasto <em>per capita<\/em> com m\u00fasica. Em 2016, obras brit\u00e2nicas representaram mais de 17% das vendas de discos na Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha, Su\u00e9cia e Holanda. Ou seja, quase um a cada cinco discos vendidos nesses lugares foram criados, produzidos e tiveram os direitos de cria\u00e7\u00e3o, venda e distribui\u00e7\u00e3o gerados no Reino Unido. \u00c9 uma ind\u00fastria de grande vulto. Um ter\u00e7o de toda a venda no Reino Unido foi de produtos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>As vendas f\u00edsicas, que geram mais ganhos aos artistas do que os ganhos por <em>streaming<\/em> e venda <em>online<\/em>, s\u00e3o mais populares na Europa, de modo que o Brexit pode afetar diretamente esses ganhos, j\u00e1 que os discos ingleses se tornariam produtos importados nesses pa\u00edses, gerando outros impostos e pre\u00e7os maiores &#8211; as vendas f\u00edsicas podem despencar.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um impacto direto na produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica de discos. Normalmente os selos brit\u00e2nicos usam f\u00e1bricas de vinil fora do Reino, na maioria das vezes na Alemanha e na Rep\u00fablica Checa. Os vinis se tornariam produtos importados, o que significa diferentes e novos impostos. Pequenos selos, principalmente, seriam afetados.<\/p>\n<p>Sean Price, capo da rec\u00e9m-finada Fortuna POP!, <a href=\"http:\/\/clashmusic.com\/features\/facing-the-final-curtain-with-fortuna-pop\" target=\"_blank\">disse em entrevista \u00e0 revista Clash<\/a>, que desistir era &#8220;a coisa certa a fazer, desde o Brexit. H\u00e1 um bocado de pequenos selos prensando vinis na Rep\u00fablica Checa, e com a libra despencando tudo s\u00f3 vai ficar mais caro. Com mais taxas chegando por a\u00ed, isso vai absolutamente matar os pequenos selos&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 a quest\u00e3o do <em>copyright<\/em>. A Europa est\u00e1 atualmente revendo a legisla\u00e7\u00e3o, principalmente no \u00e2mbito digital, com a unifica\u00e7\u00e3o de leis, criando um Mercado \u00danico Digital. Hoje, no bloco, h\u00e1 vinte e oito pa\u00edses com leis distintas sobre o tema e a pirataria \u00e9 um foco &#8211; a promessa \u00e9 que a Europa se torne com isso &#8220;l\u00edder mundial em economia digital&#8221;.<\/p>\n<p>O Brexit pode reduzir o poder de negocia\u00e7\u00e3o dos artistas independentes brit\u00e2nicos tanto nessa reformula\u00e7\u00e3o das leis, quanto no \u00e2mbito interno, j\u00e1 que o Reino teria que come\u00e7ar sua revis\u00e3o das leis do zero. Vale lembrar que selos e artistas pequenos n\u00e3o t\u00eam poder de negocia\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser unidos e representados nos parlamentos como uma for\u00e7a \u00fanica. E se a estrat\u00e9gia do Mercado \u00danico Digital n\u00e3o \u00e9 apoiada ativamente pelo governo brit\u00e2nico h\u00e1 uma possibilidade real de que uma medida diferente de direitos autorais, menos punitiva, substitua a iniciativa, com os artistas locais sofrendo ainda mais.<\/p>\n<p>O caso \u00e9 que deixar os artistas brit\u00e2nicos \u00e0 deriva n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. O ex-secret\u00e1rio de cultura do Reino Unido, um parlamentar chamado John Whittingdale, declarou que a inten\u00e7\u00e3o do novo governo \u00e9 apoiar a classe criativa, incluindo os m\u00fasicos, o que a atual secret\u00e1ria, Karen Bradley, referenda. N\u00e3o podia ser diferente. Essa ind\u00fastria, a despeito de toda &#8220;crise&#8221; da pirataria e dos reportes de diminui\u00e7\u00e3o de consumo e toda essa choradeira, ainda responde por 16% de tudo o que o Reino Unido arrecada. Entretanto, discurso nunca garantiu nada, ainda mais quando vem da classe pol\u00edtica. O que vem por a\u00ed, mais uma vez, ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita.<\/p>\n<p>Outro grave problema que bate \u00e0 porta \u00e9 o mecenato e o investimento em aparelhos culturais. A Uni\u00e3o Europeia doa mais de um bilh\u00e3o de libras pra ind\u00fastrias criativas e o Reino Unido, antes do Brexit, obviamente tamb\u00e9m era beneficiado. Embora a ind\u00fastria musical da Ilha n\u00e3o dependa especificamente desse dinheiro, ela \u00e9 impactada de uma maneira indireta. Locais como o <a href=\"http:\/\/thevillageunderground.com\/\" target=\"_blank\">The Village Underground<\/a>, um armaz\u00e9m na revitalizada regi\u00e3o leste de Londres, com capacidade pra mil pessoas, palco de shows e incubadora cultural, recebe grana de dois programas da Uni\u00e3o Europeia. A LiveEurope \u00e9 um desses programas, uma iniciativa que apoia lugares pra shows de artistas em ascens\u00e3o. Outra \u00e9 a Creative Lenses, que apoia modelos alternativos de gest\u00e3o cultural. H\u00e1 muitos outros.<\/p>\n<p>O Brexit tinha como principal argumento de convencimento brecar a onda migrat\u00f3ria que assolou a Europa por conta da crise humanit\u00e1ria (essa, sim, uma crise de verdade) causada pelo avan\u00e7o do Estado Isl\u00e2mico na S\u00edria e arredores. Os ingleses amedrontados quiseram fechar as fronteiras. Mas fechar as fronteiras dificulta que as pessoas entrem e dificulta que as pessoas saiam. E isso inclui artistas que precisam excursionar.<\/p>\n<p>A barreira \u00e9 preocupante porque uma das melhores fontes de renda de um artista \u00e9 justamente a estrada e o que uma turn\u00ea impulsiona &#8211; de vendas de camisas e discos numa min\u00fascula e improvisada banquinha \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o que uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo proporciona. S\u00e3o raros os pa\u00edses que tratam m\u00fasicos e artistas em turn\u00ea de uma maneira especial, facilitando a entrada. Ao contr\u00e1rio, a emiss\u00e3o de vistos e seu entorno burocr\u00e1tico \u00e9 uma ind\u00fastria frut\u00edfera, que emprega muita gente. Com o Brexit, os artistas brit\u00e2nicos v\u00e3o voltar a enfrentar tal procedimento pra pa\u00edses que antes tinham livre acesso.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o se sabe ainda exatamente quais ser\u00e3o os acordos diplom\u00e1ticos p\u00f3s-Brexit, fica a d\u00favida do quanto isso vai custar em tempo e dinheiro pra artistas ca\u00edrem na estrada pela Europa.<\/p>\n<p>O continente tem fronteiras muito curtas, de modo quem em poucas horas voc\u00ea pode atravessar alguns pa\u00edses e isso talvez queira dizer, dependendo dos acordos pa\u00eds a pa\u00eds p\u00f3s-Brexit, que o artista pode precisar de v\u00e1rios vistos numa s\u00f3 viagem de final de semana, o que fatalmente vai impactar no valor dos cach\u00eas e, da\u00ed, no pre\u00e7o dos ingressos. H\u00e1 um cen\u00e1rio bem pessimista que faria com que isso resultasse na diminui\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo extin\u00e7\u00e3o de turn\u00eas de bandas menores pelo continente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos vistos, h\u00e1 os equipamentos. Artistas de porte m\u00e9dio pra cima possuem estruturas mais complexas de montagem de palco e viajar com esses equipamentos pode gerar mais burocracia e custos, j\u00e1 que normalmente cada pe\u00e7a est\u00e1 acima do limite de importa\u00e7\u00e3o livre pra passar pelas fronteiras e elas deveriam ser declaradas. Mais impostos, taxas? O mesmo vale pra bandas e artistas europeus que quiserem tocar no Reino Unido.<\/p>\n<p>Os festivais sofreriam? \u00c9 prov\u00e1vel que sim, ao menos nos seus custos de produ\u00e7\u00e3o, caso queiram manter a diversidade, e esses custos seriam repassados aos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Nesse caso espec\u00edfico, talvez o Brexit crie involuntariamente uma &#8220;reserva de mercado&#8221; baseada em diminui\u00e7\u00e3o de custos. Bandas menores, impedidas de excursionar, teriam que voltar seus olhos apenas pro mercado interno. Os festivais, assim, poderiam fazer o mesmo e recrut\u00e1-las. A quest\u00e3o \u00e9 a que pre\u00e7o, j\u00e1 que na grande selva que \u00e9 o mercado, oferta e procura, necessidade e oportunidade, determinam o valor de um produto. Bandas menores podem acabar valendo menos e aceitando &#8220;qualquer coisa&#8221; pra tocar &#8211; os artistas brasileiros sabem muito bem o que \u00e9 isso e n\u00e3o \u00e9 um quadro legal.<\/p>\n<p>A libra mais barata &#8211; e era a moeda mais cara do mundo &#8211; pode causar um acr\u00e9scimo no turismo local, e o mundo da m\u00fasica \u00e9 parte importante nessa teia de atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, seja com festivais, seja com shows avulsos. Mesmo assim, o aumento do turismo pela desvaloriza\u00e7\u00e3o da libra n\u00e3o compensaria perdas em outras frentes.<\/p>\n<p>Recente pesquisa mostra que o turismo musical gerou \u00a3 3,7 bilh\u00f5es em gastos no Reino Unido, sendo pouco menos de dez milh\u00f5es e meio de turistas representando 38% de toda a ind\u00fastria da m\u00fasica ao vivo em 2016. N\u00e3o \u00e9 algo a se desprezar e talvez seja a \u00fanica boa not\u00edcia nisso tudo.<\/p>\n<p>O que se conclui? Alex Stewart e Ryan Stotland, no The Music Business Journal, escrevem: &#8220;considerando que o impacto sobre o com\u00e9rcio e os direitos autorais com o Brexit \u00e9 incerto e potencialmente nocivo pra ind\u00fastria da m\u00fasica, pode haver uma luz no fim do t\u00fanel com a desvaloriza\u00e7\u00e3o da libra. Analistas parecem pessimistas sobre as perspectivas a longo prazo pra economia dom\u00e9stica, o que afetaria toda a ind\u00fastria musical. Se a m\u00fasica ao vivo continua a ser a principal fonte de renda pra maioria dos m\u00fasicos, novas restri\u00e7\u00f5es de viagem e despesas mais altas podem prejudicar os artistas. Pode haver alguma compensa\u00e7\u00e3o com receitas do turismo musical na Ilha, mas o p\u00fablico hoje \u00e9 mais global do que nunca e os artistas se promovem mesmo \u00e9 no exterior&#8221;.<\/p>\n<p>Em suma, o Brexit \u00e9 uma inc\u00f3gnita. Ningu\u00e9m sabe exatamente o que vem da\u00ed. O cen\u00e1rio \u00e9 pessimista, ainda mais com o partido conservador no comando. Stewart e Stotland encerram, ent\u00e3o, dizendo que &#8220;a primeira regra pra se jogar um novo jogo \u00e9, claro, entendendo-o. Mas no caso do Brexit isso n\u00e3o vai acontecer t\u00e3o cedo&#8221;.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li>Nada relacionado<\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 23 de junho de 2016, o Reino Unido votou a favor de deixar a Uni\u00e3o Europeia. 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