{"id":48414,"date":"2017-04-17T14:43:36","date_gmt":"2017-04-17T17:43:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=48414"},"modified":"2018-04-13T14:33:00","modified_gmt":"2018-04-13T17:33:00","slug":"marc-bolan-the-godfather-of-punk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/marc-bolan-the-godfather-of-punk\/","title":{"rendered":"MARC BOLAN &#8211; THE GODFATHER OF PUNK"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48419\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/marc-bolan-the-godfather-of-punk\/marcbolan1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"marcbolan1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48419\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><em>Texto: Cristiano Bastos<\/em><\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1970. M\u00fasicas de vinte e seis minutos e quarenta e sete segundos: elas existem, pode acreditar. Sons t\u00e3o complexos quanto o Alcor\u00e3o e mais caudalosos que o Ni\u00e1gara desaguam dos sulcos dos vinis. <\/p>\n<p>Valei-me hip\u00e9rbole!<\/p>\n<p>Esse modelo quase vira o \u00fanico de uma gera\u00e7\u00e3o que estava apenas crescendo nos 1970, mas pouco \u2013 ou nada \u2013 tinha a ver com a mania de grandeza sonora inventada pelos roqueiros. Os grandes m\u00fasicos, ocupados com viagens egoastrais que mal cabiam nos LPs, nem percebiam que parte da juventude da \u00e9poca n\u00e3o sintonizava na mesma freq\u00fc\u00eancia que a deles.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada nascia com a ressaca dos <em>sixties<\/em> e, de largada, j\u00e1 prometia combina\u00e7\u00f5es completamente diferentes: individualismo com hedonismo, niilismo com divers\u00e3o, perdi\u00e7\u00e3o com drogadi\u00e7\u00e3o. O futuro era bem mais excitante que o passado recente, que trouxera a esp\u00e1tula. O presente vinha com o bolo: j\u00e1 se desperdi\u00e7ara um temp\u00e3o afofando a massa \u2013 chegara a hora de atacar!<\/p>\n<p>S\u00f3 que velhos h\u00e1bitos s\u00e3o uma praga: &#8220;me descola mais tempo num lado que ocupo na boa&#8221;, seria frase poss\u00edvel de se ouvir da boca de um m\u00fasico insatisfeito com o espa\u00e7o dispon\u00edvel num vinil, por volta de 1975.<\/p>\n<p>Se rock progressivo cl\u00e1ssico fosse coisa atual, com as m\u00eddias ilimitadas que se t\u00eam por a\u00ed, n\u00e3o se pode duvidar, esses mesmos caras fariam m\u00fasicas de vinte e quatro horas, de uma semana \u2013 quem sabe, de meses, anos at\u00e9! Expedi\u00e7\u00f5es musicais com nascimento, desenvolvimento e morte da m\u00fasica; inclusive do pr\u00f3prio m\u00fasico.<\/p>\n<p>Tais epop\u00e9ias s\u00f3 foram impedidas porque a puls\u00e3o que movia o <em>prog-rock<\/em>, em seu contexto hist\u00f3rico, hoje n\u00e3o existe com mesma intensidade. <\/p>\n<p>Projeto: M\u00fasica para uma Vida Inteira.<\/p>\n<p><strong>PLANETA TERRA: 1972-1977<\/strong><br \/>\n<em>Reich<\/em> absoluto do rock progressivo. Bandas de duas toneladas e meia deixam, a cada pisada, pegadas maiores que a do King Kong. Os ouvidos dos jovens s\u00e3o massacrados pela megalomania dos <em>rockstars<\/em> de bata indiana.<\/p>\n<p>Tempos h\u00e1 muuuito deletados \u2013 dos lados A &#038; B, dos est\u00e9reos, das agulhas, das jaquetas LEE, dos Autoramas, da revista Pop! e dos <em>singles<\/em>.<\/p>\n<p>Nos rock dos 1970, ser grande era documento: cal\u00e7ar grandes orgias, cheirar grandes botas de plataforma, dar grandes quantidades de coca\u00edna (porque LSD tava fora de moda) \u2013 e, sim, fazer grandes shows, compor grandes can\u00e7\u00f5es &#038; gravar grandes \u00e1lbuns.<\/p>\n<p>Mas o rock, que nascera beb\u00ea dinossauro, perdera o sentido original, a sacanagem e a dire\u00e7\u00e3o; n\u00e3o era mais barulhento, se n\u00e3o fosse apote\u00f3tico, e pra ser pop, obrigatoriamente, precisava se pasteurizar como leite desnatado.<\/p>\n<p>Aos dezessete minutos e meio do solo do teclado em alguma arena gigante, as cl\u00e1usulas prim\u00e1rias firmadas no pacto que Robert Johnson fechou com Sat\u00e3, o Pai do Rock, foram esquecidas nalguma encruzilhada do <em>old south<\/em>.<\/p>\n<p>O rock tinha crescido e se tornado tudo, menos endiabrado: as excess\u00f5es eram Led &#038; Sabbath, que o impediam de ficar adulto de vez por todas. A tutela do Diabo fora escanteada; passara-se a negociar, \u00e0s portas fechadas, com poderosas <em>majors<\/em>.<\/p>\n<p>Elas passaram a representar a figura paterna &#038; bastarda do capeta: tinham os contratos, mas eram apenas &#8220;padrastos&#8221; &#038; &#8220;madrastas&#8221;. A alma, por\u00e9m, ainda pertencia a Louis Cypher&#8230;<\/p>\n<p>At\u00e9 o punk implodir em 1977, com o <em>start<\/em> &#8220;oficial&#8221; dos Sex Pistols, na Inglaterra, e seu s\u00e9quito de bandas, houve uma mente que vislumbrou a revolu\u00e7\u00e3o pelo menos cinco anos antes: Marc Bolan.<\/p>\n<p>Bolan viu que tudo andava muito chato e adulto e retomou as r\u00e9deas do neg\u00f3cio pro Diabo. Divers\u00e3o com sensibilidade e genialidade ganhava devido lugar no rock ap\u00f3s muitos anos. O capeta deu a maior for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>GODFATHER<\/strong><br \/>\nPor isso, entre os brit\u00e2nicos, Marc Bolan \u00e9 &#8220;The Godfather of Punk&#8221;. Algum incauto poder\u00e1 dizer: &#8220;mas ele era <em>glitter<\/em>! Nada a ver \u2013 olha s\u00f3 o cabelo dele! E as roupas?! O sonzinho: punk?&#8221;.<\/p>\n<p>Pode ser que, de primeira, voc\u00ea n\u00e3o caia na feiti\u00e7aria de Bolan e, muito menos, saque direito como ele comunica sua misteriosa m\u00fasica. Mas, com ouvidos e mente abertas, com o tempo, passa a entender que ele foi \u00fanico.<\/p>\n<p>O que mais impressiona, todavia, \u00e9 sua simplicidade.<\/p>\n<p>Marc era t\u00e3o simples \u2013 e sempre exigente \u2013 que, segundo Tony Visconti, seu pordutor de longa data, se n\u00e3o acertava uma can\u00e7\u00e3o em tr\u00eas <em>takes<\/em> logo desencantava. Marc Bolan se transformou no grande her\u00f3i dos adolescentes que, cinco anos a frente, assumiram o <em>punk<\/em> e o p\u00f3s-punk na troca da guarda do <em>glitter rock<\/em>.<\/p>\n<p>Esses jovens eram Morrisey, Sioux-Sioux, Johnny Marr, Billy Idol, Steve Jones &#8211; todos f\u00e3s. Quando Bolan teve o seu programa de televis\u00e3o em 1977, &#8220;Marc Shows&#8221;, na TV Granada, &#8220;deu for\u00e7a&#8221; pra todas as bandas <em>punk<\/em> da \u00e9poca, de Generation X, Damned e The Jam. <\/p>\n<p>David Bowie foi amigo e rival, mas confesso admirador que um dia entregou sua relativa inveja pelo amigo: &#8220;nunca tive nenhum advers\u00e1rio na Inglaterra, a n\u00e3o ser Marc Bolan. Eu tentei como um louco coloc\u00e1-lo na lona. Na teoria, eu sabia que isso era bobagem, mas na pr\u00e1tica eu realmente queria acabar com ele de qualquer maneira&#8221;.<\/p>\n<p>Bowie fez pra ele a bel\u00edssima &#8220;Prettiest Star&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;Aladin Sane&#8221; (1973). N\u00e3o precisa explicar mais nada. O Duke Magro cantou &#8220;Heroes&#8221; no televisivo de Bolan.<\/p>\n<p>Marc Bolan foi &#8220;punk&#8221;, mas de uma forma bem elegante, na realidade: recuperou o antigo rock simples dos pioneiros Elvis &#038; Perkins e, nem por isso, deixou de sofistic\u00e1-lo com sua vis\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Lembrou, pra que nunca se esque\u00e7a novamente, que rifes s\u00e3o a alma do rock: foram inventados pra se abusar, variar e derivar.<\/p>\n<p>A gigantesca influ\u00eancia de Marc Bolan fez-se sentir em artistas dos estilos mais variados, que apareceram depois dele. Anacronicamente: Violent Femmes, Sigue-Sigue Sputnik, Patti Smith, Bauhaus, Guns&#8217;n&#8217;Roses (olha a cartola e o cabelo do Slash&#8230;), Supergrass, Kiss, Blondie, New York Dolls, Alice Cooper (Bolan tocou nas sess\u00f5es de &#8220;Billion Dollar Babies&#8221;).<\/p>\n<p>&#8220;Marc Bolan foi o primeiro artista que nos disse que o futuro era mais importante que o passado&#8221;, disse Morrisey na reportagem &#8220;The Rise &#038; Fall Of The Ultimate &#8217;70 Superstar&#8221;, capa da revista inglesa Mojo de maio de 2005.<\/p>\n<p><strong>ASGARD<\/strong><br \/>\nNa tradi\u00e7\u00e3o dos anos 1970, editar um <em>single<\/em> era o motivo pra lan\u00e7ar, no lado A, a &#8220;m\u00fasica de trabalho&#8221;, aquela escolhida pra promover o novo \u00e1lbum. O precioso espa\u00e7o do verso n\u00e3o era satisfat\u00f3rio pra caber toda grandiloqu\u00eancia de viagens c\u00f3smico-conceituais.<\/p>\n<p>Um disco com o roteiro a seguir poderia muito bem ter sido feito \u2013 se \u00e9 que n\u00e3o foi. Antes de ler imagine as brumas de Asgard, o primeiro dos tr\u00eas mundos do universo n\u00f3rdico: <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o reino dos deuses. Em Asgard est\u00e1 situada Valhalla, o pal\u00e1cio dos guerreiros mortos em batalha. Tamb\u00e9m em uma regi\u00e3o de Asgard est\u00e1 Vanaheim, a terra dos Vanir e Alfheim, a terra dos Elfos Luminosos. Em Asgard est\u00e3o tamb\u00e9m os pal\u00e1cios de cada um dos deuses, como tamb\u00e9m Gladsheim, o grande santu\u00e1rio na Plan\u00edcie de Ida&#8221;.<\/p>\n<p>A f\u00e1bula de Asgard, de jeito nenhum, caberia no formato pop, o comprimido formato cl\u00e1ssico de 2:24 min. Nem \u00e0 base de censura. Ent\u00e3o, os caras n\u00e3o davam a m\u00ednima pro lance.<\/p>\n<p>Leva a pensar que at\u00e9 os progressivos (os pr\u00e9), um dia, foram mais simples. &#8220;The Story Of Simon Simopath&#8221;, \u00e1lbum da banda Nirvana UK (a primeira a usar o nome), de 1967, \u00e9 dessas hist\u00f3rias contadas de forma resumida.<\/p>\n<p>Consegue ser mais pop, por ser menor, mas j\u00e1 d\u00e1 pra notar que, a partir de ent\u00e3o, clamam pra ganhar mais &#8220;p\u00e1ginas&#8221;. Os f\u00e3s gastavam seus tost\u00f5es com os <em>singles<\/em>, com m\u00e9dia de tr\u00eas m\u00fasicas por compacto: o laureado lado A e, de lambuja, uma ou duas can\u00e7\u00f5es no B. Se houvesse algo de bom no verso, lucro!<\/p>\n<p>Poucos artistas deixavam a pregui\u00e7a de lado pra editar, no lado secund\u00e1rio, um par de can\u00e7\u00f5es t\u00e3o excelentes quanto as apresentadas no principal. Afinal, provavelmente, as m\u00fasicas do lado B, com muita chance, n\u00e3o estrelariam no novo \u00e1lbum.<\/p>\n<p>Marc Bolan viu que estava tudo errado e reverteu isso com grande efeito pra sua pr\u00f3pria carreira, repleta de <em>singles<\/em> de sucesso que alcan\u00e7aram o &#8220;Top Of The Pops&#8221;.<\/p>\n<p>Quem saiu ganhando mesmo foi o miser\u00e1vel p\u00fablico de rock daqueles enfadonhos dias, que perambulava pelas lojas de discos se virando com as antigas bandas de garagem. Talvez seja por isso que Marc Bolan \u00e9 considerado uma esp\u00e9cie de realeza na Inglaterra \u2013 o &#8220;Dandy In The Underworld&#8221;: abasteceu o &#8220;teenage dream&#8221; de ensolaradas can\u00e7\u00f5es pop.<\/p>\n<p><strong>BOOGIE ON!<\/strong><br \/>\nPor ordem, a melhor maneira de iniciar-se no planeta T-Rex s\u00e3o os \u00e1lbuns &#8220;Electric Warrior&#8221; (1971), a colet\u00e2nea &#8220;Bolan Boogie&#8221; (1972), &#8220;The Slider&#8221; (1972) e &#8220;Tanx&#8221; (1973).<\/p>\n<p>Todavia, a colet\u00e2nea &#8220;Great Hits B-Sides (1972\/1977)&#8221;, lan\u00e7ada pela Edsel em 1994, tem algo de <em>very-very special<\/em>. Dada perfei\u00e7\u00e3o, cuidado e esmero, os <em>B-sides<\/em> reunidos t\u00eam valor de verdadeiros <em>A-sides<\/em>.<\/p>\n<p>Bolan teve muito cuidado em est\u00fadio ao produzi-los: s\u00e3o deliciosamente pop, no que de melhor o sentido d\u00e1 \u00e0 reciclada terminologia.<\/p>\n<p>Reza que Bolan preocupava-se com a grana que os adolescentes gastavam comprando seus <em>singles<\/em>. Em troca, queria presente\u00e1-los com os melhores sons que conseguisse gravar.<\/p>\n<p>&#8220;Great Hits B-Sides&#8221; \u00e9 rel\u00edquia essencial pros f\u00e3s do T-Rex. Ouvintes casuais poder\u00e3o ser fisgados pelo balan\u00e7o manhoso de Bolan \u2013 da\u00ed, um aviso: n\u00e3o tem volta.<\/p>\n<p><strong>GREAT HITS B-SIDES<\/strong><br \/>\nA partir de agora, comento todas os <em>singles<\/em> reunidos nesta compila\u00e7\u00e3o, &#8220;obriga\u00e7\u00e3o&#8221; que eu tinha desde adolescente comigo mesmo. E que, s\u00f3 agora, mobilizei-me pra fazer. Depois desses anos todos, s\u00f3 pude concluir o \u00f3bvio: o som continua maravilhosamente igual \u2013 at\u00e9 porque, nunca parei de ouvir o disco.<\/p>\n<p>Sim, claro (!), todos os lados A foram <em>hits<\/em> terrivelmente &#8220;grandes&#8221; tamb\u00e9m. O pr\u00f3prio nome da banda j\u00e1 afirma sua grandeza: T-Rex.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48420\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/marc-bolan-the-godfather-of-punk\/marcbolan-capa-greatesthits\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"marcbolan-capa-greatesthits\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-48420\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan-capa-greatesthits.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>CADILLAC<\/strong> (lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/OJPe3SH9uKk\" target=\"_blank\">&#8220;Telegram Sam&#8221;<\/a> \u2013 21\/1\/72)<br \/>\n<em>Hit<\/em> grandioso nas r\u00e1dios de toda a Europa. Rifes e timbres definidores da primeira fase do chamado &#8220;T-Rex Sound&#8221;. N\u00famero 1 no Reino Unido.<\/p>\n<p>Era esperada nos concertos <em>sold out<\/em> da banda e quase foi lado A. &#8220;Cadillac&#8221;, na verdade, marca fato tr\u00e1gico da carreira de Bolan: ele nunca soube dirigir, tinha fasc\u00ednio por autom\u00f3veis e, no entanto, morreu no acidente automobil\u00edstico que comoveu a Inglaterra, em 16 de setembro de 1977. Sua esposa, a cantora estadunidense Gloria Jones, estava ao volante.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y24B8_YxtQY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>BABY STRANGE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/OJPe3SH9uKk\" target=\"_blank\">&#8220;Telegram Sam&#8221;<\/a> \u2013 21\/1\/72)<br \/>\n<em>Power pop<\/em>! &#8220;Baby Strange&#8221; \u00e9 t\u00e3o simples e contagiosa que nem d\u00e1 pra acreditar. O embalo de tr\u00eas acordes e o apelo irresist\u00edvel do <em>chorus<\/em> s\u00e3o sedutores: &#8220;Oh, you&#8217;re strange \/ Don&#8217;t lame me baby strange \/ Don&#8217;t lame me baby&#8221;.<\/p>\n<p>Detalhe: <em>not a guitar solo<\/em>. Revolu\u00e7\u00f5es s\u00e3o forjadas bem antes do que posamos imaginar&#8230; Alex Chilton, do Big Star, captou a magn\u00e9tica pulsa\u00e7\u00e3o de &#8220;Baby Strange&#8221; e a incluiu em seu repert\u00f3rio de shows.<\/p>\n<p>A intelectual Camille Paglia, professora de humanidades na Universidade de Artes da Filad\u00e9lfia, fez uma tese inteira sobre os jogos vocais de &#8220;Californian Dreaming&#8221;. Paglia desconstr\u00f3i o cl\u00e1ssico do Mamas And The Papas em sala de aula pra seus alunos e, depois, remonta-o &#8220;pe\u00e7a por pe\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Eu tamb\u00e9m poderia apresentar uma tese acad\u00eamica sobre simplicidade e a efici\u00eancia de &#8220;Baby Strange&#8221;. Sou mais, por\u00e9m, ao inv\u00e9s disso, dar-lhes uma valiosa dica: num dia de sol, escancare as janelas, coloque a faixa no volume mais alto que conseguir (pra sentir a for\u00e7a da bateria) e deixe que ent\u00e3o a energia do rock corra em suas veias. Medicina.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LZ97J6LWlXM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>THUNDERWING<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/EpA-7dNuobU\" target=\"_blank\">&#8220;Metal Guru&#8221;<\/a> \u2013 5\/5\/72)<br \/>\n&#8220;Thunderwing&#8221; definitivamente colocou na cabe\u00e7a de Bolan a coroa de &#8220;Rei do Boogie&#8221;. Sua batida irresistivelmente sincopada funciona, pode-se dizer, como uma esp\u00e9cie de vers\u00e3o <em>remix<\/em> de &#8220;Get It On&#8221;, seu <em>big hit<\/em>.<\/p>\n<p>O resultado obtido em &#8220;Thunderwing&#8221; caracterizou o chamado &#8220;T-Rex Sound&#8221; que o Seahorses, banda do guitarrista John Squire (ex-Stone Roses), perseguiu ao lado de Tony Visconty em est\u00fadio (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/discos-pop-perdidos-10-the-seahorses-do-it-yourself\/\" target=\"_blank\">leia mais aqui<\/a>).<\/p>\n<p>O som almejado por Squire, t\u00edpico de &#8220;Thunderwing&#8221; era, entre outras artimanhas, resultado da bateria dobrada e dos refor\u00e7os de Mickey Finn ao bong\u00f4 conduzidos pelo sensual ritmo da Les Paul de Marc Bolan.<\/p>\n<p>Uma levada muito dif\u00edcil de emular, ali\u00e1s. &#8220;Thunderwing&#8221;, <em>single<\/em> de sucesso, n\u00e3o perdeu o gancho passadas mais de quatro d\u00e9cadas. Dissemine numa pista de dan\u00e7a enlouquecida pra ver no que vai dar&#8230; Depois emende com  &#8220;Do You Wanna Touch Me?&#8221;, de Gary Glitter. Combust\u00e3o certeira.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XibK0I-MpqU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>LADY<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/EpA-7dNuobU\" target=\"_blank\">&#8220;Metal Guru&#8221;<\/a> \u2013 5\/5\/72)<br \/>\nBolan entra descaradamente surrupiando a introdu\u00e7\u00e3o de &#8220;Eight Days Week&#8221;, dos Beatles, pra seguir em frente reverenciando a escola Sun Records\/Phill Spector, duas refer\u00eancias importantes em seu som.<\/p>\n<p>&#8220;Lady&#8221;, cheia de <em>overdubs<\/em> de guitarras ac\u00fasticas, \u00e9 do tempo em que Bolan tirava can\u00e7\u00f5es da cartola. Os <em>backing vocals<\/em> s\u00e3o a cargo da dupla de peso Flo &#038; Edie.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e4gfPg1JBQo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>JITTERBUG LOVE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/GpVqWS-cUKc\" target=\"_blank\">&#8220;Children Of The Revolution&#8221;<\/a> \u2013 8\/9\/72)<br \/>\nA guitarrista do Cramps, Poison Ivy, confessou que, fora todo cat\u00e1logo da Sun, das velharias <em>rockabilly<\/em>, dos Stooges e dos Trashman, nada mais lhe chamara aten\u00e7\u00e3o no rock \u2013 com excess\u00e3o do T-Rex.<\/p>\n<p>&#8220;Jitterbug Love&#8221; mostra como a guitarra de Bolan afetou o nervosismo dos The Cramps, ao subverter as formas tradicionais do <em>boogie-woogie<\/em>.<\/p>\n<p>Neste single, Bolan adiciona distor\u00e7\u00f5es <em>fuzz<\/em> barulhentas e imprime uma pegada selvagem ao estilo que, depois, ganharia o nome de &#8220;psychobilly&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3eCJ62t6DpU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>SUNKEN RAGS<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/GpVqWS-cUKc\" target=\"_blank\">&#8220;Children Of The Revolution&#8221;<\/a> \u2013 8\/9\/72)<br \/>\n&#8220;It&#8217;s a shame it&#8217;s sunken rags \/ The way you play me down \/ It&#8217;s a shame the way you hide me in the electric school \/ So ride on, fight on \/ Love is gonna win \/ It\u2019s gonna beat your sins&#8221;.<\/p>\n<p>Quanto mais ouvimos e nos rendemos a ela, mais pop soa &#8220;Suken Rags&#8221; \u2013 outra gema pop sem solo de guitarra. No auge da m\u00fasica, Bolan opta pelo cl\u00edmax vocal de suas cantoras: \u00e9 o solo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UQNshLX3GhI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>XMAS RIFF<\/strong> (Lado B n\u00e3o-creditado de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/g4tTaMBgsUs\" target=\"_blank\">&#8220;Solid Gold Easy Action&#8221;<\/a> \u2013 1\/12\/72)<\/p>\n<p>Mensagem de Natal subliminar de Marc Bolan que se tornou famosa entre os f\u00e3s. Presente do Papai Noel.<\/p>\n<p><strong>BORN TO BOOGIE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/g4tTaMBgsUs\" target=\"_blank\">&#8220;Solid Gold Easy Action&#8221;<\/a> \u2013 1\/12\/72)<br \/>\nOutro <em>B-side<\/em> que foi parar num \u00e1lbum oficial, &#8220;Tanx&#8221; (1973). Tamb\u00e9m \u00e9 o nome do filme-concerto do T-Rex. Separados ou na mesma bolacha, &#8220;Solid Gold Easy Action&#8221; e &#8220;Born To Boogie&#8221; formam uma explosiva liga <em>boogie-woogie<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 letra \u00e9 isso: &#8220;Baby baby \/ I was born to boogie \/ Baby baby \/ l was born to boogie \/ Spend some time with you \/ I wanna do all I wanna do \/ Boogie children, uh ah&#8221;. Repete 3 vezes. Precisa mais?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1vgibvCCPL0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>FREE ANGEL<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/JB6WZu8IAZg\" target=\"_blank\">&#8220;20th Century Boy&#8221;<\/a> \u2013 2\/3\/73)<br \/>\nRefrig\u00e9rio depois do calor do lado A. Mais uma sem solo. Preza!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uH0x8dCpXHc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>MIDNIGHT<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/hyUkuuCZla8\" target=\"_blank\">&#8220;The Groover&#8221;<\/a> \u2013 1\/6\/73)<br \/>\nPer\u00edodo em que Bolan come\u00e7a a flertar mais com o <em>heavy rock<\/em> e mostra suas credencias, como j\u00e1 havia exibido em &#8220;Buick Mackane&#8221; e &#8220;Chariot Choogle&#8221;.<\/p>\n<p>Em &#8220;Midnight&#8221;, o baterista Bill Legend e o baixista Steve Currie s\u00e3o levados a tocar em n\u00edveis pouca vezes exigidos em uma banda simples, mas sofisticada, com o T-Rex.<\/p>\n<p>\u00c9 a faceta mais <em>hard<\/em> do <em>glitter rock<\/em>, que influenciou linhagens de bandas <em>rock poodle<\/em>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y6KlicxaGHw\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>SITTING HERE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/qYPUzGf7UrA\" target=\"_blank\">&#8220;Truck On (Tyke)&#8221;<\/a> \u2013 16\/11\/73)<br \/>\nEssa cole\u00e7\u00e3o de <em>singles<\/em> n\u00e3o apresenta muitas baladas, um dos fortes de Bolan, mas tem can\u00e7\u00f5es singelas. Nessa, Bolan mostra nova faceta de sua intrigante voz.<\/p>\n<p>Em &#8220;Sitting Here&#8221;, viol\u00f5es e melotrom servem de base pra que ele e sua esposa cantem juntinhos: &#8220;Sitting here \/ I don&#8217;t care for you \/ Sitting there \/ you don&#8217;t care for me \/ But I think we&#8217;re in love \/ Ain&#8217;t that funny&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RcRxEX50Upk\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>SATISFACTION PONY<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/aErOhwAmZ1Y\" target=\"_blank\">&#8220;Teenage Dream&#8221;<\/a> \u2013 28\/1\/74)<br \/>\nA guitarra soa alta e inocula maldade. Bolan grita com o nonsense de sempre: &#8220;Like a jungle touch, oh my, satisfation pony!&#8221;. O que isso quer dizer? M\u00ednima ideia&#8230;<\/p>\n<p>Os vocais de Gloria Jones s\u00e3o abrasivos. Registrada no ver\u00e3o de 1973, durante as sess\u00f5es de &#8220;Zinc Alloy And Hidden Riders Of Tomorrow&#8221; (1974).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mREI8oXfo3Y\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>EXPLOSIVE MOUTH<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/e321fon0D9M\" target=\"_blank\">&#8220;Light Of Love&#8221;<\/a> \u2013 5\/7\/74)<br \/>\nGravada no Eletric Lady Studios, em Nova Iorque, 1974. Baixo tortuoso e novos timbres de guitarras, mui modernos pra o tempo, mas pouco notados, ainda assim.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QAPs7cSZmz4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>SPACE BOSS<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/u23qAYpwIJg\" target=\"_blank\">&#8220;Zip Gun Boogie&#8221;<\/a> \u2013 1\/11\/1974)<br \/>\nFoi ouvindo o lado A que o quadrinista Joe Sacco disse na HQ Derrotista: &#8220;Marc Bolan foi um enviado dos deuses pra lembrarmos que somos todos crian\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p>Em &#8220;Space Boss&#8221;, Bolan nos faz lembrar que, com as palavras, \u00e9 mais divertido n\u00e3o fazer sentido o tempo todo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NuX5nxXvzpg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>CHROME SITAR<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/H7DcQbbWQXs\" target=\"_blank\">&#8220;New York City&#8221;<\/a> \u2013 27\/6\/75)<br \/>\nSim, o <em>single<\/em> foi gravado com uma c\u00edtara el\u00e9trica cromada! Pop ex\u00f3tico e estranho.<\/p>\n<p>As vocaliza\u00e7\u00f5es de Gloria Jones d\u00e3o tom grandioso ao lado B. \u00c9 do tipo que, \u00e0 primeira ouvida, seja bem capaz de voc\u00ea n\u00e3o curtir. Quando come\u00e7ar a notar os detalhes, l\u00e1 no fundo, vai querer descobrir o segredo de &#8220;Chrome Sitar&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O_p2dZngn3A\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DO YOU WANNA DANCE?<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/J2LNpvAf2Po\" target=\"_blank\">&#8220;Dreamy Lady&#8221;<\/a> \u2013 26\/9\/75)<br \/>\nPoucas das coveres gravadas por Bolan, desde &#8220;Summertime Blues&#8221;, lado B de &#8220;Ride A White Swan&#8221; \u2013 que s\u00f3 n\u00e3o entrou nessa compila\u00e7\u00e3o porque \u00e9 de 1970. &#8220;Do You Wanna Dance&#8221; \u00e9 a terceira parte do EP &#8220;T-Rex Disco Party&#8221; (1975).<\/p>\n<p>Bolan deu tratamento <em>funky<\/em> ao <em>megahit<\/em> de Bob Freeman. Funciona numa pista de dan\u00e7a que s\u00f3 vendo. E, sim, casa bem com o proto-technopop-cabar\u00e9 de &#8220;Dreamy Lady&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/id7xJuCbo68\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>DOCK OF BAY THE BAY<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/J2LNpvAf2Po\" target=\"_blank\">&#8220;Dreamy Lady&#8221;<\/a> \u2013 26\/9\/75)<br \/>\nVers\u00e3o pro <em>hit<\/em> p\u00f3stumo de Otis Redding cantado com emo\u00e7\u00e3o por Gloria Jones. <em>Keyboards<\/em> pilotados por Billy Preston; Bolan assume a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A melhor vers\u00e3o desse cl\u00e1ssico, no vai-e-vem melodioso do mellotron. Perfeita pra namorar. Aproveite a maravilhosa cole\u00e7\u00e3o de fotos do casal Bolan &#038; Jones.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/136PdjI9f8k\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>SOLID BABY<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/d0Wb8QROEvE\" target=\"_blank\">&#8220;London Boys&#8221;<\/a> \u2013 20\/2\/76)<br \/>\nDuas baterias somadas pra conseguir a <em>dance music<\/em> mais moderna da \u00e9poca. Guitarra em segundo plano, sax insano e <em>clap hands<\/em> fren\u00e9ticos durante a m\u00fasica toda. Nada convencional, a come\u00e7ar pelo t\u00edtulo, &#8220;Solid Baby&#8221;. Que te parece?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Qf3X7MhbLA\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>BABY BOOMERANG<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/UI8rIzcOwro\" target=\"_blank\">&#8220;I Love To Boogie&#8221;<\/a> \u2013 5\/6\/76)<br \/>\n<em>Songwriter<\/em> prol\u00edfico, Bolan, n\u00e3o se sabe bem o motivo, pegou a m\u00fasica de 1972, do \u00e1lbum &#8220;The Slider&#8221;, pra compor o formato <em>boogie<\/em> desse <em>single<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz mal: &#8220;Baby Boomerang&#8221; \u00e9 del\u00edcia que s\u00f3 melhorou com o tempo. A letra dissimula &#8220;Subterranean Home Sick Blues&#8221;, de Bob Dylan, e a linha de baixo rouba &#8220;Hound Dog&#8221;. T\u00e1 perdoado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/msWMXcpaM-k\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>LIFE&#8217;S AN ELEVATOR<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/rF2yrogwUqA\" target=\"_blank\">&#8220;Laser Love&#8221;<\/a> \u2013 17\/9\/76)<br \/>\nGuitarras e mais guitarras depois, Bolan volta a gravar uma can\u00e7\u00e3o s\u00f3 ao viol\u00e3o, o que n\u00e3o fazia desde &#8220;Girl&#8221;, em &#8220;Eletric Warrior&#8221; (1971). Uma das mais belas de todas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/af-x67MHl2U\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>CITY PORT<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/B8e95W0CgCs\" target=\"_blank\">&#8220;To Know Him To Love Him&#8221;<\/a> \u2013 14\/1\/77)<br \/>\nM\u00fasica escrita em 1972 pra cantora Pat Hall, artista que Marc Bolan produzia. A nova vers\u00e3o \u00e9 um dueto entre Marc e Gloria nos vocais: <em>soul music<\/em> plastificada, mas, ainda assim, org\u00e2nica.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo de &#8220;Know Him To Love Him&#8221; \u00e9 um registro doce e tocante de Bolan &#038; Gloria Jones cantando juntos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Vnk4OgnIg2M\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>ALL ALONE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/i05oFNtZbAs\" target=\"_blank\">&#8220;Soul Of My Suit&#8221;<\/a> \u2013 12\/3\/77)<br \/>\nMelodia voluptuosa com toques caribenhos. Entrou em &#8220;Futuristic Dragon&#8221; (1976) e simboliza o novo visual de Marc Bolan, <em>dark<\/em> e precursor do p\u00f3s-punk e da <em>new romantic<\/em> que influenciou Damned, a banda <em>punk<\/em> apoiada por Bolan que acompanhou o T-Rex em sua derradeira turn\u00ea.<\/p>\n<p>Sioux Sioux \u00e9 uma xerox de Bolan nessa fase. O clipe de &#8220;Soul Of My Suit&#8221; tem a cara da incipiente <em>new wave<\/em>. \u00c9 o T-Rex com duas guitarras. O novo Tyranossauro est\u00e1 com dentes afiados.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4UxniXcBj3o\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>GROOVE A LITTLE<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_rqllYBAJt8\" target=\"_blank\">&#8220;Dandy In The Underworld&#8221;<\/a> &#8211; 30\/5\/77)<br \/>\n<em>Funk<\/em> branco-minimalista, cremoso feito sorvete de baunilha e cuja base nenhum dos espertos produtores ainda foi meter o bedelho at\u00e9 hoje. Te liga, EduK, t\u00e1 dando bobeira!<\/p>\n<p>&#8220;Groove A Little&#8221; \u00e9 das \u00faltimas tentativas de Bolan em ganhar o mercado estadunidense. N\u00e3o rolou, mas sobrou essa p\u00e9rola. Repare no solo linear, de uma nota s\u00f3 e sintetizado, que racha a m\u00fasica no meio da purpurinagem.<\/p>\n<p>J\u00e1 o v\u00eddeo de &#8220;Dandy In The Underworld\u201d \u00e9 uma das \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es de Bolan num programa de TV. Captura o metal guru em plena forma, aos 29 anos. A performance \u00e9 estonteante, especialmente o heroico final.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1DPrN_xoXeM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>TAME MY TIGER<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_rqllYBAJt8\" target=\"_blank\">&#8220;Dandy In The Underworld&#8221;<\/a> \u2013 30\/5\/77)<br \/>\n<em>Kitsh<\/em> at\u00e9 morrer e propositalmente pasteurizada, do jeito que s\u00f3 Bolan sabia produzir. Tamy \u00e9 o tigre da capa. Marido e mulher duelam nos vocais. Tesourinho com seu pequeno valor pop.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L9U1ttPlT1E\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>RIDE MY WHEELS<\/strong> (Lado B de <a href=\"https:\/\/youtu.be\/_Sw8iOnFQ1Q\" target=\"_blank\">&#8220;Celebrate Summer&#8221;<\/a> \u2013 5\/8\/77)<br \/>\nLado B absurdo, j\u00e1 que o verso, &#8220;Celebrate Summer&#8221;, \u00e9 uma das can\u00e7\u00f5es mais <em>pop-punk<\/em> feitas por Marc Bolan.<\/p>\n<p>&#8220;Ride My Wheels&#8221; \u00e9 uma das \u00faltimas can\u00e7\u00f5es feitas por Bolan \u2013 uma am\u00e1lgama <em>funky<\/em>, <em>soul<\/em> &#038; <em>pop<\/em> \u00e0 altura da sua espirituosidade: &#8220;I&#8217;m just a boy, be my toy \/ Ride my wheels \/ I&#8217;ve got some punk \/ To lay on you \/ Just be real girl \/ I never asked you to be true \/ Slim is the wind \/ And my head is slight \/ But lady \/ I want to \/ Oil your engines all night \/ Drive me baby \/ I give service&#8221;.<\/p>\n<p>Que o para\u00edso o tenha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PYZCmwRal_c\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Cristiano Bastos \u00e9 jornalista. Autor dos livros &#8220;Gauleses Irredut\u00edveis&#8221; e &#8220;Julio Reny \u2013 Hist\u00f3rias De Amor &#038; Morte&#8221;. Atualmente biografa o artista J\u00fapiter Ma\u00e7\u00e3. O texto acima \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o de dois artigos publicados originalmente no seu blogue, <a href=\"http:\/\/zuboski.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\">Zuboski<\/a>, em 2008. A compila\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o foi realizada pelo pr\u00f3prio Cristiano Bastos, especialmente pro <strong>Floga-se<\/strong><\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li>Nada relacionado<\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Cristiano Bastos D\u00e9cada de 1970. M\u00fasicas de vinte e seis minutos e quarenta e sete segundos: elas existem, pode acreditar. Sons t\u00e3o complexos quanto [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":48419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[2428,2429],"class_list":["post-48414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-marc-bolan","tag-t-rex"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/marcbolan1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cAS","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}