{"id":48431,"date":"2017-04-18T21:53:17","date_gmt":"2017-04-19T00:53:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=48431"},"modified":"2017-05-03T16:22:07","modified_gmt":"2017-05-03T19:22:07","slug":"os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/","title":{"rendered":"OS DISCOS DA VIDA: DIEGO DIAS (MANSARDA RECORDS)"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48444\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/diegodias1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/diegodias1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"diegodias1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/diegodias1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/diegodias1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48444\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/diegodias1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/diegodias1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>A Mansarda Records completa em 2017 cinco anos de batalha sonora e simb\u00f3lica. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil tocar um selo de m\u00fasica n\u00e3o-comercial, n\u00e3o-radiof\u00f4nica, no sentido oposto do que os ouvidos das massas desejam. Gustavo Bode e Diego Dias s\u00e3o os generais dessa luta, com estrat\u00e9gias bem definidas de embate &#8211; e a principal delas provavelmente \u00e9: fa\u00e7a a m\u00fasica do seu jeito e veja o que acontece.<\/p>\n<p>Pois bem, a Mansarda Records, de Porto Alegre, atingiu o mundo com mais de setenta lan\u00e7amentos (uma m\u00e9dia de quatorze por ano!), tendo como armas s\u00f4nicas o improviso livre, o <em>jazz<\/em>, a eletr\u00f4nica, a experimenta\u00e7\u00e3o de sons e formatos. Os trios, duos, quartetos e solos proliferam nas cria\u00e7\u00f5es de Diego Dias, Gustavo Bode, Michel Munhoz, Arthur Lacerda, Cadu Ten\u00f3rio, Guilherme Darisbo, Al Sand, Israel Savaris, Igor Dornelles, Renato Rieger, Nan\u00e3 Par\u00fa, Marcelo Armani, Marcio Gibson, Peter Gossweiler, R\u00f4mulo Alexis, Leonardo Estev\u00e3o, Mois\u00e9s Rodrigues etc., assinando com seus nomes ou com nomes como Bramir, M\u00e1quina Overlock, V\u00f3 Sibutra e tamb\u00e9m coloque-se etecetera a\u00ed.<\/p>\n<p>Tudo disponibilizado de maneira profissional e detalhada no site do selo (<a href=\"https:\/\/mansardarecords.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">clique aqui<\/a>). O <strong>Floga-se<\/strong> at\u00e9 tenta acompanhar tudo e publicar na medida que os discos s\u00e3o lan\u00e7ados (h\u00e1 bastante coisa aqui no site). \u00c9 deliciosamente dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Diego Dias, um dos coordenadores de tudo (com Gustavo Bode), parece estar ciente de que possui um brinquedo precioso em m\u00e3os, pra se divertir (isso \u00e9 evidente) e oferecer ao Brasil um recorte da m\u00fasica que \u00e9 normalmente renegada ao nada, o que \u00e9 um impulso pra ele continuar movimentando a brincadeira.<\/p>\n<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o especial de Os Discos Da Vida, tamb\u00e9m como celebra\u00e7\u00e3o dos cinco anos do combativo selo porto-alegrense, Dias lista alguns dos discos mais importantes que moldaram sua forma de ver, ouvir e compreender a m\u00fasica. Os textos s\u00e3o deliciosos e d\u00e3o uma clara ideia de como foi sua evolu\u00e7\u00e3o como pessoa pra chegar a ser um dos artistas mais aguerridos na movimenta\u00e7\u00e3o desse estrato da m\u00fasica (torta, experimental, subterr\u00e2nea) brasileira. <\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>DIEGO DIAS<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Fazer uma lista de dez discos n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Come\u00e7ar um texto com um lugar-comum desses tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9, mas ajuda com este p\u00e2nico inicial da folha em branco. A primeira coisa que devo dizer, ent\u00e3o, \u00e9 que pra fazer esta lista, que deixa quase tudo de fora, eu segui alguns par\u00e2metros que elegi, como segue:<br \/>\n1 \u2013 Deve ser um disco que me acompanha at\u00e9 hoje, sendo ouvido com frequ\u00eancia ao longo dos anos. Isto serviu pra poder excluir (sim, s\u00e3o apenas DEZ) aqueles discos que foram marcos na adolesc\u00eancia, mas que hoje est\u00e3o na prateleira da doce nostalgia;<br \/>\n2 \u2013 Deve ser um disco que mudou minha forma de escutar m\u00fasica. N\u00e3o necessariamente um pontap\u00e9 inicial, mas algo que alterou minha percep\u00e7\u00e3o das coisas como um todo, n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica em si;<br \/>\n3 \u2013 Considerando que coleciono discos h\u00e1 vinte e um anos (tenho 34 neste momento), pensei que sete anos de audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o tempo m\u00ednimo que devo considerar pra figurar numa lista de DISCOS DA VIDA, o que excluiu muitos favoritos nem t\u00e3o recentes mas sem a &#8216;maioridade&#8217; que estipulei. <\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o segue o crit\u00e9rio cronol\u00f3gico, ou seja, obedece a ordem em que fui conhecendo-os, desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a idade adulta. Tenha o leitor em mente que a lista come\u00e7a em 1989 e o acesso \u00e0 Internet \u00e9 coisa do s\u00e9culo XXI, o que justifica alguns desconhecimentos. S\u00f3 se ouvia o disco se algu\u00e9m tivesse ou voc\u00ea comprasse, ou ainda, alguma boa r\u00e1dio \u2013 e existiam \u2013 tocasse na \u00edntegra.<\/p>\n<p>Muitas coisas ficaram de fora. Discos que fazem parte de minha cosmogonia, como &#8216;Das Barrancas Do Rio Gavi\u00e3o&#8217; (1999), de Elomar, n\u00e3o est\u00e3o aqui. O \u00e1lbum do Quarteto Novo, que \u00e9 uma pedra de toque tamb\u00e9m, n\u00e3o apareceu. Discos que esculpiram meu mundo, mas n\u00e3o o criaram. O petardo que \u00e9 &#8216;Experience The Magic&#8217; (1993), do Borbetomagus, tamb\u00e9m n\u00e3o deu as caras. \u00c9 um mundo novo, mas n\u00e3o \u00e9 &#8216;da vida&#8217;, pois ouvi somente duas vezes e n\u00e3o retornei mais (embora colecione os registros do grupo). As duas grava\u00e7\u00f5es das &#8220;Goldberg Variations&#8221; de Bach (1956), com Glenn Gould, soaram perfeitas em muitas manh\u00e3s, assim como muitos outros discos de m\u00fasica erudita, mas n\u00e3o entraram aqui. A beleza indiz\u00edvel de Vashti Bunyan e seu &#8216;Just Another Diamond Day&#8217; (1970) e a pujan\u00e7a de &#8216;Horses&#8217; (1975), da Patti Smtih, s\u00e3o jovens demais pro padr\u00e3o (sete anos) da lista, assim como aquela perfei\u00e7\u00e3o que \u00e9 o &#8216;Easter Everywhere&#8217; (1967), do 13th Floor Elevators, que considero o <em>Grande Disco Perdido<\/em> de minha juventude.<\/p>\n<p>Listas s\u00e3o injustas!&#8221;<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Belchior &#8211; &#8220;Alucina\u00e7\u00e3o&#8221; (1976)<\/strong><br \/>\nMinha lembran\u00e7a mais tenra de m\u00fasica n\u00e3o infantil. Eu devia ter uns seis anos, e estava sempre ouvindo m\u00fasica. E da\u00ed tem a f\u00e9rtil e proverbial &#8220;pilha de discos da fam\u00edlia&#8221;. Escutei este a vida inteira e lembro do j\u00fabilo quando, aos 15 anos, achei novamente uma c\u00f3pia numa loja num centro comercial, estabelecimento que deve ter durado uns dois meses. Claro, a edi\u00e7\u00e3o na qual eu conheci se perdeu nas tamb\u00e9m proverbiais limpezas de fim de ano e pessoas que vem e v\u00e3o. Ouvi noite adentro, e cada vez me dizendo mais coisas. Comentar este cl\u00e1ssico maior da nossa m\u00fasica \u00e9 ser redundante. Na inf\u00e2ncia, lembro que a m\u00fasica era boa de ouvir e que eu estava tendo uma no\u00e7\u00e3o de que as can\u00e7\u00f5es podem ter letras s\u00e9rias, existenciais, embora eu n\u00e3o entendesse as coisas muito bem. O que este disco diz pra quem est\u00e1 crescendo (&#8220;mas n\u00e3o se preocupe meu amigo \/ com os pavores que eu lhe digo \/ isto \u00e9 somente uma can\u00e7\u00e3o \/ a vida \u00e9 diferente, quer dizer \/ a vida \u00e9 muito pior&#8221;) e todo aquele an\u00fancio de uma outra vida poss\u00edvel (&#8220;e precisamos todos rejuvenescer&#8221;, &#8220;como nossos pais&#8221;, &#8220;suportar o dia-a-dia&#8221;, &#8220;experi\u00eancia com coisas reais&#8221;, a lista n\u00e3o termina!) e que deve ser constru\u00edda (&#8220;o passado \u00e9 uma roupa que n\u00e3o nos serve mais&#8221;) \u00e9 algo a ser estudado. Quando adulto, por\u00e9m nunca conclu\u00eddo, penso que &#8220;Sempre \u00e9 dia de ironia no meu cora\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 verso da ordem do <em>tatu\u00e1vel<\/em>. Todo meu interesse em letras de m\u00fasicas vem da\u00ed, o que ficar\u00e1 patente ao longo desta lista. Disco fundador!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"27657\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-victor-almeida\/belchior-alucinacao\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/belchior-alucinacao.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"belchior-alucinacao\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/belchior-alucinacao.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/belchior-alucinacao.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-27657\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/belchior-alucinacao.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/belchior-alucinacao.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Velha Roupa Colorida&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RA2PmL7hb30\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Nick Cave &#038; The Bad Seeds \u2013 &#8220;Tender Prey&#8221; (1988)<\/strong><br \/>\nSim, ainda a pilha de discos e a tenra inf\u00e2ncia. Gostava daquela capa preta com letras vermelhas e a pose solene\/enfadado (embora n\u00e3o conhecesse esses adjetivos na \u00e9poca) do cara na capa. Ouvi-lo foi um choque. Era diferente! A voz que abria o disco era modificada&#8230; Era uma m\u00fasica pulsante, tensa, que se repetia febrilmente ao final. Lembro que o resto do disco n\u00e3o tinha todo este apelo pra mim (na \u00e9poca, notem bem!), mas de qualquer forma hoje tenho todos os discos do Cave e gosto muito do que ele faz. &#8220;The Boatman&#8217;s Call&#8221; e &#8220;No More Shall We Part&#8221; foram obras muito importantes ao longo desse processo que \u00e9 viver&#8230; Discos que rodaram muito por aqui. Contudo, listo o &#8220;Tender Prey&#8221; pois foi um \u00e1lbum que me mostrou pela primeira vez que a m\u00fasica pode ser &#8220;estranha&#8221;, &#8211; claro, al\u00e9m do termo ser controverso, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o estranho pra quem gosta de experimentalismo, hoje, mas, entendamos&#8230; \u2013 que pode romper com o que eu tinha por ideia de &#8220;can\u00e7\u00e3o&#8221;. Hoje, &#8220;Slowly Goes The Night&#8221; \u00e9 um hino, assim como &#8220;Watching Alice&#8221;. Gostei muito quando pude conhecer vers\u00f5es alternativas pra algumas can\u00e7\u00f5es deste \u00e1lbum no box &#8220;B-Sides &#038; Rarities&#8221; (2005), e agrade\u00e7o que a faixa que abre o disco tornou-se uma perene no repert\u00f3rio dele ainda hoje. Meu gosto pela escurid\u00e3o e a melancolia vem da\u00ed!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"23876\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-gaia-passarelli\/nickcave-tenderprey\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/nickcave-tenderprey.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"nickcave-tenderprey\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/nickcave-tenderprey.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/nickcave-tenderprey.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-23876\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/nickcave-tenderprey.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/nickcave-tenderprey.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Slowly Goes The Night&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cECSRsTwkLU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Pink Floyd &#8211; &#8220;Atom Heart Mother&#8221; (1970)<\/strong><br \/>\nA\u00ed eu j\u00e1 tinha uns treze anos e ouvia muito rock dos anos 60, principalmente The Doors. O primeiro disco que comprei foi a trilha sonora do filme (de Oliver Stone, voc\u00ea assistiu&#8230;). N\u00e3o preciso dizer sobre o pre\u00e7o de um CD em 1995. Era dif\u00edcil. Ali estavam as m\u00fasicas que eu ouvia na r\u00e1dio, inclusive as mais longas que quase nunca tocavam, como &#8220;The End&#8221; e &#8220;When The Music Is Over&#8221;, at\u00e9 que um amigo disse sobre o &#8220;Atom Heart Mother&#8221; do Pink Floyd. Eu conhecia o &#8220;The Wall&#8221; e o &#8220;The Dark Side Of The Moon&#8221;, e tamb\u00e9m o &#8220;Piper At The Gates Of Dawn&#8221; (este \u00faltimo, tinha ouvido pela r\u00e1dio &#8211; boa \u00e9poca, concorda?), mas n\u00e3o tinha ideia do que era aquele disco. Lembro at\u00e9 hoje do dia. Pus pra tocar e fiquei ouvindo. Orquestra? Violino? O que est\u00e1 acontecendo? Coral? Ali, nascia \u2013 mais uma vez &#8211; uma nova dimens\u00e3o das coisas pra mim. \u00c9 um disco que volta todo tempo pro <em>player<\/em>. Admiro muito o &#8220;Piper&#8230;&#8221; e o &#8220;Dark Side&#8230;&#8221;, mas este &#8220;Atom&#8230;&#8221; \u00e9 o que que mais retorna. E aquele Lado B? Que belas tristezas! E a faixa que fecha o disco? Paremos um minuto! Com a avalanche de coisas novas, tendemos a nos afastar dos cl\u00e1ssicos. SEM perd\u00e3o pra meu trocadilho: ou\u00e7a esta vaca sagrada novamente!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48432\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/pinkfloyd-atomheartmother\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"pinkfloyd-atomheartmother\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48432\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/pinkfloyd-atomheartmother.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Alan&#8217;s Psychedelic Breakfast&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V9dK-r0htXI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Van Morrison \u2013 &#8220;Astral Weeks&#8221; (1968)<\/strong><br \/>\nEsta vida de &#8220;ter-que-ter&#8221; o disco pra poder ouvi-lo cria algumas hist\u00f3rias. Lembro que fui a uma cl\u00e1ssica loja da cidade trocar um LP duplo que tinha encontrado muito barato num sebo &#8211; era do Dire Straits, que nunca ouvi, mas parecia valer alguma coisa &#8211; por algo de meu interesse. Peguei o &#8220;Master Of Reality&#8221;, do Black Sabbath, e propus a troca. O dono da loja, na sua perene posi\u00e7\u00e3o, bradou: &#8220;tu quer me destruir!&#8221;. Insisti um pouco e ali deu-se algo de uma beleza \u00edmpar. Ele pegou o &#8220;Astral Weeks&#8221;, do Van Morrison, e disse: &#8220;Leva. Se tu n\u00e3o gostar, eu te entrego o Sabbath&#8221;. Acredito que vender discos \u00e9 isto. Que obra. Que letras! Algumas boas garrafas foram sorvidas em torno dele. Quando penso no termo &#8220;transcender&#8221;, eu lembro deste \u00e1lbum em primeiro lugar. Rememoro o prazer que foi ouvir a faixa-t\u00edtulo e descobrir que era aquela can\u00e7\u00e3o desconhecida que tinha ouvido no r\u00e1dio h\u00e1 tempos atr\u00e1s. O dono de loja \u00e9 meu amigo at\u00e9 hoje, vinte anos depois, e ainda comentamos este momento de verdadeira <em>educa\u00e7\u00e3o<\/em> que me proporcionara. Eu n\u00e3o poderia ser mais grato ao seu tino e mau-humor. Discos indel\u00e9veis, discos da vida!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"26684\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-ruidomm\/vanmorrison-astralweeks\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/vanmorrison-astralweeks.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"vanmorrison-astralweeks\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/vanmorrison-astralweeks.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/vanmorrison-astralweeks.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-26684\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/vanmorrison-astralweeks.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/vanmorrison-astralweeks.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Astral Weeks&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4ech6pZoBJ4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>John Coltrane \u2013 &#8220;A Love Supreme&#8221; (1965)<\/strong><br \/>\nSim. A ruptura definitiva. Estava mergulhado no rock progressivo e no lado mais <em>jazz<\/em> do rock (Zappa, progressivos com sopros, como Out Of Focus) e conhecia Coltrane apenas de nome, pois no filme do Doors (j\u00e1 falei dele&#8230;) Manzarek o menciona. Havia tamb\u00e9m numa antiga revista Bizz mat\u00e9ria sobre a caixa &#8220;Heavyweight Champion&#8221;. Num belo dia (tinha eu quinze anos!), a r\u00e1dio Unisinos FM, no programa &#8220;Lado 1&#8221; \u2013 especializado em tocar discos na \u00edntegra &#8211; imaginem a maravilha, em 1997! \u2013 trouxe este \u00e1lbum. Ouvi de novo. E de novo. E mais. E decidi que era aquilo que queria ouvir pelo resto da vida. Foi como se o mundo finalmente tivesse se tornado vis\u00edvel. Plat\u00e3o sorri. A paix\u00e3o por Coltrane \u00e9 vista em minha cole\u00e7\u00e3o. Tenho todos em CD e muitos LPS, alguns bem raros. Considero, sempre particular e pessoalmente, a caixa com quatro CDs &#8220;Complete Live At The Village Vanguard&#8221;, o pico final do <em>jazz<\/em>. Depois \u00e9 o <em>free<\/em>, que \u00e9 <em>jazz<\/em>, mas nunca mais o mesmo. Coltrane \u00e9 monumental. Paro, pois n\u00e3o sei prosseguir!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"16550\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-sobre-a-maquina\/johncoltrane-alovesupreme\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/johncoltrane-alovesupreme.jpg?fit=300%2C280&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,280\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"johncoltrane-alovesupreme\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/johncoltrane-alovesupreme.jpg?fit=300%2C280&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/johncoltrane-alovesupreme.jpg?resize=300%2C280\" width=\"300\" height=\"280\" class=\"alignnone size-full wp-image-16550\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Part 2: Resolution&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CsxtKQW9ggg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Blind Gary Davis &#8211; &#8220;Harlem Street Singer&#8221; (1960)<\/strong><br \/>\nO disco mais dif\u00edcil de eleger nesta lista. Certamente por isto o texto menciona outros dois. Eu sabia, de forma um tanto difusa, que havia um <em>blues<\/em> ac\u00fastico, &#8220;mal gravado&#8221;, que me atrairia certamente. Aquilo que era uma das bases do Bob Dylan ac\u00fastico que tanto cultuei durante a vida. Um dia encontrei o &#8220;King Of The Delta Blues Singers&#8221;, de Robert Johnson (voc\u00ea ouviu&#8230;) numa loja e comprei. Lembro do coment\u00e1rio surpreso de meu pai, acostumado com tudo, menos aquilo. Foi um disco que ressoou em muitas noites frias dali em diante. Aquela voz, aquela conex\u00e3o g\u00e9lida e real com o desconhecido. Apavorante. At\u00e9 que&#8230; Son House. Sim, Son \u00e9 minha ep\u00edtome do <em>blues<\/em> e a ele todas as honras. As &#8220;Rochester Sessions&#8221; s\u00e3o parada obrigat\u00f3ria e o duplo de 1965 &#8220;Father Of The Delta Blues&#8221; s\u00e3o um patrim\u00f4nio que me levam \u00e0s l\u00e1grimas. Toca fixo, canta direto. Recomendo vivamente. &#8220;Death Letter Blues&#8221;! Volte a ser o mesmo depois desta can\u00e7\u00e3o&#8230; Voc\u00ea sabe que n\u00e3o pode! Mas por que, ent\u00e3o, &#8220;Harlem Street Singer&#8221;, de Reverend Gary Davis, neste disco  assinando como Blind Gary Davis? Porque ali tem um am\u00e1lgama. Tem aquilo que \u00e9 intenso, aquilo que \u00e9 real e frio, e tem o fervor ao qual s\u00f3 o verdadeiro del\u00edrio te leva. E era inesperado! \u00c9 cant\u00e1vel, \u00e9 uma m\u00fasica que ri e chora (como \u00e9 todo <em>blues<\/em> que estes caras fizeram) e me faz acreditar no que \u00e9 et\u00e9reo, n\u00e3o-f\u00edsico, p\u00f3s-f\u00edsico. Ouvir este disco \u00e9 um ritual e uma celebra\u00e7\u00e3o e me faz urrar &#8220;Aleluia!&#8221; cada vez que Davis tamb\u00e9m o faz, esquecido eu das implica\u00e7\u00f5es disto. Pra ouvir com um cora\u00e7\u00e3o cheio de bravura e pecados! <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48433\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/garydavis-harlemstreetsinger\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"garydavis-harlemstreetsinger\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48433\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/garydavis-harlemstreetsinger.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Samson And Delilah&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZNDrLiJl88w\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Tom Waits &#8211; &#8220;Small Change&#8221; (1976)<\/strong><br \/>\nOutro artista que coleciono os \u00e1lbuns. O primeiro disco de Waits que ouvi foi &#8220;Blue Valentines&#8221; e ali estava muito do que queria escutar. A faixa-t\u00edtulo \u00e9 um marco: a voz m\u00edtica, aquela guitarra econ\u00f4mica, quase vazia, e a letra vinda de um cora\u00e7\u00e3o totalmente despeda\u00e7ado. Por\u00e9m, foi com &#8220;Small Change&#8221; que fiquei boquiaberto. Eu poderia escrever uma cr\u00f4nica sobre cada can\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, serei breve. Al\u00e9m daqueles bel\u00edssimos desesperos que esse disco oferece, preciso citar &#8220;Step Right Up&#8221; (poesia <em>beat<\/em> instant\u00e2nea, que depois pude abeberar-me em largos goles no &#8220;Nighthawks At The Diner&#8221;, disco anterior, de 1975), &#8220;Pasties And A G-String&#8221; (mais, mais!) e a grande revela\u00e7\u00e3o que foi ouvir a faixa-t\u00edtulo. Aquele saxofone tenor, a letra se desenvolvendo&#8230; E s\u00f3. Sem qualquer outro elemento musical al\u00e9m do sil\u00eancio. Daquelas de dizer: &#8220;queria eu ter feito isto!&#8221;. <em>Lieder<\/em> do s\u00e9culo XX! <\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48436\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/tomwaits-smallchange\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tomwaits-smallchange\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48436\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tomwaits-smallchange.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Step Right Up&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kFwRNp7NQ-Y\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Captain Beefheart \u2013 &#8220;Trout Mask Replica&#8221; (1969)<\/strong><br \/>\nMais um chute no estado das coisas. Eu ouvia muito Zappa (os <em>Ratos Quentes<\/em> deram lugar \u00e0 <em>Truta<\/em> nesta lista) e claro que j\u00e1 tinha ouvido o Capit\u00e3o por l\u00e1. At\u00e9 que, certa feita, pelas lojas, ou\u00e7o: &#8220;tu que gosta de m\u00fasica estranha, leva isso daqui&#8221;. De certa forma eu sabia o que viria, mas n\u00e3o que seria daquela forma. Uma implos\u00e3o. E dos destro\u00e7os emerge algo feroz, vivo, confuso, ca\u00f3tico, m\u00f3vel. Como \u00e9 belo ouvir algo e dali brotar um novo mundo, mais uma vez! Surrealismo, ru\u00eddo, rock, <em>blues<\/em>, m\u00fasica livre. Preciso disto. Ainda estou absorvendo o que acontece por ali. \u00c9 en\u00e9rgico, denso, nuclear. Um moto perp\u00e9tuo de m\u00fasica!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48437\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/captainbeefheart-troutmaskreplica\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"captainbeefheart-troutmaskreplica\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48437\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/captainbeefheart-troutmaskreplica.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Moonlight On Vermont&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NZFG1yAxjdQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Anthony Braxton &#8211; &#8220;For Alto&#8221; (1969)<\/strong><br \/>\nCom toda paix\u00e3o pelo <em>jazz<\/em> e pelo saxofone, sempre quis ouvir um disco solo deste instrumento. Eu tinha um CD chamado &#8220;Music Matador&#8221;, do Eric Dolphy, e a \u00faltima faixa era um solo de sax alto, chamada &#8220;Love Me&#8221;. Estupendo, mas eu queria um \u00e1lbum inteiro. Como quem tem amigos com bons ouvidos tem muito, recebi de uma dessas pessoas as quais sou eternamente grato o &#8220;For Alto&#8221;, do Braxton, que eu conhecia s\u00f3 de nome, pois discos dele por aqui nem pensar. Bem, os segundos iniciais ati\u00e7avam a curiosidade, mas, com o atropelamento que foi &#8220;To Composer John Cage&#8221;, falo de outra supernova. Uma m\u00fasica que resvala, grita, prop\u00f5e. <em>Wail, honkers<\/em>! Com cinco minutos de faixa, estava eu num mundo sem volta. Um \u00e1lbum duplo de saxofone solo em 1968! Qual a medida de minha admira\u00e7\u00e3o por Braxton? Sou imensamente feliz por ter visto dois shows dele em S\u00e3o Paulo em 2015 e ter podido trocar algumas palavras com este g\u00eanio. Busquei seus \u00e1lbuns de forma compulsiva por anos, at\u00e9 que a imensid\u00e3o de uma obra com centenas e centenas de discos me fez parar, al\u00e9m do alto pre\u00e7o que itens mais raros alcan\u00e7am. Por\u00e9m, segue de certa forma o colecionismo, pois arrematei dia desses o &#8220;Wesleyan (12 Altosolos)&#8221;, que fazia muita falta na pesada estante dedicada a ele. E que multiplicidade de projetos! \u00d3pera, m\u00fasica orquestral, solos, duos, trios, projetos de <em>standards<\/em>, m\u00fasica pra piano&#8230; Planejo, em breve, dedicar um ano inteiro a ouvir e reouvir seus \u00e1lbuns. Nenhuma aten\u00e7\u00e3o \u00e9 excessiva quando se trata da Braxtonia!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48439\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/anthonybraxton-foralto\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"anthonybraxton-foralto\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48439\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/anthonybraxton-foralto.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;To Composer John Cage&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LwNt7sHZaXY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Evan Parker \u2013 &#8220;Lines Burnt In Light&#8221; (2001)<\/strong><br \/>\nConsidero um belo disco pra fechar esta lista. Meu interesse por m\u00fasica pra saxofone solo \u00e9 gigantesco e claro que n\u00e3o poderia faltar Evan Parker, outro m\u00fasico que acompanho h\u00e1 tempos. Queria muito ouvir seus solos at\u00e9 que um dia, em Lyon, eu estava com um amigo esperando uma pequena loja de discos abrir. Adentramos e l\u00e1 estava o referido. Comprei, levamos, e o que houve dali em diante foi outro momento em que estive pasmo. Parecia m\u00fasica eletr\u00f4nica! N\u00e3o sabia que aquilo era poss\u00edvel. Hoje, tenho todos os solos de Parker e considero sua discografia um monumento da m\u00fasica. Tamb\u00e9m n\u00e3o sei falar muito disto. Um disco que \u00e9!<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48441\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-diego-dias-mansarda-records\/evanparker-linesburntinlight\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"evanparker-linesburntinlight\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48441\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/evanparker-linesburntinlight.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ou\u00e7a &#8220;Line 1&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Z6SPeGKB-QQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior, <a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-valcian-calixto\/\" target=\"_blank\">&#8220;Os Discos da Vida: Valci\u00e3n Calixto&#8221;<\/a>.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-dramon\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: DRAMON\">OS DISCOS DA VIDA: DRAMON<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-clandestinas\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS\">OS DISCOS DA VIDA: CLANDESTINAS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-borealis\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS\">OS DISCOS DA VIDA: BOREALIS<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-benjamin-back\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK\">OS DISCOS DA VIDA: BENJAMIN BACK<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/os-discos-da-vida-ricardo-schott-pop-fantasma\/\" title=\"OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)\">OS DISCOS DA VIDA: RICARDO SCHOTT (POP FANTASMA)<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mansarda Records completa em 2017 cinco anos de batalha sonora e simb\u00f3lica. 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