{"id":48775,"date":"2017-05-24T13:44:30","date_gmt":"2017-05-24T16:44:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=48775"},"modified":"2017-06-26T14:27:45","modified_gmt":"2017-06-26T17:27:45","slug":"entrevista-the-melancholic-youth-of-jesus-as-idissiocrassias-de-um-jesus-luso-melancolico-e-old-school","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-the-melancholic-youth-of-jesus-as-idissiocrassias-de-um-jesus-luso-melancolico-e-old-school\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA: THE MELANCHOLIC YOUTH OF JESUS &#8211; AS IDISSIOCRASSIAS DE UM JESUS LUSO, MELANC\u00d3LICO E OLD SCHOOL"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48778\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-the-melancholic-youth-of-jesus-as-idissiocrassias-de-um-jesus-luso-melancolico-e-old-school\/melancholicyouthofjesus1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"melancholicyouthofjesus1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48778\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Sempre senti que em Portugal n\u00e3o t\u00ednhamos p\u00fablico&#8230; N\u00e3o perdi sono com isso porque n\u00e3o (&#8230;) quero estar a tomar <em>cocktails<\/em> ou ir a festas com o <em>jet set<\/em> luso. (&#8230;) N\u00e3o \u00e9 nossa culpa que malta g\u00f3tica e <em>indie<\/em> acham que t\u00eam o direito a serem os nossos produtores e <em>managers<\/em> quando nunca foram convidados para tal (&#8230; ) <em>Hey, guys<\/em>, novidade: n\u00e3o exigi a vossa presen\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Carlos S\u00e9rgio \u00e9 o c\u00e9rebro criador do The Melancholic Youth Of Jesus, banda portuguesa cria do p\u00f3s-punk que namorou o <em>metal<\/em>, tomou emprestadas refer\u00eancias de Beach Boys, Phil Spector, atravessou d\u00e9cadas entre vais-e-vens, e que n\u00e3o \u00e9, avisa o m\u00fasico, uma v\u00e1lvula de escape pra quest\u00f5es existenciais. Tendo come\u00e7ado \u00e0 \u00e9poca das fitas-cassete e assistido \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, n\u00e3o se empolga com as possibilidades de distribui\u00e7\u00e3o de m\u00fasica criadas pela Internet. &#8220;Quero voltar atr\u00e1s ao passado, <em>singles<\/em>, tipo Motown. Quem gosta, compra&#8221;, observa. &#8220;Mas as possibilidades s\u00e3o baixas&#8221;, admite.<\/p>\n<p>S\u00e3o quatro discos oficiais entre 1994 e 2014 (&#8220;Lowveld&#8221;, 1994; &#8220;One Life Ain&#8217;t Enough&#8221;, 1999; &#8220;Gush&#8221;, 2013; e &#8220;Slow Motion&#8221;, 2014), mais demos, EPs e compila\u00e7\u00f5es, todos independentes, com um intervalo entre 1999 e 2003, uma lista extensa de integrantes e uma certa \u00e1urea de banda <em>cult<\/em> adquirida ao longo dos anos. Carlos S\u00e9rgio d\u00e1 de ombros pra isso tudo. Quer fazer o que lhe vier \u00e0 cabe\u00e7a, embora n\u00e3o prometa nada. Porque como disse na entrevista a seguir, n\u00e3o est\u00e1 a fim de ser cobrado por ningu\u00e9m. Se h\u00e1 quem se incomode com a <em>bundamolice<\/em> que abarca boa parte do rock brasileiro, l\u00e1 em Portugal tem algu\u00e9m que tem algumas verdades a dizer. Em bom portugu\u00eas.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>FLOGA-SE: Eu me lembro de ouvir falar do The Melancholic Youth Of Jesus l\u00e1 em 1992, 1993, provavelmente em algum programa de r\u00e1dio mais atento a sons independentes dos EUA e Europa, mas infelizmente a banda nunca esteve entre as mais citadas, pelo menos aqui no Brasil, quando se falava de rock independente europeu. Como foi o princ\u00edpio da banda, l\u00e1 no fim dos anos 1990, a\u00ed em Portugal? Que cen\u00e1rio musical Portugal apresentava \u00e0 \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos S\u00e9rgio<\/strong>: Vim para Portugal em 1986, n\u00e3o conhecia o panorama musical \u2013 comecei os The Melancholic Youth Of Jesus em 1990 e foi duro, mas l\u00e1 consegui encontrar pessoas que entendiam as minhas ideias e seguimos, mas sempre mantive-me \u00e0 margem de Portugal e daquilo que se fazia e ainda hoje se faz em Portugal. Sobre a segunda quest\u00e3o, ainda hoje tento ser o mais <em>anti-mainstream<\/em> possivel, logo, acho que ao n\u00e3o sermos das primeiras bandas a ser referenciada \u00e9 natural pois nunca perdemos muito tempo com <em>marketing<\/em>. No entanto, somos falados em v\u00e1rios pontos do globo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Certamente h\u00e1 grupos de f\u00e3s do mYoj aqui no Brasil. Ainda mais agora, com a possibilidade de obter informa\u00e7\u00f5es em tempo real. Mas voc\u00ea disse que chegou em Portugal em 86. Levou com voc\u00ea alguma bagagem musical de sua terra natal que influenciou na cria\u00e7\u00e3o do mYof?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Vivi numa col\u00f4nia inglesa, Rod\u00e9sia (Zimb\u00e1bue no presente) e sim, a minha bagagem era a m\u00fasica e os <em>hits<\/em> dos EUA e do Reino Unido. Ouvia Tom Jones, Bonnie Tyler, Police quando era novo, e depois aqueles cl\u00e1ssicos como The Carpenters, John Denver, etc. Elvis, Beatles, Rolling Stones, Temptations \u2013 no fundo muito girava em torno da m\u00fasica ligeira e pop. Mas comecei a gostar dos The Who \u2013 &#8220;My Generation&#8221; \u2013 e nasceu aquele lado rebelde. Pink Floyd&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: Foram o <em>punk<\/em> e o p\u00f3s-punk que fizeram voc\u00ea pensar em ter uma banda? Houve algum elemento catalizador que acendeu a chama e fez voc\u00ea pegar uma guitarra e compor algo pr\u00f3prio?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: A minha primeira guitarra \u00e9 mais antiga que eu \u2013 herdei-a do meu pai, que \u00e9 m\u00fasico \u2013 estive sempre rodeado de m\u00fasica \u2013 acho que foi talvez a partir do ponto que ouvi &#8220;Close To Me&#8221;, do The Cure, que senti algo \u2013 uma chamada \u2013 afinal havia vida al\u00e9m de Wham e George Michael.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dn1N_K1RPww\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Qual o ponto de partida pro mYoj?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Francamente, n\u00e3o me recordo \u2013 ia a muitas festas de amigos meus que eram surfistas \u2013 acho que Beach Boys e Cramps foram coisas que me divertiam \u2013 um certo romantismo de se ir at\u00e9 a praia nas nossas motos e tocar guitarra de madrugada,  tinha 15 anos, pensar que nunca queria ser como os adultos.<\/p>\n<p><strong>F-se: E nunca precisar trabalhar em um escrit\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Ou numa bomba de gasolina e ser fodido pelo governo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Bem pensado. Me parece que, como aconteceu no Brasil, quando o fim da ditadura militar viu nascer um cen\u00e1rio de m\u00fasica pop e rock, Portugal tamb\u00e9m viu isso acontecer ao fim de um governo ditatorial. Voc\u00ea j\u00e1 disse que chegou em Portugal em 86, mas de alguma maneira a cena rock portuguesa dos anos 1980 chegou at\u00e9 o teu trabalho \u00e0 frente do mYoj?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: A m\u00fasica portuguesa naquela altura era dif\u00edcil de digerir&#8230; Atualmente \u00e9 intrag\u00e1vel&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: Nem mesmo no circuito independente, tanto \u00e0 \u00e9poca quanto agora, existem bandas e artistas que te pare\u00e7am interessantes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Nada que possa imaginar. Entretanto, vivi doze anos no Reino Unido e n\u00e3o me posso queixar de falta de escolha.<\/p>\n<p><strong>F-se: Atualmente gosto muito do Malcontent e da Pega Monstro, duas bandas a\u00ed de Portugal. Ainda sobre os primeiros dias do mYoj, voc\u00ea se lembra dos primeiros concertos? Imagino que conseguiam atrair f\u00e3s de p\u00f3s-punk, pela est\u00e9tica que adotaram.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: As pessoas n\u00e3o gostavam de n\u00f3s e ainda hoje muito menos&#8230; Surgiu um p\u00fablico mais afeito ao <em>metal<\/em> na era do &#8220;Lowveld&#8221;, mas sempre senti que em Portugal n\u00e3o t\u00ednhamos p\u00fablico&#8230; N\u00e3o perdi o sono com isso porque n\u00e3o leio os jornais nem sigo os notici\u00e1rios e nem quero estar a tomar <em>cocktails<\/em> ou ir a festas com o <em>jet set<\/em> luso.<\/p>\n<p><strong>F-se: Entendo. E essa sua postura em algum momento atrapalhou os planos pra banda? De algum modo isso impediu, por exemplo, que a banda tocasse em festivais ou dividisse o palco com outras bandas portuguesas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Toquei em muitos festivais e conheci muitos m\u00fasicos nacionais \u2013 atualmente a minha lista de amigos e gente interessante \u00e9 muito reduzida. Se a minha postura condicionou a banda \u2013 claro que sim \u2013 mas nunca escondi isso.<\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00ea falou que com o &#8220;Lowveld&#8221; houve uma aproxima\u00e7\u00e3o de f\u00e3s de <em>heavy metal<\/em>. H\u00e1 um v\u00eddeo da apresenta\u00e7\u00e3o da banda feito em P\u00f3voa de Varzim em 1993 em que fica clara a influ\u00eancia do metal, sobretudo no modo como o guitarrista Jo\u00e3o Rodrigues toca. Entretanto, por algum motivo, ao assistir o v\u00eddeo fiquei com a impress\u00e3o de que ele parecia inadequado \u00e0 est\u00e9tica da banda, que sempre me soou p\u00f3s-punk. Essa aproxima\u00e7\u00e3o com o <em>metal<\/em> foi intencional? Li tamb\u00e9m cr\u00edticas em sites portugueses que apontavam pra isso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: O que as pessoas dizem e pensam n\u00e3o podemos controlar \u2013 se o Jo\u00e3o estava fora do contexto, a resposta \u00e9 n\u00e3o. Entretanto, viramos uma banda <em>jazz<\/em>, de modo consentido, cada qual fazia o que queria, agora n\u00e3o \u00e9 nossa culpa que a malta g\u00f3tica e <em>indie<\/em> acham que tem o direito a serem os nossos produtores e <em>managers<\/em> quando nunca foram convidados pra tal&#8230;<\/p>\n<p><em>Show completo no Bar D. Galante, em 1993:<\/em><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rPSc0CbrUSE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Na \u00e9poca do Jo\u00e3o na banda, havia cr\u00edticas quanto ao modo que ele tocava?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Havia mais elogios que cr\u00edticas e sou f\u00e3 do Jo\u00e3o a par de todos os que se encontravam na banda, logo, est\u00e1vamos mais virados pros aspectos internos e o fato \u00e9 que o &#8220;Lowveld&#8221; ainda hoje \u00e9 um \u00e1lbum procurado.<\/p>\n<p><strong>F-se: Ainda sobre a est\u00e9tica da banda, n\u00e3o tenho como deixar de perguntar se a escolha do nome, The Melancholic Youth Of jesus, foi influenciada pelo Jesus And Mary Chain, j\u00e1 que me parece ser a banda inglesa uma das suas influ\u00eancias, assim como de um n\u00famero imenso de bandas que surgiu a partir de 1985, com o lan\u00e7amento de &#8220;Psychocandy&#8221;<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: N\u00e3o gosto do Jesus And Mary Chain como muitos assumem e o nome foi retirado do filme &#8220;Life Of Brian&#8221; (&#8220;A Vida De Brian&#8221;), do Monty Python, e a &#8220;A \u00daltima Tenta\u00e7\u00e3o De Cristo&#8221;, de (<em>Martin<\/em>) Scorcese.<\/p>\n<p><strong>F-se: Aqui no Brasil, quando bandas apareceram, no in\u00edcio dos anos 1990, com letras em ingl\u00eas, houve cr\u00edticas duras a muitas delas. A maior parte delas era acusada de ter uma certa frustra\u00e7\u00e3o por ter nascido no Brasil e n\u00e3o no Reino Unido ou nos EUA. A reposta das bandas em boa parte dos casos era de que a ideia era tornar o som algo mais universal. E quanto ao mYoj, havia algum outro interesse em compor em ingl\u00eas al\u00e9m do est\u00e9tico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Ingl\u00eas \u00e9 a minha primeira l\u00edngua, falo ingl\u00eas com os meus irm\u00e3os. Penso em ingl\u00eas, o que achas? Orgulho-me de saber que falo portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>F-se: No fim dos anos 1990 voc\u00ea foi morar em Londres, \u00e9 isso? Ao voltar a Portugal, retomou o trabalho com a banda. O que essa pausa acrescentou \u00e0 sua ideia pro conceito do mYoj?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Vivi um ano em Dublim onde n\u00e3o tive vontade de ser musico e dozew anos no Reino Unido onde aprendi muito&#8230; O que \u00e9 que isso acrescentou ao mYoj? Gostaria de mandar se foder muita gente e pedir desculpas aos que acreditam na banda ou em mim&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: Por motivos especiais? Algo relacionado a alguma esp\u00e9cie de cr\u00edtica quanto ao seu trabalho na banda?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: N\u00e3o. Tenho de aceitar com humildade que n\u00e3o gosto de ser abordado, n\u00e3o gosto que saiba que as pessoas avaliam-me com base na imagem que criaram de mim. Por vezes um ol\u00e1 e falar de coisas que nos aproximam vale mais do que aturar gente tediosa e deprimente que acha que \u00e9 o meu dever s\u00f3 porque aparecem voluntariamente a um concerto&#8230; <em>Hey, guys<\/em>, novidade: n\u00e3o exigi a vossa presen\u00e7a, por isso&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: Isso inclui tamb\u00e9m a ideia de dar entrevistas e falar do seu trabalho como m\u00fasico? Existem artistas ou integrantes de bandas que n\u00e3o gostam de dar entrevista, e at\u00e9 entendo que alguns n\u00e3o gostem, embora eu entenda tamb\u00e9m que isso seja parte de ser um artista ou m\u00fasico, ou algu\u00e9m que produz qualquer outro tipo de arte.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: J\u00e1 eu n\u00e3o \u2013 at\u00e9 aqui falamos de mim e zero da minha m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>F-se: \u00c9 que entendo que falar da m\u00fasica de algu\u00e9m \u00e9 falar da pessoa tamb\u00e9m (n\u00e3o quanto a fofocas, s\u00e3o coisas diferentes), porque n\u00e3o consigo separar a arte do artista. H\u00e1 algum disco do mYoj que voc\u00ea entenda como mais representativo do que voc\u00ea pretende pra banda desde que a criou? Particularmente, gosto muito do Gush.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Adoro &#8220;Gush&#8221;, \u00e9 o \u00e1lbum que eu queria fazer.<\/p>\n<p><strong>F-se: Parece ser um disco excelente de ser executado ao vivo. Voc\u00ea pode falar como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o pra esse disco, as grava\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Adoro &#8220;Gush&#8221; e adorei andar a trocar de metr\u00f4 em Londres a tocar o &#8220;Gush&#8221; varias vezes na mesma noite, mas faz parte do passado e n\u00e3o irei repetir a experi\u00eancia. \u00c9 um disco que eu ou\u00e7o com prazer \u2013 n\u00e3o vendeu muito, mas foi um gozo tremendo. Foi um regresso \u00e0s origens.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mAUgj1Q_e3w\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-0Pe4yD0Cm8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>F-se: Quanto ao primeiro disco, o que deu in\u00edcio aos primeiros registros da banda, voc\u00ea se lembra do per\u00edodo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o? \u00c9 sempre uma experi\u00eancia \u00fanica, pra uma banda iniciante, entrar em est\u00fadio pela primeira vez, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Sinceramente n\u00e3o sou uma pessoa romantica \u2013 entrei e sa\u00ed \u2013 <em>done<\/em>.<\/p>\n<p><strong>F-se: Ao longo desses anos com a banda, voc\u00ea adotou algum m\u00e9todo pra compor? Preferia o isolamento pra pensar em m\u00fasicas novas, o est\u00fadio, com os demais integrantes, pra incluir novas ideias \u00e0s suas, qual o modo te parecia mais eficaz<\/strong>?<\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Boa Pergunta. Acho que gostei da ideia de ter de apresentar uma can\u00e7\u00e3o em vinte e quatro horas e estar sob press\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>F-se: E em algum momento percebeu que essa press\u00e3o te direcionava pra algum caminho? Algo mais tenso, mais acelerado, pesado&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Acho que n\u00e3o. Faz-me ser mais objetivo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Lendo textos que tentam narrar as fases do mYoj, eu fico com a impress\u00e3o que a banda \u00e9 um projeto bastante seu, pessoal, at\u00e9 por conta da troca de m\u00fasicos. Voc\u00ea entende que sua m\u00fasica reflete essa ideia, do m\u00fasico com um projeto bem definido que o leva adiante por muitos anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Recebo mensagens de pessoas que entendem as coisas \u00e0 sua maneira \u2013 uns at\u00e9 pensam que perco tempo com as l\u00edricas da banda, quando na realidade procuro encontrar palavras que encaixam. Po\u00e9tico? Nem pensar! Sou m\u00fasico e as minhas l\u00edricas apenas satisfazem um objetivo \u2013 a personagem e n\u00e3o aquilo que sou realmente&#8230;<\/p>\n<p><strong>F-se: Posso pensar que n\u00e3o h\u00e1 nada biogr\u00e1fico em suas letras ent\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Nada seria mais longe da verdade \u2013 n\u00e3o me vejo nas l\u00edricas do mYoj pois n\u00e3o sou eu.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"48779\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-the-melancholic-youth-of-jesus-as-idissiocrassias-de-um-jesus-luso-melancolico-e-old-school\/melancholicyouthofjesus2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"melancholicyouthofjesus2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus2.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-48779\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus2.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00ea trabalha em algo novo do mYoj atualmente? Tem planos pra um pr\u00f3ximo disco, uma nova excurs\u00e3o por Portugal e pa\u00edses vizinhos, se for poss\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: N\u00e3o posso confirmar, pois existem ofertas mas estou a fazer tudo pra dificultar e frustrar essas oportunidades. A chance de se ouvir um novo disco ou ver um concerto? Baixas, pois, por uma quest\u00e3o de integridade estou a diminuir a hip\u00f3tese disso acontecer. Mas por trinta milh\u00f5es de Euros repenso a minha integridade art\u00edstica e at\u00e9 canto em cima de uma tenda de circo.<\/p>\n<p><strong>F-se: Mas hoje gravar est\u00e1 mais simples. \u00c9 poss\u00edvel gravar um disco inteiro em casa e distribuir pro mundo em instantes. Essas possibilidades vindas com a tecnologia te animam?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Tenho um est\u00fadio e uma gravadora \u2013 anima-me essa hip\u00f3tese? Pelo contr\u00e1rio! Afasta-me mais do desejo de querer interagir com cibernautas que acham que sou empregado deles.<\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00ea prefere lan\u00e7ar um disco novo, caso venha a faz\u00ea-lo, do modo convencional, com um disco f\u00edsico e vendas em lojas ou <em>online<\/em>, \u00e9 isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Sobre edi\u00e7\u00f5es, quero voltar atr\u00e1s ao passado, <em>singles<\/em>, tipo Motown. Quem gosta, compra, mas as possibilidades s\u00e3o baixas, logo, n\u00e3o pagando pelo est\u00fadio \u2013 \u00e9 um risco que vale a pena, pois sou colecionador e acho que somos uma banda pra gente atenta e que gosta de colecionar.<\/p>\n<p><strong>F-se: Tamb\u00e9m prefiro o disco, a coisa f\u00edsica, a rela\u00e7\u00e3o do ouvinte com uma obra completa, com m\u00fasica, encarte, fotos, informa\u00e7\u00f5es etc.. Com a Internet, no meu caso, eu ou\u00e7o uma banda hoje e me esque\u00e7o dela semana que vem, mas \u00e9 uma caracter\u00edstica minha. J\u00e1 que voc\u00ea tem esse foco, pensa em um dia relan\u00e7ar seus discos pela sua editora ou em alguma compila\u00e7\u00e3o do que voc\u00ea entende ser o seu melhor material e lan\u00e7ar em CD ou vinil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Por esse motivo \u2013 seres colecionador \u2013 estou apenas, e saliento <em>apenas<\/em>, dispon\u00edvel pra falar com blogues e entusiastas, pois, os <em>media mainstream<\/em> esbarram na minha indiferen\u00e7a, e, gosto do <em>old skool<\/em>, onde h\u00e1 entusiasmo e muito cora\u00e7\u00e3o e as coisas fazem-me apenas porque existe a vontade de se fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>F-se: Enquanto fal\u00e1vamos, estava ouvindo algumas faixas do mYogenic sessions. Esse material foi gravado ao vivo? \u00c9 muito bom&#8230; Como foram gravadas essas m\u00fasicas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Estava a montar o meu est\u00fadio, logo entrava \u00e0s 8:00h e \u00e0s 12:00h, tinha tr\u00eas temas gravados \u2013 era essa a ideia. Algumas vezes sabia o que queria, mas o grosso foi fruto da press\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>F-se: Voc\u00ea estabelece prazos pra si, \u00e9 isso? Parece que funciona muito bem.<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: Em linhas gerais, sim. Gosto do desafio, mas tem de haver coordena\u00e7\u00e3o. Mas componho rapidamente.<\/p>\n<p><strong>F-se: O que voc\u00ea tem escutado de m\u00fasica atualmente. Voc\u00ea citou o modelo da Motown de lan\u00e7amentos. M\u00fasica negra, as <em>girl groups<\/em>, os grupos vocais, os artistas da gravadora american est\u00e3o entre os seus preferidos? Algum artista ou banda atual te agrada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>CS<\/strong>: N\u00e3o existe o atual. Felizmente tenho uma forma\u00e7\u00e3o musical rica e diversificada \u2013 tenho her\u00f3is hoje, mas amanh\u00e3 tenho outros \u2013 desde Hermeto Pascoal a Stockhausen. Existe o meu gira discos e hoje vai de Can a 13th Floor Elevators, passando pelo &#8220;Crimson And Clover&#8221;, dos Shondells ou a vers\u00e3o Joan Jett. Estou sempre a descobrir algo \u2013 mal de mim pensar que tenho algo a ensinar \u2013 sou apenas um f\u00e3 ou um <em>groupie<\/em> e digo isto honestamente.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Filipe Albuquerque \u00e9 guitarrista da banda Duelectrum e tem um blogue (infelizmente inativo) no Bem Paran\u00e1, chamado &#8220;Blog Vox&#8221;, onde esta entrevista foi <a href=\"http:\/\/www.bemparana.com.br\/vox\/as-idiossincrasias-de-um-jesus-luso-melancolico-e-old-school\/\" target=\"_blank\">originalmente publicada<\/a>, em 13 de novembro de 2015. A publica\u00e7\u00e3o no <strong>Floga-se<\/strong> foi autorizada pelo autor.<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: Patricia Ferreira, pra Tracker Magazine<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-ulcerate-um-territorio-mais-profundo\/\" title=\"ENTREVISTA: ULCERATE &#8211; UM TERRIT\u00d3RIO MAIS PROFUNDO\">ENTREVISTA: ULCERATE &#8211; UM TERRIT\u00d3RIO MAIS PROFUNDO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-jordaan-mason-desejo-estranho-de-documentar-a-vida\/\" title=\"ENTREVISTA: JORDAAN MASON &#8211; DESEJO ESTRANHO DE DOCUMENTAR A VIDA\">ENTREVISTA: JORDAAN MASON &#8211; DESEJO ESTRANHO DE DOCUMENTAR A VIDA<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-will-oldham-dos-pes-de-um-vulcao-para-o-mundo\/\" title=\"ENTREVISTA: WILL OLDHAM &#8211; DOS P\u00c9S DE UM VULC\u00c3O PARA O MUNDO\">ENTREVISTA: WILL OLDHAM &#8211; DOS P\u00c9S DE UM VULC\u00c3O PARA O MUNDO<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-kyle-field-mais-vulneravel-do-que-jovem\/\" title=\"ENTREVISTA: KYLE FIELD &#8211; MAIS VULNER\u00c1VEL DO QUE JOVEM\">ENTREVISTA: KYLE FIELD &#8211; MAIS VULNER\u00c1VEL DO QUE JOVEM<\/a><\/li><li><a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/entrevista-mineral-uma-comunidade-ao-longo-do-tempo\/\" title=\"ENTREVISTA: MINERAL &#8211; UMA COMUNIDADE AO LONGO DO TEMPO\">ENTREVISTA: MINERAL &#8211; UMA COMUNIDADE AO LONGO DO TEMPO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Sempre senti que em Portugal n\u00e3o t\u00ednhamos p\u00fablico&#8230; N\u00e3o perdi sono com isso porque n\u00e3o (&#8230;) quero estar a tomar cocktails ou ir a festas [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":48778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[888],"tags":[1146,2443],"class_list":["post-48775","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-entrevista-internacional","tag-melancholic-youth-of-jesus"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melancholicyouthofjesus1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cGH","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48775\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}