{"id":49309,"date":"2017-07-25T14:02:05","date_gmt":"2017-07-25T17:02:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49309"},"modified":"2017-08-15T23:24:55","modified_gmt":"2017-08-16T02:24:55","slug":"acidas-uma-nova-chance","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-nova-chance\/","title":{"rendered":"\u00c1CIDAS: UMA NOVA CHANCE"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49311\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-nova-chance\/acidas6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas6.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidas6\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas6.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas6.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49311\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas6.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/acidas6.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Em 2013, um amigo pr\u00f3ximo recebeu um diagn\u00f3stico terr\u00edvel: ele tinha cinquenta por cento de chance de morrer em seis meses. Imagine o desespero. Tentou segundas e terceiras opini\u00f5es. Alguns m\u00e9dicos nem se prestaram a confrontar a tese. Outros corroboraram. Os exames demoravam e os seis meses voavam. Cinquenta por cento.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia estava l\u00e1 aflita e ele, sereno, sereno. A proximidade da morte e, especialmente, voc\u00ea <em>saber<\/em> que ela est\u00e1 pra acontecer parece impor na pessoa uma clareza \u00fanica sobre a vida. Ele passou a viver de verdade, como era de se esperar e como o clich\u00ea manda. Tentou fazer pequenas coisas que achava desimportantes antes e que agora se apresentavam indispens\u00e1veis. Uma delas era andar. Caminhar pelas ruas da cidade e pelos bairros mais distantes. Ver gente diferente. Pegava um \u00f4nibus qualquer e ia at\u00e9 o ponto final.<\/p>\n<p>Foi a comunidades desassistidas pelo poder p\u00fablico e viu os bailes que todo mundo enchia o saco dizendo que eram &#8220;perigosos&#8221;. T\u00edpico classe m\u00e9dia boboca, assustado pelo desconhecido e diagnosticado como invi\u00e1vel pela propaganda constante. &#8220;Gente&#8221;, ele se atentava ao \u00f3bvio, &#8220;\u00e9 tudo gente&#8221; e mais nada. &#8220;Est\u00e3o todos assustados, n\u00f3s e eles, n\u00f3s e voc\u00eas, voc\u00eas e eles, eu e voc\u00ea, minha m\u00e3e e a sua&#8221;, dizia, tentando diminuir as dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Seis meses, por\u00e9m, \u00e9 muito pouco tempo. E eles passaram r\u00e1pido. N\u00e3o foram muitos bailes, n\u00e3o foram muitos passeios de bicicleta pela cidade, n\u00e3o foram muitos \u00f4nibus como gostaria, n\u00e3o foram quase nada de bares (ele tomava rem\u00e9dios mil e, foda-se, bebia tamb\u00e9m, desrespeitando ordens m\u00e9dicas &#8211; afinal, <em>ele tinha cinquenta por cento de chance de morrer<\/em>).<\/p>\n<p>Seu renascimento acelerado pra vida mudou uma chave. Se s\u00e3o cinquenta por cento de chances de morrer, oras, pelo o que se lembrava das aulas de matem\u00e1tica, ele tinha igualmente cinquenta por cento de chances de viver. \u00c9 mais do que muita gente, pensando bem. Com a diferen\u00e7a que ele <em>sabia<\/em> que podia morrer dali a pouco. Quer coisa mais libertadora?<\/p>\n<p>Mas ele n\u00e3o morreu, como voc\u00ea pode imaginar. Na verdade, hoje, 2017, Brasil de GOLPISTA e Pez\u00e3o desabando ao redor, e ele est\u00e1 viv\u00edssimo da silva, s\u00f3 que mais sagaz e esperto e desperto. Ainda sente a ang\u00fastia do que &#8220;a qualquer momento&#8221; pode acontecer. Sente que est\u00e1 fazendo hora extra entre os vivos. Mas aquela saga de descobrimento e conhecimento da vida, iniciada quando do diagn\u00f3stico funesto e irrespons\u00e1vel, se expandiu de um jeito que ele n\u00e3o imaginava e, livre das amarras da advocacia (que cursara por imposi\u00e7\u00e3o do pai), foi trabalhar numa ONG voltada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Queria n\u00e3o s\u00f3 ver gente, mas se integrar, ajudar e fazer disso uma profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>L\u00e1, conheceu um ex-aluno de uma das muitas comunidades desassistidas pelo Estado, que j\u00e1 adulto tentava reverter \u00e0s novas crian\u00e7as do seu bairro o mesmo aprendizado que tinha recebido no projeto &#8211; dizia e ainda repete que o projeto o havia salvado da m\u00e3o acolhedora do tr\u00e1fico e lhe aberto o mundo pelo estudo. Os dois se apaixonaram. N\u00e3o foi imediato, \u00e0 primeira vista. Foi um amor crescente, em ondas de respeito e admira\u00e7\u00e3o m\u00fatuas de dois mundos que se completam (na verdade, teve dramas e perrengues como qualquer casal e relacionamento, mas eu t\u00f4 tentando florear aqui pra ficar mais bonito).<\/p>\n<p>Eles se completam e respiram m\u00fasica. Foi o meu amigo que apresentou os p\u00f3s-punks que fizeram nossa adolesc\u00eancia. Foi o marido dele que apresentou os pancad\u00f5es bacanas e sinistros. Foi meu amigo que mostrou os sambas e pagodes <em>mainstream<\/em> como algo divertido. Foi o esposo dele que apresentou algumas sinfonias obscuras. Hoje, claro, ambos s\u00e3o meus amigos e n\u00e3o h\u00e1 festa que eles n\u00e3o espetem l\u00e1 seus <em>pen drives<\/em> e musiquem a tarde e a noite, incansavelmente. Unidos pela diferen\u00e7a e indiferen\u00e7a social, atados pela m\u00fasica.<\/p>\n<p>O casal \u00e9 uma das minhas fontes de descobertas musicais &#8211; h\u00e1 outras, sim, h\u00e1 outras, mas ofere\u00e7o ouvidos mais male\u00e1veis \u00e0s suas ofertas sonoras. Faz pouco tempo, eles me ofereceram um disco que me impressionou sobremaneira: &#8220;Espectro&#8221;, do Tant\u00e3o E Os Fita (assim mesmo, no singular, ap\u00f3s o artigo no plural).<\/p>\n<p>D\u00e1 pra animar uma festa ou escrachar umas cabe\u00e7as s\u00f3 com esse disco. Os neur\u00f4nios ficam inflamados com as batidas ora arrastadas, ora secas, os ru\u00eddos met\u00e1licos e urbanos, com as letras panflet\u00e1rias, objetivas e certeiras, com o vocal dram\u00e1tico. \u00c9 a poesia \u00e1cida de nossos dias.<\/p>\n<p>Na faixa de abertura, Tant\u00e3o roucamente anuncia: &#8220;centro gal\u00e1tico&#8230; globulares&#8230; lentecular&#8230; irregular&#8230;&#8221;, pra ent\u00e3o entrar um &#8220;la la la la&#8221; e uma batida irresist\u00edvel e envolvente. Ele segue: &#8220;al\u00e9m do alcance dos olhos \/ barra de estrelas \/ buraco negro \/ barra pesada&#8221;, pra ent\u00e3o afiar o fac\u00e3o e, ap\u00f3s um improv\u00e1vel breque, cutucar o poder p\u00fablico com &#8220;medida de seguran\u00e7a \/ formando paisagens&#8221;.<\/p>\n<p>Clipe de &#8220;Espectro&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tYcY9z2Jl9U\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Logo, vem &#8220;Refugiados&#8221;: &#8220;sem porto pra atracar \/ somente o mar \/ navegar&#8221;, versos entoados repetidamente. Um soco na cara do descaso e da desumanidade. A impossibilidade da segunda chance.<\/p>\n<p>E pensar que tem gente que n\u00e3o se comove. S\u00f3 deve ficar impass\u00edvel quem n\u00e3o precisa implorar por uma segunda chance.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ART4Z6HoDdU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>E a letra e a batida &#8220;Walk This Way&#8221; de &#8220;ARL&#8221;? E o clipe s\u00e1dico de &#8220;ARL&#8221;?<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bGvYbjpGNZc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Abrimos o portal muito perigoso, malandroso, barra-pesada, letal, perigoso, mortal, maravilhoso, canta Tant\u00e3o, em &#8220;Portal&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KIm0JaEswAE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel falar sobre uma a uma dessas potentes can\u00e7\u00f5es e letras do disco, porque as letras de Tant\u00e3o s\u00e3o assim. E Tant\u00e3o, perguntei, quem seria? Fui alertado que ele n\u00e3o \u00e9 uma descoberta esperta dos cafund\u00f3s da percep\u00e7\u00e3o da nossa restrita sociedade desatenta. Ele \u00e9 o Tant\u00e3o do Black Future &#8211; <em>o<\/em> Black Future, banda maquiav\u00e9lica que em 1988 lan\u00e7ou o inacredit\u00e1vel &#8220;Eu Sou O Rio&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-black-future-eu-sou-o-rio-1988\/\" target=\"_blank\">veja um tanto mais aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Fui atr\u00e1s ver qual\u00e9, mas pouco se falou de &#8220;Espectro&#8221; na nossa imprensa. Uma pena. Entretanto, Tant\u00e3o est\u00e1 e sempre esteve por a\u00ed. Esteve no Festival Novas Frequ\u00eancias 2016 e em demais shows por a\u00ed, e andou fazendo participa\u00e7\u00f5es especiais em discos dos outros.<\/p>\n<p>Da\u00ed que resolveu se juntar Abel Duarte e Cain\u00e3 Bomilcar, metade da Radiolixo (Joaquim Pedro dos Santos participa em &#8220;Luxor&#8221; e na faixa-t\u00edtulo), pra corromper a l\u00f3gica e virar algo entre o Death Grips e o Fausto Fawcett.<\/p>\n<p>&#8220;Espectro&#8221; \u00e9 o seu primeiro lan\u00e7amento desde o disco do Black Future.<\/p>\n<p><iframe style=\"border: 0; width: 400px; height: 472px;\" src=\"https:\/\/bandcamp.com\/EmbeddedPlayer\/album=960816160\/size=large\/bgcol=ffffff\/linkcol=0687f5\/artwork=small\/transparent=true\/\" seamless><a href=\"http:\/\/quintavant.bandcamp.com\/album\/qtv-023-espectro\">QTV 023 \u2013 Espectro by Tanta\u0303o e os Fita<\/a><\/iframe><\/p>\n<p>Fiquei fascinado em imaginar sua hist\u00f3ria. De g\u00eanio aclamado pela cr\u00edtica &#8220;especializada&#8221; da Revista Bizz \u00e0 \u00e9poca pra um esquecido qualquer na biblioteca da m\u00fasica n\u00e3o-aclamada brasileira, Tant\u00e3o renasceu com a sua paix\u00e3o pela verborragia objetiva e econ\u00f4mica. Deram-no como esquecido. Ele ta\u00ed. Deram-no como um ningu\u00e9m e ele atracou-se ao porto da po\u00e9tica raivosa. N\u00e3o \u00e9 um refugiado proibido de cantar.<\/p>\n<p>Deram-no \u00e0 realidade ao dar abrigo num est\u00fadio. Em um dia ele, Duarte e Bomilcar gravaram &#8220;Espectro&#8221; (&#8220;Esse \u00e1lbum foi gravado em uma \u00fanica sess\u00e3o na noite de 22 de mar\u00e7o de 2016 no est\u00fadio da Radiolixo no Est\u00e1cio\/RJ. Poucos elementos foram gravados ou inseridos na fase de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o&#8221;).<\/p>\n<p>O casal amigo alerta que n\u00e3o conhece a hist\u00f3ria de Tant\u00e3o nem do pessoal da Radiolixo. N\u00e3o sabe se, como eles dois, o trio precisou de uma segunda chace pra seguir vivendo. Eu pondero que o \u00f3bvio \u00e9 que todo mundo precise, de uma forma ou de outra. Uns de uma maneira mais grave, outros diariamente, outros sem perceber. Um dos grandes clich\u00eas da vida \u00e9 justamente a que um dia \u00e9 na vit\u00f3ria, outro \u00e9 na derrota e o dia seguinte \u00e9 limpando a poeira pra chegar de novo na vit\u00f3ria, pra ent\u00e3o ter outra derrota e o ciclo seguir. \u00c9 basicamente assim.<\/p>\n<p>S\u00f3 o que fazemos entre uma etapa e outra \u00e9 que nos diferencia. O casal de amigos e Tant\u00e3o E Os Fita est\u00e3o fazendo e seguindo. Quem j\u00e1 precisou de uma segunda chance jamais desiste de acreditar.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>01. Espectro<br \/>\n02. Refugiados<br \/>\n03. A R L<br \/>\n04. Portal<br \/>\n05. Kabul<br \/>\n06. Marcia X<br \/>\n07. L\u00e1 Vem A Dire\u00e7\u00e3o<br \/>\n08. Oi Cat<br \/>\n09. Luxor<br \/>\n10. Espectro 2<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49310\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-nova-chance\/tantaoeosfita-espectro\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"tantaoeosfita-espectro\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?fit=300%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?resize=300%2C300\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49310\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tantaoeosfita-espectro.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-sem-passado-e-sem-futuro\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO\">\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-quatro-discos-quatro-vozes-so-mulheres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES\">\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-voo-sem-sentido-asas-pra-se-apoiar\/\" title=\"\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR\">\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-a-adaptacao-de-flores-silvestres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES\">\u00c1CIDAS: A ADAPTA\u00c7\u00c3O DE FLORES SILVESTRES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-uma-voz-e-tudo\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO\">\u00c1CIDAS &#8211; UMA VOZ E TUDO<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013, um amigo pr\u00f3ximo recebeu um diagn\u00f3stico terr\u00edvel: ele tinha cinquenta por cento de chance de morrer em seis meses. 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