{"id":49741,"date":"2017-09-12T15:18:55","date_gmt":"2017-09-12T18:18:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49741"},"modified":"2018-04-13T14:48:03","modified_gmt":"2018-04-13T17:48:03","slug":"cidade-das-estrelas-a-musica-em-la-la-land","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cidade-das-estrelas-a-musica-em-la-la-land\/","title":{"rendered":"CIDADE DAS ESTRELAS &#8211; A M\u00daSICA EM LA LA LAND"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49770\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cidade-das-estrelas-a-musica-em-la-la-land\/lalaland1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lalaland1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49770\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;La La Land &#8211; Cantando Esta\u00e7\u00f5es&#8221; era barbada ao Oscar de Melhor Filme entregue em 2017. Chegou a ganhar. Mas foi numa cena que misturou-se pastel\u00e3o e suspense, na qual se viu Warren Beatty e Faye Dunaway anunciando o pr\u00eamio, sendo logo foi desmentidos em pleno palco, que os produtores do filme viram a honraria migrar pra &#8220;Moonlight: Sob A Luz Do Luar&#8221;, o preferido de muita gente.<\/p>\n<p>O filme de Damien Chazelle, o jovem diretor que o mundo admirou dois anos antes com &#8220;Whiplash: Em Busca Da Perfei\u00e7\u00e3o&#8221;, ganhou ares de papa-tudo da temporada de premia\u00e7\u00f5es na mesma propor\u00e7\u00e3o que dividia opini\u00f5es como num Fla-Flu. Havia uma estranha sensa\u00e7\u00e3o de que gostar de &#8220;Moonlight&#8221; e de &#8220;La La Land&#8221; ao mesmo tempo era uma heresia, um pecado refor\u00e7ado e trombeteado pelos cin\u00e9filos radicais.<\/p>\n<p>Uma das maiores cr\u00edticas a &#8220;La La Land&#8221; \u00e9 com a disposi\u00e7\u00e3o do filme em propagar uma estranha necessidade de &#8220;salvar o jazz&#8221; &#8211; desejo vindo de um personagem branco, loiro, gal\u00e3 e, pra muitos, canastr\u00e3o. Soa como essa hist\u00f3ria de &#8220;o rock morreu&#8221;, &#8220;n\u00e3o se faz mais rock como antigamente&#8221; ou qualquer uma dessas senten\u00e7as fatalistas normalmente proferidas por tioz\u00f5es pregui\u00e7osos em procurar novidades, ou por algu\u00e9m mais augusto que todos n\u00f3s, nunca se sabe.<\/p>\n<p>Chazelle, nascido em 1985, n\u00e3o \u00e9 exatamente um tioz\u00e3o. \u00c9 jovem, promissor e j\u00e1 ofereceu boas amostras de seu talento, tanto quanto de sua prefer\u00eancia pelo <em>jazz<\/em>. Seus tr\u00eas filmes at\u00e9 aqui giram em torno do estilo &#8211; com exce\u00e7\u00e3o gloriosa do roteiro de &#8220;Rua Cloverfield, 10&#8221; (com mais dois roteiristas e dirigido por Dan Trachtenberg, em 2016).<\/p>\n<p>Causou estranheza a obsess\u00e3o infantil do personagem de Ryan Gosling de querer &#8220;salvar o <em>jazz<\/em>&#8220;, por vezes at\u00e9 atacando o samba, uma bobagem digna de toda e qualquer cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Mas, a despeito disso, &#8220;La La Land&#8221; tem muitas e diversas qualidades. Desde a sequ\u00eancia sem cortes da dan\u00e7a de abertura, at\u00e9 a ousadia de oferecer ao p\u00fablico atual, bombardeado pelas rasteirices lideradas por super-her\u00f3is, um estilo cinematogr\u00e1fico que praticamente morreu em 1979, com o &#8220;All That Jazz&#8221;, de Bob Fosse, ou com os filmes com John Travolta embebido em brilhantina. De l\u00e1 pra c\u00e1, s\u00e3o poucos os musicais que podem ser levados a s\u00e9rio (com um m\u00ednimo de boa vontade): &#8220;Cry-Baby&#8221;, de John Waters (1990), &#8220;Evita&#8221;, de Alan Parker (1996), e &#8220;Chicago&#8221;, de Rob Marshall (de 2002, ganhador do Oscar de Melhor Filme em 2003).<\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel que seja assim. Em tempos de filmes &#8220;montanha-russa&#8221;, com pouco tempo pro espectador respirar, causa estranheza personagens que param tudo o que est\u00e3o fazendo pra dan\u00e7ar e cantar o que querem expressar um pro outro. \u00c9 uma for\u00e7a\u00e7\u00e3o de barra que n\u00e3o cabe nos dias de hoje (\u00e9 \u00e9poca de outras for\u00e7a\u00e7\u00f5es). Se os musicais fazem sentido no teatro e o cinema tentava levar pras telas a grandiosidade daqueles espet\u00e1culos desde a d\u00e9cada de 1920 (n\u00e3o \u00e0 toa, &#8220;O Cantos De Jazz&#8221;, um musicalzinho de 1927, \u00e9 o primeiro filme falado), a partir da d\u00e9cada de 1980 eles foram perdendo seu lugar, diante de um mundo mais duro, cruel e desigual (sempre foi cruel e desigual, \u00e9 verdade), r\u00e1pido, tecnol\u00f3gico e com hist\u00f3rias mais espetaculosas pra contar.<\/p>\n<p>Assim, Chazelle, um saudosista, viu no estilo uma forma de unir sua paix\u00e3o pelo <em>jazz<\/em> e seu amor por um cinema que n\u00e3o se v\u00ea mais.<\/p>\n<p>Curiosamente, apesar do personagem preconceituoso e infantil de Gosling, o <em>jazz<\/em> \u00e9 colocado em segundo plano em &#8220;La La Land&#8221;. Chazelle mexe pouco com ele, embora as melhores demonstra\u00e7\u00f5es de habilidade na montagem estejam nas sequ\u00eancias com <em>jazz<\/em> ao fundo. As cenas mais bonitas, dignas de um musical cl\u00e1ssico, s\u00e3o passagens rom\u00e2nticas: tirando a cena inicial, no engarrafamento, quando o diretor aplica a estampa de &#8220;dias atuais&#8221; pra plateia que est\u00e1 prestes a mergulhar no tempo, o par rom\u00e2ntico dan\u00e7a com o entardecer de Los Angeles ao fundo, com direito a sapateado; dan\u00e7a no observat\u00f3rio e planet\u00e1rio (de &#8220;Juventude Transviada&#8221;), com direito a voo entre estrelas e nuvens e planetas; e ela canta em seu teste pra um papel.<\/p>\n<p>Toda a aura colorida da fotografia e o clima nost\u00e1lgico n\u00e3o t\u00eam no <em>jazz<\/em> sua trilha principal, e sim as notas de um m\u00fasico nascido na Calif\u00f3rnia, em 1985, quando o g\u00eanero j\u00e1 desfrutava seus primeiros anos de ostracismo, Justin Hurwitz.<\/p>\n<p>Hurwitz chegou a escrever o roteiro pra um epis\u00f3dio de &#8220;Os Simpsons&#8221; e sete pra &#8220;The League&#8221;, mas foi nos tr\u00eas filmes de Chazelle, como autor das trilhas, que chegou rapidamente ao olimpo: dois Globos de Ouro e dois Oscar (todos por &#8220;La La Land&#8221;) coroaram esse reconhecimento.<\/p>\n<p>Os dois fizeram Havard juntos chegaram a tocar numa banda <em>indie<\/em> chamada Chester French, que lan\u00e7ou dois discos: &#8220;Love The Future&#8221; (2009) e &#8220;Music 4 Tngrs&#8221; (2012) &#8211; apenas Chazelle est\u00e1 creditado no primeiro disco, como o baterista.<\/p>\n<p>Eis o single mais conhecido da banda, &#8220;She Loves Everybody&#8221;:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TLIWLEJzqYc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mas o mundo pop era apenas uma brincadeira juvenil (bem, eles eram um tanto mais velhos que isso, mas o esp\u00edrito da banda era juvenil). O cinema \u00e9 um neg\u00f3cio que leva as coisas bem mais a s\u00e9rio. &#8220;Whiplash: Em Busca da Perfei\u00e7\u00e3o&#8221; custou tr\u00eas milh\u00f5es e meio de d\u00f3lares; &#8220;La La Land&#8221;, mais de trinta milh\u00f5es: n\u00e3o d\u00e1 pra &#8220;brincar&#8221; com uma grana dessas.<\/p>\n<p>&#8220;&#8216;La La Land&#8217; representou dois anos e meio de trabalho sem parar, com mais de mil e novecentas demos de piano, orquestrando cada nota eu mesmo. Uma quantidade inacredit\u00e1vel de trabalho e uma paix\u00e3o igualmente inacredit\u00e1vel&#8221;, <a href=\"http:\/\/www.latimes.com\/entertainment\/envelope\/la-en-mn-1208-justin-hurwitz-20161128-story.html\" target=\"_blank\">disse Hurwitz ao Los Angeles Times<\/a>. &#8220;Eu tinha que estar t\u00e3o fissurado pelo projeto pra seguir em frente. Fiquei doente porque n\u00e3o dormia o suficiente&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;La La Land&#8221; demorou mais de seis anos entre a concep\u00e7\u00e3o da ideia e o corte final justamente porque Chazelle n\u00e3o tinha o compositor certo. Com as trilhas bem sucedidas de &#8220;Guy And Madeline On A Park Bench&#8221; (2009) e &#8220;Whiplash: Em Busca Da Perfei\u00e7\u00e3o&#8221;, Hurwitz assumiu a confian\u00e7a profissional do amigo diretor pra poder embarcar nessa caminhada de for\u00e7a.<\/p>\n<p>Gregory Ellwood, autor do artigo no LA Times, escreve que &#8220;aos seus olhos, o perfeccionismo de Chazelle assegurou a ador\u00e1vel rea\u00e7\u00e3o \u00e0 trilha e m\u00fasicas de Hurwitz, incluindo &#8216;City Of Stars&#8217;, &#8216;Someone In The Crowd&#8217; e &#8216;Audition (The Fools Who Dream)&#8217;. As quase duas mil demos s\u00e3o o resultado direto do questionamento da dupla sobre como a m\u00fasica soaria ao p\u00fablico&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Eu vou lembrar dessa melodia depois que sair do cinema?&#8221;, pergunta-se Hurwitz. &#8220;Essa quest\u00e3o \u00e9 algo importante pra uma trilha, n\u00e3o apenas pras m\u00fasicas. Essa \u00e9 uma abordagem que vem da velha guarda&#8221;.<\/p>\n<p>A m\u00fasica-chave pra essa pergunta \u00e9 &#8220;City Of Stars&#8221;, can\u00e7\u00e3o que simboliza &#8220;La La Land&#8221; e seu &#8220;esp\u00edrito de musical&#8221;. Ela envolve quase toda a trama, seja orquestrada, em detalhes ou quando apresentada ao piano, interpretada por Gosling. Pra ela, Hurwitz foi buscar uma dupla de conhecidos, da mesma idade dele, que tateia o sucesso no teatro estadunidense, Justin Paul e Benj Pasek.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49771\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/cidade-das-estrelas-a-musica-em-la-la-land\/lalaland2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lalaland2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland2.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland2.jpg?resize=540%2C300\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49771\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland2.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland2.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>As letras e can\u00e7\u00f5es dos dois est\u00e3o presentes nos palcos de Chicago desde 2015, com &#8220;A Christmas Story: The Musical&#8221; e &#8220;Dogfight, Apostando No Amor&#8221;, e de Washington, com &#8220;Dear Evan Hansen&#8221; (pe\u00e7a pela qual ganharam o Tony).<\/p>\n<p>&#8220;City Of Stars&#8221; \u00e9 um feito raro. Saiu do musical cinematogr\u00e1fico adulto e foi pras r\u00e1dios. Virou um sucesso. E ganhou um Oscar n\u00e3o por isso, mas pela m\u00e1gica que a can\u00e7\u00e3o tem, apresentado com delicadeza pelo casal de personagens e com a forma reverencial (ao cinema) que a montagem e a c\u00e2mera de Chazelle conseguem.<\/p>\n<p>A maioria das can\u00e7\u00f5es de &#8220;La La Land&#8221; \u00e9 melanc\u00f3lica, triste. Os personagens est\u00e3o por baixo, num momento dif\u00edcil da carreira e da vida. Conforme o filme avan\u00e7a, isso muda, mas o fio condutor &#8220;City Of Stars&#8221;, numa refer\u00eancia \u00f3bvia \u00e0 capital do cinema, d\u00e1 o tom sonhador, como trampolim pra reviravolta no roteiro.<\/p>\n<p>&#8220;City of stars \/ Are you shining just for me? \/ City of stars \/ There&#8217;s so much that I can&#8217;t see&#8221; \u00e9 o mote principal escrito por Paul e Pasek, que ainda fornecem uma p\u00e9rola simples e igualmente sonhadora: &#8220;City of stars \/ Just one thing everybody wants \/ There in the bars and through the smokescreen \/ Of the crowded restaurants \/ It&#8217;s love \/ Yes, all we&#8217;re looking for is love \/ From someone else&#8221;.<\/p>\n<p>A dupla, cujo processo de trabalho come\u00e7a com a escrita de letras e depois colocando a m\u00fasica em cima, afirmou que a experi\u00eancia de escrever pra &#8220;La La Land&#8221; foi diferente porque a m\u00fasica j\u00e1 estava l\u00e1. Hurwitz havia cuidado de tudo musicalmente. Al\u00e9m do mais, as estrelas do filme, Emma Stone e Ryan Gosling, tamb\u00e9m deram sua contribui\u00e7\u00e3o depois.<\/p>\n<p>&#8220;Eles tinham opini\u00f5es&#8221;, disse a dupla \u00e0 ABCNews. &#8220;Era algo frustrante em certo ponto, mas virou muito gratificante e a coisa certa pro filme. Eles diziam coisas como &#8216;Hmm, n\u00e3o quero cantar isso&#8230; N\u00e3o tenho certeza se o personagem diria isso'&#8221;.<\/p>\n<p>Tal interfer\u00eancia era novidade pra dupla. &#8220;La La Land&#8221; \u00e9 o primeiro filme de Paul e Pasek, e a primeira vez trabalhando com astros de tal calibre. &#8220;Quando voc\u00ea trabalha com um ator inteligente, como Ryan e Emma, eles s\u00e3o como os CEOs de seus personagens. Eles t\u00eam que encarn\u00e1-los mais do que qualquer outra pessoa, ent\u00e3o eles sabem o que seria natural pro seu personagem fazer, o que seu personagem diria&#8221;, prosseguiram. &#8220;E, obviamente, Damian Chazelle \u00e9 um vision\u00e1rio inacredit\u00e1vel e uma das mais maravilhosas e fant\u00e1sticas colabora\u00e7\u00f5es que j\u00e1 tivemos&#8221;.<\/p>\n<p>A dupla, que trabalha junta desde 2004, rasga seda aos atores e ao diretor porque o trabalho funcionou e os pr\u00eamios e novos convites agora chovem na horta. Mas, a seu modo, compor &#8220;City Of Stars&#8221; pro filme foi como vivenciar o que os personagens da hist\u00f3ria enfrentam ao tentar transpor a barreira das aten\u00e7\u00f5es de Hollywood, com a vantagem que Paul e Pasek j\u00e1 vinham construindo uma carreira no teatro e migrar pro cinema seria o &#8220;caminho natural&#8221;.<\/p>\n<p>Se a parceria Hurwitz + Paul &#038; Pasek vai chegar a ser comparada a Nacio Herb Brown + Arthur Freed (&#8220;Cantando Na Chuva&#8221;, 1952), George + Ira Gershwin, Oscar Hammerstein II (&#8220;A Novi\u00e7a Rebelde&#8221;, 1965), Johnny Mercer, Leonard Bernstein + Stephen Sondheim (&#8220;Amor, Sublime Amor&#8221;, 1961) etc. etc. etc., \u00e9 claro que \u00e9 preciso esperar. Mas em plena segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo vinte e um uma obra musical cinematogr\u00e1fica que seja relevante e feita por criadores t\u00e3o jovens \u00e9 de se admirar.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de &#8220;salvar o <em>jazz<\/em>&#8220;, Chazelle e sua turma deram nova vida a um g\u00eanero cinematogr\u00e1fico morto e enterrado. Al\u00e9m, claro, de uma m\u00fasica inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cZAw8qxn0ZE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VFUos9sYbHs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GTWqwSNQCcg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Foto que abre o artigo: Al Seib (do LA Times)<\/em><\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/the-smiths-as-citacoes-de-morrissey-no-cinema\/\" title=\"THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA\">THE SMITHS: AS CITA\u00c7\u00d5ES DE MORRISSEY NO CINEMA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/revisitando-catherine-spaak-lesercito-del-surf-1964\/\" title=\"REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)\">REVISITANDO: CATHERINE SPAAK &#8211; L&#8217;ESERCITO DEL SURF (1964)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/david-shire-a-trilha-apocaliptica-nao-usada\/\" title=\"DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA\">DAVID SHIRE &#8211; A TRILHA APOCAL\u00cdPTICA N\u00c3O USADA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/meridian-west-a-banda-obscura-sem-disco-e-quase-esquecida\/\" title=\"MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA\">MERIDIAN WEST &#8211; A BANDA OBSCURA, SEM DISCO E QUASE ESQUECIDA<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/o-colecionador-sequestros-serial-killers-groupies-e-musica-pop\/\" title=\"O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP\">O COLECIONADOR: SEQUESTROS, SERIAL KILLERS, GROUPIES E M\u00daSICA POP<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;La La Land &#8211; Cantando Esta\u00e7\u00f5es&#8221; era barbada ao Oscar de Melhor Filme entregue em 2017. Chegou a ganhar. Mas foi numa cena que misturou-se [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2363],"tags":[54],"class_list":["post-49741","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-cinema"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/lalaland1.jpg?fit=540%2C300&ssl=1","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pBlnN-cWh","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49741\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}