{"id":49921,"date":"2017-10-02T17:17:28","date_gmt":"2017-10-02T20:17:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=49921"},"modified":"2017-10-26T20:02:27","modified_gmt":"2017-10-26T22:02:27","slug":"acidas-o-national-e-as-muitas-ou-poucas-belezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-national-e-as-muitas-ou-poucas-belezas\/","title":{"rendered":"\u00c1CIDAS: O NATIONAL E AS MUITAS OU POUCAS BELEZAS"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"49926\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-national-e-as-muitas-ou-poucas-belezas\/acidas8\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/acidas8.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,300\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidas8\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/acidas8.jpg?fit=540%2C300&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/acidas8.jpg?resize=540%2C300\" width=\"540\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-49926\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/acidas8.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/acidas8.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>Monique era linda. Exalava tanta sofistica\u00e7\u00e3o que passei a cham\u00e1-la de Moniqu\u00ea, um afrancesado acento que a divertia. N\u00e3o era uma beleza padr\u00e3o. Era um tanto &#8220;acima do peso&#8221; (acima do peso de quem, cara-p\u00e1lida?) e andava com tanta graciosidade que faria aquelas modeletes rob\u00f3ticas e esquel\u00e9ticas do padr\u00e3o desfile de moda parecerem elefantes desengon\u00e7ados. Apaixonei-me de imediato.<\/p>\n<p>Mas nunca chegamos a namorar. Ela gostava de aproveitar a vida e transava com quem queria. Sorte minha que queria com frequ\u00eancia comigo. Era o que chamam de amizade colorida. Passar tempo juntos era divertimento com sexo divertido.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o mundo \u00e9 implac\u00e1vel. A gente acha que pessoas bem resolvidas est\u00e3o imunes \u00e0s maldades do mundo. N\u00e3o est\u00e3o, claro. Moniqu\u00ea n\u00e3o estava. Apesar das risadas, do constante bom humor demonstrado, dos muitos amigos, do carinho, ela sofria. Ningu\u00e9m imaginava que ela tinha depress\u00e3o. Bom, a maioria imagina a depress\u00e3o como algo nada al\u00e9m de &#8220;frescura&#8221; ou tristeza passageira. Eu tenho e monitoro constantemente. H\u00e1 graus. N\u00e3o \u00e9 brincadeira.<\/p>\n<p>Moniqu\u00ea me ensinou muita coisa. N\u00e3o s\u00f3 a viver bem, curtir o dia a dia a partir do m\u00ednimo, mas sobre m\u00fasica. Ela era fascinada por um tipo de m\u00fasica que se v\u00ea nas p\u00e1ginas desses sites descoladinhos como o Pitchfork e o Consequence Of Sound, site que vivem mais de pautas cavadas por assessorias do que de jornalismo de fato &#8211; e que um bocado de sites no Brasil imita. Apresentou-me uma cacetada de artistas e alguns deles acabaram na minha lista de favoritos di\u00e1rios.<\/p>\n<p>Um deles foi o National, grupo que j\u00e1 vi aqui no Brasil e que virou uma esp\u00e9cie de queridinho dos descoladinhos pelo som de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o e elegante apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2017, o quinteto de Ohio lan\u00e7ou seu s\u00e9timo disco, &#8220;Sleep Well Beast&#8221;, tentando exorcizar alguns dos dem\u00f4nios que, afinal, nem s\u00e3o s\u00f3 deles.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, Moniqu\u00ea andava mais furtiva, pensativa, calada. Ouvia &#8220;Sleep Well Beast&#8221; com frequ\u00eancia no seu aparelhinho min\u00fasculo de MP3. Era uma das suas bandas preferidas, afinal de contas. Foi o disco que adotei depois que tudo aconteceu.<\/p>\n<p>Semana passada, Moniqu\u00ea se jogou da janela d\u00e9cimo-quinto andar no pr\u00e9dio onde morava sozinha, no Rio de Janeiro. Os amigos dizem que ela morreu antes do corpo se espatifar na traseira de um carro estacionado l\u00e1 embaixo: o cora\u00e7\u00e3o talvez tenha parado antes, tal a descarga de emo\u00e7\u00e3o pelo ato final. \u00c9 um modo de tentar amenizar a dor de quem fica. A dor dela devia ser insuport\u00e1vel. Silenciosa, mas insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>A \u00faltima vez em que estive com ela, amante e amigo, foi no m\u00eas passado. O trabalho de n\u00f3s dois andava naquela exig\u00eancia que n\u00e3o nos permite encontros constantes. Ela era maquiadora. Naquele dia, foi trabalhar normalmente. Sorriu, almo\u00e7ou, parecia se divertir como nunca no trabalho que nem considerava um trabalho de tanto que gostava. Voltou de carona com duas amigas, que a deixaram numa padaria perto de seu pr\u00e9dio. Ali, comprou p\u00e3o, requeij\u00e3o <em>light<\/em>, um ch\u00e1 verde em caixa, pagou em dinheiro e foi pra casa. Trocou de roupa e foi correr pelas ruas do bairro &#8211; havia conquistado o prazer da corrida h\u00e1 pouco tempo e vinha perdendo peso, algo que nem parecia uma obsess\u00e3o pra ela, apesar das piadinhas que sempre ouviu.<\/p>\n<p>Sua fam\u00edlia refez os passos dela naquele dia. Durante todo o tempo, parece, s\u00f3 ouviu &#8220;Sleep Well Beast&#8221;, mas isso sou eu quem est\u00e1 dizendo. A fam\u00edlia deixou o tocador de MP3 dela pra mim. Quando foi encontrado, estava tocando ininterruptamente o disco, j\u00e1 que s\u00f3 havia esse disco ali. Na primeira m\u00fasica, &#8220;Nobody Else Will Be There&#8221;, Matt Berninger canta &#8220;Goodbyes always take us half an hour \/ Can&#8217;t we just go home?&#8221; (&#8220;Despedidas sempre nos tiram meia hora \/ N\u00e3o podemos s\u00f3 ir embora?&#8221;). Era essa a frase que estava no bilhete, n\u00e3o carta, de &#8220;despedida&#8221;. Despedida que, como se v\u00ea, ela n\u00e3o queria ter. Sua ideia era que as pessoas ficassem com uma mensagem positiva de sua passagem por aqui.<\/p>\n<p>\u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o que tenho ao ouvir o disco. Ele me d\u00e1 uma tristeza absurda pela lembran\u00e7a de minha &#8220;amiga colorida&#8221; que se foi sem um tchau, menos at\u00e9 do que pela tem\u00e1tica, sobre a solid\u00e3o, com picos de cafonice dram\u00e1tica (como na \u00f3tima &#8220;Day I Die&#8221;, que tamb\u00e9m trata <em>bullyng<\/em> no relacionamento e ci\u00fames), mas n\u00e3o s\u00f3. O pr\u00f3prio vocalista Berninger admitiu que h\u00e1 cutucadas em Trump, o presidente que o mundo adora odiar e que tem por obriga\u00e7\u00e3o esculhambar (s\u00f3 ouvir &#8220;The System Only Dreams In Total Darkness&#8221;, com sua guitarra palpitantemente estridente, e a incr\u00edvel &#8220;Turtleneck&#8221;, talvez a mais feroz e \u00e1cida can\u00e7\u00e3o do National, algo <em>velvetiana<\/em>).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GwZvip416NU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2O6duDDkhis\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Fui atr\u00e1s e vi numa entrevista que Berninger disse que &#8220;as letras s\u00e3o de livre associa\u00e7\u00e3o, algumas com refer\u00eancias \u00f3bvias a &#8216;certas&#8217; pessoas nos dias de hoje que n\u00e3o conseguimos evitar. Muita coisa \u00e9 sobre moda, algumas s\u00e3o sobre sexo, mas muitas delas s\u00e3o misturadas com a pol\u00edtica e a confus\u00e3o total e a frustra\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas \u00e9 meio que uma afirma\u00e7\u00e3o que se pode fazer de todo disco do National ou at\u00e9 mesmo de toda a produ\u00e7\u00e3o musical popular, numa medida ou outra.<\/p>\n<p>Moniqu\u00ea pode ter ouvido o disco por apoio, por identifica\u00e7\u00e3o, ou pode s\u00f3 ter gostado da obra por ser do National, sem se atentar \u00e0s letras (ela n\u00e3o tinha no ingl\u00eas seu forte). Pode ainda ter tomado a decis\u00e3o fatal minutos antes dela acontecer. A gente n\u00e3o sabe como nosso c\u00e9rebro funciona e que estalo deu pra desencadear o \u00edmpeto.<\/p>\n<p>&#8220;Sleep Well Beast&#8221; n\u00e3o foi \u00e0 primeira audi\u00e7\u00e3o meu disco preferido do National. Talvez nunca se torne, por tudo o que aconteceu. Meus preferidos s\u00e3o o &#8220;Boxer&#8221; (2007) e o &#8220;High Violet&#8221; (2010), que eram os preferidos dela tamb\u00e9m. Por\u00e9m, \u00e9 inevit\u00e1vel que esse trabalho fique pra sempre como uma marca tr\u00e1gica na minha vida.<\/p>\n<p>Longe tamb\u00e9m de culpar a obra. Moniqu\u00ea n\u00e3o pulou com ele. Deixou pra tr\u00e1s. E tocando. E, ao final de tudo, deixou pra mim.<\/p>\n<p>H\u00e1 m\u00fasicas muito tristes (algumas pass\u00e1veis), como &#8220;Empire Line&#8221;, &#8220;Guilty Party&#8221; (com uma batida <em>radioheadiana<\/em>), &#8220;Dark Side Of The Gym&#8221; e &#8220;Carin At The Liquor Store&#8221;, que faz alus\u00e3o a uma das m\u00fasicas preferidas dela, &#8220;Karen&#8221;, de &#8220;Alligator&#8221; (2005). Carin e Karen s\u00e3o a mesma personagem, s\u00f3 que Carin \u00e9 a grafia certa. E \u00e9 nessa m\u00fasica que eu creio que ligamos Moniqu\u00ea e o disco: &#8220;So blame it on me \/ I really don&#8217;t care \/ It&#8217;s a foregone conclusion&#8221; (&#8220;Ent\u00e3o, me culpe \/ Eu realmente n\u00e3o me importo \/ \u00c9 uma conclus\u00e3o inevit\u00e1vel&#8221;).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eEe_yCVLQSc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/71xmrULJ-ms\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode culpar ningu\u00e9m por estar doente. Depress\u00e3o, vale aqui a lembran\u00e7a, \u00e9 uma doen\u00e7a cruel e implac\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, creio que &#8220;Sleep Well Beast&#8221; deu mais algumas semanas de vida a ela. Gosto de pensar nessa alternativa. Talvez Moniqu\u00ea fosse expulsar toda a crueldade silenciosa do mundo preconceituoso e exigente sobre ela de qualquer jeito, com ou sem a obra. Ao ouvir a voz de Berninger remetendo a Leonard Cohen na faixa-t\u00edtulo, a derradeira do \u00e1lbum, talvez ela tenha achado que n\u00e3o podia ir embora sem viver um pouco com tal beleza.<\/p>\n<p>S\u00f3 que h\u00e1 pouca beleza no mundo. Ou h\u00e1 muita. A vis\u00e3o sobre essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 que nos diz se estamos conseguindo conviver bem nele ou n\u00e3o.<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-sem-passado-e-sem-futuro\/\" title=\"\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO\">\u00c1CIDAS &#8211; SEM PASSADO E SEM FUTURO<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-the-national-weird-goodbyes-com-bon-iver\/\" title=\"OU\u00c7A: THE NATIONAL &#8211; WEIRD GOODBYES (COM BON IVER)\">OU\u00c7A: THE NATIONAL &#8211; WEIRD GOODBYES (COM BON IVER)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-quatro-discos-quatro-vozes-so-mulheres\/\" title=\"\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES\">\u00c1CIDAS: QUATRO DISCOS, QUATRO VOZES, S\u00d3 MULHERES<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/acidas-o-voo-sem-sentido-asas-pra-se-apoiar\/\" title=\"\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR\">\u00c1CIDAS: O VOO SEM SENTIDO, ASAS PRA SE APOIAR<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/ouca-the-national-somebody-desperate\/\" title=\"OU\u00c7A: THE NATIONAL &#8211; SOMEBODY DESPERATE\">OU\u00c7A: THE NATIONAL &#8211; SOMEBODY DESPERATE<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monique era linda. 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