{"id":51617,"date":"2018-03-29T14:41:49","date_gmt":"2018-03-29T17:41:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/?p=51617"},"modified":"2018-03-29T14:44:59","modified_gmt":"2018-03-29T17:44:59","slug":"resenha-mount-eerie-now-only","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-mount-eerie-now-only\/","title":{"rendered":"RESENHA: MOUNT EERIE &#8211; NOW ONLY"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"51618\" data-permalink=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-mount-eerie-now-only\/mounteerie-capa-nowonly\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"540,540\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mounteerie-capa-nowonly\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?fit=540%2C540&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?resize=540%2C540\" width=\"540\" height=\"540\" class=\"alignnone size-full wp-image-51618\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?w=540&amp;ssl=1 540w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?resize=83%2C83&amp;ssl=1 83w, https:\/\/i0.wp.com\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mounteerie-capa-nowonly.jpg?resize=55%2C55&amp;ssl=1 55w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Agora eu via somente a aus\u00eancia de vida. E j\u00e1 n\u00e3o havia diferen\u00e7a entre aquilo que um dia fora meu pai e a mesa onde ele jazia, ou o ch\u00e3o onde estava a mesa, ou a tomada na parede embaixo da janela, ou o fio que ia at\u00e9 a lumin\u00e1ria ao lado dele. Pois os seres humanos s\u00e3o apenas formas em meio a outras formas, as quais o mundo n\u00e3o cessa de reproduzir, n\u00e3o s\u00f3 naquilo que tem vida, mas tamb\u00e9m naquilo que n\u00e3o tem, desenhado na areia, na pedra e na \u00e1gua. E a morte, que eu sempre considerara a maior dimens\u00e3o da vida, escura, imperiosa, n\u00e3o era mais que um cano que vaza, um galho que se quebra ao vento, um casaco que escorrega do cabide e cai no ch\u00e3o&#8221;. &#8211; Karl Ove Knausg\u00e5rd, &#8220;Minha Luta 1: A Morte Do pai&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios momentos em &#8220;Now Only&#8221; em que uma previs\u00e3o metaf\u00f3rica se anuncia, por\u00e9m todos s\u00e3o dizimados por algo chamado &#8220;realidade&#8221;. As cenas descritas no disco s\u00e3o todos sobre a presen\u00e7a onisciente da mulher de Phil Elverum (que \u00e9 o Mount Eerie), Genevi\u00e8ve Castr\u00e9e, que morreu em junho de 2016, devido a um c\u00e2ncer. Phil rumina sobre os fantasmas dela, sobre os sonhos com ela, enquanto encara um mundo novo habitado por uma aus\u00eancia permanente acompanhando-o em todos os momentos.<\/p>\n<p>Se no disco anterior, &#8220;A Crow Looked At Me&#8221; (2017), havia uma hesita\u00e7\u00e3o em cantar sobre a morte (mas n\u00e3o se engane, a hesita\u00e7\u00e3o \u00e9 convertida em uma devasta\u00e7\u00e3o impactante), &#8220;Now Only&#8221; \u00e9 sobre seguir em frente, com muita dor, carregando o legado da vida que construiu em conjunto com a pessoa amada.<\/p>\n<p>N\u00f3s eventualmente chegamos a essa parte da vida, mas com Phil veio muito mais cedo do que o imaginado: as lembran\u00e7as no disco surgem por pura associa\u00e7\u00e3o afetiva, desde quando Elverum come\u00e7ou a se aventurar no mundo da m\u00fasica \u00e0s cenas mais recentes, sem uma ordem cronol\u00f3gica, porque o luto funciona assim: \u00e9 uma roleta-russa aleat\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 pra quem efetivamente vai partir deste mundo, mas tamb\u00e9m pros que ficam.<\/p>\n<p>De repente, em meio \u00e0s explica\u00e7\u00f5es e divaga\u00e7\u00f5es sobre o passado, surge o corpo concreto de Genevi\u00e8ve. Phil repete &#8220;mesmo assim eu canto pra voc\u00ea&#8221;, com uma consci\u00eancia de que aceitar a morte n\u00e3o se respalda na tentativa de tentar aquietar os ecos ressoantes que algu\u00e9m amado deixa nas nossas vidas. N\u00f3s usamos essa aus\u00eancia de diferentes maneiras, mas algo em comum une os que passam por luto: temos que tentar encontrar alguma maneira que nos afinque neste plano, suportando o abismo e o deserto que \u00e9 a morte de algu\u00e9m pr\u00f3ximo. N\u00e3o d\u00e1 pra ser de outra maneira, sen\u00e3o piramos e queremos morrer tamb\u00e9m. Como uma galeria excepcional de momentos que ressoam, o acervo que nos \u00e9 deixado pode ser um peso excessivo, mas tamb\u00e9m um presente raro impresso em carne-viva a partir de algu\u00e9m amado. Muitas vezes ambos ao mesmo tempo. As cenas que nos acompanham s\u00e3o fardos porque a possibilidade de sua origem foi arrancado de nossas m\u00e3os e s\u00e3o cinzas dispersas que, eventualmente, retornar\u00e3o como momentos distorcidos de uma exist\u00eancia:<\/p>\n<p>&#8220;But I laid there on the moss \/ Compost and memory: \/ There&#8217;s nothing else \/ I can hear Wolves in the Throne Room singing: \/ &#8216;I will lay down my bones among the rocks and roots&#8217; \/ At night I sit and picture myself curled up beneath \/ Ten feet of water at the bottom of the lake \/ I imagined trout bumping against me in the low diminished light \/ Holding my breath trying to be a boulder \/ Eroding, to join you in re-mingling with a background \/ Of churned muck coalescing in the dark \/ But to get ground back down to matter only \/ Eternal and dumb becoming not a thing \/ Abdicating form&#8221; (em &#8220;Earth&#8221;).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6wqNmAhCOzo\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A morte \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o interna porque remodula nossa rela\u00e7\u00e3o com os objetos ao redor; as pinturas, os utens\u00edlios dom\u00e9sticos, a vizinhan\u00e7a onde moramos etc. Nos encontramos no mesmo mundo, mas encarando e reagindo \u00e0s coisas de maneira completamente diferente, interpretando as pessoas de outra maneira e um pouco mais conscientes de que a forma f\u00edsica deteriorar\u00e1 e n\u00e3o demorar\u00e1 muito.<\/p>\n<p>Uns precisam de conforto, outros precisam dar vaz\u00e3o violenta \u00e0 tristeza, outros, como Elverum, ficam repetindo o amor incondicional que sentem pela sua esposa. Depois de tudo, \u00e9 evidenciado que h\u00e1 um buraco eterno que n\u00e3o se permite fechar e nem ser preenchido, que as coisas feitas p\u00f3s-luto sempre parecer\u00e3o incompletas, confluindo pra um local desolado. Mas n\u00e3o d\u00e1 pra fazer muito mais do que isso. A totalidade da morte \u00e9 um fardo, Phil n\u00e3o nega isso, e sua forma de lidar com esse peso \u00e9 preenchendo tudo ao redor com seu pesar, assim homenageando sua vers\u00e3o de quem se foi:<\/p>\n<p>&#8220;In the ruins of our household, we wake up again \/ Coming back into this \/ Every day that comes, the echo of you living here gets quieter \/ Obscured by the loud wind of us now \/ Wailing and moaning for you&#8221; (em &#8220;Crow, Pt.2&#8221;).<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o disco na \u00edntegra:<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4Od48JqOfzU\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A forma de Phil falar atrav\u00e9s do choque da perda \u00e9 dilu\u00edda, mas n\u00e3o enfraquecida, atrav\u00e9s dos objetos do cotidiano e do clima, como se tudo que permanecesse est\u00e1tico ap\u00f3s a morte de Genevi\u00e8ve reagisse, ainda que quietamente e ainda que indiferentemente, ao luto. Como se a forma ausente da esposa relocalizasse n\u00e3o apenas Elverum e sua filha, mas todo o entorno que acompanha ambos.<\/p>\n<p>Triste ao registrar com os olhos que as coisas que permanecem est\u00e3o todas filtradas por um corpo que n\u00e3o existe mais, de que cada sinal de exist\u00eancia \u00e9 atravessada pela cat\u00e1strofe da perda. Qualquer tipo de possibilidade de no\u00e7\u00e3o precisa acerca das coisas \u00e9 assombrada pela mortalidade de quem n\u00e3o existe mais. O resultado \u00e9 uma imprecis\u00e3o que cria um abismo entre quem sofre do luto e os outros: como fica evidenciado em uma passagem na qual Phil fala sobre tocar m\u00fasicas sobre morte pra um bando de adolescentes drogados. Isso \u00e9 o absurdo. Isso \u00e9 o abismo.<\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento deste disco, que segue a mesma tem\u00e1tica do antecessor, parece que o estado de transe abrupto que Elverum se encontra \u00e9 perp\u00e9tuo e o desafio passa a ser como agir a partir da trag\u00e9dia com uma filha pra criar e com a necessidade de continuar vivendo. Em uma sociedade extremamente imediatista, a fatalidade do luto pode promover um retiro pra uma c\u00e2mara que precede os acontecimentos. Isso \u00e9, com uma alergia for\u00e7ada ao excesso de representatividade, os testemunhos parecer\u00e3o mais sinceros e reais, ainda que carregados de uma dose brutal de saudades e nostalgia:<\/p>\n<p>&#8220;I don&#8217;t want to live with this feeling any longer than I have to \/ But also I don&#8217;t want you to be gone&#8221; (em &#8220;Earth&#8221;).<\/p>\n<p>O barulho da distor\u00e7\u00e3o da morte n\u00e3o diminui, \u00e9 o que &#8220;Now Only&#8221; atesta, mas \u00e9 com sua insist\u00eancia que tem de se viver, ainda que apoiado em sonhos sobre tudo o que existiu. As op\u00e7\u00f5es n\u00e3o variam muito mais do que isso e a abertura pras frestas de luz sempre est\u00e1 atravessada pela dor. Em &#8220;A Crow Looked At Me&#8221;, o disco termina com uma comovente cena final em que um corvo acompanha Elverum caminhando com sua filha. <\/p>\n<p>(O desejo de representar Genevi\u00e8ve que \u00e9 sempre esmagado pela lembran\u00e7a de que a realidade extinguiu seu corpo&#8230; O desejo de declarar o amor pra algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 mais aqui pra receber seus sentimentos)<\/p>\n<p>Depois de ouvir &#8220;Now Only&#8221; pela primeira vez e chorar dentro do meu quarto abafado em Santo Andr\u00e9, perguntei-me se seria errado escrever sobre isso e sobre o disco. Mas ent\u00e3o eu pude lembrar de todas as pessoas pr\u00f3ximas que deixaram seu corpo recentemente. De como Phil criou uma paisagem desolada dentro de mim e porque essa desola\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 dolorosamente real. A morte \u00e9 real e seu eco nunca nos abandona.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>1. Tintin In Tibet<br \/>\n2. Distortion<br \/>\n3. Now Only<br \/>\n4. Earth<br \/>\n5. Two Paintings By Nikolai Astrup<br \/>\n6. Crow pt. 2<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>NOTA: 10,0<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento: 16 de mar\u00e7o de 2018<br \/>\nDura\u00e7\u00e3o: 43 minutos e 43 segundos<br \/>\nSelo: P.W. Elverum &#038; Sun<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Phil Elverum<\/p>\n<h3 class='related_post_title'>Leia mais:<\/h3><ul class='related_post'><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-shit-and-shine-new-confusion-e-persher-man-with-the-magic-soap\/\" title=\"RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;\">RESENHA: SHIT AND SHINE &#8211; &#8220;NEW CONFUSION&#8221;; E PERSHER &#8211; &#8220;MAN WITH THE MAGIC SOAP&#8221;<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-skullcrusher-quiet-the-room\/\" title=\"RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM\">RESENHA: SKULLCRUSHER &#8211; QUIET THE ROOM<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.botequimdeideias.com.br\/flogase\/resenha-feliz-fm-nome-morto-j-p-caron-a-juventude-do-rio-de-janeiro-respira-por-aparelhos-ruidosos\/\" title=\"RESENHA: FELIZ FM, NOME MORTO &#038; &#038; J.-P. 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